INFECÇÃO HOSPITALAR
A invasão de organismos hospedeiros quando o corpo se encontra sensibilizado após a entrada ou alta de um hospital
BALNEÁRIO CAMBORIÚ – SC 28/02/2020
O objetivo principal é descrever o papel do enfermeiro na prevenção e no controle das infecções relacionadas à assistência da saúde nas Comissões de Controle de Infecção Hospitalar. Tendo como objetivos específicos: demonstrar a importância das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar para todos os profissionais na área da saúde de forma a prevenir a disseminação de microrganismos e contaminação cruzada de pacientes. Discutir sobre os cuidados do enfermeiro que contribuem para o controle da infecção no ambiente hospitalar. Identificar os riscos de infecção hospitalar, inspeção da ampliação de técnicas assépticas e aplicação das mesmas, a evolução tecnológica e os princípios básicos, medidas de isolamento, as ações de prevenção e controle são a arma nessa luta pelo bem-estar populacional, além de orientar os enfermeiros, pacientes e até mesmo os próprios médicos para que haja um maior cuidado dentro das unidades de saúde do país, tanto públicas quanto particulares. Será dado um momento onde o texto ira trazer uma sequência de fatos reais, um tanto quanto alarmantes, seguidos de uma séria de alternativas propostas para tornar os hospitais e clínicas de todos os gêneros o que já deviam de ser, locais seguros.
Iniciando de uma forma leiga até alcançar um conhecimento mais aprofundado, este trabalho visa trazer o esclarecimento do que são as infecções hospitalares além da clássica explicação vaga. Nele serão expostos e descritos os mais diversos tipos de contaminações possíveis dentro da área hospitalar, fora os cuidados que muitas vezes deixam de ser ressaltados e efetivados dentro das instalações de atendimento, inclusive no próprio quarto do paciente. Como enfrentar os casos quando eles lamentavelmente acontecem e a melhor forma de exterminá-los. A estrutura de toda dissertação será baseada em fatos científicos comprovados pelos estudos de diversos laboratórios médicos que serão mencionados juntos com os elementos referentes a cada um. Toda a fonte da pesquisa estará disponível nas referências para mais informações sobre os dados apresentados ao longo dos textos.
1 INTRODUÇÃO
1.1 OS MALES DA INFECÇÃO
1.2 INFECÇÃO X INFLAMAÇÃO
1.3 INFECÇÃO HOSPITALAR
2 ERROS DA EQUIPE E DE QUEM ESTÁ DE FORA
2.1 CUIDADOS DO PROFISSIONAL
2.2 CUIDADOS DOS VISITANTES
2.3 CUIDADOS COM O MATERIAL
3 APÓS O DESCUIDO
3.1 FORA DA UNIDADE
3.2 DENTRO DA UNIDADE
4 ÉTICA MÉDICA E BIOÉTICA
4.1 OBRIGAÇÕES E PRESSÕES
4.2 O PROFISSIONAL TRANSTORNADO
4.3 EQUIDADE NOS HOSPITAIS
5 IMUNOLOGIA
5.1 DEFESA NATURAL E VACINAS
6 UMA HISTÓRIA BREVE
6.1 FLORENCENIGHTINGALE
6.2 IGNAZ PHILIPP SEMMELWEIS
7 O PAPEL DO ENFERMEIRO
7.1 TENTANDO SER PRÁTICOS
As infecções dentro e fora dos hospitais são um mal que vem causando problemas a muito tempo. Qualquer tipo de ocorrido que baixe a imunidade corporal, ou mesmo se o próprio indivíduo não tiver uma imunidade adequada, é uma porta de entrada para os microrganismos/micróbios mais perigosos.
É importante lembra que, diferente do que os mitos dizem, microrganismos não são puramente maléficos. Como já aprendemos na escola, porém muitos de nós o esquecem, existem microrganismos perfeitamente compatíveis ao corpo humano e que podem até mesmo ajudar-nos com a nossa saúde, são esses os organismos colocados em diversos iogurtes, queijos, cervejas e vinhos; além de usados em medicamentos para a digestão de alimentos e na penicilina. Bom seria se todo organismo fosse benéfico, infelizmente, existe também os microrganismos patogênicos, que produzem doenças infecciosas e contagiosas a todo corpo que encontrar sobe circunstancias favoráveis a contaminação. Esses tipos de microrganismos carregam parasitas, vírus e bactérias que nem sempre serão visíveis a olho nu. É possível reconhecer o bolor ou fungo que se instala em uma fruta, no entanto, ver com seus próprios olhos a bactéria da Salmonella ou o vírus da Hepatite A é um tanto mais complicado.
A melhor prevenção contra os microrganismos maléficos que provocam as infecções continua sendo até hoje a higiene. Higiene essa que mais da metade da população faz da maneira incorreta. Rotinas corridas e a temerosa preguiça têm tirado de nós um dos ensinamentos mais básicos de nossas vidas, higiene pessoal, seja com qualquer parte do corpo. É algo tão fácil e simples que acreditamos ser os metres daquilo e, nessa distração de orgulho, acabamos fazendo tudo errado. Não encontramos mais pessoas que lavem as mãos regularmente ou mesmo depois de usar o banheiro, até escovar os dentes está sendo complicado. Grande parte população, induzidos pelos esteriótipos de beleza, concentram sua atenção exclusivamente em rostos, cabelos e unhas, isso pode até tornar essas áreas em específico um pouco mais protegidas, entretanto, há doenças o suficiente para todas as partes do corpo. O cuidado precisa ser geral! E não podemos esquecer que muitas das químicas utilizadas em cosméticos, quando aplicadas em excesso, se tornam extremamente perigosas para a saúde, podendo elas mesmas conter os microrganismos doentes por vencimento ou por terem sido compartilhadas com uma pessoa ou local contaminado.
Apesar das diversas oportunidades de aprendizado oferecidas, quase toda pessoa que vemos hoje andando pela rua não têm consciência dos dados mais simples das ciências da saúde e muitas delas cometem esse terrível erro de confundir sintomas. Doenças simples se tornam sérias e doenças sérias se tornam simples nesse ponto de vista incorreto e inexperiente. A falta de interesse pela informação e principalmente a passagem de informações falsas causa um legítimo caos na mente dos indivíduos que convivem diariamente com infecções e inflamações e não conseguem assimilar os diferentes sintomas, ficando perdidos nesse jogo de: “quem é quem?”
O mais correto nas duas situações é procurar por um médico ou profissional da saúde competente que saiba discernir os casos. A inflamação é comum após o corpo ter sofrido algum tipo de agressão na sua parte física ou no sistema imunológico, os sintomas começam como uma resposta do organismo levando sangue e fluidos corporais até o local lesionado a fim de reverter a situação. Similar ao efeito presente na infecção, quando as células de defesa se dispõem a lutar contra o mal invasor externo fazendo surgir diversos sintomas de reação.
A similaridade dos sintomas (dor, aquecimento do corpo, vermelhidão e etc) tornam esse erro drástico muito comum, mas apesar de ser uma explicação plausível, está longe de ser uma justificativa. Uma inflamação dificilmente ira causar as mesmas consequências a longo prazo de uma infecção, vista que esta é mais grave e leva a contração de perigosas doenças.
Algo que também complica o discernimento da população é a espetacular frequência com que vemos estes dois males agindo juntos. Como já foi dito, a inflamação é causada principalmente por lesões físicas, o que muitas vezes envolve cortes, e não há nada mais favorável para um microrganismo contaminador que uma ferida aberta. No momento em que as lesões são causadas, independe do acidente ou do local ocorrido, o essencial é sempre reagir na hora para evitar a infecção. Esterilize a ferida se esta tiver aberto a pele em qualquer dimensão que seja e tome um cuidado redobrado com batidas e inflamações internas, pois elas são capazes de reduzir a imunidade de qualquer pessoa e, dessa forma, tornar o corpo todo suscetível a contaminação externa.
Estando presente na lista dos maiores problemas enfrentados dentro de agências da saúde, a infecção hospitalar é mais grave que as infecções comuns pelo fato de acontecer dentro de um ambiente onde há circulação de pessoas doentes. Ou seja, vários microrganismos contagiosos de diversas origens estão inevitavelmente presentes ali. Isso faz das IRAS (Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde) uma das maiores causas de mortalidade e incapacitação de pacientes no Brasil, além de elevar o custo dos devidos tratamentos qualificados.
É trabalho da SCIH (Serviço de Controle de Infecção Hospitalar) e CCIH (Comissão de Controle de Infecção hospitalar) evitar que isso aconteça, infelizmente não é um serviço simples esse. Como uma guerra que não pode ser vencida, mas sempre precisa ser travada. Nosso problema mais grave não está apenas no tratamento, mas principalmente na prevenção, cuidados simples que deixamos de fazer ao longo do processo de atendimento ao paciente, nesse caso a coroa da prevenção contínua a ser a higiene das mãos. Profissionais da saúde possuem rotinas corridas e entram em contado com enfermos de diferentes causas e níveis, sem uma descontaminação por parte destes as doenças se veem livres para “passear” entre os quartos de hospital, contaminando mais e mais pessoas. Para que isso não aconteça, a AMECI (Associação Mineira de Epidemiologia e Controle de Infecções) nos mostra os momentos mais básicos em que é necessário desinfectar-nos em um atendimento comum:
Para melancolia dos pacientes, ao ser atendidos dificilmente veem um profissional realizar esses cinco trabalhos completos. Muitos se limitam apenas a seguir três dessas recomendações, duas, uma e alguns nem realizam nenhuma delas. Para os profissionais que não seguem esses princípios básicos, o risco de contaminação para os pacientes e para eles próprios é extremamente alto. Nenhum profissional da área da saúde em sã consciência deixaria de lado a segurança, o problema está na baixa segurança. A falsa esperança de que uma luva não pode rasgar, de que certas doenças não são tão contagiosas, que se não vejo sujeira ela não existe. Todos pensamentos errados, porém, presentes no dia a dia dos agentes de saúde.
É natural que em meio a todo problema haja uma busca por culpados e como na maioria dos casos, todos são de certa forma responsáveis. Começamos pela equipe de profissionais da saúde, pois qualificações de nada servem se não forem utilizadas corretamente. Desde alunos em estágio à profissionais formados e experientes, a partir do momento em que a rotina de uma pessoa se torna o contato constante com a fragilidade do bem-estar humano começa a desencadear uma série de choques de realidade que por consequência levam, ou deveriam levar, a um maior cuidado em relação a contaminação. O próprio ato de manter as mãos higienizadas (exemplo citado acima) não têm sido feito de maneira correta. Por falta de tempo e as vezes de consciência, a maioria dos funcionários que operam no sistema de saúde não lavam as mãos por estarem apressados demais e pelo falso julgamento de que as mãos já parecem limpas. Além disso, aqueles que ainda seguem esse procedimento, não o fazem da forma correta. Digo isso porque a duração do ato da IM corretamente dura entorno de 40 a 60 segundos e esse não é o tempo que vemos essa higienização sendo feita.
Vale lembra que não existe somente sabonete e água nessa jogada, os hospitais mais recentes costumam ter uma segunda alternativa, o álcool em gel. É aí que erramos de novo. Afinal, apesar de revolucionário, não é sempre que ele será capaz de substituir a lavagem das mãos. O álcool, em sua concentração de no mínimo 70%, é capaz de eliminar bactérias e vírus, mas não de limpar realmente as mãos. Portanto, é recomendável utilizá-lo apenas quando as mãos não estiverem aparentemente sujas, uma vez que o profissional se sujar com fluidos corporais, o que se espera dele é que descontamine a área o mais depressa possível, cobrando uma higienização completa.
Infelizmente, para ambos os casos, recursos básicos também são um obstáculo. Assim como as pias em hospitais públicos são de difícil acesso, o álcool em gel nem sempre está disponível. Apesar de ser uma exigência obrigatória da Anvisa a quantidade de material fornecido pela Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina está longe de ser o suficiente e o uso incorreto desse material só contribui para a falta desse mesmo. Visto que a maior parte dos utensílios com que se trabalha dentro da rede de saúde são materiais descartáveis, é correto exigir que não seja estabelecida uma quantidade x, mas sim que liberem o necessário para a quantidade de pacientes que cada hospital veem atendendo e um pouco além para imprevistos futuros.
Para os familiares e amigos dos pacientes é habitual despejar toda a responsabilidade na equipe de saúde, quando na realidade, boa parte dos cuidados parte deles também. A mesma descontaminação feita por um profissional da saúde após entrar em contato com um paciente deve ser feita pelas pessoas de fora que o visitarem, já que esses também foram expostos aos microrganismos contaminados. Ou seja, o mesmo material de limpeza e descontaminação disponível aos funcionários do hospital deve ser acessível a todos que por qualquer razão diversa entrem nesse mesmo local.
É claro que não é uma obrigação dos visitantes conhecer a rotina hospitalar, cabe também aos profissionais orientá-los para o correto logo na chegada deles. A visita de um amigo traz também as bactérias do lado de fora. Antes de entra no hospital essas pessoas que visitam doentes estavam passeando pela rua, entrando em carros e estabelecimentos diversos, convivendo com todo tipo de bactéria e vírus que para ela pode ser inofensiva ou facilmente combatido pelo próprio organismo, no entanto, para um paciente de imunidade baixa e saúde debilitada o simples contado com essas bactérias e vírus pode causar um grave infecção e levar até mesmo a morte.
O papel do visitante quando entra no hospital é basicamente proteger a si mesmo e os pacientes de todo a instalação. A descontaminação é a primeira ordem e deve ser feita na entrada e saída do local. É importante que o visitante se descontamine ao entrar, para que não traga os microrganismos maléficos de fora da instituição para dentro dela, assim ele protege aos paciente e é também se descontaminando novamente na hora de sair que ele protege a si mesmo, evitando levar possíveis contaminações para sua casa e sua família. Vale lembrar também que qualquer utensilio de fora (bolsas, casos, etc) traz consigo os mesmos contaminantes daquele que o carrega. A recomendação é que sempre deixe os utensílios maiores e desnecessários na recepção, levando consigo apenas o crachá de visitante e os pertences indispensáveis menores como uma carteira por exemplo.
Como já foi citado acima, pertences simples são capazes de carregar dezenas de microrganismos maléficos e contagiosos, utensílios que estão em contato direto com doentes são mais contagiosos ainda. Uma vez que um paciente entre em contato com qualquer apetrecho este pode ser considerado contagioso e deve receber um tratamento especial. Por conta disso a grande maioria das ferramentas operadas pelos profissionais da saúde são descartáveis, para evitar ainda mais as indesejadas infecções. Infelizmente, há ainda diversos aparelhos que são caros e complexos demais para serem utilizados apenas uma vez. Estes são os que me refiro (bisturi, pinças, tesouras e etc), por serem aparelhos de contato direto com os vírus e bactérias, devem ser limpos com frequência extrema e jamais utilizados em dois pacientes seguidos sem uma descontaminação. Ter um assistente da saúde que utiliza esses aparelhos sem uma descontaminação antes e após o uso é o mesmo que ter um assistente da saúde que dá aos pacientes um “frasco com a infecção liquida para eles beberem”. O que me refiro através dessa metáfora é que um enfermeiro capaz de ter tal descuidado não está ponde em risco apenas a própria vida, mas as de todas as pessoas que ele atender.
Deixando de lado os objetos pequenos, não podemos nos esquecer dos bens matérias de dentro do quarto. Lençóis, fronhas, controles, basicamente tudo que está presente com um paciente durante sua estadia na unidade de saúde deve ser rocado ou se não desinfectado após sua saída. Isso deve ser feito para evitar que o paciente seguinte sofra com as réstias da doença deixada ali pelo anterior. É importante lembrar que lavar esses matérias nem sempre é o suficiente, o ideal é uma descontaminação com álcool ou se possível água quente. Falando dessa forma parece ser algo muito claro e simples, então por que há unidades de saúde que não fazem isso? Geralmente nelas é que encontramos maiores riscos de infecção hospitalar e também o maior número de pacientes em estado grave. Em locais de super lotação, onde quartos são cedidos somente em último caso para pessoas que realente o precisem, não material e muitas vezes não há tempo para essa descontaminação, visto que a fila de espera dos pacientes por um quarto é gigantesca. É evidente que isto não é uma justificativa plausível para tal descuido, nada é, ainda sim é uma explicação real e que não deve de ser ignorada.
Disertas sobre os problemas é fácil, a solução é difícil. Ninguém quer uma infecção hospitalar para si ou para seus entes queridos internados na unidade de saúde, uma solução prática e versátil seria a separação de uma equipe que assumisse esses procedimentos, visto que os funcionários que atendem a saúde direta dos pacientes não se veem com tempo suficiente para realizar essas tarefas tão importantes. O porém dessa questão, como em muitas outras questões, é a dependência do governo. Nos referindo aqui as unidades de saúde pública sejam elas quais forem, depende do governo as suas contratações, automaticamente, dependeria também do governo uma nova contratação de funcionários. Quem vem de fora pode dar a resistência dos políticos a isso como uma “frescura”, entretanto é necessário abrir os parênteses antes de se opor. Suponhamos que tal equipe fosse montada, sua entrada na unidade simplesmente por entrar não seria possível. Necessário ia de ter um treinamento e muita preparação para operar tais apetrechos, seria um trabalho que envolveria inevitável risco de vida, além de responsabilidade extrema. Teriam de ser feitas seleções dos mais capacitados. Os que fossem aprovados necessitariam de certificados de formação, equipamento para trabalhar, além de seus próprios salários e seguros. Um custo alto e uma nova profissão que exigiria professores para orientação e autorização para criação, processos intensos entre as políticas de saúde e do trabalhador que até ficarem prontos demorariam uma extensa quantidade de tempo e, como já pode-se perceber, tempo é algo que não temos.
Ao contrário do que muitos pensam, a infecção hospitalar não é sempre descoberta dentro do hospital. Na maioria dos casos, o paciente já atendido retorna para casa e só então percebe o ocorrido. Nesses casos, o problema além de envolver questões de saúde acaba por envolver questões judiciais. Como provar se a infecção teve origem na estadia do paciente ou fora dela? É uma infecção hospitalar ou um descuido do doente? E por que isso é tão importante?
As IRAS (Infecções Relacionadas à Assistência a Saúde) quando têm seus sintomas apresentados ainda dentro da unidade de saúde são uma responsabilidade desse mesmo, que por consequência recebe suas punições da CCIH e da PCIH. Porém, a partir do momento em que o paciente se viu afastados dos cuidados especializados, mesmo que por um dia apenas, esse já esteve exposto a possíveis microrganismos maléficos de fora da unidade, portanto, não há como provar que obteve a infecção por descuido técnico ou de higiene do local e dos funcionários que o socorreram.
Independendo da infecção se originar na estadia do paciente ou após, o ideal é sempre o retorno do efêmero para perto dos cuidados especializados. As discussões a respeito da origem da infecção, onde houve o descuido, sempre existirá nesses casos. O que não é permitido é levar tal rixa ao ponto de afetar o estado físico do paciente em questão. Não é permitido a uma unidade de saúde negar atendimento a ninguém pois “A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício.” Art. 2° Lei N°8.080, de 19 de setembro de 1990. Segundo a lei, é responsabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS) o prestar serviços a todos sem cobrança, independe de qual seja o caso ou de onde tenha se iniciado. Os únicos serviços negados pelo SUS, para os quais ainda há desconto desse mesmo, são aqueles que envolvem acordos com convênios particulares selecionados.
Todas as prevenções citadas anteriormente são bem claras nas normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) que foi justamente criada para evitar as contaminações e infecções dentro das unidades de saúde. Quando um paciente já internado começa a apresentar sintomas que indicão uma infecção hospitalar, como dor no local infeccionado e aparência de pus, um dos passos mais cordiais a seguir é reconhecer o microrganismo que o contaminou pois este pode ser de origem grave e conter um vírus perigoso. Regiões infeccionadas são contaminadores sensíveis e podem significar graves pioras no quadro do paciente. O tratamento geralmente é feito com auxílio de medicamentos antibióticos e antifúngicos, os profissionais designados para ter contato com o paciente, desde por motivos de saúde até para cuidar meramente de sua higiene, devem utilizar luzas e mascara adequadas para não serem abatidos pelo mesmo vírus, bactéria ou fungo que tenha causado a infecção. Após a retirada de tais apetrechos de segurança deve ser feita uma descontaminação do mesmo modo.
Infecções não são somente portadoras de suas próprias doenças, como também são uma porta de entrada para doenças piores. Um paciente lutando contra uma infecção está exposto a mais riscos e portanto se torna mais delicado o seu cuidado. Em muitos dos casos o doente já em estado grave, se não receber os cuidados devidamente necessários pode vir a adquirir a infecção e falecer logo em seguida antes que essa mesma seja descoberta. Essa ação rápida se dá a desatenção nos cuidados, uma vez que se descoberta a tempo poderia ter sido tratada.
Estamos em um impasse, pois os mesmos cuidados que são negados na prevenção são negados no tratamento. Ambos são atrapalhados devido a alta demanda de pacientes, ambos exigem equipamentos e medicamentos que não são cedidos na quantia necessária para todos poderem usufruir e extrema é a gravidade de ambos os problemas. Assim como é responsabilidade da unidade de saúde evitar a infecção e manter-se inspecionada pela ANVISA, é sua responsabilidade quando esta ocorre e os prejuízos que ela causa. Daí a separação de infecções comuns e infecções hospitalares.
No livro Saúde Coletiva, Um Campo Em Construção, parte 5 Uma Introdução a Bioética, Daniela Resende Archanjo e Léa Resende Archanjo escreveram “[…] enquanto a moral impõe regras sociais, ‘a ética supõe um sujeito racional livre, capaz de, por si mesmo, estabelecer valores e respeitá-los’”.
Dentro do ramo da ética aplicada encontramos duas interessantes áreas com foco nas ciências da saúde física e mental, a ética médica e a bioética. É claro que não são estas as únicas, mas por hora será delas que falaremos. Em uma sociedade como a do século XXI é imprescindível a presença da ética e da moral em nossa dia a dia, dentro da medicina elas também não deixam de ter seu valor. Visto que antes da Segunda Guerra Mundial a ordem no médico gerava um controle quase que total de uma pessoa sobre outra, nesse caso, médico sobre paciente, o que hoje não é mais permitido levando em conta as muitas atrocidades que foram cometidas antecessores a esse período. A relevância da ética e da moral dentro da medicina é crucial para eliminarmos o famoso temor de médico que muitas pessoas ainda detém. Correndo o risco de soar supersticioso, o primeiro passo para a cura de qualquer mal é a confiança no seu médico que infelizmente a maioria dos pacientes não têm. Seja por não confiar no serviço público ou por boatos corridos em seus ouvidos de acidentes anteriores ocorridos na mesma unidade ou com o mesmo médico, enfermeiro, etc.
Nossa responsabilidade com a vida humana deveria de ser o fator número um em relação ao tratamento de pacientes, afinal, são vidas como as nossas e carecem de necessidades físicas e psicológicas. Esse é um tópico importantíssimo de ser levantado em toda questão de saúde e que infelizmente vem sendo deixado de lado. Por quê?
O gosto de um profissional pelo seu trabalho, por maior carinho que esse tenha, nunca será de 100%. O mundo é uma dura realidade e em cada profissão que vemos existe uma dura realidade a se aceitar. No caso das ciências da saúde, em qualquer área que seja, o dilema costuma ser um fato simples e pesado. Você está trabalhando com vida e morte, independente do seu esforço para puxar o lado da vida, sempre haverá a chance do cabo arrebentar. Então eu lhe pergunto: como você faz para interagir socialmente com uma pessoa que sabe que provavelmente não passará da semana seguinte? Como você faz para manter a sua calma e neutralidade profissional diante de uma criança que pede a você para salvar a mãe dela, ou o pai, ou o irmão, o que seja?
O profissional da saúde, de maneira geral, é treinado para ser um profissional frio, muitas vezes cruel. Visto que ele caminha entre o fio da vida e da morte todos os dias na incerteza. É preciso ter um extenso preparo psicológico. Para infelicidade populacional, esse preparo psicológico não vêm incluído nos programas de estudo dos médicos e enfermeiros. A maioria deles mergulha de cabeça encarando tudo pela primeira vez. Essa ação precipitada não é saudável e desencadeia uma série de transtornos repentinos que podem ser temporários ou permanentes.
Visto que não há no currículo do profissional da saúde uma preparação psíquica adequada, a alternativa restante para evitar a insanidade é abdicar de relações íntimas paciente e médico/enfermeiro. Algo que não pode ser feito por completo, pois o ser humano é, em sua natureza mais pura, um ser gregário. Isso gera um conflito de emoções intensas que vão se alimentando a cada dia com mais e mais cenas de vida e morte, vida e morte, depois vida e morte outra vez e outra vez. É um ciclo vicioso e doentio que se não acompanho, se não tratado, afetam o profissional de tal forma que acabam por torná-lo “cego” no sentido metafórico da palavra. Ele deixa de assimilar e de enxergar os pacientes que atende todos os dias como sendo seres humanos. Então vai aos poucos descuidando deles, até que perde seus costumes de cuidado anteriores, chegando a achar que a real razão de alguém viver ou morrer não têm em nada a ver com ele ou pensar que têm só a ver com ele.
Eis a origem então do médico clássico que vemos em séries e filmes, um sujeito cansado, abatido, frio, calculista, geralmente dependente de algum vício em particular e sendo constantemente atormentado por imagens de coisas que ele fez, vidas que ele não conseguiu salvar, momentos intensos, imagens com sangue, imagens de órgãos e entre outras coisas que afetam a cabeça dele o transtornado ao ponto de agir como ele age. Ao ponto de ser esse profissional frio e quase que insensível que não demonstra uma completa relevância ao paciente.
A melhor solução para isso seria um acompanhamento psicológico dos funcionários envolvidos com o contato físico e social com pacientes dentro das unidades de saúde, especialmente aos terminais. Reconhecendo o alto custo disso, uma segunda alternativa poderia ser citada como o preparo dos profissionais já começando nas primeiras fazes de sua formação. Preparo este não para resistir a tudo que inevitavelmente terá que ver, mas para saber lidar com tal imagem sem levá-la para casa e poder deitar a cabeça no travesseiro em paz e de consciência limpa.
Igualdade têm sido a palavra do século XXI, gritada e escrita em todas as direções por muitas razões. Entretanto, no ramo da saúde essa palavra infelizmente não pode e não deve ser levada a nível máximo. Se todos os pacientes fossem tratados como iguais, não haveria por exemplo o tratamento preferencial ou as chamadas de emergência. Para o ramo da saúde, assim como devia de ser em muitos outros, a palavra que realmente os domina é a equidade. Termo que infelizmente foge do vocabulário de muitas pessoas. Afinal, a igualdade parece tão certa que não paramos para assimilar a real necessidade de cada indivíduo, percebendo então que suas necessidades são diferentes e o mesmo tratamento para todos não é nem de longe o correto.
Esse reconhecimento da medicina a respeito da importância do tratamento de equidade, não só salva a muitas vidas, como mantém o atendimento aos pacientes organizado de acordo com a necessidade de seus casos. Hoje a maior reclamação da população brasileira em relação ao SUS é justamente a demora no atendimento que muitas vezes é sim um caso urgente, porém não tanto quanto este pode vir a pensar. É importante lembrar que quando nosso corpo é submetido a dor de qualquer nível o cérebro já não têm mais a mesma assimilação do ambiente e dos fatos de quando ele está seguro. Por conta disso, quando pedem para descrever níveis de dor de 1 a 10 é visto que a grande maioria das pessoas, independente do que estão sentindo, elas responde 10 ou 9. É muito difícil assimilar níveis de dor quando se está sentido a dor, é quase como um bloqueio. Não conseguimos pensar com clareza e nos irritamos facilmente, queremos que a dor pare, queremos ser atendidos depressa para podermos voltar logo para casa. A espera significa mais tempo de dor e isso incomoda o paciente ao ponto de classificar o atendimento como ruim, péssimo, ou simplesmente demorado. Essa praticidade que vida moderna cobra, no ramo da saúde não existe, não pode existir. Seria como dar o mesmo remédio a todos os pacientes sendo que eles estão debilitados por razões diferentes.
O sistema imunológico é o maior defensor que o nosso corpo possuí em relação as terríveis contaminações que nos cercam no mundo exterior. A imunidade é o que impede os agentes patogênicos e moléculas infecciosas de adentrar o nosso organismo, quando se encontra em níveis baixos demais para cumprirem com sua função é geralmente quando as infecções conseguem entrar.
Diferente do que a população geral imagina, não são todas as doenças capazes de baixar a imunidade. Em algumas pessoas, isso nem chega a ser perceptível. A imunidade não é igual para todos, possui níveis altos e baixos, sendo mais forte para uns e mais fraca para outros. A alteração da força imunológica se dá por vários fatores, a começar pela alimentação e prática de exercícios físicos regulares. Geralmente, o ideal para se possuir uma imunidade elevada é fazê-la trabalhar sua força durante o desenvolvimento, ou seja, na infância.
O passar do tempo também é um grande fator na imunologia. Perceba que é comum vermos pessoas cuja infância fica marcada por infecções, isso acontece devido ao fato de que o período de crescimento é também o período de amadurecimento imunológico. A conclusão do processo em um nível aceitável pode ser dada quando o individuo chega a pré-adolescência, já tendo passado por diversas vacinas e exposições a contaminantes. Uma vez que o corpo conhece uma ameaça, o sistema imunológico aprende a se defender desta. Por conta disso temos na maioria das vacinas uma dose do vírus desativo sendo usado na sua própria prevenção. Uma forma prática e eficaz de fortalecer os anticorpos para combaterem contaminantes similares aquele caso esses cheguem a adentrar o organismo.
Hoje, o Brasil é um país privilegiado em questões de vacinação, tornamos elas acessíveis a todos os cidadãos, o que não é muito comum em outros países, promovemos a saúde e segurança da população contra vírus e contaminações globais como o sarampo e a paralisia infantil. Infelizmente, os esforços para conquistar esse direito vem sendo ignorados a algum tempo, foram criados recentemente grupos de pessoas que recusam-se a se vacinar ou a seus filhos, seus protestos contra as vacinas têm diversos motivos apontados, entre eles, os mais ressaltados são o excesso de aplicações pedidas pelo Ministério da Saúde (MS) no Brasil e supostas reações alérgicas em crianças e jovens.
Para organizações como o SUS, CNS e OMS a resistência desses grupos é um problema ameaçador não só para os participantes deles como para a população. Devido a variada imunidade de cada ser humano, nem todos nós temos anticorpos capacitados de armazenar memória genética, isso faz com que as vacinas sejam ineficazes para algumas pessoas; Então como o MS espera proteger essas pessoas? Pois bem, é hora de conhecermos a imunidade de grupo, ou, como é mais conhecida, o efeito rebanho.
O efeito rebanho funciona da seguinte forma, usando do esquema de vacinação tornamos a maior parte possível da população imune, a doença sem ter onde contaminar vai se enfraquecendo, seus casos vão diminuindo. Logo, uma pessoa cuja vacina não tenha sido eficaz no seu corpo não correrá riscos a partir do momento em que no seu dia a dia está cercado de pessoas que tomaram a vacina. Se todos ao seu redor estiverem protegidos da contaminação, não haverá então doentes para lhe contaminar. Dessa forma a proliferação da doença vai se extinguindo. Porém, o efeito rebanho também possui um lado negativo. Uma vez que estar cercado de segurança te proteja, estar rodeado de contaminados só pode vir a acarretar uma ação contraria. O fato desses grupos estarem se recusam a tomar as devidas vacinas de prevenção faz com que haja mais contaminantes do que protegidos no “rebanho” que seria nesse caso a população. Abrindo a porta para doenças contagiosas pequenas e grandes e até mesmo para a volta de males já extinguidos como a pólio.
Sabemos que o perigo da contaminação de doenças e a infecção que muitas vezes as acompanha são um mal que atinge a todos em geral, ainda sim, pode ser mais temeroso para um que para outros. Começando pelos idosos, a imunidade não é eterna, conforme envelhecemos nosso sistema se enfraquece naturalmente assim como nossos órgãos. Idosos a partir de 65 anos não possuem mais a mesma imunidade de sua juventude, um processo natural e simples que expõe o perigo. Além deles, temos pessoas cuja má formação ainda quando feto as tornou mais sensíveis a certos aspectos do mundo exterior, quando essas deformações de berço afetam a imunologia do indivíduo é um risco para a saúde mantê-lo próximo de pessoas não protegidas pela vacinação e um perigo maior ainda elas mesmas não se vacinarem.
Não há ainda uma forma acessível de sabermos com rapidez e praticidade quem é adepto a vacinação e quem não é, a melhor forma de descobrirmos ainda é mantendo a vacinação da população em dia. Independente da vacina concluir seu efeito ou não, os pesquisadores garantem e demonstram com estudos comprovados que as reações alérgicas, que tanto apavoram os grupos de resistentes, na verdade são extremamente raras e nunca houve casos comprovados em que os sintomas ultrapassassem além de uma pequena dor de cabeça ou coceira no local aplicado.
A infecção sempre existiu e sempre foi um problema, porém, só fomos tomar atenção de sua gravidade após o surgimento da infecção hospitalar. Já no surgimento dos primeiros hospitais da Idade Média a propagação da infecção foi responsável por milhões de mortes. Devido a higiene precária dos locais e erros drásticos dos quais não se tinha consciência, como misturar casos de pacientes, a má circulação do ar e até mesmo animais circulando próximos ou dentro dos hospitais desse época faziam com que o hospital em si fosse mais perigoso que tratar uma doença em casa.
Umas das pioneiras na busca por uma solução desse problema foi Florence Nightingale, reformadora social britânica que durante a Guerra da Crimeia (1853 a 1856) tratou os feridos com algo que raramente era usado para com os doentes, valorização como ser humano e prática de caridade. Suas observações do ambiente e alterações deste, além dos seus atos carinhosos de cuidado no auxílio do tratamento de feridos da guerra transformaram-se nas bases científicas da enfermagem. Em torno de 1856 Florence já usava de cobrava de seus colegas procedimentos de higiene e limpeza, reduzindo assim os altíssimos níveis de IH da época.
Apesar de muito esforço, Florence Nightingale não foi capaz de sozinha conscientizar a medicina da necessidade de um cuidado mais humano e com maior atenção a detalhes no ambiente dos pacientes. Ainda sim, seu trabalho influenciou a outros que continuaram a tentar. Seus livros falavam a grande maioria sobre os conhecimentos médicos que adquiriu em anos de prática e sobre técnicas de melhora no tratamento dos doentes.
Por volta de 1847 a febre puerperal, mais conhecida hoje como infecção pós-parto, vinha causando inúmeras mortes em mulheres que optavam em dar a luz nos hospitais da época. Ignaz Philipp Semmelweis fez estudos comparando o maior número de óbitos em pacientes em trabalho de parto sendo atendidas no leito do hospital aos óbitos ocorridos nas mãos de parteiras que atendiam as mulheres em domicílio. Tentou compreender o porquê disso observando as duas áreas antes, durante e depois do atendimento das pacientes em trabalho de parto.
Após muito questionamento e estudos, percebeu que fatos como a manipulação de cadáveres em aulas práticas dos médicos residentes antes do atendimento a um paciente interferia no cuidado deste. Esses descuidos levavam a infecção e também a morte de milhares de socorridos todos os dias.
Sua hipótese da relevância de um cuidado higiênico durante o atendimento logo se tornou real, levando os hospitais húngaros a adquirirem medidas como a separação de diferentes casos de doentes, a lavagem constante das mãos e o ato de ferver os instrumentos de trabalho em água quente para mantê-los descontaminados. Assim Ignaz se tornou responsável não só por salvar e preservar a vida das gestantes e seu momento mais drástico como por tornar os hospitais mais seguros da infecção hospitalar, sendo conhecido hoje como o pioneiro dos processos anticépticos.
Atuando como socorrista ou apenas cuidador, o enfermeiro está presente em todo processo de contaminação, tratamento e cura (quando possível) da infecção hospitalar. As funções dele para colaborar com a extinção desse mal são a princípio de tudo a prevenção. Todas as normas de segurança e prevenção citadas anteriormente devem ser seguidas a risca pelo enfermeiro mais do que por qualquer outro funcionário, afinal, é ele quem têm contato presencial e muitas vezes físicos com todos os pacientes de uma ala ou de um hospital inteiro. Sua interação com os doentes chega a ser maior que a do médico em si e muitas vezes os problemas têm de ser resolvidos já por eles justamente para não tomar o tempo destes.
Poderíamos chamar os enfermeiros de novos médicos? Abertamente digo que não. Mas devemos reconhecer o valor e o esforço incondicional destas pessoas que prestam serviços todos os dias, arriscando sua saúde e a de seus familiares e amigos para tentar tornar a medicina um pouco mais acessível para a população que cada dia sofre mais e mais com a demora do atendimento e ausência de profissionais no ramo da saúde pública.
No caso da infecção hospitalar, dizemos que além da prevenção é necessário aplicação de medicamentos como os antibióticos e antifungos. É ainda esperada a chegada de uma equipe de enfermeiros que trate unicamente disso. Pessoas realmente preparadas que saibam como interagir e curar essa enfermidade sem contaminar ou arriscar a saúde que resta dos outros pacientes.
Diante de tudo o que foi escrito nesse trabalho final, vemos que a higienização das mãos é fundamental pois a maior parte das doenças são transmitidas por microorganismos que estão em nossas mãos. Em algumas dessas doenças, como a gripe por exemplo, as pessoas se preocupam com a parte da proximidade com o doente, evitando contado para evitar a contaminação, no entanto, esquecem que o grande veículo da doença são as nossas mãos, porque nossas mãos estão diretamente ou indiretamente em todo o ambiente hospitalar, inclusive em lugares onde nossos pacientes ou visitante tocam. As maçanetas das portas e entre outros, são também pontos de contaminação e esquecemos que isso é um grande transmissor para uma infecção. Portanto, jamais devemos esquecer as técnicas hospitalares ou negar a necessidade delas. Temos que nos preocupar com as flores bacterianas, não podemos ter adorno algum uma vez que as bactérias adoram estar alojada em anéis ou relógios. Fazendo a higienização é fundamental para nós enfermeiros e enfermeiras que estamos em contato sempre com os pacientes e obviamente, como profissionais, estaremos sempre orientando às visitas para que façam o mesmo procedimento para evitar trazer germes de fora para os doentes que possam estar com uma imunidade baixa e vulnerável.
Vemos que o álcool em gel é importantíssimo, porém, isso não pode ser substituído pela higienização das mãos. Antes de utilizar o álcool em gel é necessário uma primeira descontaminação. As bactérias estão presentes e microscópicas, nós não podemos ver, mas isso contamina tanto profissionais de saúde quanto pacientes. Existem cargas de bactérias temporárias que estão em nossas mãos devido ao nosso trabalho, retiramos essa flora temporária com a higienização bem sucedida, com isso ficam apenas as floras benignas que fazem parte da nossa pele. Resumindo esse papel tão importante, a higienização, é fundamental e não existe a falta de tempo para isso mesmo que seja um plantão corrido, nem mesmo com muitos pacientes para atender. São atos simples que fazem a diferença para nosso bem estar e o bem estar do nosso paciente. E, além disso, uma regra e um dever que dever ser seguido.
https://www.pfizer.com.br/noticias/diferenca-entre-infeccao-e-inflamacao
MANUAL DE PROCEDIMENTOS E CONDUTAS PARA PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE 2017/2019 Pg. D-IT-CIH001 — D-IT-CIH005 <http://www2.ebserh.gov.br/documents/222346/2344967/MANUAL+2017a.pdf/2360905a-78ae-4edc-aa57-2d0dcfc66fef>
A SAÚDE PÚBLICA COMO POLÍTICA — EMERSON ELIAS MERHY — Pg. 59 a 66
OS MÉDICOS E A POLÍTICA DE SAÚDE — GASTÃO WAGNER DE SOUZA CAMPOS — Pg. 27 a 36
LEI N° 8.080/1990 <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm>
SAÚDE COLETIVA; UM CAMPO EM CONSTRUÇÃO — PAULO HENRIQUE BATTAGLIN MACHADO; JOSÉ AUGUSTO LEANDRO; MARIO SERGIO MICHALISZYN (ORGANIZADORES) — Pg. 179 a 197
IMUNOLOGIA; AS BASES DA IMUNOLOGIA — LUIZ ROBERTO BITAR REAL — Pg. 13 a 25 (sistema de defesa e conceitos básicos)
IMUNOLOGIA E ENVELHECIMENTO (Aging and immunology) — IRINA EWERS; LUIZ VICENTE RIZZO; JORGE KALIL FILHO <http://apps.einstein.br/revista/arquivos/PDF/775-Einstein%20Suplemento%20v6n1%20pS13-20.pdf>
SEM ANESTESIA — ALEX BOTSARIS — (lido inteiro)
https://share.america.gov/pt-br/desenvolvendo-a-proxima-vacina-dinheiro-dos-impostos-salva-vidas/