África Show foi um dos grupos mais inovadores e influentes da música angolana dos anos 1960 e 1970, conhecido por sua sonoridade moderna, fusão de estilos e por reunir alguns dos maiores talentos da época.
🎤 Origem e formação
Fundado em 1968, no desaparecido Bairro Indígena de Luanda, a partir de encontros informais na casa da Dona Filó.
O grupo surgiu após a dissolução dos “Kinzas” e incorporou músicos como:
Massano Júnior (voz e percussão), vindo dos Negoleiros do Ritmo
Tony Galvão (teclado)
Zeca Tyrilene e Quim Amaral (guitarras)
Teta Lando e Belita Palma (vocais, em diferentes fases)
Outros nomes marcantes: Carlitos Vieira Dias, Cestinho Webba, Raul Tolingas, Didinho, Vininho, Tinito
🎼 Estilo musical
Misturavam semba, rebita, merengue, funk africano e elementos de música moderna urbana.
Considerado um dos grupos mais “avançados” musicalmente da época, com arranjos sofisticados e uso expressivo de teclados e guitarras elétricas.
🌍 Atuação e impacto
Acompanhou grandes artistas como Zé Viola, Urbano de Castro, Óscar Neves, Quim dos Santos e Elias Diá Kimuezo.
Em 1972, foram convidados pelo Duo Ouro Negro para integrar o projeto Blackground, realizando digressões por Angola e Moçambique.
Fizeram três viagens a Portugal, onde gravaram vários singles pela editora Valentim de Carvalho, sob o selo N'Gola.
📀 Discografia destacada
Rosa / Bússola (NGA 17)
Kizuapekala Lelo — sucesso na voz de Massano Júnior
Variações do nome incluem: África Show 73, Africa Show 74, Afrika Show, Conj. Africa Show
O África Show não foi apenas um grupo musical — foi um verdadeiro laboratório criativo que ajudou a moldar a identidade sonora de Angola no período pré e pós-independência.