Chico Buarque – Calabar
Label: Levoir – none
Series: Colecção Chico Buarque - Público – 00005
Format: CD, Album, Reissue, Digibook
Country: Portugal
Released: 2012
Style: Samba, MPB (Música Popular Brasileira)
Style: Samba, MPB
1 Prólogo (O Elogio Da Traição)
Written-By – Chico Buarque, Ruy Guerra 2:53
2 Cala A Boca, Bárbara
Written-By – Chico Buarque, Ruy Guerra 4:16
3 Tatuagem
Written-By – Chico Buarque, Ruy Guerra 2:52
4 Anna De Amsterdam
Written-By – Chico Buarque, Ruy Guerra2:31
5 Bárbara
Written-By – Chico Buarque, Ruy Guerra 2:49
6 Não Existe Pecado Ao Sul Do Equador
Written-By – Chico Buarque, Ruy Guerra 3:58
7 Fado Topical
Written-By – Chico Buarque, Ruy Guerra 4:11
8 Tira As Mãos De Mim
Written-By – Chico Buarque, Ruy Guerra 2:31
9 Cobra De Vidro
Written-By – Chico Buarque, Ruy Guerra
1:31
10 Vence Na Vida Quem Diz Sim
Written-By – Chico Buarque, Ruy Guerra 1:58
11 Fortaleza
Written-By – Chico Buarque, Ruy Guerra 0:52
Manufactured By – Novodisc Mídia Digital Ltda.
Manufactured For – Editora Abril
Licensed From – Universal Music Ltda.
Recorded At – Phonogram
Arranged By – Edu Lobo
Art Direction – Vinicius França
Artwork – Renata Fagundes
Booklet Editor – Hugo Denizart
Composed By – Ruy Guerra
Composed By, Vocals – Chico Buarque
Conductor – Mario Tavares (2)
Coordinator – Ruy Guerra
Cover – Regina Valter
Directed By – Roberto Menescal, Sérgio De Carvalho
Editor – Roberto Civita
Graphic Design, Art Direction – Carol Melo, Jana Tahira
Photography – Gianfranco (10), Sérgio da Matta
Research – Carolina Fasano Quintella, Christina Mucci
Text By – José Ruy Gandra
Reissue of 1973 album with book
Reissue of 1973 album with book
Came with the portuguese newspaper Público.
Barcode: 5 602227 306702 00005
Other (ISBN): 978-989-682-193-7
Originalmente lançado em 1973 pela Philips, Calabar é a trilha sonora da peça homónima escrita por Chico Buarque e Ruy Guerra. O álbum aborda a figura histórica de Domingos Fernandes Calabar, que se aliou aos holandeses contra os portugueses — e essa metáfora política foi suficiente para que o disco fosse violentamente censurado pelo regime militar brasileiro.
O disco foi retirado das lojas poucos dias após o lançamento, teve capas proibidas, títulos vetados e várias letras mutiladas pela censura.
Fontes confirmam:
O título original “Chico Canta Calabar” foi proibido porque as iniciais CCC remetiam ao Comando de Caça aos Comunistas.
A primeira capa — um muro pichado com “Calabar” — foi censurada e substituída por uma capa totalmente branca, sem informação.
Canções como “Ana de Amsterdam” e “Vence na Vida Quem Diz Sim” só puderam ser lançadas em versões instrumentais.
Trechos de “Bárbara”, “Fado Tropical” e “Não Existe Pecado ao Sul do Equador” foram alterados ou cortados.
É um dos casos mais extremos de censura na música brasileira.
O álbum inclui 11 faixas, todas presentes nas listagens oficiais:
Prólogo
Cala a Boca, Bárbara
Tatuagem
Ana de Amsterdam
Bárbara
Não Existe Pecado ao Sul do Equador
Fado Tropical
Tira as Mãos de Mim
Cobra de Vidro
Vence na Vida Quem Diz Sim
Fortaleza
É um repertório teatral, dramático e profundamente político.
Produção de Roberto Menescal e arranjos de Edu Lobo, com uso de:
sintetizadores
guitarra elétrica
cordas
elementos de música teatral e MPB
Fontes confirmam que o disco tem uma sonoridade ousada para a época, misturando MPB, bossa nova, samba e música de espetáculo.
A reedição portuguesa segue a versão restaurada do álbum, com:
Digibook de capa dura
Texto editorial exclusivo
Masterização moderna
Design gráfico uniforme com a coleção
É uma edição muito procurada em Portugal, especialmente porque Calabar é um disco historicamente difícil de encontrar em versões completas.
É um dos álbuns mais censurados da história da MPB.
Mistura teatro, política, poesia e música com enorme força.
Traz clássicos como Fado Tropical, Bárbara e Não Existe Pecado ao Sul do Equador.
Representa o auge da perseguição política a Chico Buarque.
A tua edição Levoir/Público é rara, cuidada e valorizada.
Chico Buarque – Calabar
Um dos discos mais censurados da música brasileira. Lançado em 1973, Calabar mistura teatro, política e poesia num álbum poderoso, com arranjos de Edu Lobo e canções como Bárbara, Fado Tropical e Não Existe Pecado ao Sul do Equador. A censura mutilou letras, proibiu capas e tentou silenciar o disco — mas ele tornou‑se um símbolo de resistência.
A minha edição portuguesa da Levoir/Público (2012), em formato digibook, preserva toda a força deste álbum histórico com arte cuidada e som impecável. Um clássico essencial da MPB — daqueles que contam uma história que não pode ser esquecida.