Claro, António! 🎺 O grupo Voz de Cabo Verde é uma verdadeira lenda da música cabo-verdiana — não apenas pela sua qualidade musical, mas pelo papel que desempenhou na afirmação cultural de Cabo Verde na diáspora, especialmente na Europa.
🌍 Origem e contexto
Fundado nos anos 1960, o grupo surgiu entre músicos cabo-verdianos que viviam em Roterdão, Países Baixos.
Inicialmente tocavam em festas da comunidade crioula, mas rapidamente ganharam notoriedade e passaram a gravar discos e fazer digressões pela Europa.
🎷 Formação clássica
Os membros fundadores incluíam:
Luís Morais – clarinete, saxofones e flauta (considerado o “pai” da morna instrumental)
Morgadinho – trompete e voz
Toy d’Bibia – guitarra solo
Jean da Lomba – baixo
Frank Cavaquinho – bateria
Mais tarde, outros nomes como Djosinha, Chico Serra, Leonel Almeida e Paulino Vieira também integraram o grupo.
🎶 Estilo musical
Misturavam morna, coladeira, funaná e outros ritmos tradicionais com influências de jazz, música latina e até pop internacional.
Usavam instrumentos elétricos e arranjos modernos, o que os tornava inovadores para a época.
📀 Discografia e legado
Gravaram dezenas de álbuns entre 1965 e 1972, com destaque para títulos como Dançando com a Voz de Cabo Verde, Mechê, Partida e Instrumental.
A editora Morabeza Records, fundada por Djunga de Biluca, foi essencial para divulgar o grupo e outros artistas cabo-verdianos, incluindo Cesária Évora.
✨ Impacto cultural
Foram pioneiros na internacionalização da música cabo-verdiana.
Tocaram em Paris, Coimbra, Holanda e outros locais com forte presença de emigrantes.
A sua música celebrava a identidade crioula e a independência de Cabo Verde, com letras que falavam de saudade, luta e esperança.