BRUNO HENRIQUE HOSTIN DUTRA¹
GABRIEL COUTINHO CALVI²
Este trabalho busca por meio de referências bibliográficas, pertinentes à área de moda e identidade, contribuir para um processo de reflexão sobre de como o sistema de moda pode ser utilizado tanto como meio de padronização e exclusão quanto como ferramenta para romper com estas situações. São relatados como as relações dicotômicas sobre gênero vem sendo questionadas por determinados sujeitos homoafetivos, estes que buscam nas escolhas de suas vestimentas, fora dos padrões de masculinidade, mostrar novas possibilidades de como o indivíduo pode se apresentar em sociedade.
Gênero; Masculinidade; Vestuário; Identidade.
¹ Mestrando em Tecnologia e Sociedade - Mediações e Culturas (PPGTE - UTFPR), Bacharel em Design (UTFPR) e especialista em Moda e Negócio (Unicesumar); Docência no Ensino Superior (UniSantaCruz) e Educação Profissional e Tecnológica (UniBF).
² Mestre em Gestão do Conhecimento nas Organizações (Unicesumar), Bacharel em Moda (Unicesumar) e especialista em Moda e Negócio (Unicesumar); Docência no Ensino Superior (Unicesumar) e Arte, Cultura e Educação (Unicesumar). Professor do curso de Design de Moda presencial e EaD Unicesumar.
Ao longo da história o vestuário conseguiu trazer significados que marcavam de alguma forma a divisão da sociedade em grupos. Embora esse contexto seja normalmente estudado com ênfase na distinção das classes sociais e nas concepções de gênero, hoje em dia é perceptível que as subdivisões e categorizações estão cada vez mais extensas.
Dentro deste contexto de diferenciação surge o público LGBTTT - Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgênero como mais um indivíduo à procura do seu espaço dentro da sociedade. A busca por pertencimento a determinados grupos instaura um certo padrão de comportamento e modos de se apresentar ao entorno, a simbologia de determinadas roupas pode ser utilizada para tal.
O presente artigo busca levantar a importância do vestuário como reafirmação desta identidade, sendo em especial a do indivíduo homossexual masculino (gay), que tenta se desconstruir das tradicionais dicotomias do que é concebido como feminino e masculino para se posicionar.
A pesquisa se deu por um levantamento de dados através de pesquisa bibliográfica, sendo dividido em três subtópicos. O primeiro deles traz informações acerca da moda vista além de um simples vestir, mas, também como uma forma de se identificar e se comunicar em sociedade. Posteriormente a ele o segundo tópico aborda as concepções sobre masculinidade e as possíveis amarras que elas representam na indumentária nos dias atuais. Por fim, o terceiro tópico levanta informações sobre como determinados indivíduos homossexuais masculinos buscam romper com os padrões de gênero, não somente para quebrar o modo engessado e auxiliar no processo de formação de sua identidade, fazendo uso de roupas como ferramentas para lhes auxiliar neste processo.
Buscando uma boa fundamentação teórica para a revisão de literatura é essencial o uso de diversos autores que falam sobre estes temas. O artigo busca estabelecer um diálogo conciso entre eles para que ao final, em sua conclusão, possa se evidenciar a importância que esta forma de uso do vestuário tem tanto para o indivíduo que faz uso delas quanto para discussões sobre o comportamento da nossa sociedade.
A moda possui um aspecto que vai muito além da sua capacidade de proteção do corpo, sendo tida como uma forma de expressão cultural. Essa espécie de linguagem é utilizada para que as pessoas possam se apresentar ao mundo, se relacionar e criar relações de proximidade ou afastamento com determinados grupos sociais.
Para Stefani (2005), a aparência que uma pessoa simula a outra por meio da indumentária tem o objetivo de comunicar sua identidade e, também, pode servir como uma espécie de representação ou intenção daquilo que determinada pessoa gostaria de ser, utilizando-a como uma ferramenta para ser aceito.
A organização em grupos é algo presente ao longo da história da humanidade e se torna importante a compreensão de como isto era reforçado fazendo uso das vestimentas. Nobres detentores de poder e dinheiro faziam uso delas como meio de se diferenciar das classes menos abastadas, podendo-se perceber que a roupa por muito tempo foi utilizada como mecanismo de distinção social. A vestimenta era uma forma de reafirmar a todo momento, com um efeito visual, a sua posição dentro da sociedade.
Como levantado por Silva (2009), em períodos da antiguidade já era comum esse tipo de distinção. Como exemplo se tem o caso das togas romanas que faziam uso das mais diversas camadas, dobras e cores para determinar suas riquezas e níveis hierárquicos. Este mecanismo de divisão de classes, embora não fosse pautada na vestimenta para sua existência, se utilizava da mesma como uma forma de reforço e só acabou sendo de certa forma questionado durante a Idade Moderna, com o consequente crescimento da burguesia.
Não existindo nenhum tipo de mobilidade social, o indivíduo que nascia pobre via sua vida fadada a permanecer da mesma forma, uma vez que sendo de determinada classe permaneceria assim para sempre. Os avanços comerciais foram essenciais para uma mudança nesta organização, onde os comerciantes começaram a acumular capital e puderam ver uma possibilidade de usufruir das coisas que antes somente nobres tinham acesso, nem que fosse fazendo uso da cópia para tal. “A moda penetrou na média e por vezes na pequena burguesia, advogados e pequenos comerciantes adotam já em grande número os tecidos, as toucas, as rendas e os bordados usados pela nobreza” (LIPOVETSKY, 1989, p. 44). Esse movimento de mimetismo permanece até a nossa contemporaneidade e é muito evidenciado durante o ciclo dos produtos de moda, onde grandes marcas costumam ditar tendências e estas são reproduzidas e adaptadas para as massas.
Embora a distinção de classes sociais feita pelas roupas ainda perdura, atualmente os indivíduos buscam na vestimenta algo além, para Canton (2009):
Tatuagens, piercings, maquiagem, cirurgias plásticas, escarificações, pinturas, queimaduras (branding), além de vestimentas e adornos corporais – são maneiras de construir a relação de identidade e alteridade por meio do próprio corpo. Ele é, afinal, nossa existência materializada e estetizada. Ao longo do tempo e em diversas culturas, o corpo tem sido modificado de maneira consistente, com intenções que respondem tanto uma diferenciação, a uma singularização de determinado corpo, como uma atitude de localização dentro de um grupo, uma marca de pertencimento. (CANTON, 2009, p. 35).
As pessoas se agrupam e estabelecem relações dos mais variados níveis, muitas vezes a roupa não é tida como o agente causador desta separação em si, mas ela é de fato uma forma que auxilia todos neste processo. Ao escolher determinado estilo a seguir automaticamente se é colocado em no mesmo padrão o qual outras pessoas também seguem.
Em cada época existe um pensamento dominante onde grandes grupos costumam se identificar e embora este padrão seja positivo para o grupo pertencente, causando uma sensação de pertencimento e unidade, pode acabar subjugando ou negativando os comportamentos tidos como “diferentes” ou pouco comuns. Este processo reafirma estereótipos que vão além da distinção de classe social, mas sim que dialogam diretamente com a quão multifacetada se tornou a sociedade.
Nos dias de hoje diversas pessoas acabam sendo induzidas a se moldarem a determinados padrões e modismos para se sentirem aceitas. Essa tendência tem suas raízes no processo de busca de padrões de beleza pré-determinados, com atitudes e pensamentos automatizados sobre como cada um deve se vestir para conviver bem uns com os outros.
A moda através dos seus significados comumente colabora para um padrão baseado em estereótipos, um deles diz respeito a gênero “[...] significados de masculino e de feminino e das consequências de ser atribuído a um ou a outro gênero dentro de práticas sociais concretas” (FLAX, 1991, p. 230). Sendo assim, o conceito do que se adequa sobre masculino ou feminino não segue o padrão biológico em si, mas busca fazer uso de concepções sociais criadas e difundidas culturalmente com o passar dos anos.
A elaboração do sistema que corrobora com a padronização do ideal de masculino é o que permeia este artigo e, segundo Marques Filho (2015), a concepção de masculinidade está diretamente atrelada a construção do que se espera de um indivíduo homem em sociedade: sexualmente ativo, provedor do lar, forte e ligado a atividades sociais. Essa construção se dá ao indivíduo antes mesmo do seu nascimento, onde ao realizar exames para saber o sexo biológico do bebê automaticamente os pais e pessoas próximas começam a construir uma concepção do que o indivíduo será. Esses pensamentos acabam impactando a escolha dos móveis, comportamentos, profissões e por fim o modo de vestir, todos atrelados a como a sociedade determina que deve ser o padrão comportamental masculino. Ele ainda conclui que assim os gostos e preferências são moldados na infância e durante o desenvolvimento da criança ela continua recebendo as informações impostas por esses padrões, precisando ser reafirmados a todo momento. Esta necessidade dialoga diretamente com Connel (1990):
A masculinidade não cai do céu; ela é construída por práticas masculinizantes, que estão sujeitas a provocar resistência [...] que são sempre incertas quanto a seu resultado. É por isso, afinal, que se tem que pôr tanto esforço nelas (CONNELL, 1990, p. 90).
Esse processo de formação da masculinidade, que era anteriormente tida como inerente ao homem, contribui não apenas para a formação da identidade de um grupo, mas também acaba por subverter aqueles que não se adequam a estes padrões. Esse processo que ilustra claramente o que é tido como “o que é ser homem” e que este está diretamente ligado a um processo de oposição com “o que é ser mulher”. Para tal, este sistema faz uso de determinados marcadores sociais que são dispostos como característicos de cada um dos gêneros, entre eles as suas roupas.
É importante ressaltar que apesar destas concepções que buscam uma padronização dos comportamentos comumente relacionem as noções de identidade de gênero com afetividade, as mesmas não devem ser tidas como equivalentes. Elas devem ser entendidas em todas as suas pluralidades e não estando dependentes uma da outra:
Sujeitos masculinos ou femininos podem ser heterossexuais, homossexuais, bissexuais (e, ao mesmo tempo, eles também podem ser negros, brancos, ou índios, ricos ou pobres etc.). O que importa aqui considerar é que – tanto na dinâmica do gênero como na dinâmica da sexualidade – as identidades são sempre construídas, elas não são dadas ou acabadas num determinado momento (LOURO, 1997, p. 27).
Mesmo estes conceitos não estando relacionados, é comum que as questões que competem a afetividade e a sexualidade estarem incluídas como parte daquilo que define o gênero masculino ou feminino. Esta polaridade pode ser vista mesmo dentro da comunidade gay ao se observar padrões que tentam reproduzir a dinâmica heterossexual, fazendo uso de uma certa repulsa de padrões de comportamento mais próximos daquilo que se tem como concepção de feminilidade.
Marques Filho (2015) orienta que é comum encontrar indivíduos na comunidade gay que buscam adequar seus corpos de acordo com a heteronormatividade social do homem, como um ser forte, rude ou até insensível. Já outros apresentam características mais delicadas e sensíveis, com trejeitos mais próximos da figura feminina. Ele ainda ressalta que as diversas marcas de roupa ao fazerem uso de suas campanhas publicitárias buscam atingir normalmente esse primeiro público, já que o mesmo colabora com os “papéis socialmente aceitos e cristalizados do homem médio europeu branco, heterossexual e de classe média” (MARQUES FILHO, 2015, p. 29). O processo de padronização e construção de um consumidor homogêneo acaba por tornar o processo de criação das marcas mais simples, porém ignora as possíveis pluralidades existentes e as diferentes formas de se vivenciar, tanto as identidades de gênero, quanto às orientações afetivas.
É necessário perceber que se aproximar da figura do homossexual masculino não siginifica necessariamente pender para o lado das feminilidades, mas sim que é importante entender como o processo de construção do ideário de masculinidade, normalmente atribuído aos homens, pode invisibilizar determinados públicos. A própria polarização dos gêneros somente com estas duas facetas também acaba por contribuir para a construção dos estereótipos de cada um, uma vez que ignoram todas as possibilidades que se encontram em um “entre-lugar” que são fontes da criação da identidade de cada indivíduo.
As roupas podem ser entendidas como símbolos que carregam diversos significados e causam determinados efeitos em outras pessoas, os quais variam de acordo com os aspectos culturais em que os indivíduos estão inseridos. Crane (2006), relata que o papel social da moda tem diversas dimensões que se entrecruzam, construindo e reconstruindo representações por meio de conceitos de feminilidade e masculinidade contribuindo para o processo de separação dos objetos femininos e masculinos.
Para Geargeoura e Davi (2016) o público gay é extremamente diversificado, não existindo uma forma pronta de produção que se adeque a todos. Os diversos grupos e subgrupos que a comunidade gay se organiza contribuem para tal, mas em suas pesquisas um fato se tornou claro: “De maneira geral, notamos que o público gay possui necessidade de autoafirmação no processo de compra, talvez pelo processo histórico de discriminação e preconceito a que foi submetido” (GEARGEOURA; DAVI, 2016, p. 15). Como explicitado anteriormente, homossexuais que se adequam aos padrões tidos como mais masculinizados já encontram no mercado um vestuário próximo de seus ideais. Com isso o olhar do presente artigo se volta aos mais efeminados e como as roupas servem de mecanismo de reafirmação.
Se existem múltiplas identidades gays, os efeminados são parte delas. No entanto, outras identidades gays vão se formando à medida que os sujeitos gays se identificam com tal ou qual grupo, compartilhando as dimensões que caracterizam esses grupos. Neste aspecto, o sentimento de pertença, de ser igual se torna fundamental para que tal filiação venha a ocorrer. Nestes termos, não se pode falar em uma comunidade gay coerente e coesa, justamente por essa pluralidade identitária e estética (MARQUES, 2015, p. 155).
Segundo Reis (2012) os espaços de sociabilidade homossexual evidenciam um preconceito muito grande a estes indivíduos, onde fica clara uma aversão para com aqueles que performam algum grau de feminilidade e um apreço por aqueles que mais masculinos. A raiz disso está claramente ligada aos papéis de gênero pré-estabelecidos em nossa sociedade, que veem a figura da mulher como inferior e que necessita ser protegida, fazendo com que o homem que se aproxime mais deste ideal seja automaticamente visto como inferior.
São estes grupos que colocam indagações sobre as dicotomias de gênero, questionando ideais masculinos e abrindo possibilidades para outras maneiras de se posicionar em sociedade, não só fazendo uso de seus trejeitos em si, mas muitas vezes refletindo em suas roupas e nas tendências de moda que seguem. Eles fazem delas uma forma de se mostrarem presentes dentro de uma sociedade tão engessada.
No dia a dia as pessoas são confrontadas com as mais variadas informações a respeito da identidade própria e alheia. Segundo Deschamps & Moliner (2009, p. 28) “Essas interações ordinárias nos permitem adquirir conhecimentos sobre nós mesmos”. Elas quanto mais aparentes, mas acabam sendo de alguma forma positivadas, estimulando outros sujeitos que se identifiquem com estas vertentes vejam que podem se manifestar como se sentem melhor, reforçando assim sua autoestima e a possibilidade de fluidez da sua individualidade.
A busca por uma identidade homogênea que abarque de forma adequada todas as formas e pluralidades do “vestir gay” é algo intensamente utópico, mas cabe ressaltar como a simples aproximação de um indivíduo do sexo biológico masculino aos padrões considerados mais femininos, tem o poder de causar um certo rompimento nessas categorizações. Este ato age como se fosse uma espécie de “micropolítica” que tem como meio às roupas para se posicionar em determinado espaço, permitindo que outros indivíduos que se identifiquem com estas características se sintam encorajados a também vivenciá-las.
Roupas, acessórios e adereços são carregados de diversos significados, transmitem sensações e carregam mensagens que variam conforme o contexto histórico e social em que se encontram. São maneiras que algumas pessoas procuram para se expressar e colaborar com a sensação de pertencimento a determinados grupos.
Esse processo de construção de significados ocorre justamente da relação entre aquele que as usa e aqueles que as observam, podendo trazer efeitos positivos ou negativos para determinados indivíduos de acordo com as escolhas de suas vestes. O processo de exaltação daqueles que performam masculinidades junto de uma certa aversão aquilo que é feminino, baseado nos conceitos onde a mulher é vista como inferior e frágil, colabora para uma padronização do indivíduo homem e o que se espera dele quanto ao vestuário. Embora a comunidade homoafetiva aparente ser um ambiente que permita uma exploração maior dentro dos estereótipos de gênero, fica evidenciado que existe uma constante reprodução dos padrões heteronormativos que a sociedade atual está habituada a reproduzir. Sendo esse o padrão assumido, ele se torna extremamente excludente quando diz respeito aqueles que performam as feminilidades.
O sistema de moda contribui efetivamente para a reafirmação destas dicotomias, mas existem pessoas que independente de questões de gênero ou sexualidade buscam romper com esses parâmetros impostos. Estes sujeitos que embora possam apenas se vestir conforme se sintam bem ou ainda que o façam para pertencer a determinada organização social, contribuem para o processo de desestruturação das características da lógica binária de gênero.
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