Bana é uma das figuras mais importantes da música cabo‑verdiana — um intérprete monumental da morna e da coladeira, conhecido como “Rei da Morna” e um dos maiores embaixadores culturais do arquipélago.
Seu verdadeiro nome: Adriano Gonçalves. Nasceu a 5 de março de 1932, em Nossa Senhora da Luz, Mindelo, São Vicente. Faleceu em 13 de julho de 2013, em Loures, Portugal.
Começou a carreira ainda jovem, quando Cabo Verde era território português, trabalhando como moço de recados e guarda‑costas de B. Leza, um dos maiores compositores cabo‑verdianos — convivência que moldou profundamente o seu estilo. Bana tornou‑se célebre pela forma única como interpretava:
Voz suave, profunda e intimista, quase falada.; Estilo subtil, influenciado diretamente por B. Leza.; Domínio absoluto da morna e da coladeira, géneros que ajudou a projetar internacionalmente. Era um artista de palco carismático, capaz de transformar cada atuação numa celebração da cabo‑verdianidade. Entre 1949 e 2013, publicou mais de 50 LPs e EPs, entre gravações a solo e em grupo. Participou em quatro filmes (franceses, alemão e luso‑cabo‑verdiano). Bana é um dos artistas cabo‑verdianos com discografia mais extensa e consistente. Considerado “o maior intérprete da morna e da coladeira”.; conhecido mundialmente como “Rei da Morna”.; foi um verdadeiro embaixador da música cabo‑verdiana, levando-a pela Europa e África.; recebeu diversas condecorações e homenagens, tanto em Cabo Verde como no estrangeiro. Bana deixou uma marca profunda na cultura cabo‑verdiana: elevou a morna a um patamar internacional.; influenciou gerações de intérpretes, incluindo Cesária Évora, sua conterrânea de Mindelo.; tornou-se símbolo da identidade musical de Cabo Verde, com uma carreira que ultrapassou 70 anos.