A radiação das ondas eletromagnéticas é classificada em duas categorias: radiação ionizante e não-ionizante. Essa classificação se dá de acordo com a frequência da onda eletromagnética, e, no espectro eletromagnético percebemos que frequências superiores à da luz visível são classificadas como ionizantes e abaixo da luz visível são classificadas como não-ionizantes.
A radiação ionizante possui energia suficiente para quebrar ligações químicas por ionização. Desta forma o material genético das células pode ser danificado, levando a doenças como o câncer, por exemplo. O corpo humano, constituído por cerca de 5 trilhões de células, quando exposto a radiações, sofre determinados efeitos somáticos, restritos ao próprio corpo e, também, efeitos genéticos que são transmissíveis às gerações seguintes.
Os fenômenos físicos responsáveis pelo compartilhamento da energia entre as células devido à irradiação são a Ionização e excitação dos átomos. Os fenômenos químicos surgem em seguida e provocam a ruptura das ligações entre os átomos ou moléculas formando radicais livres num intervalo de tempo muito pequeno e, como consequência, surgem os fenômenos biológicos. Estes últimos alteram as funções específicas das células e são responsáveis pela diminuição da atividade da substância viva do organismo. Poderíamos especificar os músculos que perderiam algumas propriedades características como sendo as primeiras reações do organismo às radiações. Os efeitos biológicos caracterizam-se, também, pelas variações morfológicas, que são alterações em certas funções essenciais da célula ou então a morte imediata da célula.
Já a radiação não-ionizante que se encontra em frequências mais baixas que as das emissões de luz, incluindo as faixas de microondas, os campos eletromagnéticos não possuem energia suficiente (10eV) para provocar a quebra das ligações químicas como no caso das radiações ionizantes. À interação deste tipo de radiação com o corpo humano podemos atribuir alguns efeitos I) Térmicos: são aqueles cujas alterações são causadas pelo aquecimento do organismo como consequência da absorção de parte da onda incidente. Em situações normais, os vasos sangüíneos se dilatam e o aquecimento é reduzido e /ou removido pela corrente sangüínea. Desta forma o principal risco de dano térmico se concentra nas áreas de baixa vascularização, como por exemplo, os olhos e a têmpora. II) Fisiológicos e Comportamentais: Existe uma série de estudos, muitos deles controversos, que destacam o risco efetivo dos níveis de radiação emitidos pelos sistemas celulares. O ponto central de tais pesquisas é de que à exposição às microondas, mesmo em baixas intensidades, resulta em distúrbios nervosos, dentre os quais podemos exemplificar as dores de cabeça, fadiga, tontura, perda de memória e insônia. Embora não haja evidências científicas relacionando estes efeitos com irradiações emitidas pelas ERBs, cujos níveis irradiados são muito baixos, não oferecendo risco à saúde humana.
O assunto é polêmico. Não há um consenso entre os cientistas o que nos dá, além da possibilidade, a necessidade de discutir melhor este assunto.
Referências da página
Fonte: www.maxwell.vrac.puc-rio.br/8044/8044_4.PDF
fundamentos-de-fisica-3---halliday--resnick---8ed