Maria João Monteiro Grancha nasceu a 27 de junho de 1956, em Lisboa, filha de pai português e mãe moçambicana, já com 27 anos, seguiu um conselho de um amigo e inscreveu-se na Escola de Jazz do Hot Club em Lisboa. Na hora de ser avaliada improvisou e cantou "Night and Day", isto numa altura em que nem sequer sabia ler música. Maria João aprendeu muito a imitar cantoras como Billie Holiday, Elis Regina, Ella Fitzgerald e Betty Carter e, ainda em 1983, deu-se a sua estreia pública. Em 1984, depois de ter participado nas gravações de um disco de Jorge Palma, apresentou na RTP um programa nacional de jazz, o que lhe valeu a conquista do prémio de Revelação do Ano. Em 1985, lançou definitivamente a sua carreira de cantora, depois de ter recebido boas críticas graças à sua atuação no Festival de Jazz de Cascais. Ainda a nível internacional, ganhou o primeiro prémio do Festival de Jazz de San Sebastian, em Espanha, e fez uma tournée pela Europa, com espetáculos na Dinamarca, Holanda, Áustria, Suíça, Alemanha e Portugal. 1991 foi o ano em que a sua carreira sofreu uma viragem radical ao gravar o álbum Sol. Este trabalho, onde misturou o jazz com a música tradicional portuguesa, serviu de arranque para uma longa e frutuosa colaboração com o pianista Mário Laginha. Em 1994 assinou contrato com uma famosa editora internacional, a Verve, para a qual gravou três álbuns, o último dos quais em 1998, uma parceria com Mário Laginha, que se chamou Cor e chegou a disco de prata. Este foi uma encomenda da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses destinado a assinalar os 500 anos da chegada de Vasco da Gama à Índia. A dupla Maria João/Mário Laginha inspirou-se nas culturas do Índico para compor os temas e alcançou um grande sucesso em Portugal, que foi visível nos inúmeros concertos dados na Expo 98, em Lisboa. Em 2000 foi lançado Chorinho Feliz, outra encomenda da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, desta feita inspirado nos 500 anos da descoberta do Brasil e no qual colaboraram diversos músicos brasileiros. No ano seguinte, formou, sempre com Mário Laginha, um quarteto chamado Mumadji, que editou um disco ao vivo, resultado de algumas das inúmeras atuações que fez pelo país.
Autor: desconhecido
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Rita Alfaiate