Alice de Jesus Vieira Vassalo Pereira da Fonseca nasceu em Lisboa, 20 de março de 1943 é uma escritora e jornalista profissional portuguesa. Poetisa e escritora de livros para a infância e juventude.
Desafiada pelos filhos, Alice Vieira escreveu Rosa, minha irmã Rosa, primeiro livro para infância e juventude que deu à estampa e, incentivada pelo marido, o jornalista e escritor Mário Castrim, concorreu ao Prémio de Literatura Infantil «Ano Internacional da Criança» (1980).
Ganhou o prémio, prosseguiu a escrita de obras dedicadas aos mais jovens, começando em 1981 a procurar temas para alguns dos seus livros na História de Portugal. A sua escrita tem alternado, desde então, entre narrativas inspiradas na História, textos que versam assuntos da atualidade – o apelo ao consumo, a influência da televisão na educação infantil – e problemas do quotidiano juvenil: a amizade, a solidão, as relações familiares, as relações entre crianças e adultos ou a infância em diálogo com a velhice ;
Alice Vieira considera-se uma escritora urbana: as suas narrativas decorrem sobretudo no ambiente social da classe média lisboeta e baseiam-se na realidade observada de perto, processo a que não é alheio o contacto com autores e jovens leitores em escolas e bibliotecas públicas, para promoção da sua obra e do livro infantil em geral, e que iniciou durante a prática da sua profissão: o jornalismo.
Utilizou a técnica da reportagem para regressar à escrita para adultos e publicou em 1994 o álbum Esta Lisboa, com fotografias de António Pedro Ferreira. Neste livro, a digressão guiada pelos locais mais célebres e pelos recantos menos lembrados da cidade, transporta o leitor a uma Lisboa em transformação, ligada ao passado pela lenda e pela história. Em Praias de Portugal, com fotografias de Maurício de Abreu, álbum produzido no âmbito da Exposição Universal de Lisboa, Expo'98, conduz o leitor pelas povoações piscatórias e areais do país. Alice Vieira recebeu em 1984, por Este Rei que eu escolhi, o Prémio de Literatura para Crianças / Melhor Texto do Biénio (1983-1984) da Fundação Calouste Gulbenkian. Dez anos mais tarde foi candidata ao Prémio Hans Christian Andersen da IBBY (International Board on Books for Young People), tendo o seu livro Os olhos de Ana Marta sido escolhido para a lista de honra;
Em 1996 foi-lhe atribuído, pelo conjunto da sua obra, o Grande Prémio de Literatura para Crianças da Fundação Calouste Gulbenkian.
Página editada por
Afonso David