Recomenda-se, tradicionalmente, que a localização de uma casa, de um escritório etc. se indique com a preposição em: na ou no (e não à ou ao, construções consideradas como imitação do francês). Luís, que morava NA RUA atrás da Estação, trouxe a notícia para os do suplemento. (AF) A polícia prendeu o pintor Marcone da Silveira, 21 anos, residente NO JARDIM Tiradentes, em Aparecida de Goiânia. (OP)
De fato, essa é a construção sempre usada quando se trata de indicação de lugar de gênero masculino, mas, quando se trata do gênero feminino, frequentemente se usa a preposição a (que, craseando-se com o artigo a, resulta na forma à). É uma construção que, de fato, não encontra explicação, o que se evidencia no fato de que a construção masculina que seria o correspondente (com ao) não ocorre.
Assim, são usuais construções não recomendadas pelos manuais normativos como: Morava À RUA Paissandu, num da série de sobrados geminados, pintados de róseo vivo, perto do que tinha era residência do Tifum. (CF)
Entretanto, não se usa nunca morava AO LARGO Paissandu. (1)
Fonte de Consulta
(1) NEVES, Maria Helena de Moura. Guia de Uso do Português: Confrontando Regras e Usos. 2. ed., São Paulo: Unesp, 2012.