Antecedentes e constituição do campo
O termo Etnomusicologia aponta para uma subárea da pesquisa em Música dedicada ao estudo de sonoridades e práticas musicais contextualizadas culturalmente. Entretanto, a história deste campo é marcada por uma alteração significativa da nomenclatura original — Musicologia Comparada. O primeiro teórico a formular e localizar a disciplina no contexto das Ciências Musicais foi Guido Adler, em 1885 (Adler; Mugglestone, 1981). Em sua clássica sistematização da Musicologia como área do conhecimento, Adler a subdividiu em três: Musicologia Histórica, Musicologia Sistemática e Musicologia Comparada, esta última designando o que viria a se tornar Etnomusicologia.
A definição de Adler foi elaborada no final do século XIX, auge do Positivismo, das teorias evolucionistas nas Ciências Naturais (Darwinismo) e da transposição acrítica desse Evolucionismo, como corrente de pensamento, para as Ciências Humanas e Sociais. Isso implicou na proliferação de uma produção científica pautada em metodologias comparativas que pretendiam estabelecer escalas evolutivas aplicáveis ao campo das sociedades e das culturas. Assim, a Musicologia Comparada seria o ramo musicológico encarregado de estudar e comparar a diversidade sonora e musical dos diferentes povos. Naquele período histórico da ciência, o método comparativo era utilizado não apenas para fazer sobressair as diferenças intrínsecas entre musicalidades e sonoridades diversas, mas para dispô-las hierarquicamente, estabelecendo uma gradação evolutiva com início em práticas musicais entendidas como menos “evoluídas” ou “primitivas”, em direção àquelas ditas mais “sofisticadas”.
De acordo com Bohdan Lukaniuk (2010), o termo “Etnomusicologia” foi criado por volta de 1928 pelo ucraniano Klyment Kvitka com o intuito de ampliar o enfoque da “Musicologia Comparada”. Para Kvitka, a nomenclatura “Etnomusicologia” possibilitava uma abordagem mais interdisciplinar de estudo das culturas musicais em seus contextos de origem, aliando coleta de repertórios, análises musicais e observação participante com vistas à produção de trabalhos propriamente etnográficos. Devido ao isolamento acadêmico da Ucrânia no contexto da época, o termo “Etnomusicologia” não se difundiu neste período, nem teve sua gênese atribuída a Klyment Kvitka.
Décadas mais tarde, o holandês Jaap Kunst começou a popularizar o termo “Etnomusicologia” ao adotá-lo no título de seu livro Musicologica: a Study of the Nature of Ethno-musicology, its Problems, Methods, and Representative Personalities (Kunst, 1950). A criação do termo foi atribuída a Kunst, em vez de ser creditada a mais teóricos do campo musicológico que — a exemplo de Kvitka, em 1928, e do polonês Lucjan Kamieński (1930) — já utilizavam a nomenclatura Ethno-Musicology ou se referiam a abordagens de pesquisa denominadas como “ethno-musical” (Lukaniuk, 2010). Para Susana Sardo (2022), o equívoco de se legitimar uma narrativa única, na historiografia da disciplina, revela uma tendência a privilegiar instituições e figuras consolidadas e a silenciar a pluralidade de outros desenvolvimentos, em contextos acadêmicos tidos como “periféricos”.
É importante observar que a alteração de nomenclatura indica o desenvolvimento de um debate interdisciplinar entre as áreas de Música e Antropologia, influenciado pelo antropólogo Franz Boas, com a apresentação do artigo “As limitações do método comparativo da Antropologia” (Boas, 2004), durante o encontro da American Association for the Advancement of Science, em 1896. Naquele trabalho, Boas criticou frontalmente o evolucionismo social vigente na Antropologia, pelo uso de metodologias comparativas marcadas pelo etnocentrismo. Conforme Suzel Reily e Evanthia Patsiaoura (2019) argumentam, Franz Boas foi um dos autores que abriu caminhos para uma virada etnográfica no campo da pesquisa em Música.
A história da Etnomusicologia é marcada ainda, de acordo com Lühning (2014), por certa rivalidade entre Estados Unidos e Alemanha no que se refere ao protagonismo em momentos iniciais da disciplina. A autora enfatiza que, naqueles países, a Etnomusicologia teve papéis diferentes em distintos períodos: na Alemanha, teve seu apogeu entre 1900 (impulsionada pelo Arquivo sonoro de Berlim) e 1945. Nos Estados Unidos, a disciplina se destacou desde o fim da Segunda Guerra Mundial, caracterizada pela consolidação teórico-metodológica a partir de alguns marcos de institucionalização: a fundação da Society for Ethnomusicology (1955) e a publicação de obras seminais de Alan Merriam (1964); Bruno Netll (1964) e Mantle Hood (1971), conforme indicado no verbete “Ethnomusicology” (Pegg et al., 2001) para o Grove Dictionary of Music and Musicians.
O termo “Etnomusicologia” foi assimilado pela comunidade acadêmica internacional, em consonância com os propósitos investigativos a que a disciplina se dedica, tais como: a pesquisa sobre práticas, teorias, técnicas e organologia musicais não-ocidentais; o aprofundamento no estudo e na discussão sobre musicalidades de povos dos continentes americano, asiático, africano e da Oceania; o interesse por repertórios ditos “folclóricos”; a problematização de culturas musicais ágrafas; a análise das possíveis relações entre som, música, concepções cosmológicas, mitos e rituais — dentre outros temas.
Mais recentemente, os interesses etnomusicológicos continuam em expansão, incorporando temáticas como: grupos musicais nos grandes centros urbanos (Schramm, 1982. Reyes, 2009, 2012. Amaral, 2009. Santos, 2015); as contribuições afrodiaspóricas e indígenas para a conformação da Música Popular em diversos lugares do mundo (Mukuna, 2000, 2021. Sandroni, 2001. Menezes Bastos, 2006. Carvalho, 2006. Agawu, 2007. Maia, 2008. Montardo, 2009. Graeff, 2015. Santana, 2020); o desenvolvimento de uma etnomusicologia histórica a partir das conexões entre música, som, identidade e território (Prass, 2009); os racismos e epistemicídios musicais; os feminismos e a diversidade sexual e de gênero em contextos musicalmente situados (Koskoff, 2014. Brett; Wood, 2013. Mello, 2008. Rosa, 2009); além do próprio interesse da disciplina em debater cada vez mais seus métodos de investigação, no que tange às implicações éticas e políticas — relacionadas, por exemplo, à adoção de um perfil de pesquisa participativa (Cambria; Fonseca; Guazina, 2016).
Como aponta Lühning (2014), a pesquisa etnomusicológica realizada por diferentes países europeus e Estados Unidos foi desenvolvida, na maior parte, em lugares do Sul Global marcados por serem colônias ou ex-colônias de alguns países do Norte Global. Neste ponto, destaca-se que a pesquisa em Etnomusicologia feita no Brasil (e em outros países, sobretudo, que foram colonizados) é, majoritariamente, desenvolvida em território nacional. Assim, a área está voltada ao entendimento das musicalidades locais e das problemáticas de ordem social e política que perpassam as práticas musicais brasileiras em contextos urbanos, rurais ou etnicamente situados. É neste sentido que Lühning e Tugny (2016) apontam para o fato de que a presença de etnomusicólogos nos cursos de Música contribui para a descolonização desses contextos de formação, na medida em que esses pesquisadores se dedicam à compreensão de sistemas de conhecimento musical não hegemônicos e por vezes desafiadores frente a lógicas musicais ocidentais.
2. Institucionalização da Etnomusicologia no Brasil
O desenvolvimento da Etnomusicologia no Brasil se deve, em primeiro lugar, a pesquisadores que pavimentaram o caminho, a partir dos estudos de folclore, para que o universo acadêmico da Música se interessasse pelas práticas musicais dos povos indígenas, da diáspora africana no Brasil e outras populações subalternizadas. Neste momento inicial da disciplina em contexto brasileiro, destacam-se nomes como Roquette-Pinto, Luiz Heitor Corrêa de Azevedo e Mário de Andrade, pesquisadores que contribuíram significativamente para o registro fonográfico de repertórios de povos tradicionais do Brasil, a produção e organização de acervos sonoros, além da formação dos primeiros centros de pesquisa e da institucionalização gradual das disciplinas de Folclore nos cursos de Música do Brasil (Toni, 2008a, 2008b. Araújo, 2008. Zamith, 2008. Toni; Carozze, 2013). Para Suzel Reily (2000), o desenvolvimento inicial das pesquisas musicológicas no Brasil, na transição entre os séculos XIX e XX, contribuiu de maneira decisiva para a formulação e definição de um senso de identidade nacional, delineado pelas práticas musicais propriamente brasileiras que eram de interesse dos pesquisadores.
Contudo, a configuração do campo etnomusicológico brasileiro só começou a ser desenhada, nos moldes como o conhecemos atualmente, a partir das décadas de 1980 e 1990 com alguns marcos importantes que sedimentaram as bases para a instalação definitiva desta área no Brasil: a criação da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música (ANPPOM) em 1988; a formação dos primeiros profissionais reconhecidos como etnomusicólogos; a implantação da área de Etnomusicologia no Programa de Pós-Graduação em Música da UFBA. Este período, historicizado por Carlos Sandroni (2008), foi marcado pelo doutoramento em Música ou Antropologia, de pesquisadores como Manuel Veiga (primeiro brasileiro a ser doutor em Etnomusicologia, em 1981), Kilza Setti, José Jorge de Carvalho, Rita Segato, Marcos Branda Lacerda, Angela Lühning, Tiago de Oliveira Pinto, Elizabeth Lucas, Samuel Araújo, Rafael Menezes Bastos e Elizabeth Travassos. Boa parte desta primeira geração concluiu suas teses de doutorado em universidades dos Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha. De volta ao Brasil, estes pesquisadores se engajaram no fortalecimento da área, estiveram envolvidos em sua institucionalização no âmbito da Pós-Graduação e foram responsáveis pela formação das próximas gerações de etnomusicólogos brasileiros, tal como é possível verificar noutro mapeamento da área feito por Lühning et al (2016). Destacam-se como marcos bibliográficos da consolidação da Etnomusicologia no Brasil etnografias como “A musicológica Kamayurá: para uma antropologia da comunicação no Alto-Xingu” (Menezes Bastos, 1978) e “Por que cantam os Kĩsêdjê: uma antropologia musical de um povo amazônico” (Seeger, 2015).
Outro fator importante de institucionalização foi a fundação da Associação Brasileira de Etnomusicologia (ABET), que, de acordo com Sandroni (2008), ocorreu legalmente em 2002. Após a criação da ABET, é interessante notar que as duas primeiras décadas do século XXI foram marcadas pela consolidação da Etnomusicologia, contando com fatores como: a expansão da área de Música com a oferta de novos cursos de Graduação e Pós-Graduação por todo o país; a inserção da Etnomusicologia como componente curricular cada vez mais presente na graduação; a interiorização da disciplina em cursos fora dos grandes centros urbanos; o ingresso de mais etnomusicólogos para trabalhar nos departamentos e colegiados de Música.
Mais um aspecto relevante é a criação, em 2010, do primeiro Bacharelado em Ciências Musicais do Brasil, pela Universidade Federal de Pelotas, no qual há uma formação específica em Musicologia e Etnomusicologia, áreas que se constituem como disciplinas-tronco desta graduação. Isso demonstra que, além da presença da Etnomusicologia nos cursos de Mestrado e Doutorado, a área vivencia atualmente um novo momento de reprodução disciplinar, ganhando cada vez mais espaço nos Projetos Pedagógicos dos cursos de graduação (em modalidades de Bacharelado e Licenciatura) e, assim, podendo despertar maior interesse entre estudantes de Música.
No Brasil, um dos sinais de amadurecimento e consolidação da área é o aumento de publicações que promovem um debate reflexivo sobre questões internas à disciplina tais como: a importância dos saberes dos povos originários e tradicionais para proporcionar um maior alinhamento da Etnomusicologia às concepções contracoloniais e/ou decoloniais (Tugny, 2024. Queiroz, 2024); a necessidade de elevar o lugar epistêmico ocupado pela Etnomusicologia no diálogo interdisciplinar com as Ciências Humanas (Noleto, 2020); as questões relacionadas ao estabelecimento de interlocução quando se desenvolvem pesquisas em Música (Salgado et al. 2014); os projetos de repatriação, aos povos originários, de gravações sonoras que lhes foram extraídas (Barros; Sousa, 2017); o mapeamento regionalizado das pesquisas em Etnomusicologia (Barros, 2011); o levantamento das produções que problematizam a diversidade racial, étnica, sexual e de gênero nas últimas décadas (Rosa; Nogueira, 2015); as propostas de elaboração de genealogias para a disciplina (Carvalho; Oliveira, 2024); e, por fim, a discussão sobre a formação e a atuação profissional de etnomusicólogos no Brasil (Lühning, 2024).
A Etnomusicologia brasileira vive, atualmente, um momento de transição geracional evidenciado pelo fato de que alguns dos professores que integram a primeira e segunda geração de etnomusicólogos brasileiros já se aposentaram ou estão próximos a esta fase de vida, após muitos anos de contribuição à área com suas atividades de ensino, pesquisa e extensão. A insurgência epistêmica dos povos tradicionais com sua crescente produção intelectual (Bispo dos Santos, 2015, 2019. Kopenawa; Albert, 2015. Krenak, 2022) e a consolidação das políticas de ações afirmativas certamente têm transformado a maneira como as universidades públicas brasileiras pensam a diversidade de seus quadros docentes, tanto na perspectiva étnico-racial quanto no que se refere à diversidade sexual e de gênero. Assim, os próximos anos de existência da Etnomusicologia nas universidades brasileiras poderão ser marcados pelo ingresso cada vez maior de professores oriundos de populações que foram historicamente subalternizadas no país — o que aponta para um potencial fortalecimento do debate, na formação das próximas gerações de pesquisadores.
Rafael da Silva Noleto
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