Reparem o teor simplório da última frase, redundante e desnecessário até para crianças de pouca idade. Pessoas sérias não podem aceitar que tais informações se sobreponham a outras ditadas por espíritos realmente superiores com fins sérios. Basta observarmos os textos abaixo contidos nas obras de Allan Kardec:
O LIVRO DOS MÉDIUNS - CAP. II
63. Acrescentemos que a forma da mesa, a substância de que é feita, a presença de metais, da seda nas roupas dos assistentes, os dias, as horas, a obscuridade, ou a luz etc., são indiferentes como a chuva ou o bom tempo.
O LIVRO DOS MÉDIUNS - CAP. VI
18ª Por que é que as aparições se dão de preferência à noite? Não indica isso que elas são efeito do silêncio e da obscuridade sobre a imaginação?
"Pela mesma razão por que vedes, durante a noite, as estrelas e não as divisais em pleno dia. A grande claridade pode apagar uma aparição ligeira; mas, errôneo é supor-se que a noite tenha qualquer coisa com isso. Inquiri os que têm tido visões e verificareis que são em maior número os que as tiveram de dia."
Se até para as manifestações físicas e visuais Kardec e os Espíritos Superiores falam que a Luz ou a obscuridade são indiferentes, porque numa reunião de desobsessão haveria tal necessidade já que neste tipo de trabalho é o diálogo e a elevação moral que prevalecem?
Vejamos outra contradição gritante quanto ao ambiente das reuniões. No Livro "DESOBSESSÃO" de Chico Xavier e Waldo Vieira o espíorito que diz se chamar André Luiz, no Capítulo 15 - Mobiliário para os trabalhos, diz:
O mobiliário no recinto dedicado à desobsessão não apenas necessita estar escoimado de objetos e apetrechos que recordem rituais e amuletos, simbolos e ídolos de qualquer espécie, mas também deve ser integrado por peças simples e resistentes.
A mesa deve ser sólida e as cadeiras talhadas em madeira, lembrando, sem adornos desnecessários, a austeridade de uma família respeitável.
Se tivermos de acrescentar algo, aditemos dois bancos, igualmente de madeira, para visitas casuais ou para o socorro magnético a esse ou àquele companheiro do grupo quando necessite de passe, a distância do circulo formado em comunhão de pensamento.
Evitarmos tapetes, jarros, telas e enfeites outros, porqüanto o recinto é consagrado, além de tudo, ao alívio de Espíritos sofredores ou alienados mentais autênticos, necessitados de ambiente limpo e simples, capaz de auxiliâ-los a esquecer ilusões ou experiências menos felizes vividas na Terra.
Mas Allan Kardec no LIVRO DOS MÉDIUNS - CAP II, diz:
63. Acrescentemos que a forma da mesa, a substância de que é feita, a presença de metais, da seda nas roupas dos assistentes, os dias, as horas, a obscuridade, ou a luz etc., são indiferentes como a chuva ou o bom tempo.
Queremos lembrar aqui que um dos médiuns que dividiram a autoria desse "livro", seguido pela maioria das "casas espíritas" no Brasil, o Sr. Waldo Vieira, abandonou o Espiritismo para fundar a Concienciologia e a Projeciologia, declarando haver erros no trabalho de Kardec e acusando seu ex-companheiro de trabalho, Chico Xavier, de fraudador das reuniões mediúnicas.
Aires Santos da Costa
(Leiam o arquivo abaixo sobre o emprego da luz vermelha)
O LIVRO DOS MÉDIUNS, CAP. XXIV - PAG. 325 - ITEM 267
9º Os Espíritos superiores se exprimem com simplicidade, sem prolixidade. Têm o estilo conciso, sem exclusão da poesia das idéias e das expressões, claro, inteligível a todos, sem demandar esforço para ser compreendido. Têm a arte de dizer muitas coisas em poucas palavras, porque cada palavra é empregada com exatidão. Os Espíritos inferiores, ou falsos sábios, ocultam sob o empolamento, ou a ênfase, o vazio de suas idéias. Usam de uma linguagem pretensiosa, ridícula, ou obscura, à força de quererem pareça profunda.
Em consulta ao "site" abaixo, há alguns anos, formulei a seguinte questão:
Sou Espírita há treze anos e desde que passei a freqüentar reuniões mediúnicas fiquei no mínimo curioso com relação a luz na sala de reuniões que era azul e fraquinha, quase não dando para reconhecer as pessoas ali presentes. Mais tarde fiquei sabendo que em outras duas casas de minha cidade a luz era do mesmo modo de baixa iluminação mas vermelha. Ocorre que ao estudar mais atentamente a CODIFICAÇÃO vi que Kardec, principalmente no Livro dos Médiuns, esclareceu que nenhuma importância tem a obscuridade, além de outros detalhes como tipo de tecido das roupas ou sua cor, o material das mesas, se é de dia ou de noite, etc., para a realização de qualquer contato mediúnico. Aconselha que a única prescrição verdadeira é a seriedade nos trabalhos. E que a Doutrina Espírita baseia-se na simplicidade dos atos, ou seja, tudo que é desnecessário deve ser evitado para não encaminharmos para o lado supersticioso e fanático. Outra questão interessante sobre o assunto é que ao relacionar os tipos de Médiuns, Kardec coloca um que denomina de Médiuns noturnos, que seriam aqueles que só à noite ou na obscuridade conseguem comunicações, no que responde-lhe um dos espíritos superiores que esse não seria mais um tipo de mediunudade mas uma particularidade do médium, e que este conseguiria comunicação na claridade desde que trabalhasse para isso (Levando-nos a concluir claramente que seria um “defeito” do médium).
Diante de tudo isso, com relação ao assunto tratado acima, perguntamos:
1) Como são realizadas as reuniões na maioria das Casas Espíritas?
2) E na Sociedade Espírita de Paris à época de Kardec?
3) Se era diferente, onde e porque iniciou a mudança?
4) Se vieram depois e através de outros espíritos, qual o peso das palavras de Kardec citadas acima?
5) Não há contradição ou pelo menos descaso com relação à Codificação?
Desde já, agradecido.
Aires S. Costa
Resposta:
Caro irmão, que Jesus o abençoe.
A baixa luminosidade nas reuniões mediúnicas em nada afeta ou favorece as comunicações. Utiliza-se esta prática na maioria das Casas Espíritas porque a baixa luminosidade, teoricamente, favorece a concentração; ao passo que a luminosidade normal de luzes acesas pode vir a atrapalhar a concentração. Porém, não há nada na Doutrina Espírita que aconselhe um estado ou outro.
Grupo Espírita Apóstolo Paulo
-----Mensagem Original-----
From: aires aires@veloxmail.com.br
Date: Tue, 30 Oct 2007 09:49:11 -0300
To: espiritismo@espiritismo.org
Subject: Luminosidade na sala de reuniões mediúnicas
Passei a pesquisar mais sobre o assunto e procurar as causas ou origens dessas "luzes coloridas". Quando perguntava aos mais antigos, diziam-me que era para facilitar a concentração, sem saberem informar a fonte dessa orientação. Após novas pesquisas, encontrei um ponto que provavelmente deve ser a causa de tudo. No Livro "DESOBSESSÃO" de Chico Xavier e Waldo Vieira o espírito que diz se chamar André Luiz (mais uma vez), no Capítulo 17 - Iluminação, diz:
"A iluminação no recinto será, sem dúvida, aquela de potencialidade normal, na fase preparatória das tarefas, favorecendo vistorias e leituras.
Contudo, antes da prece inicial, o dirigente da reunião graduará a luz no recinto, fixando-a em uma ou duas lâmpadas, preferivelmente vermelhas, decapacidade fraca, 15 watts, por exemplo, de vez que a projeção de raios demasiado intensos sobre o conjunto prejudica a formação de medidas socorristas, mentalizadas e dirigidas pelos instrutores espirituais, diretamente responsáveis pelo serviço assistencial em andamento, com apoio nos recursos medianímicos da equipe.
As lâmpadas devem ser situadas a distância da mesa dos trabalhos para se evitarem acidentes.
Nas localidades não favorecidas pela energia elétrica, o orientador da reunião diminuirá no recinto o teor da luz empregada."