Na CICG adotamos o mesmo procedimento do INVAM em estabelecer uma cultura de referência para cada espécie de FMAs. O texto abaixo adaptado daquele do INVAM comenta sobre este processo.
De acordo com o Código Internacional de Nomenclatura Botânica e as regras de nomenclatura existe a necessidade de ter um espécime tipo (holótipo) para cada espécie biológica. Estes espécimens para os fungos glomeromicotas consistem primariamente de células representadas pelos esporos assexuados com uma parede do esporo e, em alguns casos, com paredes germinativas internas. Estes esporos frequentemente mudam sua aparência e estruturas internas como um resultado do processo de senescência e degradação após os mesmos estarem montados em lâminas permanentes. Além disto, os holotipos de muitas espécies de FMAs não refletem a morfologia de esporos saudáveis visto que eles foram coletados do campo e estão em condições ruins ou parasitados (resultado da descrição de espécies de FMAs ter sido feita apenas com esporos coletados do campo).
Assim, os tipos podem ser mais úteis quando comparados com esporos saudáveis obtidos de uma cultura ativa (culturas de referência). Quando colocados lado a lado, ambos os espécimens (tipo e os da cultura de referência) podem ser comparados para estabelecer correspondência dos caracteres diagnósticos.
Desta forma, as culturas de referência representam um isolado fúngico que pode ser definitivamente atribuído a uma espécie descrita (pela análise das características morfológicas diagnósticas).
Para obter uma organização taxonômica estável dos acessos na CICG, os esporos de um novo acesso são comparados com aqueles de outros morfotipos já presentes na coleção usando os seguintes critérios:
- Se o acesso possuir caracteres únicos, ele é estabelecido como uma cultura de referência para uma possível nova espécie,
- A cultura de referência recebe um nome binomial em Latin se ela pode ser definitivamente atribuída a uma espécie descrita na literatura, utilizando os seguintes critérios:
a) Compartilha caracteres em comum com um holotipo que esteja em boas condições,
b) Similaridade de caracteres com uma descrição de espécie valida ou redescrição,
c) Verificação com a identificação feita pelos colaboradores que depositaram o acesso ou consulta a outros taxonomistas com experiência,
d) Pelo autor ou autores da espécie
Estes critérios tem sido utilizados para atribuir o status de cultura de referência para um determinado acesso na CICG. Todos os acessos com as mesmas características morfológicas daquelas apresentadas pela cultura de referência são agrupados na mesma espécie. Estes agrupamento ocorre se a espécie tem sido formalmente descrita ou não. Espécies com um (?) após o epiteto específico indicam presença de algum carácter morfológico conflitante e cuja identificação não está completamente elucidada.
Acaulospora colombiana SCT115A
Acaulospora koskei SCT954C
Acaulospora mellea MGR522B
Acaulospora morrowiae SCT048B
Acaulospora scrobiculata SCT736C
Acaulospora tuberculata SCT040A
Ambispora leptoticha MGR321G
Archaeospora trappei RRM612
Cetraspora pellucida SCT954B
Claroideoglomus etunicatum SCT101A
Dentiscutata heterogama PNB102A
Dentiscutata biornata MGR320C
Dentiscutata rubra SCT080A
Gigaspora albida SCT200A
Gigaspora decipiens PRN107B
Gigaspora gigantea AMP121A
Gigaspora margarita RJN350A
Gigaspora rosea SPL101A
Paraglomus brasilianum DEF105A
Paraglomus occultum SCT053B
Racocetra gregaria MGR345A
Rhizophagus clarus RJN102A