Nascimento: 18 de Junho de 1872 no Mangualde
Falecimento: 23 de março de 1935 em Setúbal
Foi uma das fundadoras do Grupo Português de Estudos Feministas, em 1907, da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, em 1909 e, em 1912, da Associação de Propaganda Feminista, a primeira organização sufragista portuguesa, que, por iniciativa da escritora, integrou a International Women Suffrage Alliance. Foi membro do Grande Oriente Lusitano, adoptando como nome simbólico o da revolucionária do século XVIII Leonor Fonseca Pimentel.
Após a instauração da República, trabalhou com o Ministro da Justiça na elaboração da Lei do Divórcio, de 1910.
Fundou a Comissão de Mulheres pela Pátria, a partir da qual se formou, em 1916, a Cruzada das Mulheres Portuguesas. Em 1916 exerceu as funções de sub inspectora do trabalho da 1ª Circunscrição Industrial do Ministério do Trabalho. Foi condecorada com a Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1919) e com a Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial (1931).
A sua extensa e diversificada obra literária, de mais de cinquenta títulos, inclui também ensaios, romances e contos. A Ana de Castro Osório se deve a compilação, organização, edição e publicação de Clepsidra, o único livro de Camilo Pessanha, em 1920, na editora por ela criada, Lusitânia.
Espírito insubmisso, Ana de Castro Osório comungava dos ideais republicanos e fez da sua intervenção social e política um espaço de consciência para defender e proteger os mais fracos
Criadora de universos infantis, Ana de Castro Osório dedicou-se também à escrita de romances para adultos. A alfabetização seria sempre uma das grandes preocupações; queria ensinar as letras às mulheres que, no início do século XX, não podiam sequer votar. Foi em defesa do direito ao voto, à educação, ao trabalho, a ter um salário igual ao dos homens.
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Francisco Barbeita