Guilhermina Augusta Xavier de Medim Suggia, nasceu a 27 de junho de 1885, em S. Nicolau, no Porto. Quem passa pela cidade do Porto e assiste a um concerto na Casa da Música certamente não deixa de reparar que o auditório principal tem o nome de uma mulher, um nome com um apelido peculiar. O nome em questão é Guilhermina Suggia e marca a Casa da Música não apenas por ser uma combinação de palavras sonantes, mas porque esta mulher teve, na verdade, uma forte relação com a cidade do Porto e com o próprio universo da música.
O talento de Suggia era tal que, aos sete anos, dá o seu primeiro concerto e alcança notoriedade suficiente para, em 1901 – quando tinha cerca de 16 anos – receber uma bolsa de estudo concedida pela Rainha D. Amélia para estudar no Conservatório de Leipzig, Alemanha. Aos 17 anos, Guilhermina Suggia está então a iniciar uma carreira internacional e a tornar-se, definitivamente, numa violoncelista profissional.
Segue-se um período (1906-1913), em Paris, marcado pela sua relação amorosa com Pablo Casals, o término da relação de 7 anos poderá ter acontecido também por Guilhermina escolher a carreira musical em vez do casamento e da maternidade. Em 1924, ainda que mantendo residência em Londres, compra uma casa no Porto. Sempre movida pelo seu amor à música, muda-se de vez para a sua terra natal e começa a trabalhar com músicos portugueses. O seu violoncelo leva-a a palcos que vão além da Invicta: Lisboa, Aveiro, Viana do Castelo, Braga e Viseu são apenas algumas das cidades por onde passa.
É ainda a ela que se deve a fundação da Orquestra Sinfónica do Conservatório, criada em parceria com a então diretora do Conservatório de Música do Porto, Maria Adelaide de Freitas Gonçalves.
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Acabou por falecer a 30 de julho de 1950 em casa na Rua da Alegria, 665, também situada no Porto.
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João Nunes