HISTÓRIA  


 

 

 Florence Nightingale, nascida em Florença estudou Enfermagem e organização no Instituto Alemão Kaiserwerth.Quando finalizou os seus estudos organizou em Londres um estabelecimento idêntico, a que chamou de Sanatorium.

 

Início de um ideal

Em 1854 quando a Inglaterra se envolveu na Guerra da Crimea foram organizados hospitais e ambulâncias para acompanhar o exército.

Florence recrutou 50 mulheres e embarcou para a guerra, auxiliou o serviço interno dos hospitais e das ambulâncias vencendo a burocracia e o preconceito que as mulheres não poderiam estar nas guerras, por lhes faltar o sangue frio e a serenidade. 

 

Acção durante a Guerra da Crimea

Os soldados ingleses chamavam-lhe Miss Florence (Florence, nascida em Florença, Nigthingale porque a tradução é rouxinol).

Os soldados franceses por sua vez chamavam-lhe la Dame à la Lampe.

 

Reconhecimento

Após a guerra o trabalho realizado foi por todos reconhecido como sendo essencial, denotando como exemplo de coragem porque a partir dai as Enfermeiras foram reconhecidas como instrumentos indispensáveis nas frentes de batalhas.

Rapidamente teve sob a sua alçada, o comando de 150 mulheres.

Fundou uma Instituição de educação e protecção das Enfermeiras de guerra, formulando ela mesmo os seus Regulamentos.

 

Cinco anos mais tarde

A acção de Florence foi tão apreciada que extravasou as fronteiras e inspirou Henry Dunant na guerra que se seguiu Batalha de Solferino, onde a sua ajuda foi por demais importante.

Recrutou entre os aldeões voluntários para ajudarem no auxílio dos feridos de guerra.

Ajudou a cuidar e a consolar e trabalhar pelos que sofriam.

 

Regressado à Suiça

Escreveu um livro "Un Souvenir de Solferino"  relatando tudo quanto vira e comentando o que deveria ser feito.

Com a colaboração de 4 amigos influentes cria o Comité dos cinco que irão influenciar todos os príncipes europeus da altura.

A 22 de Agosto de 1864 dá-se a assinatura da Primeira Convenção de Genebra.

 

Em Portugal 

Portugal esteve presente e assinou a primeira Convenção de Genebra (22 de Agosto de 1864). O delegado que representou o país foi o Dr. António Marques, médico militar de grande prestígio. Poucos meses depois de regressar a Lisboa organizou a Comissão Provisória de Socorro a Feridos e Doentes em Tempo de Guerra (a 11 de Fevereiro de 1865). Esta data é considerada como a da fundação da Cruz Vermelha Portuguesa.

 

Hoje

A Cruz Vermelha Portuguesa amplia constantemente as suas áreas de intervenção. Além de acorrer em auxilio das vítimas por ocasião de catástrofes no país ou no estrangeiro, dispõe de serviços que realizam actividades muito diversas e permanentes não só na capital onde se localiza a sede mas também nas 27 Delegações Distritais e nos 148 Núcleos espalhados por todo o país.

 

Madeira

         Pelo vastíssimo território português tem-se fundado Delegações desde 1870, tendo sido a Guerra Franco Prussiana que veio dar motivo às primeiras Delegações com o intuito de angariarem… dinheiro, pensos, medicamentos, vinhos generosos, para os soldados feridos e doentes em campanha.”

         Assim a 9 de Novembro de 1870, é aberta a Delegação da Madeira, sendo a 5ª Delegação no todo nacional.

 

Enfermagem na CVP Madeira

De entre os cidadãos que desde então se têm dedicado à causa da Cruz Vermelha, um se destaca pela coragem evidenciada aquando dos bombardeamentos à cidade do Funchal ocorridos durante a 1.ª Grande Guerra. Trata-se da Viscondessa Geraes de Lima (Enfermeira), filha do Visconde Geraes de Lima, Presidente da Delegação em 1914, que durante os bombardeamentos montou o seu posto de socorros no cais da Cidade, exactamente entre o submarino alemão e a cidade do Funchal. Por tal serviço viria a ser condecorada com o Grau de Oficial de Torre e Espada, de Valor, Lealdade e Mérito e com a medalha de Mérito da Cruz Vermelha Portuguesa.

 

Enfermagem contemporânea

Em 1980 é fundada a Coluna de Socorro desta Delegação. Estiveram no seu seio alguns elementos que também eram Enfermeiros e que formaram os socorristas e apoiavam activamente no socorro dando credibilidade à recém formada estrutura, no seio da sociedade madeirense.

Em Março de 2000 é proposta à Direcção da CVP Madeira, um projecto para reactivação da Corpo de Enfermagem, que foi desde logo aceite e iniciada a caminhada, que hoje testemunhamos.

 

COMO SURGE A VONTADE DE CRIAÇÃO DO CE?

COMO RENASCE O C.E.?