Lia Minápoty e Yaguarê Yamã
Esta edição conta com seis contos da mitologia do povo Maraguá, descendente da antiga civilização Tapajônica - que desenvolveu sofisticada cerâmica decorada -, habitante da região do rio Abacaxis, no Amazonas. O fato de ambos os autores serem originários de tal cultura busca anular a presença de um branco como intermediário das narrativas - um pajé sai em busca de novos poderes guiado por uma voz misteriosa; o deus Guarimonãg se encontra cercado por forças malignas e usa uma árvore para se defender; o garoto deixa a aldeia e vai morar em plena mata por amor à natureza; um jovem casal apaixonado desenvolve plano para conseguir o consentimento dos pais da moça; um homem resolve se opor às proibições da tribo e enfrenta as maldições de uma lagoa e, por fim, é narrada a origem do povo Maraguá. O volume contém um glossário que explica os significados de palavras do idioma Maraguá - e de outras línguas indígenas - e do vocabulário típico da Amazônia.
Idade Mínima Recomendada: 9 Anos.
Geni Mariano Guimarães
Geni é a penúltima de uma família de oito irmãos. De origem negra e pobre, percebe desde muito pequena o peso da cor e da condição social e aprende a conviver com ofensas e xingamentos. Muito apegada, a menina só deixa de mamar quando a mãe fica grávida. Para atrair a atenção depois da chegada do irmãozinho, geni deixa de comer e finge estar doente, mas aos poucos desenvolve afeto pelo bebê. Sua vó rosária lhe conta as histórias do tempo da escravidão e da princesa isabel, sobre a qual escreve um poema elogiado pelo diretor. Depois de muito estudo, geni se torna professora e pode transmitir suas histórias de tolerãncia e respeito.
O título consta da lista de livros do I Kit de Literatura Afro-brasileira (2004), distribuído às escolas municipais em BH
Eliane Potiguara
Moína é uma menina muito curiosa, de origem indígena, e que adora se aconchegar nos braços da avó para ouvir histórias. Ela quer entender o sentido de sua vida, as suas transformações. Mas uma história em especial revelará à menina o sofrimento pelo qual seu povo passou, as descobertas e a sabedoria de seus ancestrais e também como conseguiram a cura de um de seus bens mais preciosos: a terra.
Thiago Hakiy
Tomar banho de rio, subir no pé de goiabeira, brincar com os animais, pescar o almoço, olhar as estrelas. Em A pescaria do Curumim e outros poemas indígenas, a cultura dos índios da Amazônia é apresentada às crianças sob a forma de singelos poemas. Ninguém melhor do que Tiago Hakiy para fazer isso com aprumo: descendente do povo sateré mawé, o autor nasceu em Barreirinha (AM), no coração da Floresta Amazônica. O livro ganha ainda um charme extra com as representativas ilustrações de Taísa Borges. Coloridos, tradicionais e de traços fortes, os desenhos contribuem para a inserção do público infantojuvenil no universo dos índios amazônicos.
Maya Angelou
Você tem medo de quê? Cachorros bravos, cobras, sapos, dragões soltando fogo? A VIDA NÃO ME ASSUSTA é um pequeno livro de arte para crianças valentes, que enfrentam fantasmas e meninos brigões da escola com a cabeça erguida.
Mas se você é daqueles que têm medo até da própria sombra, fique esperto. A VIDA NÃO ME ASSUSTA pode muito bem ser a inspiração que faltava para você trazer à tona toda a sua coragem.
Marilda Castanha
Agbalá é uma palavra da língua iorubá e significa o pedaço da África plantado dentro de cada negro que veio para o Brasil durante a escravidão. Neste volume, Marilda Castanha lança um novo olhar sobre a trajetória desses povos e convida o leitor a adentrar esta cultura tão importante para a formação da identidade do nosso país. A autora aborda singularidades como: por que alguns negros eram obrigados a dar voltas ao redor de árvores antes de deixar o continente africano rumo à escravidão no Brasil? Por que algumas crianças recebiam o nome em saudação à natureza? Como os negros negociavam a compra da carta de alforria? Por que não podiam andar calçados? Como conseguiam escapar e formar os quilombos? Que divindades cultuam? Por que oferecem alimentos a elas? Por que utilizam trajes diferentes e mantos coloridos? As ilustrações, em tons vibrantes, baseiam-se em pinturas, esculturas e objetos de artistas afro-brasileiros.
O título consta da lista de livros do I Kit de Literatura Afro-brasileira (2004), distribuído às escolas municipais em BH
Reginaldo Prandi
Imagine se encontrar, de uma hora para a outra, em um mundo totalmente desconhecido onde você não conhece ninguém e ninguém demonstra saber quem você é. É o que acontece com uma menina nascida na África e levada para o Brasil para ser escrava, e que de repente acorda em um lugar estranho, habitado pelos deuses orixás e pelos espíritos dos mortos que aguardam o momento de seu renascimento. Ela não sabe mais o próprio nome nem lembra de sua família ― está sozinha e não tem a quem pedir socorro. Por isso, aliás, ganha o nome Aimó, “a menina que ninguém sabe quem é”. Tudo o que ela quer é retornar ao seu mundo de origem, mas para tornar isso possível, Aimó vai partir em uma longa jornada através dos tempos mitológicos, guiada por Exu e Ifá, e vai acompanhar de perto muitas aventuras vividas pelos orixás. Só assim poderá reunir o conhecimento necessário para fazer uma escolha que lhe permita, enfim, voltar para casa.
Livro sugerido por João Paulo Dias
Kiusam de Oliveira
Neste livro para crianças bem pequenas, Kiusam de Oliveira e Rodrigo Andrade nos apresentam o adorável Akili. Ele está conhecendo o mundo à sua volta e aprendendo a reconhecer os próprios sentimentos. Akili se sente feliz, e os pequenos leitores vão poder descobrir com ele um pouco mais sobre suas emoções.
Rosa Margarida Carvalho e Cristina Agostinho
O Alfabeto Negro é um trabalho composto de livro-texto com belas ilustrações, que visa sensibilizar para a questão dos brasileiros negros. De A a Z, figuram múltiplas possibilidades de pesquisar e trabalhar: palavras de origem africana e palavras que remetem a lugares, personalidades e temas africanos e afro--brasileiros nas área da cultura, da história e do político-social.
O título consta da lista de livros do I Kit de Literatura Afro-brasileira (2004), distribuído às escolas municipais em BH
Emicida
O livro versa sobre negritude, representatividade, preconceito e autoconfiança, além de ser um exemplo de como a paternidade presente e afetiva contribui para a construção de referências positivas que levam ao desenvolvimento saudável da criança.
Retirado do site: https://lunetas.com.br/emicida-lanca-livro-infantil/Thiago Hakiy
Awyató-pót: histórias indígenas para crianças é uma obra que se caracteriza pela bravura do povo Mawé, representada nos contos pela figura mítica que dá título ao livro. São quatro histórias. A primeira história conta sobre o nascimento do curumim, fruto da união de uma índia metamorfoseada em cobra com um gavião real. Na segunda, é contada a valentia e o caráter de liderança de Awyató-pót que conseguiu negociar com a Surucucu a Noite para levá-la a sua tribo. Na terceira, o índio derrotou o monstro Juma, devorador de seus parentes e na quarta, em que Awyató-pót, já viúvo e dominado pelo ciúme que tinha da filha, é enganado pelo sapo O ók que desposou a moça. As histórias de Awyató-pót podem ser lidas como as narrativas de aventuras singulares e imprevistas de um mito que sintetiza a cultura de um povo que, ao ser interpretado sob a visão microcósmica, nos ensina que a Humanidade, aqui e acolá, enfrenta os mesmos desafios: garantir a existência. As histórias contadas por Tiago Hakiy dão o recado do povo indígena Mawé: o desejo de aproximar o mundo mítico dos índios ao mundo das crianças da cidade.
Nilma Lino Gomes
A lição do penteado, Betina aprendeu da amorosa avó e a avó aprendeu com a mãe dela que aprendeu com outra mãe que tinha aprendido com uma tia. Só que Betina foi além e espalhou a lição para filhas e filhos, mães e avós que não eram os dela. Ela abriu um salão de beleza diferente e ficou conhecida em vários lugares do país. Mas Nilma Lino Gomes tem muitos detalhes deliciosos dessa linda história.
Rosa Margarida Carvalho e Marcial Ávila
Gerações após gerações, contam histórias de reis, rainhas e reinos esquecidos no velho Continente Africano... Esta história que você vai conhecer aconteceu no coração da África, numa planície muito escondida onde as gazelas saltavam alegres, as girafas desfilavam elegantes sua beleza entre as densas florestas do Zimbabwe, num tempo que se perdeu na memória...
Davi Nunes
Bucala: a pequena princesa do quilombo do cabula conta a história de uma linda princesa quilombola que tem o cabelo crespo em formato de coroa de rainha. Ela possui poderes que protegem o quilombo. Bucala voa no pássaro-preto, cavalga na onça suçuarana, mergulha no reino da rainha das águas doces e aprende toda a sabedoria dos reinos africanos com o sábio ancião bem-preto-de-barbicha-bem-branca.
Lucimar Rosa Dias
*Postagem Sugerida pela Professora Márcia Martins
O livro infantil conta a história de Luanda, uma menina negra muito sapeca e vaidosa, que adora o seu cabelo crespo onde envolve tod@s da família nos diversos penteados que inventa para desfilar sempre linda na escola. Foi seu pai quem escolheu esse nome para ela por acreditar que ela seria tão linda quanto à cidade africana que ele conheceu quando era jovem. A leitura promove o reconhecimento e a valorização das diferenças e das características pessoais que fazem de cada indivíduo um ser único e que deve se amar do jeitinho que é.
Daniel Munduruku
“Ali, contávamos para todos os adultos presentes tudo o que havíamos feito durante o dia. Embora não parecesse, todos nos ouviam com atenção e respeito. Aquele era um exercício de participação na vida de nossa comunidade familiar.” Memórias de infância de um menino indígena que nos fala das tradições de seu povo Munduruku transmitidas pela narrativa oral nos momentos felizes quando, sentado na aldeia, no colo dos mais velhos ou ao pé da fogueira, ouvia histórias enquanto eles catavam piolhos em seus cabelos e lhe faziam carinhos na cabeça.
Patrícia Santana
Ao contrário do ciúme, medo e insegurança que muitas crianças sentem quando chega o irmão ou a irmã, para o personagem do livro o sentimento é de comemoração e alegria. É inspirado em Víctor, filho da autora, que aguardou ansiosamente o nascimento de sua irmã.
Daniel Munduruku
MERGULHE NESTA HISTÓRIA! Ainda hoje, os povos indígenas são malcompreendidos apenas porque têm um jeito próprio de viver. Aqui, Daniel Munduruku não só explica o que é ser índio mas também elucida o leitor acerca de particularidades de sua cultura. As aldeias, a língua e as artes são só alguns dos temas abordados, explicados de maneira simples e atrativa, e ilustrados de forma a transmitir toda a riqueza da cultura indígena às crianças. Mais que um livro, Coisas de índio celebra o respeito e a valorização das diferenças. POR QUE TER ESTE LIVRO? • Apresenta-nos um belo panorama da cultura indígena escrito de forma clara, envolvente e muito interessante. • Trata-se de um ótimo livro para conhecimento e pesquisa, contendo informações ricas, fidedignas e fáceis de serem compreendidas. Além de desmistificar fantasias sobre o modo de viver dos índios. • Desperta-nos o interesse por outras áreas do conhecimento envolvidas no contexto como, por exemplo, História, Geografia, Artes, entre outras.
Vários autores/as
Acreditando no poder dos livros como força transformadora, essa Coleção apresenta biografias de personalidades negras que são exemplo para as novas gerações. Esses livros são voltados para crianças e adolescentes. A ideia é que elas percebam que podem ter representatividade negra desde a infância.
Kiusam Oliveira
Uma obra fundamental para pautar a diversidade e a beleza que existe em cada criança, independente de com qual penteado ela vai. Com um texto rico e claro, como só a Kiusam de Oliveira, doutora em Educação e com diversas publicações de sucesso, poderia nos trazer.
Este livro é uma dessas pinturas estonteantes. Cenas plásticas que nos prendem a atenção!
A festa de 100 anos do Seu Benedito vai animar toda a família, afinal, agora ele é um cen-te-ná-rio.
Para homenagear seu bisavô nessa data tão importante, suas bisnetas e seus bisnetos irão escolher penteados lindos para participarem da comemoração. E cada uma e cada um irá presentear seu bisa com a virtude mais poderosa que tem.
Com qual virtude você presentearia alguém tão especial?
Hugo Canuto
Em um tempo antigo, quando céu e terra estavam unidos como duas metades de uma cabaça, deuses e heróis caminharam entre os homens. Travaram batalhas com furor, ensinaram a curar e lidar com a terra, o ferro e o fogo, reinaram e amaram com a mesma intensidade. Alguns desceram do luminoso Orum para realizar seus destinos, enquanto outros nasceram no Aiyê e pelos grandes feitos se tornaram ORIXÁS...marcando para sempre a história de dois continentes!
Vários autores/as
Uma viagem por diferentes culturas, mostrando o cotidiano das crianças nos mais variados países. Este livro conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a infância (Unicef).
O título consta da lista de livros do I Kit de Literatura Afro-brasileira (2004), distribuído às escolas municipais em BH
Vários autores/as
“Crianças de Axé” é um projeto multiplataforma dos quilombos Baixa da Linha em Cruz das Almas (cidade na região do Recôncavo Baiano) e D’oiti (Itacaré e Salvador). A iniciativa tem como objetivo fortalecer o compromisso comunitário e a salvaguarda da memória coletiva das comunidades por meio da leitura na primeira infância.
Entendendo a leitura para além da palavra escrita, a oralidade é o principal recurso didático do livro. Caminhos são construídos com palavras – cantadas e contadas – das pessoas mais velhas dos quilombos, com criações conjuntas com os mais novos. Um mundo de Orixás, Inkissis e Voduns é enaltecido em companhia de educadoras inseridas no cotidiano da comunidade, com muito axé e ancestralidade viva.
Thiago Hakiy
Esta obra, ricamente ilustrada por Walther Moreira Santos, é um canto literário, que pretende reproduzir a emoção da alegria descontraída, característica da vida leve, tão própria dos curumins. O autor Tiago Hakiy, de origem Sateré-Mawé, povo indígena que habita a região do Rio Amazonas, oferece ao leitor o deleite de um dia com o personagem curumim. Em suas rimas singelas, o passarinho, as águas do rio, a brisa, a lua passam. Tudo passa, assim como o tempo das curuminzices, quando se aprende a evitar os jacarés, a subir em marimarizeiro e a sorrir para enfrentar banzeiros. Pois a arte da poesia vem do saber ouvir, experiência que se origina na infância. E é para lá que Tiago Hakiy nos leva com seus versos.
Otávio Júnior e Vanina Starkoff
Quantas coisas incríveis podemos descobrir quando abrimos uma janela e prestamos um pouco de atenção ao mundo que nos cerca?
O narrador deste livro narra cada coisa, pessoa e animal que vê da sua janela em uma favela do Rio de Janeiro. Dela ele vê cores, traços, gestos, objetos e bichos cujas vidas podem ser parecidas ou diferentes da sua, mas com certeza têm algo a ensinar.
Com uma narrativa sensível e ilustrações cheias de vida e movimento, Da minha janela é um convite a todos os leitores para olharem para as vidas que nos cercam mas, muitas vezes, passam despercebidas.
* Prêmio Jabuti 2020 na categoria Infantil. *
Rogério Andrade Barbosa e Graça Lima
Uma terrível seca transformou a jovem Duula num ser animalesco, selvagem e canibal, que persegue suas vítimas sem trégua no árido território africano. Extraído da tradição oral africana, esse conto guarda curiosas semelhanças com João e Maria e Chapeuzinho Vermelho. As ilustrações de Graça Lima completam o cenário africano.
Idade Mínima Recomendada: 8 anos
Emicida
O medo às vezes nos paralisa, e para superá-lo é preciso coragem e determinação ― mas pode gerar boas surpresas. É o que Emicida conta, por meio de versos, em seu segundo livro infantil.
Uma menina tem medo da Escuridão. Quando chega a noite, vem a preocupação e a ansiedade: afinal, o que o escuro pode esconder? O que ela nem imagina é que, do outro lado, a Escuridão também é uma menina ― cujo maior medo é a claridade, e todo tipo de coisa que se revela quando nasce o sol.
Em seu segundo livro, Emicida faz uso da narrativa poética e ritmada que encantou os leitores em Amoras, dessa vez para explorar um tema que nos acompanha durante toda a vida: o medo do desconhecido. Ao longo dessas páginas, ilustradas por Aldo Fabrini, as duas meninas vão descobrir que enfrentar os próprios medos pode ― quem diria? ―, nos transformar por dentro e por fora.
Patrícia Santana
Kizzy é o nome de uma menina-menininha de origem africana como seu nome. Perguntadeira, ela deixa os adultos desorientados. Por causa disso foi apelidada por sua avó de entremeio sem babado, pessoa que se mete num assunto em que não é chamada. Mas como era de se esperar, Kizzy não aceitaria o apelido sem saber o que significava.
Joel Rufino dos Santos
*Postagem sugerida pela professora Amanda Priscilla Pereira
Em Gosto de África, o escritor Joel Rufino dos Santos, também historiador e professor universitário, recupera lendas, mitos e tradições da cultura negra e os transforma em sete histórias: “As pérolas de Cadija”, “O filho de Luísa”, “A sagrada família”, “O leão de Mali”, “Bonsucesso dos pretos” , “Bumba meu boi” e “A casa da flor”. Contadas por quem sabe cativar o leitor, a narrativa flui com simplicidade, como se saísse da boca dos velhos contadores de história. Uma boa história pode começar de qualquer maneira. Esta começa com uma quitandeira da Bahia… Essa história aconteceu há dez mil anos… No interior do Maranhão tem uma vila… Esta é uma história de vontade. Numa fazenda de gado à beira do rio São Francisco… Através dessas histórias o leitor poderá descobrir outros tempos, outros lugares e valores. E, assim, ter outro olhar para o presente e para o futuro.
O título consta da lista de livros do I Kit de Literatura Afro-brasileira (2004), distribuído às escolas municipais em BH
Daniel Munduruku
Na primeira parte esse livro traz um conto da cultura munduruku. "O menino que não sabia sonhar" fala de Kaxi, um garoto como outro qualquer, exceto pelo fato de o pajé tê-lo escolhido como seu sucessor. Para ser iniciado nos segredos da pajelança, o pajé lhe ensina que é preciso sonhar, pois nos sonhos residem os grandes mistérios da vida. Aqui, talvez pela primeira vez no Brasil, a cultura indígena é apresentada do ponto de vista de um dos seus integrantes. Em seguida, o autor relata com bom humor suas experiências no "mundo dos brancos" e comenta a situação dos povos indígenas no Brasil. A edição inclui desenhos de crianças indígenas e fotos de aldeias mundurukus.
Heloísa Pires Lima
As Histórias da Preta falam de um povo que veio para o Brasil à força. Homens, mulheres e crianças escravizadas, distantes de suas terras, foram obrigadas a exercer todo tipo de trabalho. Perderam toda a liberdade, sofreram muito. No entanto, sobreviveram à escravidão e acabaram fazendo do Brasil sua segunda casa. Como é ser negro neste país? Faz diferença ou tanto faz? Reunindo informação histórica, reflexão intelectual, estímulos ao exercício da cidadania e historinhas propriamente ditas (tiradas da mitologia africana, por exemplo), a autora fala sobre a população negra no Brasil, com a experiência de quem já foi alvo de racismo.
A obra recebeu os prêmios Adolfo Aizen e José Cabassa pela União Brasileira de Escritores (UBE, 1999), o selo Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil,FNLIJ 1998, categoria informativo. Também foi selecionado para o Brazilian Book Magazine para na Feira do Livro de Bolonha (1999).
O título consta da lista de livros do I Kit de Literatura Afro-brasileira (2004), distribuído às escolas municipais em BH
Reginaldo Prandi
Em tempos antigos, na África negra, um adivinho chamado Ifá jogava seus búzios mágicos e desvendava o destino das pessoas que o consultavam. Ele as ajudava a resolver todo tipo de problema, mas o que mais gostava de fazer era auxiliá-las a se defender da Morte. Um dia, a Morte, irritada com a intromissão de Ifá em seus negócios, decidiu acabar com ele. Ifá foi salvo da Morte pela intervenção de uma corajosa donzela chamada Euá, e pôde continuar seu trabalho de ler a sorte, predizer o futuro e proteger as pessoas da Morte.Ifá acreditava que tudo na vida tinha solução. Sempre que lhe traziam um problema, ele se lembrava de alguma história antiga que ensinava como essa dificuldade fora resolvida - histórias vividas por personagens míticos como Xangô, o Trovão, Iansã, a Destemida, Iemanjá, o Mar, e Ogum, o Ferreiro, que não queria ser rei e que foi seduzido, mais de uma vez, por Oxum, a Bela.Escrito para crianças e adolescentes, Ifá, o Adivinho, propicia uma leitura extremamente prazerosa, ao mesmo tempo que descortina um rico conjunto de personagens, costumes e modos de agir do universo cultural africano que se tornou parte constitutiva da diversidade cultural brasileira.
O título consta da lista de livros do I Kit de Literatura Afro-brasileira (2004), distribuído às escolas municipais em BH
Daniel Munduruku
"Nossos pais nos ensinam a fazer silêncio para ouvir os sons da natureza; nos ensinam a olhar, conversar e ouvir o que o rio tem para nos contar; nos ensinam a olhar os voos dos pássaros para ouvir notícias do céu; nos ensinam a contemplar a noite, a lua, as estrelas..."
Kabá Darebu é um menino-índio que nos conta, com sabedoria e poesia, o jeito de ser de sua gente, os Munduruku.
Rogério Andrade Barbosa
Korir e Chentai, dois irmãos que vivem e estudam no Quênia, estão sempre em busca de novas brincadeiras pelo continente africano. Dessa vez, eles pesquisaram e recolheram para um trabalho escolar vinte jogos de diversos países! Cada um mais interessante e divertido do que o outro. Venha brincar também!
Adriana Carranca
Malala Yousafzai quase perdeu a vida por querer ir para a escola. Ela nasceu no vale do Swat, no Paquistão, uma região de extraordinária beleza, cobiçada no passado por conquistadores como Gengis Khan e Alexandre, o Grande, e protegida pelos bravos guerreiros pashtuns – os povos das montanhas. Foi habitada por reis e rainhas, príncipes e princesas, como nos contos de fadas. Malala cresceu entre os corredores da escola de seu pai, Ziauddin Yousafzai, e era uma das primeiras alunas da classe. Quando tinha dez anos viu sua cidade ser controlada por um grupo extremista chamado Talibã. Armados, eles vigiavam o vale noite e dia, e impuseram muitas regras. Proibiram a música e a dança, baniram as mulheres das ruas e determinaram que somente os meninos poderiam estudar. Mas Malala foi ensinada desde pequena a defender aquilo em que acreditava e lutou pelo direito de continuar estudando. Ela fez das palavras sua arma. Em 9 de outubro de 2012, quando voltava de ônibus da escola, sofreu um atentado a tiro. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. A jornalista Adriana Carranca visitou o vale do Swat dias depois do atentado, hospedou-se com uma família local e conta neste livro tudo o que viu e aprendeu por lá. Ela apresenta às crianças a história real dessa menina que, além de ser a mais jovem ganhadora do prêmio Nobel da paz, é um grande exemplo de como uma pessoa e um sonho podem mudar o mundo.
Rogério Andrade Barbosa
Com uma linguagem leve e envolvente, o autor apresenta aos leitores a história de Nelson Madiba Mandela, desde seu nascimento até os dias atuais. Nesta obra, todos poderão conhecer mais um pouco sobre esse carismático líder sul-africano que se destacou pela luta contra o apartheid (regime de segregação racial implantado na África do Sul entre 1948 e 1994).
Madu Costa
Griot é o contador de histórias africano que passa a tradição dos antepassados de geração em geração. O objetivo da Coleção Griot Mirim, que tem entre seus títulos "Meninas negras", é trabalhar a identidade afrodescendente na imaginação infantil. E é justamente à imaginação que esses livros falam a partir de uma composição sensível, de textos curtos e poéticos, associados a belas ilustrações. Modo lúdico de reforçar a autoestima da criança a partir da valorização de seus antepassados, de sua cultura e de sua cor.
Bell Hooks
Publicado originalmente em 1999 em forma de poema rimado e ilustrado, esta delicada obra chega ao país pelo selo Boitatá, apresentando às meninas brasileiras diferentes penteados e cortes de cabelo de forma positiva, alegre e elogiosa. Um livro para ser lido em voz alta, indicado para crianças a partir de três anos de idade - e também mães, irmãs, tias e avós - se orgulharem de quem são e de seu cabelo 'macio como algodão' e 'gostoso de brincar'. Hoje em dia, é sabido que incontáveis mulheres, incluindo meninas muito novas, sofrem tentando se encaixar em padrões inalcançáveis de beleza, de problemas que podem incluir desde questões de insegurança e baixa autoestima até distúrbios mais sérios, como anorexia, depressão e mesmo tentativas de mutilação ou suicídio. Para as garotas negras, o peso pode ser ainda maior pela falta de representatividade na mídia e na cultura popular e pelo excesso de referências eurocêntricas, de pele clara e cabelos lisos. Nesse sentido, Meu crespo é de rainha é um livro que enaltece a beleza dos fenótipos negros, exaltando penteados e texturas afro, serve de referência à garota que se vê ali representada e admirada
Patrícia Santana
O garoto Eno é levado a se perguntar pela sua origem. Negro, ele percebe o preconceito da professora que sugere que Eno pinte o desenho da mãe, negra, de amarelo por ser uma cor mais bonita. Não pode haver tristeza maior para o seu coração. A mãe, que ele tanto amava e era tão linda! Mesmo triste, Eno procura saber no dicionário uma explicação para o preconceito. O dicionário não ajudou e ele seguia triste até que o avô tem uma conversa decisiva com ele.
Regina Otero
Que ninguém é igual a ninguém todo mundo já sabe. A novidade do texto é que ele mostra como é gostoso a gente ser o que é, sentir o que sente e viver como vive, independentemente da opinião dos outros. Além disso, o personagem Tim traz uma proposta lúdica muito especial.
O título consta da lista de livros do I Kit de Literatura Afro-brasileira (2004), distribuído às escolas municipais em BH
Kiusam de Oliveira
A tristeza invadiu o coração de Akin, jovem negro de 12 anos, que cobre a cabeça com um boné ao ir para a escola. Ao seu avô, Dito Pereira, ele não conta que tem vergonha do seu cabelo, motivo de chacota dos colegas. Antes que Akin tome uma atitude brusca, o sábio avô, com a força das histórias da ancestralidade, leva o neto a recuperar a autoestima. Agora confiante, Akin ergue seu cabelo black power e se sente um príncipe. Além do prefácio assinado pelo rapper Emicida, O black power de Akin tem projeto gráfico e ilustrações que incorporam referências da ancestralidade em linguagem contemporânea de arte digital, criados pelo designer Rodrigo Andrade.
Valéria Belém
Lelê não gosta do que vê. “De onde vêm tantos cachinhos?” – ela vive a se perguntar. E essa resposta ela encontra num livro, em que descobre sua história e a beleza da herança africana.
Heloísa Pires Lima
E bem lentamente a casca do tronco do Baobá começou a se abrir. E o lebrão descobriu o que havia lá no fundo da árvore. O que a levou a mostrar seus segredos? E por que até hoje a hiena, por tentar a mesma coisa, ri sem graça de sua desgraça? Quer saber? Então acorde sua orelha! Encontre o contador de histórias que passeia pelas páginas deste livro e ele lhe guiará até o coração do Baobá que existe lá pelos lados do noroeste africano
Kiusam de Oliveira
Neste livro, o leitor fará o caminho inverso das viagens empreendidas pelos africanos escravizados a partir do século XVI. Pelas mãos de Kika, ele conhecerá uma terra rica e cheia de histórias, e poderá encontrar o caminho para compreender a história afro-brasileira e ajudar a delicadamente incluir o negro e sua trajetória traumática no imaginário da formação da cultura brasileira.
Sandra Rosa
Nito abria um berreiro por tudo e ninguém aguentava mais tanta choradeira. Um dia seu pai o chamou num canto e veio com aquele discurso: “Você é um rapazinho, já está na hora de parar de chorar à toa. E tem mais: homem que é homem não chora.” Essas palavras martelaram na cabeça do Nito...
O título consta da lista de livros do I Kit de Literatura Afro-brasileira (2004), distribuído às escolas municipais em BH
Kiusam de Oliveira
Tayó é uma menina negra que tem orgulho do cabelo crespo com penteado black power, enfeitando-o das mais diversas formas. A autora apresenta uma personagem cheia de autoestima, capaz de enfrentar as agressões dos colegas de classe, que dizem que seu cabelo é “ruim”. Mas como pode ser ruim um cabelo “fofo, lindo e cheiroso”? “Vocês estão com dor de cotovelo porque não podem carregar o mundo nos cabelos”, responde a garota para os colegas. Com essa narrativa, a autora transforma o enorme cabelo crespo de Tayó numa metáfora para a riqueza cultural de um povo e para a riqueza da imaginação de uma menina sadia.
Rodrigo França
Em um minúsculo planeta, vive o Pequeno Príncipe Preto. Além dele, existe apenas uma árvore Baobá, sua única companheira. Quando chegam as ventanias, o menino viaja por diferentes planetas, espalhando o amor e a empatia. O texto é originalmente uma peça infantil que já rodou o país inteiro. Agora, Rodrigo França traz essa delicada história no formato de conto, presenteando o jovem leitor com uma narrativa que fala da importância de valorizarmos quem somos e de onde viemos - além de nos mostrar a força de termos laços de carinho e afeto. Afinal, como diz o Pequeno Príncipe Preto, juntos e juntas todos ganhamos.
Rosa Margarida Carvalho
Sensível conto sobre a prática de contar histórias entre o povo africano, recurso pelo qual são passadas as tradições dos antepassados, de geração a geração. É a história do menino que perde o pai, um griot (contador de histórias) e tocador de tambor, levado pelo Monstro Engolidor de Gentes. Mas em sua desilusão e procura, ele iria descobrir uma verdade de que nunca havia suspeitado. Na seqüência do conto, os autores prepararam várias atividades que o professor pode trabalhar em sala de aula.
Paloma Monteiro
Entrelaçado a uma constelação familiar segura e consciente, o cabelo africano como tema – empoderado pelas maneiras criativas de arranjá-lo –, propicia que a beleza da africanidade seja naturalmente apresentada por seu valor em si, e não como resposta mecância a padrões outros que acabam por tornar reféns milhões de pessoas no Brasil.
Lídia Chaib
Os orixás são deuses que inventam brincadeiras, brigam, se apaixonam, choram, contam histórias, fazem molecagens e até recebem castigos. Quem são essas divindades? Como surgiram? Como vieram parar no Brasil? Ogum, o rei de muitas faces traz histórias de orixás e descreve as suas principais características, mostrando esse lado especial da nossa cultura que é a herança dos povos africanos.Além de contar histórias, o livro fala das origens do candomblé e discute aspectos da sua história social. Ao nos aproximar desse universo, Ogum mostra que os deuses podem ser como nós: espertos e preguiçosos, sábios e engraçados, irrequietos e misteriosos.
O título consta da lista de livros do I Kit de Literatura Afro-brasileira (2004), distribuído às escolas municipais em BH
Fábio Simões
*Postagem sugerida pela professora Ana Paula Silva
A história por trás de uma tradicional cantiga infantil do povo que vive às margens do Rio Cassai, na República Democrática do Congo. A canção cita palavras de origem bantu introduzidas no Brasil na época da escravidão. Na época da cheia, quando as águas do Rio Cassai sobem, quem está nas áreas baixas precisa migrar para os lugares mais altos. É hora de cantar a música que vai dar coragem às crianças que terão que atravessar o rio. O Kala, o homem mais velho da aldeia, chama os mais novos assim: “Olelê, olelê!”. Os meninos e as meninas entendem que é para a criançada se reunir, entrar nos barcos e começar a perigosa travessia.
Kiusam de Oliveira
Omo-Oba: Histórias de Princesas é um livro que privilegia o recontar de mitos africanos, muito divulgados nas comunidades de tradição ketu, pouco conhecidos pelo público em geral e que reforçam os diferentes modos de ser femininos. Os seis mitos apresentados têm o objetivo de fortalecer a personalidade de meninas de todos os tempos.
Daniel Munduruku
Quatro histórias são recontadas pelo autor. Duas tratam da origem do fogo, uma do mito do povo Tariano, do Amazonas, e outra do mito do povo Bororo, de Mato Grosso; uma terceira sobre a origem do Universo, mito do povo Aruá, habitante da região de Rondânia, e uma quarta sobre a origem do povo Kaiapó, habitante da região do Pará. No prefácio do livro, o autor, Daniel Munduruku, comenta: Estas histórias que estou recontando fazem parte de um grande diálogo entre natureza e cultura. É uma conversa que vem se repetindo ao longo da história humana neste nosso planeta. (…) Estas histórias contam como alguns dos povos indígenas do Brasil criaram um caminho muito próprio e especial e como “receberam seus bens culturais” que os tornou humanos sujeitos a erros e a acertos durante sua caminhada. É com esse olhar que convido vocês a entrar em contato com estas histórias (…).
Edileuza Penha de Souza
Elas estão nas escolas, nas universidades e em diversos postos de trabalho. As princesas negras são inteligentes, lutadoras, espertas e aprendem muito com suas mães e avós. São especiais, com seus cabelos crespos e sua ancestralidade. Descubra mais sobre as princesas negras no livro de edileuza penha de souza e ariane celestino meireles. Quem sabe você não convive com uma, ou é uma delas?
Martha Rodrigues
Griot é o contador de histórias africano que passa a tradição dos antepassados de geração em geração. O objetivo dessa coleção é trabalhar a identidade afrodescendente na imaginação infantil. E é justamente à imaginação que esses livros falam a partir de uma composição sensível, de textos curtos e poéticos, associados a belas ilustrações. Modo lúdico de reforçar a autoestima da criança a partir da valorização de seus antepassados, de sua cultura e de sua cor.
Christian Lambim
Samira não gosta de assistir à aula. Ela acha melhor passar a tarde no escritório com a mãe. O que fazer para que veja que é bom ir à escola?
O título consta da lista de livros do I Kit de Literatura Afro-brasileira (2004), distribuído às escolas municipais em BH
Kiusam de Oliveira
Fayola é uma bebê muito esperta. Ela que produz com a boca sons de instrumentos musicais tradicionais da cultura africana, que os adultos têm que imitar e cujos nomes têm que adivinhar. Com rimas divertidas, os adultos entram na brincadeira. Será que conseguirão acertar os desafios musicais de Fayola?
Trish Cooke
Trish Cooke, de origem afro-caribenha, nos presenteia com um livro de ritmo muito gracioso. A leitura das palavras dá-nos a sensação de cantarmos uma dessas composições em que a cada estrofe poucos elementos novos são inseridos de modo a brincar com a memória de quem canta. A graça está também nas ilustrações da renomada Helen Oxenbury que retratam a chegada dos integrantes da família com cores muito vivas e gestos dançantes.
Retirado do site: https://www.amazon.com.br/Tanto-Trish-Cooke/dp/8508062893Albert Jacquard
O livro sustenta a ideia de que o racismo nao tem base cientifica. Alem de discutir o surgimento dos seres, explicando os principios basicos do DNA, o livro aponta para a necessidade de se evitar o preconceito a qualquer custo.
O título consta da lista de livros do I Kit de Literatura Afro-brasileira (2004), distribuído às escolas municipais em BH
Daniel Munduruku
Daniel Munduruku costuma afirmar: “Escrevo para me manter índio”. Foi com essa motivação que o autor teve a ideia de procurar indígenas de dez povos e coletar os contos tradicionais transcritos nesta obra, trazendo para o leitor um pouco das crenças e tradições das populações que habitam o território brasileiro.“Como o Sol ressuscitou o Lua” é uma destas histórias. E, não, você não leu errado: entre os Umutina, Lua é um substantivo masculino. Os Nambikwara contam como o fogo, que pertencia ao tamanduá-bandeira, foi roubado e distribuído entre todos os seres. Em “Os dois teimosos”, os Maraguá ensinam a importância de “não mexer nas coisas da floresta sem ter necessidade”.
Reginaldo Prandi
Quando vieram escravizados para o Brasil, os negros africanos trouxeram um conjunto de tradições, costumes, crenças, santos e deuses. Os negros iorubás, também chamados nagôs, cultuavam deuses chamados orixás. A religião de origem iorubá sobreviveu e hoje a conhecemos como candomblé.Cada orixá é responsável por um determinado aspecto da vida. Oxóssi, por exemplo, é o senhor da caça. Iansã é a senhora das tempestades. Oxum é a divindade da riqueza e do amor. Iemanjá é a deusa do mar e da maternidade. Quem sabe todas as histórias de todos os tempos é o orixá do oráculo: Ifá, o Adivinho.Xangô é o deus do trovão, responsável pelas questões de justiça. Quando era mortal foi um rei poderoso e tinha muitas mulheres, entre elas Obá, Iansã e Oxum. Seus filhos espirituais costumam ser bons líderes, gostam do poder e se dão bem na política e nos negócios. O símbolo de Xangô é um machado de duas lâminas, que representa a justiça. As histórias narradas em Xangô, o Trovão se baseiam no livro Mitologia dos orixás, também de autoria de Reginaldo Prandi, publicado pela Companhia das Letras. Prandi é professor de sociologia da USP. Em 2001, recebeu o Prêmio Vannucci Mendes (CNPq, SBPC e Ministério da Cultura), por sua contribuição à preservação da memória cultural afro-brasileira.
O título consta da lista de livros do I Kit de Literatura Afro-brasileira (2004), distribuído às escolas municipais em BH
Ely Macuxi
O livro narra as aventuras do curumim, cujo nome dá título ao livro, contadas pelo próprio menino. Entrelaçadas nas aventuras estão as lendas, os mitos, as tradições, os costumes e o cotidiano dos Macuxi, indígenas que habitam as serras do estado de Roraima, próximo à fronteira do Brasil e Venezuela.
Júlio Emílio Braz
Neste livro, Celinho, um menino de rua, ao ler a biografia de Zumbi aprende duas lições - a primeira é que o livro não estava mais no papel, mas no coração dele e a segunda era que ele também poderia ser um Zumbi, então se liberta de quem o explorava.
O título consta da lista de livros do I Kit de Literatura Afro-brasileira (2004), distribuído às escolas municipais em BH