Instabilidade financeira;
Gravidez inesperada;
Enjoo matinal;
Manchas no rosto e papilas mamárias;
Seios aumentados;
Insônia;
Dificuldade de dormir em decúbito lateral esquerdo;
Medição de fundo uterino e toque vaginal;
Glicose elevada (no limite máximo do normal);
Abdômen endurecido;
Contrações.
a gravidez fez com que as alterações hormonais resultassem em alterações gastrointestinais, causando o enjoo;
a gravidez provoca o aparecimento de manchas escuras na pele (melasma);
alterações hormonais geram alterações no ciclo circadiano, gerando a insônia;
alteração de PA e níveis glicêmicos na corrente sanguínea;
ocorrência de contrações de treinamento próximas aos parto;
o aumento de prolactina e progesterona resultam no aumento das mamas
PARTE 1 do meu resumo: https://1drv.ms/w/s!AkTOYLzb8h9WhBcxz2NSJpGwVCCl?e=NeO4ij
Gametogênese
INTRODUÇÃO
Gametogênese é a produção de gametas. O gameta masculino é o espermatozoide, e o gameta feminino é o óvulo. A produção de espermatozoides é chamada de espermatogênese e ocorre nos testículos.
A gametogênese feminina é a oogênese e se dá nos ovários.
- MITOSE E MEIOSE A gametogênese envolve os dois tipos de divisões celulares: a mitose e a meiose (Figura 2.1). A mitose aumenta a população de células-mãe, e a meiose reduz a quantidade do material genético de diploide para haploide. Com a fusão do gameta masculino ao feminino, a diploidia da espécie é restabelecida. A meiose proporciona ainda a variabilidade genética através da troca de segmentos entre os cromossomos maternos e paternos e da segregação independente desses cromossomos.
ESPERMATOGÊNESE E OOGÊNESE
A descrição apresentada a seguir é da gametogênese humana, sendo mencionadas algumas diferenças que ocorrem em outros animais. No final do período embrionário, na oitava semana de desenvolvimento, os testículos consistem nos cordões seminíferos, com as células germinativas primordiais (ou gonócitos) e as células de Sertoli, também denominadas células de sustentação por realizarem essa função. As células de Sertoli secretam o hormônio antimülleriano (antimüllerian hormone – AMH), uma glicoproteína da família do fator de crescimentotransformante- (transforming growth factor- – TGF-), que suprime o desenvolvimento dos ductos de Müller, precursores do trato reprodutor feminino. Por influência da gonadotrofina coriônica humana (human chorionic gonadotropin – hCG), hormônio proteico produzido pela placenta, semelhante ao hormônio luteinizante (luteinizing hormone – LH), surgem, entre os cordões seminíferos, as células de Leydig (ou células intersticiais), as quais secretam testosterona, indutora da formação do sistema reprodutor masculino. Após o parto, sem o suporte de hCG materna, há a degeneração das células de Leydig. Nos anos prépuberdade, há uma pequena produção de andrógenos pela adrenal, e as células germinativas primordiais originam as espermatogônias.
Relacionar as alterações hormonais aos sinais e sintomas da gravidez;
fiz meu resumo separado, devido a quantidade de temas: https://1drv.ms/w/s!AkTOYLzb8h9WhBcxz2NSJpGwVCCl?e=NeO4ij
Descrever a fisiologia do parto;
PARTO NORMAL: de início espontâneo, baixo risco no início do trabalho de parto, permanecendo assim durante todo o processo até o nascimento. O bebê nasce espontaneamente, em posição cefálica de vértice, entre 37 e 42 semanas completas de gestação. Após o nascimento, mãe e filho em boas condições.
primeiro tempo ou INSINUAÇÃO
- segundo tempo ou DESCIDA ou PROGRESSÃO
- terceiro tempo ou ROTAÇÃO INTERNA
- quarto tempo ou DESPRENDIMENTO CEFÁLICO
- quinto tempo ou ROTAÇÃO EXTERNA
- sexto tempo ou DESPRENDIMENTO DO TRONCO
INSINUAÇÃO
• é a passagem, pelo estreito superior, do maior diâmetro perpendicular à linha de orientação fetal (sutura sagital) • nas apresentações cefálicas fletidas é a passagem do biparietal (9,5cm)
• para que se processe a insinuação é necessário que ocorram a flexão, o acavalgamento e o assinclitismo
FLEXÃO CEFÁLICA
• ao iniciar-se o parto, a cabeça acha-se orientada no diâmetro transverso ou em um dos oblíquos do ES, oferecendo o diâmetro occipito-frontal (12 cm) em correspondência com estes
• sucedendo-se as contrações e sendo a cabeça impelida de encontro ao ES, exagera-se a flexão e ocorre a substituição dos diâmetros maiores por outros menores (SOF = 10,5 cm; SOB = 9,5 cm)
ACAVALGAMENTO ÓSSEO
• reduz as dimensões da cabeça óssea fetal porque os frontais e o occipital se locam por baixo dos parietais e a borda interna de um parietal se sobrepõe à outra
ASSINCLITISMO
• devido ao volume grande da cabeça fetal e à dificuldade da passagem, ela se movimenta, oferecendo uma das metades de cada vez
• sinclitismo: a sutura sagital está a igual distância do pube e do sacro
• assinclitismo posterior: a sutura sagital está mais próxima do pube
• assinclitismo anterior: a sutura sagital está mais próxima do sacro
DESCIDA ou PROGRESSÃO
• tempo no qual a cabeça fetal percorre a distância do estreito superior ao inferior • classificação: • - alta e móvel: não toma contato com o ES
• - ajustada: ocupa a área do ES
• - fixa: não se consegue mobilizar
• - insinuada: a maior circunferência (occipito-frontal = 34 cm) transpôs o ES
ROTAÇÃO INTERNA
• tempo em que a linha de orientação fetal (sutura sagital) passa do diâmetro transverso ou um dos oblíquos do ES para o diâmetro antero-posterior do EI
• a cabeça roda, ficando o ponto de referência fetal (lambda) voltado para o pube ou sacro, qualquer que seja a variedade de posição
DESPRENDIMENTO CEFÁLICO
• terminada a rotação interna, a cabeça se desprende do EI graças à retropulsão do cóccix (amplia o diâmetro antero-posterior de 9,5 cm para 11 cm)
• seu desprendimento se faz por extensão e deflexão
• a cabeça desce e o suboccipício, situado abaixo do lambda, coloca-se sob a borda inferior da sínfise púbica (hipomóclio)
ROTAÇÃO EXTERNA
•movimento de restituição, pelo qual a cabeça gira, voltando o ponto de referência fetal (lambda) para o lado em que se encontrava originalmente
DESPRENDIMENTO DO TRONCO
• tempo em que se completa a expulsão fetal
• ocorre em duas etapas: 1) desprendimento das espáduas: por um movimento de abaixamento e elevação 2) desprendimento do pólo pélvico: basta uma leve inflexão lateral, no sentido do plano ventral, para liberá-lo
CONTRAÇÃO UTERINA
A presença da contração uterina é uma constante em todo o ciclo gravídico-puerperal
• conhecida popularmente como dor de parto (EUA : potências)
• a mulher vivência a contração uterina como uma sensação dolorosa
METODOS DE AVALIAÇÃO
INTERNO: • registro da pressão intra-miometrial (mmHg)
• registro da pressão amniótica (mmHg) – couro cabeludo fetal ou bolsa
EXTERNO: • manual (fraca, média e forte)
• uso do tocomonitor (transdutores externos - mmHg)
CARACTERISTICAS
tono ou tonus: é a pressão mais baixa exercida pelo útero entre as contrações (valores normais: 8 e 12 mmHg)
• intensidade: é a diferença (em mmHg) entre o ápice da curva e a base – na gravidez: pequenas contrações ou localizadas: 2-4 mmHg contrações de BRAXTONHICKS: 10-20 mmHg – no parto: > 25 mmHg, dependendo do período do parto até 50 mmHg
duração: fase de contração: 40 - 60 seg. fase de relaxamento rápido: 40 - 60 seg. fase de relaxamento lento: 80 - 120 seg. (não percebido clinicamente) duração útil: tempo em que a intensidade é > 25 mmHg duração clínica: tempo em que a intensidade permanece > 20 mmHg (palpação)
freqüência: – na gravidez: pequenas contrações de até 30 seg.: 10 contrações/hora BRAXTON-HICKS : 1/ hora – no final da gravidez: as pequenas contrações diminuem de freqüência e aumenta de intensidade e as de BRAXTON-HICKS, aumentam de freqüência – no parto: dinâmica uterina = é o número de contrações em 10 minutos; vai de 2 a 5 contrações dependendo do estágio de evolução do parto
Efeitos das contrações sobre o organismo materno: – elevação da PA, principalmente sistólica – elevação da FC por aumento do retorno venoso à custa do esvaziamento das paredes uterinas – compressão da aorta e veia cava inferior pelo útero
Quais são os parâmetros avaliados no decorrer da gestação para avaliar o crescimento e evolução do feto por ultrassom;
mostram ser necessárias, pelo menos, três medidas fetais, que são: o diâmetro biparietal ou a circunferência cefálica, como índice de crescimento da cabeça; circunferência abdominal, como índice de crescimento do corpo; e, por fim, o comprimento do fêmur, como índice de crescimento em estatura.
Como o SUS oferece como acompanhamento e consultas de pré-natal, e quais protocolos a serem seguidos.
Atualmente, no Brasil, é reconhecida a importância de se ter um acompanhamento abrangente no pré-natal, que inclua não só as questões biológicas, mas, também, outros aspetos relevantes ao desenvolvimento infantil, como a saúde emocional da mãe, o apoio que ela encontra nos familiares, no trabalho, na escola e na comunidade, bem como orientações sobre a importância da construção do vínculo com o bebê e da participação do pai.
O pré-natal deve começar assim que a mulher descobre que está grávida. No Brasil, a partir desse momento, o Ministério da Saúde recomenda que sejam realizadas no mínimo seis consultas (uma no primeiro trimestre da gravidez, duas no segundo e três no terceiro), Sendo ideal é que a primeira consulta aconteça no primeiro trimestre e que, até a 34ª semana, sejam realizadas consultas mensais. Entre a 34ª e 38ª semanas, o indicado seria uma consulta a cada duas semanas e, a partir da 38ª semana, consultas toda semana até o parto, que geralmente acontece na 40ª semana, mas pode durar até 42 semanas.
O atendimento proporcionado nessas consultas deve ser registrado e monitorado no Cartão da Gestante, pelos profissionais envolvidos, utilizado nas unidades básicas de Saúde do País e também pelos profissionais que a atenderão no parto. Por meio desse monitoramento, é possível fazer o acompanhamento, o diagnóstico e o tratamento de doenças pré-existentes ou das que podem surgir durante a gravidez.
Durante o pré-natal, a gestante deve receber informações sobre seus direitos, hábitos saudáveis de vida (alimentação, exercícios etc.), medicamentos que precisa tomar e os que deve evitar e as mudanças que ocorrem durante a gravidez, como a maior incidência de sono e alterações no ritmo intestinal. Também tem de receber informações sobre sinais de risco em cada etapa da gravidez, como lidar com dificuldades de humor, temores em relação à sua saúde e a saúde do bebê, enjoos, inchaço, manchas na pele, sinais de parto etc.
As consultas
O pré-natal segue um protocolo para o monitoramento da saúde da gestante e do feto. Inclui anamnese, exame físico e análise de exames laboratoriais e de imagem. No entanto, é muito importante que as gestantes aproveitem o momento da consulta para colocar suas dúvidas, preocupações, experiências a fim de ampliar o diálogo com os profissionais de saúde.
Exames Laboratoriais
Os exames de rotina para triagem de situações clínicas de maior risco no pré-natal é solicitado no acolhimento da mulher no serviço de saúde, imediatamente após o diagnóstico de gravidez. Alguns exames solicitados deverão ser repetidos no inicio do 3º trimestre da gestação.
Exames complementar de rotina são:
Hemograma completo – repetir entre 28-30 semanas.
Grupo sanguíneo e fator Rh.
Sorologia para sífilis (VDRL); repetir entre 28-30 semanas.
Glicemia em jejum – repetir entre 28-30 semanas; em gestantes sem fator de risco para diabetes e se o resultado da primeira glicemia for menor que 85 mg/dL.
Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG – 75g, 2h) – para os casos triados com fator de risco para diabetes gestacional presente e/ou com glicemia de jejum inicial maior ou igual a 85mg/dL.
Exame sumário de urina (Tipo I).
Urocultura com antibiograma para o diagnóstico de bacteriúria assintomática – repetir entre 28-30 semanas.
Sorologia anti-HIV – repetir entre 28-30 semanas.
Sorologia para toxoplasmose, IgG e IgM – repetir trimestralmente se for IgG não reagente.
Sorologia para hepatite B (HBSAg).
Protoparasitológico de fezes.
Colpocitologia oncótica.
Bacterioscopia da secreção vaginal – avaliação de perfil bacteriológico do conteúdo vaginal por critério de Nugent, indicada para pacientes com antecedente de prematuridade, possibilitando a detecção e o tratamento precoce da vaginose bacteriana, idealmente antes da 20ª semana.
Cultura específica do estreptococo do grupo B, coleta anovaginal entre 35-37 semanas.
Ultrassonografia obstétrica – Caso a gestante inicie o pré-natal precocemente o primeiro ultrassom pode ser realizado entre 10º à 13º semana e deve se repetir entre 20º á 24º semanas.
Vantagens do pré-natal
A assistência do pré-natal bem estruturada pode promover a redução dos partos prematuros e de cesárias desnecessárias, de crianças com baixo peso ao nascer, de complicações de hipertensão arterial na gestação, bem como da transmissão vertical de patologias como o HIV, sífilis e as hepatites.
No entanto, para que essa assistência seja efetiva, é importante que abarque os seguintes aspectos:
Captação precoce – quanto antes a gravidez for diagnosticada e a gestante receber os cuidados da equipe perinatal, mais precocemente poderão ser detectados problemas passíveis de controle ou de cura.
Frequência e periodicidade adequadas – é preciso garantir que a gestante receba o atendimento necessário em seis consultas, no mínimo, durante a gravidez.
Extensão de cobertura – é fundamental que a assistência atinja 100% das gestantes de uma cidade, de um estado e de todo o País. No entanto, dados oficiais do Ministério da Saúde do Brasil, de 2011, indicam que 4,6% de mulheres grávidas estavam sem assistência de pré-natal.
Qualidade – de nada adianta captar precocemente e oferecer o número adequado de consultas se não houver uma prática que garanta tecnologias atuais, apropriadas e precisas que causem impacto positivo da saúde perinatal, fortalecendo a integralidade.
Qualidade do atendimento pré-natal
Para que haja, de fato, um atendimento que promova qualidade de vida à gestante, ao bebê e à família, algumas iniciativas são essenciais. A primeira está relacionada ao formato do atendimento que, para se prestar aos objetivos reais do pré-natal, precisa ser multiprofissional. Isso significa contar com a ação de médicos obstetras e ginecologistas, médicos de família, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, educadores físicos e fisioterapeutas. No entanto, não adianta ter todos os profissionais atuando se esse trabalho não for integrado e, sobretudo, centrado nas necessidades das gestantes para que ocorra a troca de conhecimentos e a busca compartilhada de soluções para cada impasse detectado.
Vale ressaltar que, desde 1984, o Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM), do Ministério da Saúde do Brasil, preconiza esse atendimento multiprofissional. Outro aspecto a ser considerado para o total êxito do pré-natal é o apoio comunitário, intimamente relacionado ao conceito de saúde-doença, reforçando a ideia de que a saúde é produzida nos diferentes espaços. Por isso, a importância de os cidadãos e as comunidades trabalharem no sentido de garantir uma melhor qualidade de vida, estimulados pela implantação de ações e políticas públicas que promovam a intersetorialidade e o bem-estar coletivo. Por exemplo, no caso do pré-natal de gestantes adolescentes é fundamental envolver a família e a escola como elementos da rede de suporte social para que atuem na incorporação de hábitos saudáveis, assegurando seus direitos.
O pré-natal, as dimensões psicológicas e a importância do pai
Além da tradicional abordagem fisiológica da gestante e do feto, é essencial que o pré-natal amplie seu foco, garantindo acolhimento à futura mãe, repleta de dúvidas, possíveis medos e ansiedade. Por isso, recomenda-se que o pai da criança acompanhe as consultas. Além de ajudar a mãe a sentir-se mais segura e protegida, ele começa a estabelecer um maior vínculo com o filho, trazendo benefícios não só à gestante e a ele mesmo, mas especialmente, ao bebê.
A questão do acolhimento é um dos eixos e diretrizes da Política Nacional de Humanização e de Atenção Obstétrica e Neonatal do Ministério da Saúde do Brasil.
O atendimento psicológico (a psicoprofilaxia) à gestante pode ser dar nas consultas individuais e nos grupos de discussão ou educativos propiciados pela equipe de Saúde para envolver a futura mãe, seu parceiro e a família e que devem ser uma estratégia transformadora e apoiadora da família grávida.
É importante que nesses espaços ela possa compartilhar suas impressões sobre a gestação e o momento do parto e que haja a troca de sensações entre os envolvidos (o pai, a família), com a supervisão e orientação dos profissionais de Saúde.
Publicação dirigida aos profissionais e usuários do SUS, que contempla as diretrizes de boas práticas na assistência ao pré-natal, parto e nascimento propostas na Estratégia Rede Cegonha e alinhadas à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher.
A Caderneta da Gestante serve como instrumento de apoio para o desenvolvimento das consultas e para a otimização do trabalho; deve ser utilizada por todos os profissionais de saúde, pode auxiliar no diálogo com a gestante, por meio de textos e figuras explicativas, e nas ações de educação em saúde.
Inclui um cartão de acompanhamento do pré-natal para registro das consultas clínicas e odontológicas, dos resultados de exames e das vacinas, entre outras informações, contendo todas as informações importantes de interação da gestante com os serviços de saúde
https://professor.ufrgs.br/tatianamontanari/files/livroembrio2013.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/palestras/humanizacao/atencao_parto_normal.pdf
https://professor.ufrgs.br/tatianamontanari/files/livroembrio2013.pdf