TCC IPÊ AMARELO
TCC IPÊ AMARELO
IPÊ AMARELO: RECONHECER, PLANTAR, GERMINAR E REFLORESTAR
Eurípedes Garcia Batista
RESUMO
Este trabalho teve como objetivo relatar uma experiência vivenciada em uma das disciplinas do núcleo curricular diversificado denominada I.C. Iniciação Científica no CEPI Presidente Artur da Costa e Silva em Aparecida de Goiânia, Goiás. O presente estudo elencou como objetivos levar os alunos de uma turma de 8º ano a reconhecer os pés de ipês plantados no pátio da escola, acompanhar o seu desfolhamento, floração, crescimento das sementes e em seguida recolhê-las, analisá-las em laboratório, plantá-las e cuidar das mesmas até a sua germinação, observando e relatando o seu crescimento diário até a época do termino do ano letivo de 2023 e em seguida, levá-las ao seu destino final, o qual foi designado a uma área de plantio para reflorestamento na cidade de Nova Fátima Goiás. Durante o processo de ensino aprendizagem os alunos entrevistaram uma professora e a gestora atual da unidade escolar, as quais presenciaram o plantio dos ipês da escola no ano de 2002. Para execução do projeto os alunos fizeram pesquisas online para se inteirarem sobre o objeto de estudo, analisaram sua casaca, flores e sementes a fim de compreender o processo de polinização de flores e a importância dos insetos no processo de polinização delas. No final do ano letivo, percebemos que os alunos construíram um patrimônio cultural interessante sobre o objeto de estudo aprendendo assim, sobre a sua importância no reflorestamento, embelezamento da natureza, aprenderam a plantar e cuidar de uma muda de ipê até a sua transplantação para a área de reflorestamento.
PALAVRAS-CHAVE
Ipê amarelo. Reconhecimento. Plantação. Germinação. Reflorestamento.
ABSTRACT
KEYWORDS: Yellow ipê. Recognition. Plantation. Germination. Reforestation.
This paper is aimed to report an experience in one of the disciplines of the diversified curricular core called I.C. Scientific Initiation (Iniciação científica) at CEPI Presidente Artur da Costa e Silva in Aparecida de Goiânia, Goiás. The present study aimed to have a group of 8 grade students to recognize the ipê trees planted in the school yard, monitor their defoliation, flowering, seed growth and then collect them, analyze them in the laboratory, plant them and take care of them until they germinate, observing and reporting their daily growth until the end of the 2023 school year and then taking them to their final destination, which was designated as a planting area for reforestation in the city of Nova Fátima Goiás. During the teaching and learning process, the students interviewed a teacher and the current director of the school unit, who witnessed the planting of the school's ipês in 2002. To carry out the project, the students did online research to find out about the object of study, analyzed their bark, flowers and seeds in order to understand the flower pollination process and the importance of insects in their pollination process. At the end of the school year, we realized that the students built an interesting cultural heritage on the object of study, thus learning about its importance in reforestation, beautification of nature, learned how to plant and care for an ipê seedling until its transplantation to the reforestation area.
INTRODUÇÃO
O ipê amarelo, cujo nome científico é Handroanthus albus, conhecida também como Tatebuia, é uma exuberante árvore nativa presente, principalmente no cerrado da América do sul. O ipê amarelo é um símbolo da cultura brasileira, conhecida por sua beleza e pelas flores coloridas que embelezam as paisagens Brasil afora. Aprender sobre o ipê amarelo, reconhecer o seu ciclo de vida, plantá-lo e cuidar de uma muda de ipê através de atividades desenvolvidas em trabalho de campo no ambiente escolar, visando a sua conservação sustentável, demonstrou ser uma experiência transdisciplinar que contribuiu positivamente para com o patrimônio acadêmico dos alunos participantes do projeto. Além do constante contato com elementos da natureza através das observações, análises laboratoriais e cuidados com as mudas, os educandos fizeram usos de diversos recursos digitais para escrever e relatar as frequentes visitas à estufa e assim registrar em cadernos digitais o crescimento das mudas.
DESENVOLVIMENTO
O colégio Presidente Artur da Cista e Silva mudou de configurações a partir do ano 2022 deixando de ser uma escola regular e se tornando Cepi- Centro de Ensino de Período Integral. Os Cepis, CENTRO DE ENSINO INTEGRAL, além das disciplinas do núcleo comum oferecem também as disciplinas do núcleo de integração curricular. No que se diz respeito a disciplina da proposta do atual projeto foi a de iniciação científica denominada I.C. Iniciação científica em séries iniciais do ensino fundamental é um desafio gigantesco tanto para os alunos quanto área os professores e isso parte do como fazer iniciação científica, o que pesquisar e o como desenvolver esse tipo de projeto.
No início do ano letivo foi proposto aos alunos conhecer o pátio da escola e ao indagar sobre a quantidade de árvores presentes no espaço da escola nem o professor e tão pouco os alunos sabiam de suas origens. Ao surgir o interesse dos educandos em saber mais sobre a arborização do ambiente escolar e como estavam à procura de um tema para investigação para a disciplina I.C. Iniciação científica, o professor propôs aos alunos criarem juntos um projeto e apresentá-lo como projeto de pesquisa para a disciplina de I.C. com o objetivo de investigar como se dá o processo de germinação da semente do ipê amarelo plantada com porções de solo extraídas dos lotes de diferentes regiões de onde os alunos moram, inicialmente irrigadas com água do riacho lajinha onde serão posteriormente plantadas para reflorestar uma área de 50 m² às margens do Riacho Lajinha em nova Fátima- go.
RECONHECER
No primeiro dia de aula apostos dos seus cadernos em mãos, saímos com os alunos passeando pelo pátio da escola para reconhecer os pés de ipês distribuídos no pátio da escola. Foram identificados dois pés de ipês amarelo, um pé de ipê rosa e um pé de ipê bola roxo, todos adultos, florindo, plantados há 12 anos. Ainda identificamos dois pés de ipê branco e um roxo plantado no fundo da escola, ambos em fase de crescimento. Fotografamos, filmamos os pés de ipês, conversamos sobre os mesmos e em seguida lhes foram apresentados o pé de ipê objeto de estudo do projeto. O professor pediu que os alunos que o tocasse, analisasse a sua casca, mediram o diâmetro da árvore, indagou os alunos sobre seus conhecimentos prévios sobre o ipê, os quais muitos discursaram sobre a possibilidade de uso da casca e das flores como plantas medicinais e utilização da madeira para produção de móveis. De volta à sala de aula os alunos usaram os Chromebook disponíveis na escola e acessaram à internet a fim de buscar informações mais detalhadas sobre o objeto de estudo, o pé de ipê plantado ao lado da sala de aula do 8 A, cuja turma foi executado o projeto de iniciação cientifica. Ipê- Reconhecer, plantar, germinar e reflorestar.
APRESENTAÇÃO DO PROJETO PARA COMUNIDADE ESCOLAR
De volta à sala de aula os alunos utilizaram os chromebooks para acessar a internet, criar uma conta no google denominada icpeamarelo@gmail.com a fim de armazenar os materiais relacionados ao projeto ipê. Em seguida os alunos discutiram sobre o como apresentar o projeto para a comunidade, produziram um slide no PowerPoint, dividiram em grupos compostos por quatro alunos e cada um apresentaram a sua parte que se coube apresentar.
PLANTIO
Na primeira semana de setembro os alunos foram instruídos a observar o pé de ipê objeto de estudo da pesquisa. No início de setembro lindas flores amarelas já desabrochadas, após uma leve brisa de chuva, as exuberantes flores amarelas começaram a cair e forrar o pátio da escola em frente a sala de aula. O professor pediu para que todos os alunos saíssem da sala de aula e fossem para debaixo do pé de ipê, sentir as flores caindo sobre as suas cabeças. Em seguida o professor pediu aso alunos para que recolhessem alguns exemplares de flores e as levassem para sala de aula onde usaram lupas para observar os detalhes de uma flor de ipê. Durante as suas observações os alunos aprenderam em quantas partes se compõem uma flor, analisaram as suas partes e discutiram sobre as hastes e o polem presente na flor. Durante as discussões o professores lhes informaram sobre a importância dos insetos, em especial das abelhas no processo de polinização das flores. Eles compreenderam que sem abelhas, insetos e pássaros, dificilmente acontecerá um processo de polinização, o que seriamente compromete a cadeia e produção de frutos. Nas aulas seguintes os alunos usaram os chromebooks e pesquisaram sobre as partes que compõem uma flor, desenharam uma flor em seus cadernos e escreveram sobre as mesmas e publicaram as suas atividades no caderno digital dos grupos.
RECONHECIMENTO E ANÁLISE DAS SEMENTES
Encerrada a primavera os alunos foram instruídos a observar diariamente o início formação das vagens de sementes. O processo durou cerca de 20 dias até apontar as primeiras vagens de sementes. Dado o prazo de granar, amadurecimento e secagem das sementes o professor usou um cano de PVC atrelado a um cabo de rodo e juntamente com os alunos começaram a coleta das sementes para análise.
Em sala de aula o professor colocou algumas sacolas com os cachos de sementes sobre a mesa e pediu para que os alunos as abrissem, as manuseassem e contassem quantas sementes havia em cada uma das vagens colhidas. Fo lhes explicado sobre a anatomia das sementes, o professor pediu para que os alunos pesquisassem sobre o porquê do formato das sementes, a sua leveza e as ``asinhas´´ transparentes presentes em cada sementes. Os resultados de suas pesquisas, com as respostas que o professor esperava, foram relatadas em seus cadernos digitas. Após abrir, testar as sementes, jogá-las para cima para simular o seu voo, serem conduzidas pelo vento, os alunos as recolheram, as colocaram na sacola e aguardaram para o plantio. Como o professor havia dito aos alunos que as sementes seriam regadas com água do riacho lajinha o professor usou seu computador e Tv e transmitiu fotos e vídeos do riacho e da área onde as mudas seria replantada. Ficou combinado que no dia do plantio o professor traria água do riacho lajinha para iniciar o plantio das sementes e que elas seria molhadas até a sua germinação. No término da aula o professor pediu aos alunos que cada u trouxesse duas garrafas pet de coca cola de dois litros com terra dos seus quintais, dos quintais dos vizinhos ou da rua onde moravam.
DIA DE PLANTAR
No dia do plantio cada aluno apresentou as suas duas garrafas pet de coca cola de dois litros. Elas foram levadas para o pátio e colocadas sobre umas mesas de cimento disponíveis no pátio. O professor pediu ajuda a alguns alunos para limpar e cercar com duas tábuas a área onde as garrafas seria colocada. O professor lhes apresentou um galão de água trazida do riacho lajinha como havia sido combinado. Usou um canivete, cortou a parte superior das garrafas e agrupados os alunos em grupo de quatro alunos em cada grupo para manusear a água, as garrafas com a terra, as sementes e iniciou-se assim, plantio das sementes nas garrafas. Foram colocas de três a quatro sementes em cada garrafa. Ao todo foram plantadas sementes em 22 garrafas pets de dois litros e colocadas no local ao qual demos o nome de estufa do ipê amarelo.
De volta à sala de aula os alunos relataram as suas experiências em seus cadernos digitais. As sementes plantas foram acompanhadas durante um período de dois meses e uma vez por semana os alunos eram levados até a estufa para molhá-las e verificar o desenvolvimento das sementes. Ao germinarem os alunos começaram a cada visita a estuda, medir o tamanho de cada muda para acompanhar o seu crescimento e relatar a sua experiência no caderno digital.
RELATÓRIOS DOS ALUNOS DESCRITOS EM SEUS CADERNOS DIGITAIS
ANÁLISE DA FLOR DO IPÊ AMERLO
RELATÓRIO I –
Na aula de I.C. de hoje o professor nos explicou como seria o projeto e nos pediu para que trouxéssemos 2 garrafas pet de coca cola de 2 litros cada um todas com terra do quintal das nossas casas, do quintal do vizinho ou d a rua. Depois de vários dias aguardando, hoje, finalmente, as flores do ipê amarelo desabrochou e caiu. Saímos da sala à tarde, colhemos algumas flores e trouxemos para sala de aula para análise. O professor colocou as flores sobre a mesa, trouxe 5 lupas e analisamos as flores de ipê para observar aos aspectos físicos da flor. De acordo com as nossas medidas da flor do ipê amarelo que colhemos no pátio da escola uma flor mede uma média de 6 centímetros. Ela contém 5 pétalas.
Dentro da flor tem listras avermelhadas. Ela contém 1 estigma. Ela tem 3 anteras e
três filetes e um receptáculo. Ela contém um ovário onde os insetos se adentram
para se desfrutar do néctar (mel) e do pólen, aquele pozinho amarelo do filete. Os insetos e pássaros recolhem o pólen das flores para fazer a polinização de outras flores. Por isso que não podemos matar os insetos, a joaninhas e as abelhas que entram na sala de aula nesta época do ano.
SOBRE A IDADE DO IPÊ
Um ipê leva em média 4 anos para florir, assim, na época da floração, as suas
folhas caem e iniciam a floração. A floração do ipê amarelo ocorre entre os meses
de julho a setembro e chama atenção de todos em nossa escola. Muitos alunos
visitam os pés de ipê, pegam suas flores, fotografam-se, brincam e se maravilham
com o seu colorido amarelado tão bonito.
Após um mês de espera, as sementes do ipê amarelo começaram a cair e o professor Lypy pediu para que dois alunos pegassem uma folha de caderno, fizesse um envelope e recolhesse as sementes do pátio para preparar para o plantio. As aluna Alice e o aluno Marcos recolheram as sementes durante toda a semana.
RELATÓRIO II - 23/11/23 Monique. ``Hoje, na aula de I.C. saímos da sala juntamente com o professor. Primeiro fomos ao local onde íamos colocar as mudas de ipê, no caso, ao lado da biblioteca. O professor nos informou sobre o como seria o projeto. Em seguida fomos observar os ipês da escola, primeiramente fomos atrás da escola onde encontramos 2 pés de ipês. Procuramos por mais pés de ipês. Encontramos mais um no local onde ficam as mesas no pátio de baixo da mangueira. Logo já encontramos 4 pés de ipês no pátio, sabendo que um deles tem entre 10 a 11 anos de idade. E que um deles está mais próximo de florescer, no caso o ipê amarelo que vamos pesquisar. E por fim, após coletarmos informações sobre os pés de ipês voltamos para a sala de aula para pesquisar mais informações. ´´
RELATÓRIO III - 05/10/2023 - Hoje foi o dia de preparar as garrafas pets para o plantio. Levamos as garrafas para o pátio, colocamos sobre as mesas e professor cortou as garrafas com uma faquinha para que pudéssemos manusear a terra. Em seguida, o professor colocou as sementes sobre a mesa, chamou os alunos e explicou sobre as sementes e nos pediu para pesquisar o porquê delas terem asinhas e serem tão levinhas. Jogamos algumas sementes para cima para ver elas voarem com o vento e em seguida abrimos um buraco em cada garrafa e começamos a plantar as sementes de 3 4 cada semente em cada garrafa. Depois de plantar as sementes, a Hevelin e a Esmeralda pegaram a garrafa com a água do riacho lajinha e molhou todas as garrafas pets com as sementes dentro. Ao terminar de molhar as sementes, colocamos as garrafas na estufa e voltamos para sala de aula para pesquisar mais sobre o ipê amarelo. Ana, Cristiny, Raphael, Lee e Fernandes . Ao terminar, colocamos as garrafas com as sementes plantadas na estufa, todos os alunos buscaram vassoura e água para lavar as mesas e recolher os restos de garrafas cortadas e guarda-las na lixeira.
RELATÓRIO IV - 19/10/2023 ``Na aula de hoje fomos para o local que plantamos as
sementes na aula passada, e algumas já estava crescendo, 12 das mudas não nasceram por conta da terra que estava dura, as plantas que nasceram foram as dos (as) alunos (as), Monique, Queiroz, Cristiny e Clara, as mudas que nasceram tem em média de 1cm a 5cm. De acordo com o que pudemos observar as sementes levaram de 5 a 6 dias para germinarem. Aguamos as sementes e depois colocamos no lugar que estavam. ´´
RELATÒRIO V – 19/10/2023
Henrique, Gonçalves, Gentile, Rodrigues, Rosa . Hoje dia o professor Lypy chegou em sala e fomos para o pátio olhamos as plantas que tinham plantado na aula anterior molhamos elas novamente as que ficaram secas tiraram e fizeram tudo todo processo novamente de plantar e molhar algumas plantas de alguns dos alunos não
nasceram. As mudas das outras pessoas, citadas, 1 da Monique nasceu e outra a do Queiroz nasceu 1. A muda da Gentile nasceu as duas e a do
Marcos nasceu 1 e a outra não. Logo em seguida
guardamos as garrafas novamente e voltamos para sala fazermos os grupos
e fazermos os relatórios nos chromebooks e discutimos sobre o relatório enquanto alguém do grupo escrevesse no caderno digital.
RELATÓRIO VI - 26/10/2023 Voltamos a nossa estufa, medimos o comprimento das plantas e aguamos as mudas. A planta da Monique estava com 5,2 cm e a da Ana uma estava com 1cm e a outra estava com 2,9 cm. A Rafaela e o Raphael não trouxeram a terra para fazer o plantio, mas trarão na próxima aula. A planta do Lee não nasceu por causa que a terra estava muito seca e dura. No final o professor Lypy pediu para aguarmos as terras que não nasceram as sementes e aguardar.
RELATÓRIO VII - 09/11/2023
Hoje visitamos a estufa novamente para molhar e medir as mudas de ipê. Das duas mudas plantadas, na última visita dia 26/10 uma mediu 5,2 centímetros e agora ela mediu 6,0
centímetros, e a outra sumiu, portanto não teve crescimento dessa.
RELATÓRIO VIII - Hoje dia 09\11\2023 fui para o pátio e peguei a garrafa com a terra que plantei as sementes de
ipê e levei para a estufa para molhar o meu ipê já está um pouco grande ele está medindo 6
cm.
RELATÓRIO IX - Hoje dia 09//11/2023, na aula de iniciação científica sobre o ipê amarelo fomos novamente para fora ver o plantio das mudas de ipê amarelo. Elas estavam bem grandinhas desde a última vez que fomos vê-las. Umas das plantinhas média de 2cm, agora elas estão medindo aproximadamente 6cm/10cm ou até mais.
RELATÓRIO X - No dia 19 a muda da aluna Mayslla media 2 centímetros, hoje ela mede 6 centímetros. uma das mudas da aluna Taynara média 6 centímetros hoje porque no dia 19 não havia nascido. As mudas da aluna Arielly não nasceram, portanto, a aluna prometeu replantá-las. Taynara Ferraz da Silva,
Sthefany de Oliveira dos Santos, Mayslla Vitória Gonçalves, João Gabriel Rodrigues De Sousa Mayslla e Arielly.
RELATÓRIO XI - 19/11/2023 no dia de hoje saímos da sala com o professor para olhar a nossas planta de ipês que plantamos semana passada, nós vimos que não foi todas que nasceram ex: a do Kawan Vickthor. A Alice teve que replantar as delas hoje. Por exemplo, O Gonçalves, Davi e Taynara tiveram que replantar. As mudas da Clara, Felipe, Monique e Cristine nasceram bem.
RELATÓRIO XII – 23/11/2023, novamente o professor (Lypy) explicou como faríamos no dia da culminância e novamente minutos depois fomos lá para fora vê como estavam nossas plantinhas de ipê amarelo chegando lá tiramos nossas plantas para medimos. A muda da Ariel não cresceu. A planta da aluna Thayna cresceu 10 cm e a outra cresceu 2 cm.
A muda da aluna May não estava lá “sumiu “. o aluno Gabriel não veio hoje
a aluna Sthefany também não compareceu hoje.
RELATÓRIO XIII- 23|11 - DIA DE REPLANTAR
Eu e meus colegas visitamos a estufa pegamos todas as garrafas com as mudas
colocamos em cima da mesa depois eu e a Evelyn fomos desgrudando a terra e depois
colocamos a semente nas quais não nasceram e depois colocamos no lugar de novo e voltamos para sala de aula.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: ANÁLISE DE ALGUNS DOS RELATÓRIOS DOS ALUNOS
Após a observação de alguns dos relatórios dos cadernos digitais dos alunos evidenciamos que no contexto da aplicabilidade de metodologias ativas e em acordo com as premissas de práticas educativa alinhada com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) 2024 o projeto demonstrou conformidade em diversos aspectos no que se diz respeito as habilidades e competências a serem exploradas durante o processo de ensino aprendizagem. : O Eu, o Outro e o Nós: Através da interação com os colegas na estufa e no registro das experiências no caderno digital. Corpo, Gestos e Natureza: Observando o desenvolvimento das plantas e medindo seu crescimento. Traços, Sons, Imagens e Expressões: Através dos registros no caderno digital, que podem incluir desenhos, fotos e textos. Escuta, Fala, Pensamento e Imaginação: Através da comunicação oral e escrita sobre as experiências com as plantas. Espaços, Tempos, Quantidades, Relações e Transformações: Medindo o crescimento das mudas e observando as mudanças ao longo do tempo.
Ainda no que se diz respeito às competências e habilidades desenvolvidas foram exploradas as seguintes: Explorar e Descobrir o Entorno: Observando as plantas e seu crescimento. Expressar-se de Diferentes Formas: Através dos registros no caderno digital. Relacionar-se com o Outro: Através da interação com os colegas na estufa. Observar, Experimentar e Formular Hipóteses: Sobre o desenvolvimento das plantas. Analisar e Registrar Dados: Medindo o crescimento das mudas. Comunicar-se em Diferentes Linguagens: Através da comunicação oral e escrita sobre as experiências.
Em sala de aula e durante a tecitura do projeto ficou evidenciado que os alunos foram estimulados a serem protagonistas de seu próprio aprendizado, participando ativamente de experiências práticas e investigativas. De acordo com (MORAN 2014) ``As metodologias precisam acompanhar os objetivos pretendidos. Se queremos que os alunos sejam proativos, precisamos adotar metodologias em que os alunos se envolvam em atividades cada vez mais complexas, em que tenham que tomar decisões e avaliar os resultados, com apoio de materiais relevantes. Se queremos que sejam criativos, eles precisam experimentar inúmeras novas possibilidades de mostrar sua iniciativa.´´
Nesse sentido, ao se envolverem na prática de trazerem a terra para escola, afofar a terra, colocar sementes para replantar o que não vingou, se agruparem, buscar água, limpar as mesas que sujaram durante o manuseio da terra, os alunos se envolveram em ações diretas no cuidado das plantas e do meio ambiente.
Ainda, essas atividades promoveram a aprendizagem por meio da prática e da vivência, permitindo que os alunos aplicassem seus conhecimentos de forma concreta e refletissem sobre os resultados obtidos. Além disso, a interação com o ambiente real de cultivo das plantas estimulou a observação, o trabalho em equipe e a resolução de problemas de forma colaborativa.
Dessa forma, as atividades descritas no relato estão alinhadas com princípios das metodologias ativas, pois promovem a participação ativa dos alunos, a contextualização do aprendizado e o desenvolvimento de habilidades práticas e cognitivas por meio da experiência direta.
Vislumbra-se na abreve análise do relatório dos alunos, a percepção de que quase todos, senão todos os alunos que participaram do momento de reconhecimento do objeto de estudo presente na escola, suas andanças pelo pátio da escola, houve aquilo que (FREIRE) pontua sobre a relação professor-aluno onde ele diz que ``a relação-professor aluno é um espaço de construção mútua, em que ambos aprendem e se desenvolvem.´´ Percebe-se que houve aqui, compreensão nas instruções do professor em sala de aula, uma ótima compreensão dos objetivos das tarefas delegada aos alunos, a retenção das suas observações e descrição detalhada na composição dos seus relatórios. Observou-se por exemplo, por diversas vezes, a aplicação de princípios de ensino-aprendizagem colaborativa e participativa uma vez que os alunos estavam envolvidos ativamente no processo de ensino aprendizagem ajudando e analisando os trabalhos uns dos outros. O professor e seus alunos saíram da sala de aula para juntos realizarem uma atividade prática de campo, que envolveu o reconhecimento partindo de um objeto de estudo que já existe onde todos atuam, a escola.
Nos relatos dos alunos, observa-se o que corrobora FREIRE, em sua abordagem sobre a importância de tornar o ensino mais significativo , contextualizado e envolvente tornando a aprendizagem mais significativa e duradoura para o aluno.
Durante esse processo de caminhada de reconhecimento dos pés de ipê no pátio da escola o professor não apenas transmitiu informações, mas também envolve os alunos na observação, coleta de dados sobre os ipês da escola e incentivou os alunos a participarem ativamente na escrita relatando as experiências vividas no momento da caminhada pela escola e o seu engajamento na execução do projeto.
Percebemos o uso de várias estratégias colaborativas durante as interações dentro e fora de sala de aula. De acordo com (FIGEIREDO, 2018, p. 14) ``a aprendizagem colaborativa é uma abordagem construtivista que se refere, grosso modo, a situações educacionais em que duas ou mais pessoas aprendem ou tentam aprender algo juntas, seja por meio de interações em sala de aula ou fora dela, seja por intermédio de interações mediadas pelo computador, cuja ênfase recai na construção do conhecimento dentro e a partir dessas interações´´
Uma vez que tanto dentro da sala de aula quanto fora dela os alunos interagiram continuamente, escreveram seus relatórios em grupos, percebe-se que a abordagem colaborativa e participativa proporcionaram aos alunos uma experiência de aprendizagem prática e significativa, estimulando o trabalho em equipe, observação direta e coleta de informações de forma ativa, nesse processo de busca pelo conhecimento o professor envolveu os alunos na construção do conhecimento de forma colaborativa e contextualizada, tornando a aprendizagem mais envolvente e relevante para os estudantes. De acordo com (BATISTA 2020) A realização de projetos dessa natureza mostra aos alunos novos ambientes de aprendizagem. Impulsiona-os a aprenderem com o que está além das quatro paredes da sala de aula. Projetos assim forçam que o foco da aula seja o aluno e não mais o professor, numa aproximação ao que é conhecido como flip classroom em metodologias ativas. O professor, em contrapartida, reconhece seu papel de intermediador das conquistas dos alunos.
As avaliações escritas possibilitaram que os estudantes se sentissem plenamente identificados com o processo, capazes de reconhecer os próprios limites e as reais circunstâncias da aprendizagem.
No que se diz o uso de diferentes abordagens, ´foi possível identificar o uso de diferentes abordagens de ensino aprendizagem, como por exemplo, metodologias ativas as quais de acordo com PAIVA, 2016, ´´ são abordagens de ensino que incentivam a participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem, promovendo a autonomia, a colaboração e a reflexão.´´ Durante a execução do projeto os alunos foram convidados a participarem ativamente do processo de aprendizagem, como no caso da produção do projeto eles reconheceram, analisaram, plantaram, cuidaram e finalizaram o projeto de acordo com as metas pré-estabelecidas pelo professor.
No que se diz respeito ao uso da metodologia de sala de aula invertida, segundo (VALENTE, 2018) "A sala de aula invertida pode beneficiar tanto os professores como os alunos, proporcionando uma aprendizagem mais profunda e significativa." Nessa assertiva em relação a metodologia de sala aula invertida, parece nos ter havido uma tímida introdução dessa metodologia nas aulas da I.C., uma vez que os alunos tiveram a oportunidade de pesquisar informações complementares na internet como tarefas de casa para se inteirarem sobre o objeto de estudo, explorar o conteúdo fora da sala de aula, como caminhar pela escola, reconhecer o ambiente escolar e trazer informações de outras fontes como informações de árvores de ipês da região de onde eles moram, plantar as sementes e cuidar das plantas, e depois utilizem o tempo em sala para discussões, análises e atividades mais interativas, como a montagem dos grupos e a elaboração do relatório no Chromebook. Dessa forma, a sala de aula se tornou um espaço de troca de ideias, reflexão e construção do conhecimento a partir das experiências vivenciadas.
Essas abordagens pedagógicas promovem a autonomia dos alunos, estimulam o pensamento crítico e favorecem a construção do conhecimento de forma significativa, conectando teoria e prática. O envolvimento ativo dos alunos nas atividades práticas e na discussão dos resultados contribuiu para um aprendizado mais efetivo e engajado.
Em suma, experienciamos novas abordagens de ensino e aprendizagem, tanto para os alunos quanto para o professor ainda em formação contínua. Cremos que em um próximo projeto será possível explorar e aglutinar outras metodologias com o intuito de melhorar a aprendizagem dos alunos.
PROJETO DIGITAL
REFERÊNCIAS
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