QUESTÕES
Como ocorre a proliferação celular?
(ipad)
Quais são os estímulos para que esta ocorra e quais os mecanismos de controle?
(ipad + CADERNO ROSA)
O que é HPV? Características biológicas, transmissão, regiões acometidas
DEFINIÇÃO:
-“papiloma vírus humano”, da família Papillomaviridae;
- mais comum em cancer de colo de utero;
-se passa por contato, principalmente sexual;
-hpv tem mais de 100 virus,Os tipos e subtipos são classificados conforme grau de homologia genética entre eles: uncogenicos (alto risco para levar ao cancer de colo de utero) 16, 18 / não oncogenicos (6, 11) verrugas genitais;
VIROLOGIA:
-de DNA de dupla hélice simples, com genoma circulare capsídeo icosaédrico proteico;
- Infecta principalmente células escamosas e metaplásicas humanas;
-A expressão gênica do HPV ocorre de forma sincrônica e dependentemente com a diferenciação do epitélio escamoso. O ciclo de vida, portanto, só é completado em um epitélio escamoso totalmente diferenciado;
-O HPV tem ciclo não lítico, sua capacidade de infecção depende da descamação das células infectadas. Uma nova infecção acontece quando proteínas dos capsídeos L1 e L2 se ligam à membrana basal epitelial.
Fisiopatologia do HPV e maneira com que o vírus afeta a proliferação celular.
O câncer pode ser entendido como uma entidade patológica formada por diversas doenças diferentes que carregam como característica comum a proliferação celular não fisiológica;
Na infecção provocada por HPV de alto risco oncogênico, o genoma perde sua forma circular e se integra ao DNA da célula hospedeira. A partir daí, o vírus passa a expressar suas oncoproteínas, sendo que neste processo destacamos a E6 e E7.
A proteína E6 de HPV de alto risco oncogênico associa-se à proteína p53, que regula a passagem pelas fases G1/S e G2/M. E6 recruta as proteínas celulares, que funcionam como uma ubiquitina ligase atuando no complexo p53, podendo impedir o efeito supressor da proteína no ciclo celular. A formação desse complexo proteico resulta na ubiquitinação de p53 seguido por sua rápida degradação mediada por um complexo proteossômico.
A função principal do gene E7 dos HPV de alto risco é desregular a maquinaria do ciclo celular da célula infectada, principalmente pela indução da transição da fase Go/S. Isso é efetuado através da ativação de vários genes celulares pela E7 e pela interacão dessa proteína com as proteínas que regulam o ciclo celular. A proteína E7 liga-se às proteínas da família pRb. Essa interação permite que E2F atue na ativação constitutiva dos fatores transcricionais, o que levaria à progressão do ciclo celular.
E7 também forma complexos com ciclinas A e E, bem como provoca inativação de p21 e p27. Isto promoverá a imortalização celular. Como consequência, a depender da condição de cada indivíduo ocorrera o aparecimento das lesões precursoras ou mesmo ao desenvolvimento do câncer.
Prevenção, diagnóstico clínico e laboratorial e tratamento do HPV
SINTOMAS: Em mulheres, verrugas genitais podem ocorrer na vulva, vagina e/ou pele na área da virilha. Nos homens, as verrugas geralmente ocorrem no pênis, especialmente abaixo do prepúcio em homens não circuncidados ou na uretra. Em todas as pessoas, verrugas genitais podem se desenvolver na área que rodeia o ânus e dentro dele, sobretudo em pessoas que praticam sexo anal.
DIAGNOSTICO: Para verrugas genitais, avaliação de um médico
-Para triagem de câncer do colo do útero, um exame de Papanicolau e/ou testes para HPV
-Às vezes, citologia anal (exame de Papanicolau)
-Para resultados anormais do exame para HPV ou Papanicolau, às vezes colposcopia, anuscopia e/ou biópsia
TRATAMENTO: Geralmente, tratar lesões com medicamentos tópicos ou congelamento (crioterapia);
Às vezes, tratar ou remover lesões com laser, eletrocauterização ou cirurgia
PREVENÇÃO: Existem três vacinas que podem ser escolhidas para se vacinar contra o HPV:
-Nove-valente: protege contra nove tipos de HPV
-Quadrivalente: protege contra quatro tipos de HPV
-Bivalente: protege contra dois tipos de HPV
Apenas a vacina nove-valente está disponível nos Estados Unidos.
Todas as vacinas contra o HPV protegem contra os dois tipos de HPV (tipos 16 e 18)
Modo com que o HPV pode levar ao câncer de colo de útero.
Definição de câncer, tumor malígno e benígno, carcinoma e neoplasia
Câncer é o nome dado a um conjunto de doenças que tem em comum o crescimento desordenado de células de determinado tecido ou órgão (Figuras 1.1 e 1.2). Essas células se dividem rapidamente, tendendo a ser muito agressivas e proporcionando a formação de uma massa celular, chamada de tumor. Os tumores podem ser tanto benignos quanto malignos.
Tumores benignos não são classificados como câncer. Em geral podem ser tratados por meio de um procedimento cirúrgico, sendo retirados, na maioria dos casos, sem nenhum dano ao organis- mo e raramente colocam em risco a vida dos pacientes.
Tumores malignos são considerados câncer. As células des- ses tumores têm a capacidade de se multiplicar desordenadamente, migrando para outros órgãos e tecidos do corpo. O processo de desenvolvimento tumoral e progressão da doença são complexos e envolvem vários fatores (Figura 1.3). Essas células tumorais começam a se proliferar desordenadamente e têm potencial invasivo, atingindo tecidos adjacentes, vasos sanguíneos e linfáticos. Por meio desse pro- cesso ocorrem as metástases, ou seja, o implante de células tumorais em outros órgãos e tecidos que não os de origem da doen
As causas de câncer são várias, ocorrendo uma interação entre fatores genéticos (internos) e ambientais (externos). As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos próprios do meio social e cultural da comunidade na qual o indivíduo vive. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente determinadas e estão ligadas à capacidade que o organismo tem de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de diversas formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.
Existem mais de 100 tipos de câncer, que são nomeados de acordo com o órgão e o tecido de origem. Cada tipo de câncer apresenta um comportamento e evolução específicos, sendo assim, é importante que o diagnóstico e o tratamento de cada paciente seja individualizado.
Como ocorre o processo de carcinogênese?
O processo de carcinogênese requer múltiplas etapas que são governadas por fatores genéticos e ambientais.
O processo de carcinogênese, ou seja, de formação de câncer, em geral se dá lentamente, podendo levar vários anos para que uma célula cancerosa prolifere e dê origem a um tumor visível. Esse processo passa por vários estágios antes de chegar ao tumor. São eles:
Estágio de iniciação
É o primeiro estágio da carcinogênese. Nele as células sofrem o efeito dos agentes cancerígenos ou carcinógenos que provocam modificações em alguns de seus genes. Nesta fase as células se encontram, geneticamente alteradas, porém ainda não é possível se detectar um tumor clinicamente. Encontram-se "preparadas", ou seja, "iniciadas" para a ação de um segundo grupo de agentes que atuará no próximo estágio.
Estágio de promoção
É o segundo estágio da carcinogênese. Nele, as células geneticamente alteradas, ou seja, "iniciadas", sofrem o efeito dos agentes cancerígenos classificados como oncopromotores. A célula iniciada é transformada em célula maligna, de forma lenta e gradual.
Para que ocorra essa transformação, é necessário um longo e continuado contato com o agente cancerígeno promotor. A suspensão do contato com agentes promotores muitas vezes interrompe o processo nesse estágio.
Alguns componentes da alimentação e a exposição excessiva e prolongada a hormônios são exemplos de fatores que promovem a transformação de células iniciadas em malignas.
Estágio de progressão
É o terceiro e último estágio e se caracteriza pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Nesse estágio o câncer já está instalado, evoluindo até o surgimento das primeiras manifestações clínicas da doença.
Os fatores que promovem a iniciação ou progressão da carcinogênese são chamados agentes oncoaceleradores ou carcinógenos. O fumo é um agente carcinógeno completo, pois possui componentes que atuam nos três estágios da carcinogênese.
Como o organismo se defende?
No organismo existem mecanismos de defesa naturais que o protegem das agressões impostas por diferentes agentes que entram em contato com suas diferentes estruturas. Ao longo da vida, são produzidas células alteradas, mas esses mecanismos de defesa possibilitam a interrupção desse processo, com sua eliminação subseqüente.
A integridade do sistema imunológico, a capacidade de reparo do DNA danificado por agentes cancerígenos e a ação de enzimas responsáveis pela transformação e eliminação de substâncias cancerígenas introduzidas no corpo são exemplos de mecanismos de defesa.
Esses mecanismos, próprios do organismo, são na maioria das vezes geneticamente pré-determinados, e variam de um indivíduo para outro. Esse fato explica a existência de vários casos de câncer numa mesma família, bem como o porquê de nem todo fumante desenvolver câncer de pulmão.
Sem dúvida, o sistema imunológico desempenha um importante papel nesse mecanismo de defesa. Ele é constituído por um sistema de células distribuídas numa rede complexa de órgãos, como o fígado, o baço, os gânglios linfáticos, o timo e a medula óssea, e circulando na corrente sangüínea.
Esses órgãos são denominados órgãos linfóides e estão relacionados com o crescimento, o desenvolvimento e a distribuição das células especializadas na defesa do corpo contra os ataques de "invasores estranhos". Dentre essas células, os linfócitos desempenham um papel muito importante nas atividades do sistema imune, relacionadas às defesas no processo de carcinogênese.
Cabe aos linfócitos a atividade de atacar as células do corpo infectadas por vírus oncogênicos (capazes de causar câncer) ou as células em transformação maligna, bem como de secretar substâncias chamadas de linfocinas. As linfocinas regulam o crescimento e o amadurecimento de outras células e do próprio sistema imune.
Acredita-se que distúrbios em sua produção ou em suas estruturas sejam causas de doenças, principalmente do câncer.
Sem dúvida, a compreensão dos exatos mecanismos de ação do sistema imunológico muito contribuirá para a elucidação de diversos pontos importantes para o entendimento da carcinogênese e, portanto, para novas estratégias de tratamento e de prevenção do câncer.
As células que constituem os animais são formadas por três partes: a membrana celular, que é a parte mais externa da célula; o citoplasma, que constitui o corpo da célula; e o núcleo, que contem os cromossomas que por sua vez são compostos de genes. Os genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no no organismo. Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, numa "memória química" - o ácido desoxirribonucleico (DNA). É através do DNA que os cromossomas passam as informações para o funcionamento da célula.
Uma célula normal pode sofrer alterações no DNA dos genes. É o que chamamos mutação genética. As células cujo material genético foi alterado passam a receber instruções erradas para as suas atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados protooncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os protooncogenes transformam-se em oncogenes, responsáveis pela malignização (cancerização) das células normais. Essas células diferentes são denominadas cancerosas.
Entendendo o câncer -Christina Pimentel Oppermann
Oncologia: princípios e prática clínica Romualdo Barroso-Sousa
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Stevens & Lowe. Histologia humana. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016
Korsman, Stephen N. J. - Zyl, Gert U. van - Nutt, Louise - Preiser, Wolfgang - Anderson, Monique I. Virologia. 1. Ed. Elsevier, 2014.
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