Maria Conceição Vassalo e Silva da Cunha Lamas, ou somente Maria Lamas, foi uma importante ativista política feminista portuguesa. Nasceu a 6 de outubro de 1893 em Torres Novas no distrito de Santarém e faleceu aos 90 anos, a 6 de dezembro de 1983 em Lisboa. Para além de ativista, Maria foi escritora, uma das primeiras jornalistas, tradutora e conferencista.
Durante a época do Estado Novo, entre outras importantes mulheres, Maria Lamas destacou-se sendo uma das grandes opositoras ao regime ditatorial, lutando sempre pelos direitos das mulheres.
Casou com 17 anos e foi para Angola com o marido. De regresso a Portugal, Maria Lamas lutou pelo divórcio e pela custódia das 2 filhas. Em 1919 divorciou-se e voltou a casar em 1921. Estes episódios abalaram de forma brutal a sua imagem pública, tendo em conta a sociedade tradicional e conservadora da época. Em 1949, aderiu às organizações políticas Movimento Democrático Nacional (MDN) e Movimento de Unidade Democrática (MUD). No mesmo ano foi presa pela PIDE, permaneceu durante 4 meses numa prisão incomunicável.
Tendo em conta a sua grande luta e as grandes preocupações sociais e políticas não aceites na época, Maria Lamas viu-se várias vezes perseguida e presa, levando-a a exilar-se em Paris (França) onde se manteve até 1969.
De volta a Portugal, aderiu ao Partido Comunista Português e mais tarde, no dia 25 de abril de 1974, Maria Lamas assistiu à queda da ditadura e à instauração da Liberdade. .
Em 1980 foi-lhe concedida o Grau Oficial da Ordem da Liberdade e dois anos mais tarde Maria Lamas foi homenageada na Assembleia da República.
Texto escrito por:
Matilde Damas e Matilde Chambel 12º E
Site editado por:
Tiago Claro 12º B