Encontre aqui a definição de conceitos essenciais sobre a relações étnico-raciais que você precisa compreender
São medidas especiais, adotadas pelo Estado ou por instituições privadas para corrigir desigualdades históricas acumuladas por grupos discriminados. Diferente da "igualdade de oportunidades" abstrata, as ações afirmativas procuram a igualdade de resultados, reconhecendo que grupos como negros e indígenas partem de lugares diferentes na estrutura social devido a séculos de exclusão.
Referências Fundamentais: Prof. Dr. Kabengele Munanga (UFRB), Profª. Drª. Nilma Lino Gomes (UFMG), Profª. Drª. Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (USP), Prof.Dr. Rodrigo Ednilson de Jesus(UFMG), Pesquisadores do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (IESP-UERJ)
O que são Ações Afirmativas? (Portal Geledés)
Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA)
Ação Afirmativa: Conceito, História e Debates
Conceito criado por Lélia Gonzalez para evidenciar que a experiência dos povos negros e indígenas nas Américas possui uma identidade própria. Rejeita o termo "latino-americano" (que privilegia a herança ibérica) e propõe uma identidade que integra as trajetórias de resistência, as línguas (o "pretuguês") e os modos de vida que sobreviveram e se transformaram no continente.
Referências Fundamentais: Lélia Gonzalez
Lélia Gonzalez: o que é Amefricanidade? (Geledés)
Nas cosmologias africanas e indígenas, a ancestralidade é uma presença viva e orientadora. É o vínculo contínuo com as gerações que vieram antes, cujos saberes e lutas fundamentam o presente. Na educação, serve para resgatar a dignidade e a potência intelectual de povos que foram ensinados a ver a sua história apenas a partir da escravidão ou da derrota colonial.
Autores/as: Márcio Goldman, Muniz Sodré, Petronilha BG e Silva.
Saiba mais: Educação e Ancestralidade (Vídeo Canal Futura)
Referências Fundamentais: Prof. Dr. Márcio Goldman (UFRJ), Prof. Dr. Muniz Sodré (UFRJ), Drª. Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (USP), Drª. Sueli Carneiro (Geledés), Ailton Krenak
Lélia Gonzalez: o que é Amefricanidade? (Geledés)
Ressignifica o Quilombo histórico como uma prática contemporânea de resistência política e subjetiva. Aquilombar-se é criar espaços de proteção e produção de saber onde as pessoas negras possam existir plenamente, longe do trauma racista. É um ato de organização coletiva para a sobrevivência e emancipação.
Referências Fundamentais: Beatriz Nascimento, Abdias Nascimento, Antônio Bispo dos Santos, Clóvis Moura, Profª. Drª. Rosane Borges (UEL)
Documentário: Ôrí - Beatriz Nascimento (Trecho)
Tempo de nos Aquilombar (Conceição Evaristo)
Aquilombe-se (Antônio Bispo dos Santos)
Aquilombar o Antropoceno, Contra-colonizar a Ecologia (Vídeo)
Aquilombar-se: panorama histórico, identitário e político do Movimento Quilombola Brasileiro
Filosofia baseada nos saberes de povos originários (como o Sumak Kawsay ) que propõe uma vida em equilíbrio harmônico entre seres humanos e a natureza. Questiona o modelo de desenvolvimento pautado no lucro e no consumo, defendendo que não existe felicidade individual sem o bem-estar coletivo e ambiental.
Referências Fundamentais: Alberto Acosta, Ailton Krenak.
Vídeo: Ailton Krenak e o Bem Viver
O bem viver indígena e o Futuro da Humanidade
Projeto político e social oficial do Brasil no final do século XIX que visava "limpar" a população através da imigração europeia e da miscigenação, na crença de que a raça branca deveria prevalecer por ser considerada "superior". Esta ideologia deixou como herança o preconceito estético e o desejo de apagamento de traços negros e indígenas.
Referências Fundamentais: profª. Drª. Lilia Schwarcz (FFLCH/USP) , Prof. Dr. Kabengele Munanga (UFRB), Drª.Maria Aparecida Bento (CEERT).
O espetáculo das raças - Resumo da Obra
Branqueamento e Branquitude no Brasil (Cida Bento)
A Ideologia do Branqueamento: tudo que você precisa saber (Geledés)
A Ideologia do Branqueamento na Sociedade Brasileira (UENP)
Você sabe o que foi a teoria do Embranquecimento no Brasil? (Politize!)
Identidade racial branca compreendida como um lugar de privilégio estrutural. É a posição de poder que se coloca como o padrão "normal" ou "universal", permitindo que pessoas brancas desfrutem de vantagens implícitas (como ausência de suspeição) sem perceberem que estas são fruto de um sistema racializado.
Saiba mais: Série Branquitude (Canal Futura)
Referências Fundamentais: profª. Drª. Lilia Schwarcz (FFLCH/USP), Drª.Maria Aparecida Bento (CEERT), Prof. Dr. Lourenço Cardoso (UNILAB), Profª. Drª. Lia Vainer Schucman (UFSC), Ruth Frankenberg
Série Branquitude (Canal Futura)
Branquitude (Plataforma Ancestralidades)
O que é Branquitude (Lia Vainer Schucman)
Guia sobre Branquitude (UNESP)
Leituras para entender a Branquitude
Entre a Norma e o Poder: Branquitude e Permanência do Racismo Estrutural (Lia Vainer Schucman)
Persistência de padrões de poder e saber coloniais que continuam operando após o fim das administrações coloniais. Manifesta-se na hierarquia que ainda considera o conhecimento eurocêntrico superior aos saberes de matriz africana ou indígena. É uma colonização do poder, do saber e do ser.
Referências Fundamentais: Aníbal Quijano, Nelson Maldonado-Torres, Caterine Walsh, Lélia Gonzaléz, Sueli Carneiro
Artigo: Colonialidade do Poder e Eurocentrismo
Colonialidade: O Lado mais escuro da modernidade
Colonialidade e Decolonialidade: você conhece esses conceitos?
Colonialidade do Poder, Eurocentrismo e América Latina (Aníbal Quijano)
Discriminação baseada na tonalidade da pele; quanto mais escura a pele e mais presentes os traços fenotípicos negros (nariz, lábios, cabelo), maior é a intensidade do racismo sofrido. O colorismo evidencia diferentes vulnerabilidades dentro do próprio grupo negro.
Autores/as: Nilma Lino Gomes, Carla Akotirene, Alice Walker.
Saiba mais: Vídeo: O que é colorismo? (Nátaly Neri)
Colorismo: o que é, como funciona (Artigo de Aline Djokic - Portal Geledés)