Adelaide Cabete nasceu 25 de janeiro de 1867 e faleceu a 14 de Setembro em 1935. Foi uma médica, professora, militante e feminista.
Como médica, distinguiu-se no apoio às mulheres grávidas, publicou vários artigos de carácter médico-sanitário e a obra acerca do estudo da Puericultura, da Higiene Feminina.
Desempenhou um papel no Ensino Doméstico, na Proteção à Mulher Grávida e na Luta Antialcoólica nas Escolas.
Como republicana e feminista, desenvolveu actividade militante a favor do estabelecimento do regime político republicano e pelo estatuto da mulher. Colaborou na imprensa feminista da época respetivamente, na revista Alma Feminina, que também dirigiu.
Lutou contra o fim da prostituição e participou na fundação da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (1909).
Como não estava de acordo com situação política do país (Estado Novo),foi para Angola e dedicou-se à medicina.
Em 1908, tornou-se numa das co-fundadoras da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, onde defendia a emancipação e o sufrágio feminino.
Apoiou o encerramento de tabernas e manifestou-se contra a violência nas touradas!
Em 1912 reclamou a favor do voto para as mulheres , criou e integrou novas organizações feministas, como a Liga Portuguesa Abolicionista, as Ligas de Bondade, a Cruzada das Mulheres Portuguesas.
Escreveu imensos artigos com vários temas, essencialmente de acordo com as suas preocupações sociais, apresentando soluções e medidas para doenças e epidemias, publicando sobre o assunto nas obras "Papel que o Estudo da Puericultura, da Higiene Feminina”, "Proteção à Mulher Grávida" (1924) e "A Luta Anti-Alcoólica nas Escolas" (1924). Escreveu também artigos onde demonstrava as suas opiniões feministas, tendo fundado e dirigido a revista Alma Feminina (entre 1920 e 1929) e colaborado com numerosas publicações periódicas como: Educação; Educação Social; O Globo; A Mulher e a Criança; Pensamento; O Rebate e a Renovação (1925-1926).
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Diogo Ramalho