José Afonso – Cantares Do Andarilho
Label: Orfeu – STAT 002(Arnaldo Trindade)
Format: Vinyl, LP, Album, Stereo
Country: Portugal
Released: 1968
Genre: Folk, World, Música Popular Portuguesa
Style: Canto de Intervenção
A1 Natal Dos Simples
Written-By – José Afonso
A2 Balada Do Sino
Written-By – José Afonso
A3 Resineiro Engraçado
Arranged By – José Afonso
Written-By – Folc. Da Beira*
A4 Canção De Embalar (Acordes)
Written-By – José Afonso
A5 O Cavaleiro E O Anjo
Written-By – J. Afonso*
A6 Saudadinha
Written-By – J. Afonso*
B1 O Teto Na Montanha
Written-By – José Afonso
B2 Endechas A Bárbara Escrava
Written-By – José Afonso, Camões*
B3 Chamaram-me Cigano
Written-By – José Afonso
B4 Senhora Do Almortão
Written-By – Folc. Da Beira Baixa*
B5 Vejam Bem
Written-By – José Afonso
B6 Cantares Do Andarilho
Written-By – Pintor A. Quadrios*, J. Afonso*
Record Company – Arnaldo Trindade & Cia. Lda.
Printed By – Litocolor - Porto
Acoustic Guitar – Rui Pato
Cover – Fernando Aroso
Liner Notes – Urbano Tavares Rodrigues
Issued with an insert containing lyrics.
Made in England on labels.
Matrix / Runout (Side A Label): 002-A
Matrix / Runout (Side B Label): 002-B
Rights Society: BIEM
A noite das lágrimas e da raiva. A madrugada das carícias e do sorriso. O dia claro da festa colectiva. Tudo isso se encontra na poesia cantada de José Afonso, cantada por José Afonso. A luminosa gargalhada do povo, o seu suor de sangue, nas noras de esforço ingrato e de absurda expiação O lirismo primaveril e feminino das bailias que não morreram. E o orvalho da esperança. E os ecos de um grande coro de fraternidade sonhada e assumida. José Afonso, trovador, é o mais puro veio de água que torna o presente em futuro, que à tradição arranca a chama do amanhã. No tumulto da contestação, na marcha de mãos dadas, com flores entre os lábios, é ele a figura de proa, o arauto, o aedo, o humilde, o múltiplo, o doce, o soberbo cantador da revolta e da bonança. Singelo José Afonso do Algarve doirado, dos barcos de vela panda, do Alentejo infinito sem redenção, dos pinhais da melancolia, dos amores sem medida, do sabor de ser irmão... José Afonso é a primeira voz da massa que avança em lume de vaga, é a mais alta crista e a mais terna faúlha de luar na praia cólera da poesia, da balada nova.