D22
No baile de máscaras cotidiano, vulneramos e somos vulneráveis, colecionamos e somos colecionáveis, dançamos as músicas impostas do eterno baile do sofrer e no final do dia agradecemos. De coração. E à noite, exaustos, lambendo as dores e relembrando os horrores , com um sorriso esmaecido e um olhar vago, ansiamos pelo dia raiar e começar o doce martírio novamente...
Definitivamente invejo a incrível honestidade das putas, imensamente mais coerentes e confiáveis que o resto de toda a sociedade.
DeLemos