Maria de Fátima de Bivar Velho da Costa, nasceu em Lisboa, a 26 de junho de 1938 e faleceu de forma súbita em casa, na mesma cidade, a 23 de maio de 2020.
Licenciou-se em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e teve como profissões ser professora do ensino particular e ser uma escritora portuguesa. Maria Velho da Costa, frequentou o curso de Grupo-Análise da Sociedade Portuguesa de Neurologia e de Psiquiatria e foi presidente da Associação Portuguesa de Escritores entre 1973-1978. A escritora dirigiu também a revista literária Loreto 13 (1978-1988) e lecionou em Londres entre 1980 e 1987.
A nível literário, Maria Velho da Costa, revolucionou a literatura portuguesa na década de 60, destacando-se dos outros escritores novelistas da sua geração, pela forma única que manuseia a língua e tornando-se responsável por alguns dos romances mais importantes do panorama literário contemporâneo.
Em 1966 publica o seu primeiro livro de contos, O Lugar Comum, e em 1969 publica o seu primeiro romance intitulado Maina Mendes. Escreveu também várias obras de prosa poética, contos, crónicas, análise social e, mais recentemente, teatro. Os temas usados mais frequentemente pela escritora são:
a ligação à infância;
o retrato da sociedade a nível político-social;
o conflito de valores fruto do confronto de classes;
bem como escreve sobre a condição da mulher, restaurando uma dignidade lhe era negada.
A escritora foi premiada várias vezes e entre os prémios que recebeu destacam-se: Prémio Vergílio Ferreira, da Universidade de Évora (1997), pelo conjunto da sua obra; Prémio Camões (2002); Prémio Correntes de Escritas (2008) e Grande Prémio de Literatura dst (2010), ambos pelo romance Myra. Contudo, Maria Velho Costa ficará eternamente associada à polémica gerada pela publicação do livro Novas Cartas Portuguesas, que escreve em conjunto com Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno, uma vez que foi uma obra proibida pelo Estado Novo e que levou as autoras a tribunal, no que ficou conhecido como o «processo das Três Marias».
"Há qualquer coisa que não deverei dizer que seja mágico, mas tem muito a ver com a força do hábito"
-Maria Velho da Costa
Página Editada por:
Beatriz Baptista