CÁSSIO RESENDE DE MORAIS¹
MATEUS XAVIER DE LIMA²
Em se tratando de poluição atmosférica, o aumento da frota de veículos configura-se como um dos problemas em centros urbanos, uma vez que, a longo prazo, ocorre a redução da qualidade do ar atmosférico. A cidade de Monte Carmelo, MG, Brasil, apresenta um intenso tráfego de veículos, aliado a expressiva presença de indústrias ceramistas. Visando avaliar os impactos da frota de veículos na qualidade do ar atmosférico, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade do ar de seis bairros da cidade de Monte Carmelo, MG, Brasil, bem como a capacidade genotóxica dos poluentes atmosféricos. Foi determinado o fluxo volumétrico de veículos, por meio de análise direta em loco. Para analisar a atividade genotóxica dos poluentes atmosféricos, foi utilizado o Teste do micronúcleo em Tradescantia pallida (Trad-MCN). T. pallida foram expostas por 18h ao ar atmosférico presentes nos bairros. As inflorescências foram coletadas, fixadas, coradas e as lâminas foram preparadas para análise de frequência de micronúcleos. Em todos os bairros foi observado um intenso tráfego de veículos, sendo esses mais expressivos nos bairros Centro (C) e Cidade Jardim (CJ). Os resultados da análise de micronúcleos em T. pallida indicaram efeitos genotóxicos em todos os bairros amostrados, indicando a presença de xenobióticos mutagênicos no ar atmosférico. Nas condições experimentais analisadas conclui-se que a qualidade do ar atmosférico dos bairros amostrados é preocupante, havendo portanto a necessidade de mais estudos, principalmente pautados em estratégias de mitigação das fontes poluidoras difusas e pontuais.
Genotoxicidade; Tradescantia pallida; Poluentes atmosféricos.
¹ Formado em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário Mário Palmério (UNIFUCAMP). Mestre e Doutor em Genética e Bioquímica, pelo Instituto de Biotecnologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Pós-graduando em Biotecnologia Ambiental pelo Centro Universitário Cesumar - UniCesumar.
² Formado em Engenharia Ambiental e Mestre em Engenharia Civil pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.
A presente pesquisa foi desenvolvida na cidade de Monte Carmelo, MG, Brasil. É uma cidade de pequeno porte com economia expressiva em indústrias ceramistas e possui crescente frota de veículos em função do baixo investimento em transportes coletivos.
Sendo assim, visando verificar a qualidade do ar atmosférico da cidade, o presente trabalho se baseou em análises ambientais por meio de bioindicadores de qualidade do ar e análises da frota de veículos. Para tanto, a qualidade do ar de seis bairros da cidade foi avaliada por meio da análise da frequência de micronúcleos em Tradescantia pallida.
A qualidade do ar atmosférico configura-se uma das características mais importantes para a manutenção da vida. Mesmo apresentando importância relevante, ao longo dos anos, as intervenções antrópicas têm contribuído de maneira significativa com a depressão desse componente abiótico. Doenças cardiorrespiratórias são recorrentemente relacionadas com a exposição a poluentes atmosféricos.
Espera-se com esse trabalho a obtenção de dados relacionados à qualidade do ar atmosférico da cidade, possibilitando a tomada de medidas mitigatórias para melhorar a qualidade do ar, bem como a expectativa de vida da sociedade.
O presente artigo foi dividido em quatro partes, sendo a primeira destinada à fundamentação teórica. No segundo serão abordados os procedimentos metodológicos relacionados ao desenvolvimento da pesquisa de campo. No terceiro será apresentado os principais resultados vinculados à pesquisa. E finalmente, as considerações finais relacionadas às principais conclusões geradas pela discussão dos dados agrupados.
Vários fatores são necessários para manter a saúde ambiental. Em destaque, o ar atmosférico representa um dos componentes abióticos mais importantes para a manutenção da vida. Controle da temperatura do planeta, clima e regime das chuvas são eventos diretamente relacionados com o ar atmosférico. Além disso, componentes presentes no ar são fundamentais nas reações bioquímicas nas plantas e nos animais, bem como toda a microbiota (NELSON; COX, 2018).
Mesmo representando benefícios intrínsecos para os seres vivos, o ar atmosférico também pode influenciar na densidade populacional de diferentes espécies, uma vez que, serve de veículo para microrganismos patogênicos, bem como toxicantes ambientais (GEDDES, 2020).
Há muito se sabe que a presença do homem no planeta tem intensificado os impactos ambientais, sendo a poluição do ar um dos assuntos mais discutidos no que diz respeito às intervenções antropogênicas negativas ao ecossistema (ABBATT e WANG, 2019).
Segundo Amâncio e Nascimento (2012) poluentes atmosféricos, mesmo dentro dos padrões pré-estabelecidos por lei, podem causar efeitos adversos em diferentes espécies, incluindo o homem. Dentre as diferentes fontes poluidoras pontuais e difusas, destacam-se as indústrias e o tráfego de veículos movidos pela queima de combustíveis fósseis. Além disso, pesticidas, clorofluorcarbonos (CFC) e metais pesados têm contribuído diretamente com a depressão da qualidade do ar (GRZYWA-CELINSKA; KRUSINSKI; MILANOWSKI, 2020).
Dependendo do poluente ambiental e seus níveis na atmosfera, diferentes impactos ambientais podem ocorrer, como degradação da camada de ozônio, intensificação do efeito estufa e chuva ácida (PRANANTO et al., 2020). Além disso, compostos como os óxidos de enxofre (SO) e nitrogênio (NO), monóxido de carbono (CO), material particulado, hidrocarbonetos e metais pesados provenientes da queima incompleta de combustíveis fósseis, podem resultar no aumento da frequência de doenças cardiorrespiratórias, irritações nos olhos, efeitos mutagênicos e carcinogênicos, bem como eventos deletérios por intoxicação (WANG et al., 2020).
Diante dos fatos apresentados, a poluição atmosférica tem sido alvo de uma grande variedade de estudos, principalmente pelas áreas toxicológicas, sendo o biomonitoramento ambiental uma valiosa ferramenta no rastreio de poluentes ambientais, bem como seus efeitos na biota. Estudos pautados no monitoramento ambiental utilizam de estudos sistemáticos com seres vivos no ambiente ou fatores interligados a estes, que podem apresentar uma resposta ou avaliação referente a qualidade ambiental (CAMPOS et al., 2016; ROCHA et al., 2018).
Um dos bioindicadores de qualidade de ar atmosférico mais utilizados são as plantas da espécie Tradescantia pallida, principalmente na área da mutagênese (PEREIRA et al., 2014).
Em T. pallida, um dos testes mais utilizados e padronizados em pesquisas pautadas na toxicologia ambiental, é o teste do micronúcleo (Trad-MCN), o qual permite o rastreio da genotoxicidade induzida por xenobióticos ambientais, pela análise de biomarcadores indicativos de eventos clastogênicos ou aneugênicos. O Trad-MCN foi primeiramente proposto por Ma et al (1978) e desde então, utilizado por vários pesquisadores na análise da genotoxicidade induzida por poluentes atmosféricos aquáticos e presentes no solo (MORAIS et al., 2019).
Em resumo, o Trad-MCN permite a análise de micronúcleos (MN), que são fragmentos de cromossomos ou cromossomos inteiros que por falha na segregação cromossômica se desprenderam do núcleo principal da célula. A formação de MN está diretamente relacionada por eventos clastogênicos (quebra cromossômica) ou aneugênicos (não disjunção meiótica), causadas por exposição a agentes genotóxicos e mutagênicos (FENECH, 2000).
A cidade de Monte Carmelo, situada na região Alto Paranaíba, possui população de 47.809 habitantes de acordo com o último censo demográfico em 2019 (IBGE, 2019) (Figura 1). A economia é baseada principalmente na agricultura (café e soja) e na indústria ceramista. A cidade é conhecida na microrregião Alto Paranaíba como a capital da Telha, e em função da intensa atividade ceramista, a qualidade do ar tem sido reduzida nos últimos anos (CAMPOS et al., 2016). Não bastasse, o crescente aumento na frota de veículos, aliado ao não investimento em transportes coletivos, tem contribuído com os impactos ambientais de origem antropogênica.
Figura 1: Cidade de coleta de dados de cobertura de Líquens.
Nesse cenário de fontes de poluição atmosférica pontual e difusa, avaliar a contribuição da frota de veículos na poluição atmosférica, bem como os efeitos genotóxicos dos poluentes atmosféricos, é fundamental no intuito de estimar os potenciais riscos, bem como permitir a criação de estratégias para mitigar o problema.
No presente trabalho foi quantificado o fluxo de veículos em seis bairros da cidade de Monte Carmelo: Cidade Jardim (CJ), Jardim Zenith (JZ), Triângulo (T), Centro (C), Batuque (B) e Santa Rita (SR).
A determinação do tráfego de veículos foi realizada de acordo com as recomendações do Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR, 2006) com adaptações. Em cada bairro foi selecionada uma via principal (trecho de 1000 m) de maior tráfego de veículos e a determinação volumétrica foi feita em hora de pico (7 às 9h e 17 às 19:00h) e em horário comercial (14:00 às 15:00h). Os dados foram anotados em diagrama padrão, expressando os valores em média e desvio padrão em volume de veículo por hora (Vph), seguindo a seguinte equação matemática:
Onde, V representa o volume de tráfego de veículo por hora; N, quantidade de veículos amostrado e T, o tempo de amostragem
Tradescantia pallida (Rose) D.R Hunt var. purpurea foram cultivadas em casa de vegetação no Centro Universitário Mário Palmério (UNIFUCAMP), Monte Carmelo, Minas Gerais, Brasil, em temperatura de 16°C noite e 26°C dia, com umidade relativa do ar de 70 ± 10°C. As plantas foram cultivadas em vasos rasos contendo substrato Bioplant® (Casa do Campo, Ltda, Nova Ponte, Minas Gerais, Brasil).
Todas as plantas foram originadas de uma única matriz para garantir a homogeneidade nos grupos de plantas submetidas à exposição ao ar atmosférico. A fertilização e a irrigação foram sistematicamente controladas, assim como a taxa de mutação espontânea do estoque de plantas na casa de vegetação.
O bioensaio foi conduzido de acordo com o protocolo descrito por Ma et al (1984), com adaptação de Pereira et al (2013; 2016). Para avaliar a qualidade do ar de diferentes pontos da cidade de Monte Carmelo, MG, Brasil, floreiras com no mínimo 20 inflorescências foram introduzidas em 12 pontos da cidade, dois pontos para cada bairro (Tabela 1).
Tabela 1. Pontos de monitoramento do ar atmosférico com Tradescantia pallida
Fonte: Dados dos autores.
As floreiras foram inseridas nos locais de monitoramento em caixas de madeira (25 x 25 x 35cm) abertas, com “sombrite” na porção superior (50% de sombreamento) para evitar a insolação excessiva. As caixas de exposição foram amarradas em Mangifera indica com distância de 2m do solo.
T. pallida cultivada na casa de vegetação foi usada como controle negativo. Formaldeído na concentração de 0,2% foi utilizado como controle positivo, como descrito por Campos et al (2015).
Após a exposição, inflorescências jovens foram cortadas, coletadas e fixadas em solução carnoy (CH3CH2OH e CH3COOH, na proporção de 3:1) por 24 horas e posteriormente conservadas em etanol 70% até o momento das análises.
No momento das análises, as anteras foram maceradas com bastão de vidro sobre lâminas para microscopia, coradas com carmim acético, cobertas com lamínulas e aquecidas a 80°C.
A frequência de micronúcleos foi avaliada em no mínimo 5 inflorescências de cada ponto de monitoramento. Nesse sentido, 10 lâminas por bairro foram preparadas para análise de frequência de MN. Em cada lâmina foram analisadas 300 tétrades, totalizando 3.000 tétrades por bairro.
A análise foi realizada em microscopia óptica sob magnificação de 400 vezes (Ma et al., 1994).
Para comparar o fluxo de veículos e a frequência de MN em T. pallida nos diferentes locais de monitoramento, foi utilizada a análise de Variância (ANOVA), seguida do teste de Tukey para comparação múltipla. Valores de p ≤ 0,05 foram considerados estatisticamente significativos.
Conforme apresentado na Figura 2, os bairros de maior fluxo de veículos foram a cidade jardim (CJ – 583,66 ± 29,02 Vph) e o centro da cidade (C – 575,0 ± 55,48 Vph), seguido dos bairros do Triângulo (T - 490,33 ± 13,65 Vph), Batuque (B – 473,66 ± 32,14 Vph), Santa Rita (SR – 311,33 ± 62,06 Vph) e Jardim Zenith (288,66 ± 12,42).
Figura 4. Determinação volumétrica do fluxo de veículos na cidade de Monte Carmelo, MG, Brasil.
* Colunas com letras diferentes indicam diferenças estatisticamente significativas, de acordo com o Teste de Tukey (p ≤ 0,05).
Legenda: B: Batuque; C: Centro; CJ: Cidade Jardim; JZ: Jardim Zenith; SR: Santa Rita; T: Triângulo.
Fonte: Dados dos autores.
Os resultados de fluxo de veículos foram diretamente compatíveis com as atividades existentes em cada bairro. Em C é observado intenso fluxo de veículos devido ao comércio, bem como a concentração de escolas, bancos, casas lotéricas, lojas de eletrodomésticos, roupas, supermercados, restaurantes, dentre vários outros estabelecimentos comerciais. B, assim como C, apresenta intensa concentração de comércio, sugerindo maior demanda de fluxo de veículos.
CJ, JZ, SR e T são bairros que, além do comércio local, fazem conexão com a MG-190, o que viabiliza o fluxo de veículos. Ao analisar esses bairros, evidentemente, o bairro CJ apresentou maior fluxo de veículos, sendo a principal rota de conexão com a MG-746 que conecta Monte Carmelo com Grupiara, MG, Brasil, além da conexão com a MG-190.
Embora a determinação do fluxo de veículos seja fundamental, as análises isoladas são insuficientes para avaliar a qualidade ambiental do ar atmosférico. Nesse sentido, a análise de bioindicadores configuram-se abordagens fundamentais para avaliação da qualidade do ar atmosférico.
Em todos os bairros analisados foram observadas diferenças estatisticamente significativas (p ≤ 0,05, Tukey) na frequência de MN quando comparado ao grupo controle (Tabela 2).
CN: Controle negativo (T. pallida cultivada em casa de vegetação na UNIFUCAMP); CP: Formaldeído na concentração de 0,2%; B: Batuque; C: Centro; CJ: Cidade Jardim; JZ: Jardim Zenith; SR: Santa Rita; T: Triângulo;
* Médias com letras diferentes nas colunas indicam diferença estatisticamente significativa de acordo com o Teste de Tukey (p<0,05).
Tabela 2. Frequência de Micronúcleos em Tradescantia pallida nos diferentes bairros da cidade de Monte Carmelo, MG, Brasil (Ano de referência 2019).
Fonte: Dados dos autores.
Os resultados da frequência de MN apresentam correlação com o fluxo de veículos, sendo observada maior frequência de MN nas plantas expostas ao ar atmosférico dos bairros C (4,50 ± 0,84) e CJ (3,90 ± 0,56), os quais demonstram maior taxa volumétrica por hora de veículos (Figura 2).
Os resultados indicam a presença de poluentes atmosféricos com capacidade de desencadear eventos genotóxicos em células de Tradescantia pallida durante o desenvolvimento do grão de pólen em todos os bairros amostrados. Assim, sugere-se que a maior parte dos poluentes atmosféricos em Monte Carmelo são resultantes do fluxo de veículos.
Comparar a frequência de MN em diferentes estudos de biomonitoramento da qualidade do ar trata-se de tarefa difícil de ser extrapolada, tendo em vista que as condições específicas climáticas, bem como os fatores relacionados ao fluxo de veículos e as atividades industriais predominantes, podem influenciar nos resultados, o que dificulta a comparação de dados de diferentes áreas.
No entanto, diferentes pesquisas na literatura destacam que os poluentes liberados durante a queima incompleta de combustíveis fósseis durante o tráfego de veículos apresentam relação direta com eventos genotóxicos, tais como eventos aneugênicos e/ou clastogênicos (SPOSITO et al., 2017), incluindo material particulado (PEREIRA et al., 2013), e mistura complexa de compostos orgânicos (MISIK et al., 2011).
No que diz respeito à poluição atmosférica, a presença de poluentes ambientais em níveis suficientes, seja por exposição aguda ou crônica, pode resultar em danos adversos em organismos expostos (AMANCIO; NASCIMENTO, 2012). A exposição a poluentes ambientais, como monóxido e dióxido de carbono, óxidos de enxofre e nitrogênio, metais pesados e materiais particulados, está diretamente associada a diferentes danos de interesse toxicológico, que incluem, eventos genotóxicos, mutagênicos e carcinogênicos (CAMPOS et al., 2016).
Nesta vertente, estudos de biomonitoramento ambiental podem contribuir diretamente com a identificação de padrões de qualidade ambiental, bem como possibilita a tomada de medidas mitigatórias para corrigir os impactos ambientais, antes que estes tomem dimensões difíceis de serem reparadas.
Os resultados na frequência de MN nos controles negativos e positivos foram compatíveis com outros trabalhos (CAMPOS et al., 2015; MORAIS et al., 2019), respondendo fielmente ao Trad-MCN (Tabela 2).
A cidade de Monte Carmelo, MG, Brasil, mesmo sendo considerada de pequeno porte tem demonstrado nos últimos anos um considerável crescimento urbano. Aliado à ocupação antropogênica, os impactos ambientais têm aumentado, principalmente ao que diz respeito à frota de veículos na cidade, sendo ainda observado pouco investimento em transporte coletivo. Aliado a isso, a cidade é considerada capital da telha, tendo por tanto, atividade contínua de produção de materiais ceramistas, o que acaba por contribuir com a depressão da qualidade ambiental do ar atmosférico.
Diante deste cenário, os resultados apresentados nos permitem concluir que todos os bairros avaliados na cidade de Monte Carmo, estão em um intenso tráfego de veículos, principalmente o centro (C) da cidade e o bairro Cidade Jardim (CJ). As análises de frequência de MN em Tradescantia pallida indicam a presença de poluentes genotóxicos no ar atmosférico da cidade. Nessa vertente, a hipótese relacionada ao aumento da urbanização aliada a redução da qualidade do ar atmosférico da cidade foi confirmada no presente estudo.
Destaca-se a necessidade de monitoramento contínuo do ar atmosférico, por meio de abordagens quantitativas referentes ao fluxo volumétrico de veículos, bem como pelo uso de bioindicadores e biomarcadores de qualidade do ar. Além disso, os resultados gerados alertam para o investimento em transporte público coletivo, além da implementação e investimento em projetos de arborização nos bairros para salvaguardar a qualidade ambiental nas presentes e futuras gerações.
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