https://www.mds.gov.br/webarquivos/arquivo/crianca_feliz/Treinamento_Multiplicadores_Coordenadores/Caderneta-Gest-Internet(1).pdf
A Rede Cegonha é um pacote de ações para garantir o atendimento de qualidade, seguro e humanizada para todas as mulheres.
• Promover a implementação de novo modelo de atenção à saúde da mulher e à saúde da criança com foco na atenção ao parto, ao nascimento, ao crescimento e ao desenvolvimento da criança;
É um programa do Sistema Único de Saúde (SUS) ;O atendimento é ofertado em todas as unidades básicas de saúde.
O trabalho busca oferecer assistência desde o planejamento familiar, passa pelos momentos da confirmação da gravidez, do pré-natal, pelo parto, pelos 28 dias pós-parto (puerpério), cobrindo até os dois primeiros anos de vida da criança
propõe a melhoria do atendimento às mulheres durante a gravidez, o parto e o pós-parto, também ao recém-nascido e às crianças com até dois anos de idade.
O acompanhamento de pré-natal é importante para que a gestante receba as orientações necessárias, tire suas dúvidas e medos, além de criar um vínculo com a unidade e a equipe.
É também um momento importante para prevenir, rastrear, diagnosticar e tratar possíveis doenças da gestação e aumentar a chance de uma gravidez saudável.
A gestante escolhe o acompanhante de sua preferência durante as consultas, atividades de grupo e parto (esse direito é garantido pela Lei nº11.108, de 2005).
A Rede Cegonha é estruturada a parti r de quatro componentes: pré-natal, parto e nascimento, puerpério e atenção integral à saúde da criança e sistema logísti co que refere-se ao transporte sanitário e regulação.
Licença-maternidade de 120 (cento e vinte) dias para gestantes com carteira de trabalho assinada
Para o parto, você deve ser atendida no primeiro serviço de saúde que procurar. Em caso de necessidade de transferência para outro serviço de saúde, o transporte deverá ser garantido de maneira segura.
Se você sofrer qualquer tipo de violência física, sexual ou psicológica por parte de pessoas próximas ou desconhecidas e desejar ajuda do serviço de saúde, converse com o profissional que a está atendendo.
CADERNETA DA GESTANTE:O Ministério da Saúde, em conjunto com as Secretarias de Saúde Estaduais, Municipais e do Distrito Federal, elaborou esta Caderneta da Gestante
• seus direitos antes e depois do parto;
• o cartão de consultas e exames, com espaço para você anotar suas dúvidas;
• dicas para uma gravidez saudável e sinais de alerta;
• informações e orientações sobre a gestação e o desenvolvimento do bebê, alguns cuidados de saúde, o parto e o pós-parto; • informações e orientações sobre amamentação; • como tirar a Certidão de Nascimento de seu filho
tem também espaço para você anotar suas sensações e seus sentimentos, coisas que queira dizer para seu bebê, e colar fotografias
A mortalidade materna é inaceitavelmente alta. Cerca de 830 mulheres morrem todos os dias por complicações relacionadas à gravidez ou ao parto em todo o mundo. Estima-se que, em 2015, cerca de 303 mil mulheres morreram durante e após a gravidez e o parto. Quase todas essas mortes ocorreram em ambientes com poucos recursos; a maioria delas poderia ter sido evitada.
FATOS:
Todos os dias, aproximadamente 830 mulheres morrem por causas evitáveis relacionadas à gestação e ao parto no mundo.
99% de todas as mortes maternas ocorrem em países em desenvolvimento.
A mortalidade materna é maior entre mulheres que vivem em áreas rurais e comunidades mais pobres.
Em comparação com outras mulheres, as jovens adolescentes enfrentam um maior risco de complicações e morte como resultado da gravidez.
Cuidados antes, durante e após o parto podem salvar a vida de mulheres e recém-nascidos.
Entre 1990 e 2015, a mortalidade materna no mundo caiu cerca de 44%.
Entre 2016 e 2030, como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a meta é reduzir a taxa global de mortalidade materna para menos de 70 por cada 100 mil nascidos vivos.
ONDE OCORREM
O alto número de mortes maternas em algumas áreas do mundo reflete desigualdades no acesso aos serviços de saúde e destaca a lacuna entre ricos e pobres. Quase todas as mortes maternas (99%) ocorrem em países em desenvolvimento. Mais da metade delas ocorre na África Subsaariana e quase um terço no sul da Ásia. Mais da metade das mortes maternas ocorrem em ambientes frágeis e em contextos de crises humanitárias.
CAUSAS:
As mulheres morrem como resultado de complicações que ocorrem durante ou depois da gestação e do parto. A maioria dessas complicações se desenvolve durante a gravidez e a maior parte delas pode ser evitada e tratada. Outros problemas de saúde podem acontecer antes da gestação, mas são agravados durante a mesma, especialmente se não forem tratados como parte do cuidado da mulher. As principais complicações, que representam quase 75% de todas as mortes maternas, são:
Hipertensão (pré-eclâmpsia e eclâmpsia);
Hemorragias graves (principalmente após o parto);
Infecções (normalmente depois do parto);
Complicações no parto;
Abortos inseguros.
COMO PODE SER EVITADO:
A maioria das mortes maternas é evitável, pois as soluções de cuidados de saúde para prevenir ou administrar complicações são bem conhecidas. Todas as mulheres precisam ter acesso a cuidados pré-natais durante a gestação, cuidados capacitados durante o parto e cuidados e apoio nas semanas após o parto. A saúde materna e do recém-nascido estão intimamente ligadas. Estima-se que aproximadamente 2,7 milhões de recém-nascidos morreram em 2015 e houve outros 2,6 milhões de natimortos. É particularmente importante que todos os partos sejam assistidos por profissionais de saúde qualificados, uma vez que o tratamento oportuno pode fazer a diferença entre a vida e a morte da mãe e do bebê.
A pré-eclâmpsia deve ser detectada e adequadamente tratada antes do início das convulsões (eclâmpsia) e outras complicações potencialmente fatais. Administrar drogas como sulfato de magnésio a pacientes com pré-eclâmpsia pode diminuir o risco de eclâmpsia.]
A hemorragia grave após o nascimento pode matar uma mulher saudável em poucas horas caso ela não seja atendida tempestivamente. O uso de oxitocina logo após o parto é uma medida eficaz que previne até 60 % dos casos de hemorragia puerperal.
A infecção após o parto pode ser eliminada se uma boa higiene for praticada e se seus primeiros sinais forem reconhecidos e tratados em tempo oportuno.
Para evitar mortes maternas, também é vital prevenir gestações indesejadas e precoces. Todas as mulheres, incluindo adolescentes, precisam ter acesso a métodos contraceptivos e aos serviços que realizem abortos seguros na medida em que a legislação permita e uma atenção de qualidade após o aborto.
POR QUE AS MULHERES NÃO RECEBEM O ATENDIMENTO NECESSARIO
As mulheres pobres em áreas remotas são as menos propensas a receberem cuidados de saúde adequados. Isso é especialmente verdadeiro para regiões com baixo número de profissionais de saúde qualificados, como a África Subsaariana e o sul da Ásia. Isso significa que milhões de nascimentos não são acompanhados por profissionais qualificados para atenção ao parto e ao nascimento, de acordo com a OMS.
Em países de alta renda, praticamente todas as mulheres realizam pelo menos quatro consultas de pré-natal, são atendidas por um profissional de saúde qualificado durante o parto e recebem atendimento após o parto. Em 2015, apenas 40% de todas as mulheres grávidas em países de baixa renda tiveram o número de consultas de pré-natal recomendadas.
Outros fatores que impedem as mulheres de receberem ou procurarem cuidados durante a gestação e o parto são:
Pobreza
Distância
Falta de informação
Serviços inadequados
Práticas culturais.
Para melhorar a saúde materna, as barreiras que limitam o acesso a serviços de qualidade devem ser identificadas e enfrentadas em todos os níveis do sistema de saúde.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_pre_natal_puerperio_3ed.pdf
Uma atenção pré-natal e puerperal de qualidade e humanizada é fundamental para a saúde materna e neonatal e, para sua humanização e qualificação, faz-se necessário:
O principal objetivo da atenção pré-natal e puerperal é acolher a mulher desde o início da gravidez, assegurando, no fim da gestação, o nascimento de uma criança saudável e a garantia do bem-estar materno e neonatal
construir um novo olhar sobre o processo saúde/doença, que compreenda a pessoa em sua totalidade corpo/mente e considere o ambiente social, econômico, cultural e físico no qual vive;
estabelecer novas bases para o relacionamento dos diversos sujeitos envolvidos na produção de saúde – profissionais de saúde, usuários(as) e gestores;
e a construção de uma cultura de respeito aos direitos humanos, entre os quais estão incluídos os direitos sexuais e os direitos reprodutivos, com a valorização dos aspectos subjetivos envolvidos na atenção.
• Vinculação de unidades que prestam atenção pré-natal às maternidades/ hospitais, conforme definição do gestor local;
• Garantia dos recursos humanos, físicos, materiais e técnicos necessários à atenção pré-natal, assistência ao parto e ao recém-nascido e atenção puerperal, com estabelecimento de critérios mínimos para o funcionamento das maternidades e unidades de saúde;
• Captação precoce de gestantes na comunidade;
• Garantia de atendimento a todas as gestantes que procurem os serviços de saúde;
• Garantia da realização dos exames complementares necessários;
• Garantia de atendimento a todas as parturientes e recém-nascidos que procurem os serviços de saúde e garantia de internamento, sempre que necessário;
• Garantia de acompanhante durante o trabalho de parto, no parto e no pós-parto;