As diferentes designações atribuídas à energia correspondem apenas a duas formas fundamentais de energia:
Energia cinética, que está associada ao movimento.
O atleta que corre possui energia cinética.
Energia potencial, que corresponde à energia armazenada em condições de poder ser utilizada.
Exemplos:
A bola possui energia armazenada pelo facto de estar a ser atraída pela Terra. Essa energia que não se está a manifestar mas que pode vir a manifestar-se se cair, designa-se por energia potencial gravítica.
Quando a bola comprime a mola, há energia armazenada.
Quando a mola é libertada, essa energia manifesta-se no movimento da mola e da bola.
É a força elástica que a mola exerce na bola que faz com que a bola entre em movimento. Por isso se chama a esta energia armazenada energia potencial elástica.
A energia cinética de um corpo depende da sua massa e da sua velocidade. Assim:
quanto maior for a massa do corpo, que se desloca a uma dada velocidade, maior é a sua energia cinética;
quanto maior for a velocidade do corpo, com uma determinada massa, maior é a sua energia cinética.
Ec – energia cinética (J)
m – massa (kg)
v – velocidade (m/s)
Se dois automóveis com a mesma massa se moverem com velocidades diferentes (vA > vB), qual terá maior energia cinética?
Se um automóvel e um autocarro se moverem com a mesma velocidade, qual terá maior energia cinética?
A energia potencial gravítica:
· é tanto maior quanto maior for a massa do corpo.
· é tanto maior quanto mais alto estiver o corpo.
· depende do valor da aceleração da gravidade (deve doer menos uma queda na Lua...).
EP – energia potencial (J)
m – massa (kg)
h – altura (m)
g- aceleração da gravidade (m/s2)
Quando a bola está imóvel na mão da pessoa, a sua energia cinética é nula, mas a energia potencial gravítica não.
Quando a bola está a cair, tem energia cinética, que está a aumentar porque a velocidade aumenta, e energia potencial gravítica, que está a diminuir porque a altura diminui.
Imediatamente antes da bola tocar o chão atinge a sua velocidade máxima e, portanto, a sua energia cinética é máxima.
Mas a energia potencial gravítica é nula porque a altura é nula.
Na queda de uma bola, a energia potencial gravítica vai diminuindo e a energia cinética vai aumentando.
Se o efeito do ar não for considerável, verificamos que, em cada ponto da trajetória, a soma da energia cinética com a energia potencial gravítica tem sempre o mesmo valor.
À soma da energia cinética com a energia potencial dá-se o nome de energia mecânica.
Energia mecânica = Energia cinética + Energia potencial
Então, se desprezarmos o efeito da resistência do ar no movimento de queda da bola, poderemos dizer que há:
Atenção: Se o ar oferecer uma certa resistência ao movimento de queda da bola, a soma das energias cinética e potencial não é constante:
· Na queda da bola, parte da energia potencial gravítica inicial é transformada em energia cinética e outra parte provoca um ligeiro aquecimento da bola e do ar em contacto com ela.
A energia conserva-se sempre! Não se cria nem se perde.
E agora, mais um episódio da série Eureka:
Podes experimentar a simulação abaixo- Seleciona "Bar Graph" para poderes visualizar como variam a energia cinética e potencial durante o movimento do skater.
Agora, procura resolver o problema seguinte:
Um esquiador desce uma pista de esqui a partir do repouso. Qual é a sua velocidade ao chegar ao ponto B? Envia a resposta à professora por e-mail!
Resolve a ficha: