A humanidade questiona o sentido da vida há milênios.
Da filosofia clássica às doutrinas espirituais, as respostas foram tão diversas quanto inalcançáveis.
O Absurdismo de Camus nos confrontou com a angústia de um universo silencioso, mas o Neuroabsurdo propõe uma visão radicalmente diferente - e profundamente esperançosa.
O Neuroabsurdo não busca um sentido pré-existente, mas nos convida a criá-lo.
A chave para a plenitude não está numa busca externa, mas numa ação interna genuína - pois o medo mais profundo nasce da impossibilidade de ser si mesmo.
O axioma do Neuroabsurdo: Acessamos a plenitude agindo a partir de nossa vocação - o que amamos fazer. Ao nos comprometermos com nossa paixão, o cérebro se alinha, liberta-se do medo e nos permite viver com autenticidade.
Se a vida não nos dá um propósito, qual seria então seu sentido?
O Neuroabsurdo responde com um insight brilhante: A vida existe como suporte para a manifestação de uma diversidade ilimitada de seres e expressões.
Neste ecossistema, a girafa tem um único propósito: ser girafa. Se buscasse outro, o equilíbrio se romperia.
Enquanto os animais consomem apenas o necessário para existir, os humanos distorcem a realidade para satisfazer desejos - quebrando o equilíbrio natural.
Nosso propósito fundamental, como qualquer espécie, é sermos nós mesmos. Não apenas para nossa felicidade, mas porque só assim garantimos o funcionamento harmonioso do todo.
Qualquer tentativa de impor sentidos externos que anulem nossa essência viola as leis naturais.
Sob esta ótica, a vida não é um problema a resolver, mas uma oportunidade de manifestação.