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As Testemunhas de Jeová vez por outra publicam artigos nos quais destacam alguns ajustes ou alterações no que diz respeito a algum aspecto de suas crenças e ensinos, e isso as vezes tem sido usado de forma crítica como um exemplo de que elas como grupo não são verdadeiros cristãos ou de que seus ensinos não são infalíveis. Será que estas críticas são justas? Prova isso que elas não podem ser cristãs verdadeiras? NÃO, não prova e veremos isso.
Um dos primeiros erros que podemos destacar é que muitas vezes as pessoas acham que nós Testemunhas de Jeová nos autoproclamamos de “A Verdade”. Isso é falso, pois nós Testemunhas de Jeová NÃO SOMOS A Verdade. Se uma Testemunha de Jeová individual algum dia afirmou isso, se deu por descuido ou ignorância, pois jamais a organização de Jeová afirmou ser A Verdade. Uma coisa é Ser a verdade, outra coisa é seguir a verdade.
Quando eu sigo uma receita, eu não sou a receita, mas tento ao máximo de minha compreensão aderir aquilo que consta na receita. Neste aspecto posso dizer que eu estou na receita, mas não que sou a receita. Você está percebendo a diferença?
Mas, devido a falibilidade humana, em algum momento pode ser que minha visão e interpretação da receita tenha se mostrado equivocada, mas daí é a minha interpretação da receita que se mostrou equivocada, e não a receita em si mesma. Por isso que eu sempre digo: A Verdade não muda, mas nós mudamos, porque não somos A Verdade. Seguimos A Verdade, e ao olharmos de perto para A Verdade, podemos corrigir em nós os erros, para estar a cada dia mais próximos e semelhantes A Verdade". João 14:6
Testemunhas de Jeová assim como outras pessoas NÃO SÃO infalíveis. A infalibilidade é um dom de Deus.
Compreendendo até aqui, prossigamos. As Escrituras declaram que o espírito de Deus guiaria os apóstolos a toda a verdade, e por isso podemos ter certeza de que o que consta nas Escrituras representa aquilo que é verdade do ponto de vista de Jeová. Atualmente não dispomos de dons miraculosos os quais nos forneceria a revelação perfeita e inerrante das interpretações bíblicas, por isso o resultado de nossas crenças e ensinos não é uma verdade “revelada” a nós miraculosamente, mas sim resultado de interpretações baseadas em estudos profundos ao comparar textos bíblicos com textos bíblicos, avaliando todos os contextos e alternativas.
Aceitamos como fatos críveis aquilo que possuem maior peso exegético e assim, aderimos e promovemos a isso como o que reconhecemos como o posicionamento atual.
Mas não confundam posicionamento atual com verdade absoluta, pois como o conhecimento que adquirimos das Escrituras é progressivo, existe a possibilidade de com o aumento da compreensão de certos textos e contextos, chegar à conclusão de que em alguns aspectos de nosso serviço a Deus, possamos estar equivocados. Será que isso é anormal e impossível a humanos, quer individual, quer de modo organizacional? Obviamente que não, nenhuma pessoa em sã consciência diria isso.
No entanto, quando ocorre a necessidade de ajustarmos nosso ponto de vista em relação a algum aspecto de nossa adoração, fazer isso e publicar demonstra que tipo de caráter? Humildade e sinceridade ou falsidade e malícia?
Nossas crenças são baseadas unicamente nas Escrituras, as quais são a fonte de nossas pesquisas e resultados interpretativos. Portanto, basta que nossas conclusões sejam mais plausíveis que as visões concorrentes, pois uma vez assim sendo, aderimos a isso como posicionamento cristão ao qual devemos advogar ou defender. Para que venhamos a ser convencidos de um equívoco, duas coisas devem ocorrer, são elas:
Um; devemos estar convencidos por argumentos válidos baseados nas Escrituras e que estejam completamente suportados por todo contexto bíblico, e; número dois, vir pelos meios oficiais, os quais nas Escrituras são chamados de “os que tomam a dianteira entre vós. ” Hebreus 13:7, 17.
Quando lemos da controvérsia que resultou em relação a circuncisão, nos dias dos apóstolos, vemos que embora houvesse dois posicionamentos, eles imediatamente levaram o caso as autoridades eclesiásticas competentes, e somente após a decisão destes, e não de indivíduos que estavam fora deste ministério, é que se escreveu fornecendo as diretrizes quanto ao que fazer e promover como ensino cristão. Note que isso resultou em unidade, e evitou divisões, embora obviamente pudesse haver quem mesmo após tal decisão, nutrisse ainda a visão contrária. Mas eles guardaram para si suas opiniões pessoais a fim de manter a unidade e serem submissos aos que estavam na dianteira. Atos 15
Os próprios irmãos do Corpo Governante quando se reúnem toda semana, trazem a pauta vários aspectos da obra mundial, inclusive assuntos relacionados aos ensinos, e muitas das vezes estes dizem respeito a decisões sobre um aspecto de nossa adoração. Nem sempre um assunto é claro nas Escrituras, mas o dia a dia das pessoas pede muitas vezes alguma orientação. Nem sempre as decisões destas reuniões são unanimes, e o que ocorre então? Simples, nossos irmãos colocam o assunto em suspensão temporária e dedicam-se a mais pesquisa e oração, visando obter ajuda de Jeová. Se após estas pesquisas, eles ainda estejam divididos quanto a que decisão tomar, e a necessidade exigir uma resposta e posicionamento; então a minoria se submete e respeita as decisões da maioria, e assim a organização continua a prosseguir ordeiramente e crescendo na fé e na unidade, sem traumas e constrangimentos.
Esta ação vinda destes irmãos é um exemplo maravilhoso de como nós priorizamos antes a nossa unidade do que nossas opiniões ou vontades pessoais, pois isso não significa que rejeitamos a nossa liberdade de opinião, mas sim que aceitamos o princípio da chefia, da hierarquia e da unidade. Ademais, as escrituras falam de que a igreja governará o mundo, e que eles serão reis sobre a terra, mas se uma pessoa se mostra rebelde em relação a estes detalhes administrados pelos do Corpo Governantes, como poderão ser admitidos neste reino quando eles governarem a terra? Ou será que as Escrituras estão equivocadas quanto a reis escolhidos administrarem a Terra? Governarão acaso um globo vazio? Daniel 7:27 João 17:20-21
O que fica evidente do já exposto é simples. Nós não somos infalíveis, somos estudantes das Escrituras e proclamamos ao mundo os resultados de nossas interpretações bíblicas, assim como pretendem e fazem as demais organizações religiosas. Porém, cremos que nossas crenças são mais plausíveis do que suas concorrentes, e a menos que nos vejamos convencidos de que são equivocadas, jamais retrocederemos.
As Testemunhas de Jeová mostram-se humildes e sinceras ao ajustarem-se quando acham base para isso, admitem e publicam isso. A forma como isso se dá não é por repartirem-se em diversas seitas ou panelinhas, mas por aderência e submissão a administração do corpo. São unidas em todo globo e harmoniosamente continuam a crescer a cada dia.
Temos promovido a muito tempo as seguintes verdades inalteráveis:
1 – Deus não é uma Trindade
2 – Jesus de Nazaré é o Ungido por Deus e resgatador da humanidade escolhida.
3 – A doutrina do tormento eterno é heresia, a morte é o salário do pecado.
4 – A terra durará para sempre, o mundo que será destruído é o mundo de Satanás, o sistema mundano.
5 – Haverá dois grupos de salvos, a igreja arrebatada aos céus e os que serão súditos do governo da igreja.
6 – A imortalidade inerente da alma é um falso ensino, a imortalidade é um dom a ser dado aos ungidos.
7 – Ecumenismo é pecado, os cristãos fazem parte de um só corpo, sendo uma só fé e uma só esperança, sem divisões e denominações divergentes.
Sendo assim, não importa quantos ajustes ainda tenhamos de fazer, sejam eles 10, 50, 100, 1000. Se eles forem necessários, os faremos, sem nenhum constrangimento, pois como disse Paulo: “Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança; mas, agora que me tornei homem, eliminei as características de criança” 1 Coríntios 13:11.
Não somos uma organização paralítica e engessada, que sacrifica a verdade das Escrituras em apreciação de tradições e legados ancestrais. Estamos avançando, crescendo em conhecimento e aperfeiçoando-nos a cada dia que passa. Daniel 12:10
Somos objetos de ódio pela nossa unidade e harmonia, pois nem mesmo os governos humanos possuem este tipo de unidade e defesa organizacional. Porém as Testemunhas de Jeová já mostram ter uma administração planetária unida e pronta para defesa do Reino. Este é o motivo de sermos temidos até mesmo por governos, mesmo que sejamos inofensivos, pois proclamamos a paz. Enfim, nós somos UM SÓ.
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Vamos responder a esta questão levando em consideração uma correta perspectiva. Primeiramente devemos compreender que as pessoas podem ter visões distorcidas em relação ao que significa ser guiado pelo espírito de Deus. Algumas pessoas entendem que isso significa possuir um dom ou unção especial que torna impossível que quaisquer declarações do possuidor do espírito, possam ser falíveis e equivocadas. Mas ser guiado pelo espírito não significa isso. Ser dirigido pelo espírito santo ou guiado pelo mesmo significa submeter-se em nossa vida e decisões as quais se verifica ser o modo de vida que Cristo tinha e ao ponto de vista de Deus.
É, segundo consta nas Escrituras, viver e se comportar segundo as orientações fornecidas por Deus em sua palavra. Quando fazemos isso, estamos nos deixando guiar pelo espirito de Deus.
É verdade, porém, que em tempos específicos, Jeová Deus distribuiu por meio de seu espírito, dons conforme a necessidade, visando fins específicos, os quais dotavam seus manifestantes de capacidades sobre humanas, tais como profetizar, curar doentes e até ressuscitar os mortos. Mas estes dons não estão mais em operação em nossos dias, eles cessaram. De modo que os meios pelos quais somos guiados pelo espírito de Deus se dá mediante a análise das Escrituras que é a revelação extraordinária de Deus e pela meditação em suas informações, a fim de que mediante ela, possamos ser conduzidos a todo esclarecimento.
Mas será que este esclarecimento nos vem de modo miraculoso, como um sonho ou visão? Não, isso se dá mediante a correta exegese e hermenêutica bíblica, ou seja, exposição e interpretação das Escrituras. Sendo assim, os resultados finais de nossas pesquisas podem nos ampliar os horizontes em relação a verdades bíblicas, mas ainda assim estar incompleto em sua total composição, tornando possível que novos dados e uma melhor compreensão possam trazer atualizações em nosso conhecimento acerca deste ou daquele assunto. De fato, isso é o que se pode esperar segundo as Escrituras, e realmente tem sido isso que tem ocorrido em todas as correntes de fé. A chamada reforma protestante, por exemplo, se deu justamente porque um homem chamado Martinho Lutero, católico romano, entendeu que algumas coisas ensinadas e admitidas na igreja católica apostólica romana não pareciam estar em concordância com as Escrituras, e assim, ele visava trazer uma atualização em relação a estes procedimentos. Milhares de denominações religiosas que vemos atualmente em operação também são frutos do mesmo efeito, ou seja, de cismas e divisões que surgiram quando alguém acreditou haver a necessidade mudanças doutrinais. Estas reformas ou ajustes de ensino e compreensão não vieram em resultado de sonhos ou visões, salvo algumas denominações bem especificas como a religião Mórmon e Adventistas do Sétimo Dia que se fortaleceram inicialmente rodeadas de pessoas as quais se acreditava serem profetas e terem visões e revelações de Deus.
Quando uma nova denominação religiosa surge, sendo fundada por uma pessoa mesmo que em sua própria residência, isso também já é uma demonstração de que as conclusões a qual esta pessoa chegou teologicamente, não a permitiu mais compatibilizar e compactuar com outras propostas denominacionais. Isso é fruto de ajustes, os quais igualmente acredita-se serem guiados pelo espírito santo. De modo que a atualização na compreensão que a pessoa tem sobre um procedimento eclesiástico, congregacional ou de um ensino, não coloca necessariamente em dúvida toda a sua fé e cosmovisão teológica, antes a amplia e a coloca num novo patamar. Até mesmo os que discordam doutrinalmente das Testemunhas de Jeová, admitem que algumas de suas crenças mais fundamentais como a Trindade, é fruto de ajuste de entendimento mediante revelação progressiva. Embora não compartilhemos deste dogma, reconhecemos que da perspectiva trinitarista, este ensino teológico é posterior aos dias de Jesus na terra, pois não foi solidamente estabelecido senão posteriormente em concílios eclesiásticos como credo oficial.
Observe que existem grupos religiosos distintos que afirmam terem suas crenças confirmadas por visões e declarações proféticas miraculosas, mas que diferem radicalmente nas mesmas, por exemplo:
Uma denominação unicista defende categoricamente que teve suas crenças e ensinos confirmados pelo dom do espírito mediante revelação e profecia, mas em contrapartida, trinitaristas cuja teologia acerca da pessoa de Deus diverge radicalmente fazem a mesma afirmação, ambos exibindo os alegados dons mediante os quais o espírito os teria assegurado da crença e ensino. Como aceitar isso em vista da clara impossibilidade lógica. É patentemente claro que suas interpretações, e não dons miraculosos estão envolvidos no que estes alegam serem confirmações do espírito, pois o mesmo espírito não poderia dar crédito a declarações contraditórias. Isso apenas aponta ao fato de que as crenças são resultado das interpretações que obtemos das Escrituras, seja qual for a denominação religiosa, e não que uma revelação divina atualmente os estaria guiando a receber avisos proféticos e confirmações. E sendo de fato as crenças resultado de interpretações, então a menos que a pessoa se afirme infalível em suas interpretações, não tem base alguma para assumir que ajustes na compreensão quando necessárias, sejam algum fator que desabone ou descredibilize um grupo de cristãos como não estando sendo guiado pelo espírito de Deus.
A questão mais importante de fato então não está em se um corpo de cristãos pode fazer ajustes de entendimento, e sim se estes mostram-se justificados biblicamente. As Testemunhas de Jeová já fizeram sim ajustes de entendimento em vista de uma mais ampla compreensão de textos, e isso não veio como resultado de revelação divina miraculosa, mas de interpretação das Escrituras. Sendo falíveis, como quaisquer outros seres humanos, obviamente estão passiveis de cometerem equívocos e, se isso a seu tempo for verificado, admitem e prosseguem na profissão de sua fé. Acreditamos que o aprender acerca de Deus e da criação é algo que nunca terá fim, e por isso seria estranho a nós a ideia de estagnação em relação a aquisição de maior conhecimento e compreensão. Maior conhecimento sempre leva a possíveis ajustes em nossa forma de servir a Deus.
A Escritura diz que o espírito guiaria os servos de Deus a toda a verdade, mas isso obviamente é um processo continuo, não com ponto final. Quando Jesus falou estas palavras aos apóstolos, nenhuma parte das Escrituras Gregas, o chamado Novo Testamento havia sido escrito. Foi gradualmente sendo escrita à medida que o espírito do Pai os estava guiando, a saber, os apóstolos a toda a verdade. Nós hoje nos beneficiamos destas revelações e escrituras deixadas por eles para nosso estudo e compreensão. Quando as estudamos e aplicamos seus ensinos e princípios em nossa vida, passamos a nos deixar guiar e orientar pelo mesmo espirito que a produziu. E justamente por meio destas pesquisas e estudos, junto de oração que podemos verificar a validade de nossas crenças, e até mesmo vez por outra, confronta-la com novos dados.
A verdade nunca muda, o que pode mudar é a nossa visão acerca de uma verdade. Aquilo que num dado momento era visto como mais plausível, pode deixar de ser visto assim por um estudo mais profundo da questão, e assim, algo não estará deixando de ser uma verdade para se tornar uma mentira, e sim que algo que se acreditava ser verdade, mostrou-se um equívoco. Mas existe uma enorme diferença entre estar enganado e equivocado em comparação a estar enganando, sabendo o que é a verdade de fato. A primeira ação parte de certa ignorância acerca do assunto, já a outra parte de um claro objetivo de omitir os fatos e induzir ao erro. É por isso que se diz dos ungidos de Jeová, que não há engano em sua boca. Apoc 14:4-5. Sim pois, eles jamais atuaram de forma a negar as pessoas a verdade ou transmitiram algo que conscientemente sê sabia ser um falso ensino induzindo, portanto, as pessoas ao erro. De fato, é justamente as atualizações de entendimento que além de apontar para a humildade em reconhecer as limitações, fornece as bases para crer que eles não terão nenhum motivo para perpetuar como ensino, algo que verificarem e entenderem como grupo, não ser um ensinamento bíblico. É verdade que as vezes afirmamos que Jeová nos guiou a uma nova luz, e esta poderá igualmente com o tempo, se mostrar um equívoco, de modo que quando dizemos que Jeová nos guiou, significa que confiamos que este poderia ter sido o caso, pelo seguir as Escrituras, mas não que isso é uma revelação miraculosa. Todas os nossos pequenos ajustes de entendimento sempre decorrem de interpretações de textos bíblicos, nunca de um milagre ou revelação extraordinária.
Assim, não importa se tenhamos de fazer ainda ajustes, pois isso é plenamente possível e razoável. O que é condenável de fato é um grupo que se diz cristão perpetuar ensinos e crenças que já se percebeu não serem suportadas pelas Escrituras apenas para manterem certo status.
Os resultados de sermos guiados pelo espírito, é que as Testemunhas de Jeová hoje realizam uma obra mundial de pregação de uma só fé e um só ensino em um só corpo. Tudo isso sem imposição de dízimos. Possuem o site de religião mais acessado do mundo, e a revista religiosa mais famosa do mundo, A Sentinela. Estão unidos globalmente em toda Terra num só padrão de ensino. E submetem seus ensinos e cosmovisão toda semana diante de pessoas que as podem questionar educadamente, fazendo isso no trabalho de pregação de casa em casa. Tudo isso evidentemente é fruto do espírito santo, pois é um resultado predito nas Escrituras e orientado como procedimento. Então vemos que ajustes de ensino que porventura possam se fazer necessários, não impedem que o corpo de cristãos seja visto como sendo guiados pelo espírito de Deus. Observamos também que as Testemunhas de Jeová não reivindicam nenhuma espécie de revelação ou dom profético ou de serem infalíveis, mas sim de que como estudantes das Escrituras, trazem diante de todos os resultados de suas pesquisas e as expõe diante de todos como argumentos e artigos, os quais acreditam serem mais plausíveis, coerente e defensáveis que as visões concorrentes. Mas não terão nenhum problema de ajustarem-se a uma melhor compreensão se esta mostrar-se realmente válida e for trazida pelos meios normativos e organizacionalmente legais.
No discurso “Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão”, proferido por J. F. Rutherford em 21 de março de 1920 no Hippodrome, na cidade de Nova Iorque, dirigiu-se atenção ao ano de 1925. Em que base se pensava ser este significativo?
Num folheto publicado naquele mesmo ano, 1920, foi dito que, se 70 plenos jubileus fossem calculados a partir da data em que Israel, segundo se entendia, entrou na Terra Prometida (em vez de começar depois do último jubileu típico ocorrido antes do exílio babilônico e daí contar até o início do ano do jubileu no fim do ciclo de 50 anos), isso poderia apontar para o ano de 1925.
À base do que se dizia ali, muitos esperavam que talvez os remanescentes do pequeno rebanho recebessem sua recompensa celestial em 1925.
Esse ano também era relacionado com expectativas de ressurreição de fiéis servos de Deus pré-cristãos com o fim de servirem na Terra como representantes principescos do Reino celestial.
Se isso realmente ocorresse, isso significaria que a humanidade havia entrado numa era em que a morte deixaria de ser dominadora, e milhões que então viviam podiam ter a esperança de nunca desaparecer da Terra por causa da morte. Que feliz perspectiva!
Embora equivocada, eles ansiosamente partilharam-na com outros.
Mais tarde, durante os anos de 1935 a 1944, uma revisão do esquema geral da cronologia bíblica revelou que uma má tradução de Atos 13:19, 20 na King James Version, junto com certos outros fatores, causara um erro de mais de um século na cronologia.
Isto mais tarde levou ao conceito — às vezes declarado como possibilidade, às vezes mais firmemente — que visto que o sétimo milênio da história humana começaria em 1975, os eventos associados com o início do Reinado Milenar de Cristo poderiam começar a ocorrer então.
Eram corretas as crenças das Testemunhas de Jeová nesses assuntos?
Elas certamente não erraram em crer que Deus sem falta faria o que prometera. Mas alguns de seus cálculos de tempo e as expectativas que ligavam a estes causaram sérios desapontamentos.
Depois de 1925, a assistência às reuniões caiu drasticamente em algumas congregações na França e na Suíça. De novo, em 1975, houve desapontamento quando as expectativas sobre o início do Milênio não se concretizaram.
Em resultado, alguns se afastaram da organização. Outros, porque tentaram subverter a fé de associados, foram desassociados.
Sem dúvida, o desapontamento com relação à data era um fator, mas, em alguns casos, as raízes eram mais profundas. Alguns indivíduos também argumentavam contra a necessidade de participar no ministério de casa em casa.
Alguns não escolheram simplesmente seguir o seu próprio caminho; tornaram-se agressivos na sua oposição à organização com a qual outrora se associavam, e serviram-se da imprensa e da televisão para divulgar seus conceitos.
Não obstante, o número dos dissidentes foi relativamente pequeno.
Embora esses testes resultassem numa peneiração e alguns fossem levados como a palha ao se joeirar o trigo, outros permaneceram firmes.
Por quê? Sobre sua própria experiência e a de outros em 1925, Jules Feller explicou:
“Os que haviam depositado a sua confiança em Jeová permaneceram firmes e continuaram a sua atividade de pregação.”
Eles reconheceram que se havia cometido um equívoco, mas que de modo algum a Palavra de Deus falhara, e, assim, não havia razão para deixar que a sua esperança minguasse ou de esmorecer na obra de apontar para as pessoas o Reino de Deus como a única esperança da humanidade.
Fonte: Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de DEUS. Página: 632-633
Trecho citado com base no Artigo 46, VIII, primeira parte.
Você já aprendeu do passado? Já olhou com seus olhos mentais para eventos de uma época e retirou de seu registro lições importantes? Isso é bom, pois mostra que você se tornou capaz de fazer uma avaliação de erros e acertos de pessoas ou nações para através das lições deixadas, fazer uso sábio de suas escolhas e decisões atuais e futuras.
Uma das grandes lições que podemos aprender do passado, em relação ao povo de Jeová, é que ele nunca foi perfeito. Desde que por meio de Adão, a raça humana aqui na terra foi afetada pelo pecado, desde os primórdios da descendência humana, os homens tem lutado para sobreviver e junto a esta luta, tentado encontrar respostas a suas indagações. Entre estas, a resposta à pergunta: "Qual minha origem, e qual o fim pelo qual existimos?"
Jeová Deus desde o princípio foi guiando seus servos, desde os tratos individuais com Abel, Enoque, Abraão, Isaque e Jacó, até a escolha de uma nação especifica, descendente de Jacó, o também chamado; Israel. A esta nação chamada de Israel ou de filhos de Israel (Jacó ou Tiago) Deus fez um pacto e colocou sobre ela seu selo de aprovação. Não eram perfeitos, precisavam da misericórdia de Deus e ajustes, mas não havia nenhuma outra nação ou organização de pessoas as quais estavam sob a aprovação e proteção singular de Deus.
Jeová estabeleceu com eles uma relação de exclusividade. Eles eram a única forma de se ligar a Deus (religare/religião), sendo que nenhum outro povo estava a servir a Deus com base em sua vontade e verdades. Eles seguiam a religião verdadeira, e nenhum outro povo além deles.
Êxodo 19:3-6 1 Crônicas 17:21 Salmo 147:19-20 Zacarias 8:23
Mas isso não impediu que coisas ruins e erradas ocorressem dentro deste organismo, pois sendo imperfeitos, Jeová sabia que vez por outra teria de corrigir e perdoar seus servos, sua organização. Vejamos um caso que ocorreu nos dias de Samuel. Nos dias de Samuel, Jeová escolheu para liderar seu povo, um homem chamado Saul. Este homem foi escolhido por Deus, mas com o tempo, desviou-se do caminho e fez coisas muito erradas. 1 Samuel 10:1 1 Samuel 13:13-14
O Rei que assumiria seu lugar posteriormente viria a ser Davi, mas será que Davi também não fez coisas erradas em seu tempo de atuação como Rei? Fez, e trouxe sobre o povo de Deus até mesmo culpa de sangue.
2 Samuel 11:1-12:23 24:1-16
E que diríamos de Salomão, Manassés e outros representantes da organização de Jeová? Será que a imperfeição humana de lá para cá diminuiu na raça humana a fim de que aceitemos hoje a inerrância ou infalibilidade na gestão do povo de Jeová? Obviamente que não!
1 Reis 11:1-13 2 Rs 21:2-9 2 Cr 33:2-9
Mas aí é que entra as lições do passado! Como?
Note que mesmo em vista de erros do passado produzidos pelos representantes do povo perante Jeová, em nenhum momento Jeová abandonou seu povo, sua organização. Em nenhum momento vemos Jeová dizendo para os filhos de Israel abandonarem o pacto ou forma de adoração centralizada no templo e nos sacerdotes a fim de irem buscar nas nações algo melhor ou então simplesmente desligarem-se do pacto que seus ancestrais haviam feito.
Mesmo Saul desviando-se da vontade de Jeová, e agindo de uma forma contrária aos padrões e modos de Deus, não vemos Davi que lhe seria sucessor posteriormente na regência do Reino, tentar usurpar a posição de Saul ou tentar criar uma forma de destruí-lo para assumir o poder. Não vemos do texto bíblico, Davi influenciando o povo a se rebelar contra Saul, tentar destroná-lo ou dizendo que deveriam abandonar a nação e que ela não era a organização de Jeová.
Ao contrário, Vemos Davi reconhecendo que, mesmo Saul estando errado, Davi respeitou o princípio da chefia ou hierarquia e compreendeu que Jeová não era um incompetente e que, se tivesse de haver quaisquer mudanças, seria pela ação de Deus e não por uma atitude presunçosa e independente. Davi entendeu que certas coisas, circunstâncias; muitas vezes são até permitidas por Jeová visando nos testar, fazer com que demonstremos aquilo que já temos em nosso coração. Rebeldia ou submissão e fé?
1 Samuel 24 2 Samuel 1:1-16
Mesmo Davi errando também em sua regência, sendo o responsável direto pela morte de Urias, não deixou de ser o amado de Jeová e seu Ungido. Em alguns momentos a nação sofreu por causa de suas escolhas e ações. Mas como será que Jeová iria encarar se após Davi ter reconhecido seu equivoco, pessoas dentre a nação começassem a usar isso como um lembrete constante de que ele não era o representante de Jeová, influenciando as demais pessoas da nação a se voltar contra ela e criando desconfiança do povo em seu líder? Será que Jeová iria aprovar e aplaudir estas pessoas, ou iria cair sobre elas o Olho de Deus? Leia Números 16
Devemos aprender do passado e não agirmos com presunção. Em nenhum momento as Escrituras declaram que Jeová era contra os que viam certos desvios e abusos que poderiam ter sido cometidos durante estas regências. Jeová vê tudo, ele não está amarrado em cordas. Certas coisas são permitidas por Jeová visando um fim útil, mas isso não necessariamente significa que ele aprova a situação, mas ele pode usa-la para peneirar seu povo e ajuda-lo a entenderem o papel e o lugar de cada um. Isaías 59:1 Hebreus 4:13
Jeová sempre foi contra os que criavam rebeliões contra seus representantes. Ele era contra os que desviavam o povo, os que se tornavam apóstatas. Mas os que esperavam em Jeová, com o tempo obtinham resposta e os ajustes e melhorias pelas quais tanto ansiavam. A história mostra isso. Porém os que se rebelavam achando serem os que iriam "fazer acontecer", geralmente se não se arrependiam quando expostos, acabavam sendo mortos e destruídos por Jeová Deus.
As Escrituras dizem: "Pois todas as coisas escritas anteriormente foram escritas para a nossa instrução, a fim de que, por meio da nossa perseverança e por meio do consolo das Escrituras, tivéssemos esperança" Romanos 15:4
Quando Jesus esteve na terra, ele não se rebelou contra a organização de Jeová, quem diz isso é porque não compreendeu os objetivos de sua vinda e presença na Terra, nem quem ele realmente era. Os israelitas prosseguiram em sua forma de adoração a Jeová, agora, porém mediante as instruções que seriam dadas por meio do Ungido, o qual toda nação de Israel sempre esteve à espera. Milhares de judeus o reconheceram como o enviado de Deus e compreenderam seu papel e posição. Ele não veio destruir a lei, pois a lei era santa e boa, era de Jeová. Ele veio para dar o sentido espiritual da lei e realizar os propósitos e ações para os quais a lei de Jeová apontava. E isso ele fez e ainda está fazendo.
João 4:25-26 Atos 2:41 4:4 Mateus 5:17 Romanos 7:12 Col 2:17
Hebreus 10:1
Jesus renovou o relacionamento dele e do seu Pai com o povo mediante um novo pacto, o qual trazia promessas melhores e abria oportunidades a outros de se tornarem parte do futuro reino de Deus. A congregação de Israelitas foi atualizada em relação aos objetivos da lei e como esta lei encontrava em Jesus sua realização, e esta congregação prosseguiu seguindo a Jeová dentro da estrutura e hierarquia deixada pelos apóstolos e anciãos. Eram os apóstolos e anciãos perfeitos em sua atuação dentro destas congregações? Não!
Hebreus 8:6 Jeremias 31:31-34 Mateus 26:27-28 1 Cor 12:27:20
Heb 17:7, 13
Eles também tinham ideias e conclusões precipitadas, em algumas ocasiões divergiam e até discutiam entre eles, pois eram humanos, e no desenvolvimento que viria posteriormente dentro da organização de Jeová, haveria de se passar muitos anos, vindo um período de apostasia e restauração, até que chegando perto do fim do sistema, Jeová novamente ressuscitasse sua congregação ungida, como ele mesmo ressuscitou Jesus.
Atos 1:6-7 João 21:21-23 Atos 15:1-2 36-41 Gálatas 2:11-14 Atos 20:29-30
Jesus disse: "Também, eu lhe digo: Você é Pedro, e sobre esta rocha construirei a minha congregação, e os portões da Sepultura (Hades) não a vencerão." Mateus 16:18. Compare com Atos 2:24
Assim, deixamos este breve artigo para que você use de discernimento ao lê-lo, e compreender que Jeová conhece todas as coisas, e vê todas as circunstâncias, e sabe de tudo que ocorre em relação a seu povo e sua organização. Portanto isso lhe ajudará em momentos de testes e provas, a compreender como se comportar e se posicionar, jamais permitindo que Satanás e seus agentes te desviem do foco e do caminho.
Talvez isso possa mesmo ocorrer, pois quando se tem como objetivo transmitir o que as Escrituras ensinam sobre um ponto, e isso dentro de um organismo religioso que não recebe revelações inspiradas, pode ocorrer de interpretações equivocadas gerarem sim problemas. Nenhuma religião atual tem em suas interpretações a inspiração divina, pois estas revelações especiais cessaram no primeiro século, logo, tudo que ensinam baseiam-se como também as Testemunhas de Jeová, em interpretações, as quais acredita-se estarem corretas. Poderíamos citar muitos ensinos e atitudes de igrejas bem conhecidas as quais resultaram em grandes problemas a muitos de seus adeptos, sejam em questões familiares, de saúde, financeira e outras mais, mas o objetivo não é atacar nenhuma religião, mas leva-lo a compreender que sim, é possível que isso possa acontecer, pois é possível errar tentando fazer o bem. Vamos citar um caso bíblico.
Certa vez um homem saiu do acampamento hebreu no tempo de Moisés para catar lenha no sábado. Havia uma lei recente de que não se devia fazer nenhum trabalho no dia do sábado. Talvez aquele homem estivesse apenas querendo fazer fogo para cozinhar naquele dia, o que aconteceu com ele? Jeová ordenou que ele fosse morto. Judeus e cristão dirão que Deus estava certo, e creio também nisso, pois algo maior estava implícito. Mas para outros observadores pode parecer que aquele homem sofreu por causa de tal ensino, e também sua família pela perda do familiar morto. Ateus até mesmo usam este exemplo para dizer que Jeová é um Deus déspota. Da perspectiva de alguém sempre haverá erros nos outros e em seus ensinos. Já houve casos de pessoas que morreram por acreditarem terem sido milagrosamente curadas de certas doenças em igrejas e deixando de ir ao médico, vieram a óbito posteriormente devido ao mesmo problema ou doença.
Nos dias do religioso Guilherme Miller, muitas pessoas se desfizeram de bens e casas achando que o fim viria em 1844, e depois disso tiveram de lidar com a não vinda de Jesus e a ausência de seus bens aos quais haviam vendido. No passado milhares de pessoas foram mortas por tortura, queimadas em fogo durante a chamada santa inquisição, e tudo porque não aderiam aos ensinos normativos da igreja na época. Após cismas na igreja os grupos separados continuavam a matar uns e outros em guerras religiosas e pelo estabelecimento da supremacia eclesiástica, e poderíamos citar mais casos de danos advindos em igrejas e seitas bairristas onde existem avassaladores casos de problemas causados em vidas que muitas vezes nem ganham a mídia. Usar este tipo de argumento para tentar invalidar o organismo religioso seria invalidar todo sistema religioso em toda a sua história.
Dentro da nação de Israel e mesmo no cristianismo primitivo a adesão a certos ensinos e crenças gerou perseguição e morte. E se de fato houver culpa por parte de alguém, devemos entender que Deus Jeová cobrará dos responsáveis e não cabe a nós julgar que todo um organismo está errado pelo erro de uma de suas partes. Veja Davi que pelo censo que mandou fazer, ao qual não deveria ter feito, teve como efeitos muitos mortos dentre o povo. 2 Samuel 24. Ele ordenou seguir uma orientação que estava errada, e isso foi cobrado dele. A nação deixou de ser a pactuada e exclusiva de Jeová ou Davi deixou de ser o ungido de Jeová por causa disso? Não, apenas ele teve de assumir pelos seus erros, mesmo pelas vidas dos que pereceram. Portanto, os argumentos neste sentido não conduzem a conclusão de que possíveis problemas advindos de um ensino, mesmo que mais tarde se mostra equivocado, descredibilize a organização como pertencendo a Jeová.