AS PROMESSAS DE DEUS
Atos 2.41-47
INTRODUÇÃO
· Hoje, teremos o batismo infantil da Laís Ribeiro Almeida, se Deus quiser. Isso significa que as promessas de Deus para o seu povo, se cumprirão nela. Hoje, também teremos a Santa Ceia, que também significa o cumprimento das promessas de Deus para o seu povo.
· Quais são essas promessas? Como elas se cumprirão na Laís Ribeiro Almeida? Como elas se cumprirão em nós?
· Vocês observaram o verso 41 que lemos. Ele destaca o batismo dos que aceitaram a Palavra. Quem eram esses? Qual Palavra eles aceitaram? Por que o batismo foi citado? E o que tudo isso tem a ver com as promessas de Deus?
· Esses que receberam a Palavra eram Judeus. Eles estavam numa festa chamada Pentecostes, celebrada 50 dias após a Páscoa. No período da páscoa, havia diversas celebrações, como o sacrifício de paz ou oferta de comunhão. Jesus havia instituído a Santa Ceia, para representar a nova aliança no seu sangue, encerrar a velha aliança, e se entrega na cruz em seguida, como o cordeiro pascal. Ele é o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo.
· Porém, Jesus já havia morrido, a mais terrível das mortes. Milhares de pessoas exploraram os limites de suas crueldades, e crucificaram o Justo de Deus. Após todo esse ódio, e sem nenhuma dor na consciência, essas pessoas foram celebrar a festa de Pentecostes, que comemorava a Aliança de Deus com o seu povo escolhido. Um culto a Deus com o sangue do Filho de Deus nas mãos.
· Sabemos que Deus não aprova um culto falso. Então, Deus usou Pedro para pregar a Palavra. E Pedro disse: 22 Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; 23 sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; 24 ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela. Atos 2:22-24 Em seguida, Pedro explica as palavras de Davi sobre Jesus, e encerra seu sermão, dizendo: 36 Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. Atos 2:32-36 Então, 37 Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes (transpassado/ferido) o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? 38 Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. 39 Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. 40 Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. Atos 2:37-40
· Por que Pedro citou o verso 39? Por causa da promessa de Deus feita a Abraão, em Gn 17:7, onde Deus cita estas Palavras que Pedro utilizou, com Abraão. Portanto, o sentido daquela aliança de Deus com Abraão se cumpriu em Jesus. E as promessas de Deus se realizaram na vida daqueles judeus que crucificaram o Justo de Deus.
· Como Deus fez a aliança com Abraão (Gn 15.12)?
· 16 Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo. Gálatas 3:16
VERSO 41
1. 41 Os que aceitaram a Palavra foram batizados
1.1. as três mil pessoas foram acrescentadas à igreja, naquele dia
A fé começa com o desejo de obedecer a toda Palavra de Cristo, ensinada pelas autoridades de Cristo: os apóstolos e os pregadores fieis.
A fé se sujeita à aliança, aos sacramentos como ensinados na Bíblia.
Mas a fé também persevera em todo ensino de Deus, e comunhão.
A fé verdadeira converteu milhares com um único sermão. Mas, a falsa fé não se converte nem com mil sermões. O mundo é hostil ao evangelho, e a maioria dos que ouvem, rejeita, fechando os ouvidos, distorcendo o ensino para não se converterem.
É por isso que é tão vergonhoso quando nós demoramos a crer.
VERSO 42
1.2. 42 As pessoas da igreja continuaram firmes
1.2.1. Perseverando
no ensino dos apóstolos,
na comunhão,
no partir do pão
e nas orações
Os que receberam a verdadeira fé cristã eram constantes em praticar o que Deus manda para fortalecer a fé.
Aprendiam sempre. Ouviam as autoridades de Deus, na igreja onde eram membros.
Não desprezavam o partir do pão, a Santa Ceia, ordenada por Cristo.
Oravam juntos. Havia comunhão bíblica.
Em nossos dias, no lugar de comunhão, há divisão. Nem todos estão em todos os cultos de suas igrejas. Nem todos se envolvem, para se relacionarem. Nem todos querem aprender, acham que sabem tudo, ou que basta aprender na internet etc. Como se esse fosse o objetivo de Deus, encher as mentes de informações bíblicas ou teológicas sem humildade, submissão e relacionamento. Nem todos querem aprender a orar biblicamente. Nem todas as famílias têm o mesmo estilo de vida de uma família cristã. Não há culto doméstico, rejeitam criar filhos no padrão de Deus, o batismo é feito com o mesmo entendimento das falsas igrejas cristãs. Os casamentos são como os da maioria.
E como igrejas cristãs modernas, somos divididas no entendimento do que é a igreja cristã, do que é culto, do que é a pregação, do que é a Santa Ceia, do que é a música no culto, do que pode e não pode, de quem é Jesus. E a maioria é fundamentada na tradição, ou em outro lugar fora da Bíblia.
Porém, o texto nos mostra que a sã doutrina produz a comunhão bíblica, como marca da verdadeira fé cristã; e por essa comunhão, Deus ouve nossas orações. E a Santa Ceia, a mesa do Senhor, não é profanada.
VERSO 43
1.3. 43 O temor sobreveio a todos e eram realizados muitos prodígios e sinais por meio dos apóstolos.
Deus pôs um medo santo. Uma espécie de freio, para que os judeus não se levantassem contra as novas maneiras de cultuar a Deus. E foi de tal forma, que ninguém teve coragem de dizer algo contra os ensinos dos apóstolos, a comunhão bíblica, a oração bíblica, e a Santa Ceia no lugar da pascoa. Podemos dizer que eles passaram a entender que a oposição é uma loucura, por ser contra Deus. Algo bem diferente de nossos dias, onde todos falam o que quer, contra Deus, até nas igrejas.
Os milagres foram realizados para sensibilizar os incrédulos para Cristo, e domar o orgulho, como Deus fez com Faraó. Apesar de que, mesmo com milagre, muitos se mantêm obstinados contra Deus. Então, milagre é uma necessidade de incrédulos e orgulhosos. Que não precisemos de milagres! Não obstante, o texto destaca a Bondade de Deus de usar até milagres, para que a nossa rebelião seja minimizada, para ouvirmos e crermos.
VERSO 45
1.4. 44 Todos os crentes eram unidos
1.4.1. Os crentes tinham tudo em comum
1.4.1.1. 45 Os crentes vendiam suas propriedades e outros bens
1.4.1.2. E repartiam o produto entre todos
1.4.1.2.1. Conforme a necessidade de cada um
A união era tão real, que os ricos vendiam até seus bens para ajudar os pobres. Isso nos ensina que devemos sempre ajudar nossos irmãos mais necessitados.
Amar o irmão em Cristo, por quem Cristo morreu. Veja que não era um amor moralista, nem legalista, cultuando a si mesmo.
Isso também não significa a visão política comunista, nem que seja pecado ser rico, ter bens. Muito menos, que Deus quer que você venda tudo e dê para a igreja, pastor, ou seja o que for.
Apenas, Deus mostra que essa foi a experiência daquela igreja. E as lições para nós são: o amor verdadeiro pelo irmão como evidência de união e de temor por Deus. Onde não há amor cristão, não há temor, nem comunhão. E o amor cristão é cumprir a Lei de Deus. Deus diz que 10 O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor. Romanos 13:10 Por isso, diz a Palavra de Deus 8 A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. Romanos 13:8 E também diz: 7 Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 8 Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. 1 João 4:7-8
O curioso é que aqueles que amaram tanto, antes de conhecerem o verdadeiro Cristo, o crucificaram após os maiores requintes de crueldade já praticado.
O que nos ensina que, qualquer amor sem o conhecimento do verdadeiro Cristo é qualquer coisa, menos o amor de Deus.
VERSO 46 A
1.4.2. 46 Os crentes se reuniam no templo
1.4.2.1. Dia após dia
1.4.2.2. Com um só propósito
Diariamente estavam no templo, para buscarem o Senhor; porque ouviam a pregação ali; porque queriam que outros conhecessem a Cristo, também.
Não era por causa do local, como se o lugar fosse mais santo. Nem por outro motivo além do Senhor Jesus.
VERSO 46 B
1.4.3. Os crentes partiam o pão em suas casas
1.4.3.1. E compartilhavam as refeições
1.4.3.1.1. Com alegria
1.4.3.1.2. E simplicidade de coração
1.4.3.1.3. Louvando a Deus.
Havia alegria de Deus, em meio aos perigos da época;
O conhecimento do amor de Deus por nós e a esperança em seu cuidado nos trazem mentes tranquilas, júbilo, nos faz cantar os louvores a Deus. E essas canções são mencionadas como elogio, porque com Cristo a vida era digna. Isso nos ensina que Deus só aceita nossa canção de louvor, quando nossas vidas o louvam, em Cristo. E que é prazer de Deus nos dá a verdadeira alegria.
VERSO 47
1.4.4. 47 Todo povo os via com bons olhos
1.5. O Senhor acrescentava os que iam sendo salvos, à igreja, dia após dia.
O verso 47 mostra que os não convertidos aprovaram aquela comunhão;
Que a nossa comunhão seja igual, para atrair a atenção dos incrédulos para Jesus;
Lucas encerra o relato com o crescimento diário da igreja. O que nos ensina que é desejo de Deus fazer a sua igreja crescer; que nosso trabalho deve ser diligente; que não devemos ter preguiça, mau testemunho, inconstância, quebra de votos, desunião, desamor, ou qualquer pecado que cause diminuição em sua igreja.
Contudo, mesmo que sejamos diligentes e fiéis no trabalho do Senhor, toda a honra do crescimento da igreja é de Deus. E o crescimento de Deus é com os métodos de Deus. Como está escrito: 6 Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. 7 De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. 1 Coríntios 3:6-7
CONCLUSÃO
Cristo é o Descendente prometido a Abraão, em quem todas as promessas encontram o “sim” e o “amém”.
Os que o pregaram em Pentecostes eram os mesmos que o haviam abandonado, e os que o ouviram eram os mesmos que o haviam rejeitado, mas Deus os recebeu em Cristo.
A igreja verdadeira nasce quando Cristo é anunciado como Senhor e Cristo, crucificado pelos homens e exaltado por Deus.
A nova aliança selada no sangue de Jesus substitui a antiga páscoa e abre o caminho para uma comunhão real com Deus.
O batismo e a Santa Ceia não são símbolos vazios, mas selos dessa aliança em Cristo, para crentes e seus filhos.
A vida da igreja em Atos 2 é o retrato do que Cristo faz quando reina de fato sobre um povo.
A mesma graça que salvou assassinos do Justo de Deus pode hoje salvar religiosos frios, membros cansados, famílias divididas e jovens distraídos.
Onde Cristo reina pela Palavra e pelo Espírito, há doutrina sã, comunhão verdadeira, temor santo, generosidade real e louvor sincero.
Tudo isso é obra do Cristo vivo, não do esforço humano.
APLICAÇÕES
Pare de adiar o arrependimento. Hoje é dia de se dobrar diante de Cristo.
Não se esconda atrás da tradição. Submeta-se somente à Palavra de Cristo.
Abandone uma fé sem igreja. Quem crê de verdade é acrescentado ao corpo de Cristo.
Volte à perseverança. Esteja firme no ensino, na comunhão, no partir do pão e na oração.
Reavalie seu batismo e sua Ceia. Não como rito, mas como selo da aliança em Cristo.
Traga seus filhos ao Deus da aliança. Confie que a promessa é para você e para eles.
Quebre o orgulho. Tema ao Senhor mais do que à opinião das pessoas.
Peça menos milagres e mais obediência. Milagres não salvam corações endurecidos.
Sirva a Cristo com o que possui. Use seus bens para aliviar a necessidade dos irmãos.
Cure a divisão com arrependimento. A comunhão começa quando cada um se humilha diante de Cristo.
Traga Cristo para dentro de casa. Transforme sua mesa em lugar de oração, louvor e simplicidade.
Seja crente também de segunda a sábado. Busque o Senhor dia após dia, com propósito.
Peça a Deus que faça da sua igreja uma vitrine da graça de Cristo para os de fora.
Trabalhe com zelo, mas dê a glória somente a Deus pelo crescimento da igreja.
Hoje, diante do batismo e da Ceia, descanse em Cristo: as promessas de Deus não falharão nem para você, nem para seus filhos, nem para todos quantos o Senhor chamar.