José Mário Branco – Inéditos 1967-1999
Label: Warner Music Portugal – 019296911965
Format: 2 x CD, Album/Original
Country: Europe
Released: 2018
Genre: Folk, World, Música Popular Portuguesa
Style: Canto de Intervenção
1-1 Quantas Sabedes Amar, Amigo (Ou Mar De Vigo)
1-2 Ai Flores Do Verde Pinho
1-3 Leda M'And'Eu
1-4 Ma Madre Velida
1-5 Levantou-s' A Velida
1-6 Bailad' Hoje, Ai Filha
1-7 Lelia Doura
1-8 Ronda Do Soldadinho
1-9 Mãos Ao Ar!
1-10 Le Proscrit De 1871
1-11 Cantar Da Viúva De Emigrante
1-12 Fuga Do Mar
1-13 Fim De Festa
2-1 Eu Não Tenho A Certeza
2-2 São João Do Porto
2-3 Remendos E Côdeas
2-4 Fantaisie Languedocienne - 1º Andamento
2-5 Fantaisie Languedocienne - 2º Andamento
2-6 Fantaisie Languedocienne - 3º Andamento
2-7 Fim De Verão (À Maneira D'Os Conchas)
2-8 Le Cafard (À Maneira De Eddy Mitchell)
2-9 Sotto Il Sole, Sulla Spiaggia (À Maneira De Adriano Celentano)
2-10 Trompete-Slow (À Maneira De Helmut Zacharias)
2-11 Dô-Yô (À Maneira De The Shadows)
2-12 Quantos É Que Nós Somos
2-13 Alma Herida (Bolero À Maneira De António Machin)
Tracks 1-1, 1-13, 2-1, 2-4 to 2-11 and 2-13 are previously unreleased.
All other tracks previously released.
[Este texto está escrito de acordo com a antiga ortografia]
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Uma viagem a três décadas de trabalhos essenciais e uma oportunidade para registar estilos diferentes, canções em diversos tons e línguas, documentando uma história do pensamento, das intervenções e da música de José Mário Branco.
Ao fim de mais de uma dúzia de anos sem gravar novo disco, José Mário Branco recolheu e publicou músicas de três décadas que nunca tinham sido incluídas num CD do autor. Algumas estavam dispersas em filmes (“Agosto”, de Jorge Silva Melo, “A Raiz do Coração”, de Paulo Rocha, “Gente do Norte”, de Leonel Brito, “O Ladrão do Pão”, de Noémia Delgado), ou foram feitas para peças de teatro (“Fim de Festa”), ou para um musical (“Le Cafard”), ou para discos colectivos (para a CGTP, ‘Remendos e Côdeas’; para a campanha pela libertação de Otelo, ‘Quantos é que Nós Somos’). Os dois CD incluem ainda algumas cantigas de amigo, três exercícios (“fantasias”) apresentados num único espectáculo no Instituto Franco-Português, e a muito anterior ‘Ronda do Soldadinho’, um panfleto contra a guerra colonial, de que pelo menos três mil exemplares foram introduzidos clandestinamente em Portugal.
Este “Inéditos 1967-1999” são assim uma viagem a três décadas de trabalhos essenciais e uma oportunidade para registar estilos diferentes, canções em diversos tons e línguas, documentando uma história do pensamento, das intervenções e da música de José Mário Branco. Para quem sente a falta da sua música, aqui está um encontro imprescindível; para quem tem sentido o seu trabalho de director musical com Camané, encontrará uma confirmação das suas capacidades tão raras de orquestração; para quem se lembra, ouvirá letras de combate.
Fonte: Francisco Louçâ
Artigo publicado no jornal Expresso de 30 de Junho de 2018