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No entanto, o autor permite a reprodução, total ou parcial, de seus artigos, desde que com fim sério, para o estudo e divulgação da Verdadeira Doutrina Esírita. Dizemos Verdadeira para reforçar que, embora caminhe com a ciência, a Doutrina Espírita encontra-se completa em "O Livro dos Espíritos", organizada, codificada e brilhantemente defendida por Allan Kardec, ditada, revisada, corrigida e completada pelos Espíritos Superiores da Falange da Verdade, através do criterioso método científico da Universalidade no Ensino dos Espíritos.
Quanto aos comentários, também não aceitaremos aqueles que fugirem desse fim. E, desde já, para aqueles que acharem que os artigos aqui são polêmicos, que poderiam ser prejudiciais ao movimento espírita e que, finalmente, poderiam ser falta de caridade para com instituições, médiuns e escritores, encarnados ou desencarnados, deixamos a seguinte questão para refletirmos:
O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo X
É permitido repreender os outros, notar as imperfeições de outrem, divulgar o mal de outrem?
19. Ninguém sendo perfeito, seguir-se-á que ninguém tem o direito de repreender o seu próximo?
Certamente que não é essa a conclusão a tirar-se, porquanto cada um de vós deve trabalhar pelo progresso de todos e, sobretudo, daqueles cuja tutela vos foi confiada. Mas, por isso mesmo, deveis fazê-lo com moderação, para um fim útil, e não, como as mais das vezes, pelo prazer de denegrir. Neste último caso, a repreensão é uma maldade; no primeiro, é um dever que a caridade manda seja cumprido com todo o cuidado possível. Ao demais, a censura que alguém faça a outrem deve ao mesmo tempo dirigi-la a si próprio, procurando saber se não a terá merecido. - S. Luís. (Paris, 1860.)
20. Será repreensível notarem-se as imperfeições dos outros, quando daí nenhum proveito possa resultar para eles, uma vez que não sejam divulgadas?
Tudo depende da intenção. Decerto, a ninguém é defeso ver o mal, quando ele existe. Fora mesmo inconveniente ver em toda a parte só o bem. Semelhante ilusão prejudicaria o progresso. O erro está no fazer-se que a observação redunde em detrimento do próximo, desacreditando-o, sem necessidade, na opinião geral. Igualmente repreensível seria fazê-lo alguém apenas para dar expansão a um sentimento de malevolência e à satisfação de apanhar os outros em falta. Dá-se inteiramente o contrário quando, estendendo sobre o mal um véu, para que o público não o veja, aquele que note os defeitos do próximo o faça em seu proveito pessoal, isto é, para se exercitar em evitar o que reprova nos outros. Essa observação, em suma, não é proveitosa ao moralista? Como pintaria ele os defeitos humanos, se não estudasse os modelos? - S. Luís. (Paris, 1860.)
21. Haverá casos em que convenha se desvende o mal de outrem?
É muito delicada esta questão e, para resolvê-la, necessário se toma apelar para a caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só a ela prejudicam, nenhuma utilidade haverá nunca em divulgá-la. Se, porém, podem acarretar prejuízo a terceiros, deve-se atender de preferência ao interesse do maior número. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever, pois mais vale caia um homem, do que virem muitos a ser suas vítimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes. - São Luís. (Paris, 1860.)
Procuramos seguir rigorosamente o estabelecido nessas brilhantes respostas de São Luís. Só criticamos, porque entendemos ser necessário. O nosso fim é útil, pois visamos o bem da humanidade e a propagação da Doutrina na sua pureza para que atinja uma maior quantidade de pessoas, seguindo assim o seu verdadeiro propósito para o qual os Mensageiros de Deus a ditaram.
Aires Santos da Costa