I - O QUE É UMBANDA?
9 – ORIXÁS NA UMBANDA
O conceito que assimilei sobre os Orixás é de que eles são forças da natureza; são emanações de Olorum; múltiplas facetas do criador; que ao mesmo tempo que dividem suas forças, se complementam regendo tudo o que há em nosso mundo terreno e no universo.
Seria como uma força energética atuando sobre tudo o que acontece sub-dividida em vários campos de atuação; tal como um arco-íris onde a fonte luz é decomposta em inúmeras cores; e cada faixa resulta numa frequência diferente.
Sendo os Orixás forças da natureza e não espíritos, não há que se falar em incorporações; nas casas de Culto a Nações (ou Candomblés) os filhos são tomados pelos Orixás (entram em transe ou sintonia com as forças emanadas pelo Orixá); na Umbanda as incorporações são dadas por entidades (espíritos) que, assim como nós, são regidos pelos Orixás.
Os filhos das casas de Culto a Nação (Candomblés), quando tomados pelos Orixás, não verbalizam; já as entidades que incorporam na Umbanda dão consultas a assistência, cantam, comem, bebem, fumam e, em alguns casos, dançam.
Falar sobre quais são os Orixás reverenciados na Umbanda é outra questão muito controvertida; muitos Terreiros fazem verdadeiras manobras para enquadrarem-se no contexto de quais seriam seus Orixás pois existe a tese de que esses estariam relacionados às Sete Linhas de Umbanda.
Sempre que relacionamos os Orixás às Sete Linhas acabamos deixando algum de fora; desculpem-me a piada; mas, de fato, é isso que ocorre.
Por isso, permitam-me, vou cometer o sacrilégio de lhes afirmar que na Umbanda não se cultua somente sete Orixás.
Os Orixás, assim como grande parte de nossa ritualística, foram herdados dos cultos afro ou dos Cultos à Nação (Candomblés ou Omolocôs) como eu prefiro me referir; Ketu, Nagô, Jêje e Angola são os mais conhecidos.
Nem mesmo entre os Cultos a Nação há unanimidade quanto aos Orixás; embora haja muita semelhança; a Umbanda simplificou bastante, restringindo-se aos mais cultuados;
A sincretização restringiu ainda mais pois a vinculação dos Orixás aos Santos católicos se deu em função dos arquétipos dos Orixás descritos nas lendas africanas e dos Santos católicos descritos na história católica; consequentemente arquétipos africanos semelhantes foram suprimidos na Umbanda.
Vejam que estamos falando aqui em Terreiros de Umbanda; não estamos nos referindo aos Terreiros de Umbanda Traçada, Umbandomblés ou Omolokos, onde o culto aos Orixás preserva mais sua origem.
Isto posto, gostaria de me referir agora aos Orixás que aprendi a reverenciar dentro da minha vertente umbandista:
OXALÁ
NANÃ BURUQUÊ
XANGÔ
IANSÃ
OGUM
OXUM
OXOSSI
IEMANJÁ
OMULU e OBALUAÊ
OSSAIM
9.1 – OXALÁ
Oxalá é o maior Orixá da Umbanda, estando abaixo apenas de Olorum (Deus Supremo). Representado por uma estrela de cinco pontas, traduz a paz e a fé. Na umbanda, sua tarefa foi a de criação do ser humano. Ele envia vibrações que estimulam a fé individual, assim como irradiações que geram sentimentos de religiosidade. Representa o amor, bondade, pureza espiritual, e tudo aquilo que indica positividade. Oxalá é tido como Orixá maior em função do sincretismo com Jesus e a herança católica Deus como sendo as três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.
9.2 – NANÃ BUROQUÊ
Consideramos Nanã a Soberana das Águas (águas originais), o início da vida, a água de mina. Consequentemente, estando acima das demais Orixás ligadas ao elemento água, não é Regente de Ori. As manifestações encontradas em nível de terreiro, são manifestações de uma das três Iabás (Iemanjá, Oxum ou Iansã) em vibração mais “velha”.
Nanã é o momento inicial em que a água brota da terra ou da pedra, a partir do momento que a água corre, já é Oxum. Portanto não compreendemos como “lama” (mistura de água com terra) mas sim como Soberana de Todas as Águas.
9.3 - XANGÔ
Orixá da justiça, do discernimento, do conhecimento, do estudo de maneira geral, do método, do equilíbrio de forças ligadas a questões de Justiça e questões burocráticas; Orixá da paz e da religião.
O seu dia é 30 de setembro por ter sido sincretizado com São Jerônimo; entretanto, dependendo do seu desdobramento, Xangô também pode ser sincretizado com outros santos católicos e ter outros dias comemorativos; assim temos:
Xangô Kaô – Sincretizado com São Jerônimo; seu dia é 30 de setembro; conhecido como Xangô Velho, é o mais cultuado na Umbanda; atua na Pedreira.
Xangô Djacutá – Sincretizado com São Thiago; seu dia é 25 de Julho; Deus do trovão e senhor dos raios e meteoritos.
Xangô Alafim-Eché – Sincretizado com São José; seu dia é 19 de Março; trabalha nas pedras solitárias dos caminhos ou das matas.
Xangô Alufam – Sincretizado com São Pedro; seu dia é 29 de Junho; Esta legião trabalha nas pedras dos rios, dos mares, cachoeiras, lagos e fontes; é considerado o protetor dos pescadores.
Xangô Agodô – Sincretizado com São João Batista; seu dia é 24 de junho; Esta legião trabalha nas pedras que estão dento dos rios.
Xangô Aganju – Sincretizado com São Joaquim; seu dia é 26 de julho; Esta legião trabalha na pedra da cachoeira simbolizando a harmonia entre o amor e a justiça.
Xangô Abomi – Sincretizado com Santo Agostinho; seu dia é 28 de agosto; é a legião que trabalha nas montanhas de pedras ou cadeia de montanhas e sua força é muito solicitada nas horas de aflição.
Importante ressaltar que as definições ou descrições dos diferentes desdobramentos de Xangô, assim como com os dos demais desdobramentos de cada Orixá, são apresentadas muito mais com objetivos didáticos do que litúrgicos, pois a essência de cada Orixá permanece sempre a mesma em todos os seus desdobramentos e momentos de atuação.
Características básicas dos regidos por Xangô: pensamento rígido e metódico. Têm grande senso de justiça, são pessoas equilibradas, contidas e reservadas e têm facilidade no estudo, e de concentração.
9.4 - IANSÃ
Orixá dos ventos, raios e tempestades. Responsável pelas transformações, mudanças e mutações ligadas a coisas materiais.
Orixá da fluidez de raciocínio, fluência verbal e tecnologia. Grande guerreira. É a única Orixá que não se desdobra, pois o Ar não se desdobra.
Características dos regidos por Iansã: geralmente são pessoas que pensam muito rápido e em várias coisas ao mesmo tempo, alteram de humor com facilidade, têm “jogo de cintura”, são flexíveis, têm facilidade de falar e de se comunicar. São pessoas com tendências ao perfeccionismo e apaixonadas pelas causas que se envolvem.
9.5 - OGUM
Orixá da energia, ligado à atitude, perseverança, persistência, tenacidade, renascimento (no sentido de capacidade de se reerguer).
Orixá vencedor de demanda. Ogum é a energia da luta pela sobrevivência, e não apenas nas situações de conquista; Suas cores são o vermelho e branco.
Desdobramentos de Ogum, ou seja, a energia de luta, de conquista, de vitória, de sobrevivência, vibrando ou cruzando em harmonia com os demais Orixás. Do cruzamento vibratório de Ogum com os demais Orixás “nascem” ou “surgem” os seguintes Chefes de Linha:
Ogum Megê – Trabalha em harmonia com Omulu, na entrada da calunga pequena (cemitério), e também em todo trabalho que envolva a energia da terra (Omulu) e combate a baixa magia. Está presente nos assuntos atinentes a desmanche de magia. Associação dos elementos fogo e terra.
Ogum Rompe Mato – Trabalha em harmonia absoluta com Oxossi, na entrada da Mata. Este desdobramento de Ogum está presente nos assuntos pertinentes a coisas de solução rápida, revigorantes e de conquistas de espaço de maneira geral. Sincretizado com Santo Expedito pode ser comemorado no dia 19 de abril.
Ogum Beira-mar – Conhecido também por Ogum do Mar ou Ogum das Ondas. Na areia molhada é considerado Beira-Mar e nas ondas é conhecido como Sete Ondas. Ele faz ronda da beira da praia até o alto mar.
Ogum Iara – Trabalha na cachoeira em harmonia com Oxum. Este desdobramento de Ogum está presente nos assuntos atinentes a conquistas diplomáticas. Associação dos elementos fogo e água.
Ogum Delê – Esta falange carrega a vibração pura de Ogum. Efetua sua ronda sobre o mundo. É a própria lei que rege os reajustes cármicos. Aquele que nos liberta das batalhas enfrentadas em diversas encarnações, contra diversos inimigos, ou contra nossos princípios negativos que interferem em nossa evolução espiritual.
Ogum Naruê - Esta falange de Ogum opera dentro das linhas das Almas, exercendo especial domínio sobre as almas quimbandeiras. Possui conhecimentos seculares, acumulados por Magos, Feiticeiros, Xamãs, Exorcistas, Pajés, Sacerdotes das mais variadas partes do Mundo.
Ogum Matinata - Defende os campos onde se assentam as obrigações para Oxalá, principalmente nas colinas floridas mas o domínio é o Espaço Sideral ou Caminhos que a Terra percorre, bem como de todos os planetas, asteroides, cometas, etc.
Características básicas dos regidos por Ogum: geralmente são pessoas persistentes, determinados, perseverantes, que têm “temperamento forte”, não desistem facilmente de nada que tenham se determinado a fazer ou a conquistar. Geralmente são pessoas determinadas e batalhadoras.
9.6 - OXUM
Orixá do sentimento, da harmonia, da concórdia e do equilíbrio emocional. Tem como reino as cachoeiras e rios. Suas enviadas são chamadas de “Senhora das águas doces”. Orixá que protege a criança ainda no ventre materno.
Em função dos caminhos que as águas doces percorrem, encontramos os seguintes desdobramentos desta Iabá (Orixá feminino) na Umbanda:
Oxum Iara (ou simplesmente Oxum) – Rege as cachoeiras e rios. É a essência da Oxum. Sentimento, amor, concórdia, harmonia e união. Suas águas passam no meio do reino de Omulu (terra), formando assim os rios, por isso ela “carrega” as Almas.
Oxum Marê – Rege o encontro das águas do rio com o mar. São as águas turbulentas. Em termos de significado e tradução para as nossas vidas, é o encontro do passado com o presente, de uma essência com a outra. Provocando a revisão de sentimentos (Oxum), turbulência de sentimentos (choque das duas águas), relacionados a nossa formação familiar (Iemanjá - mar). Trabalha em harmonia com Iemanjá.
Nos cultos a nação Oxumarê não é considerado um desdobramento da Oxum mas sim outro Orixá, masculino e sincretizado com São Bartolomeu.
Oxum Diapandá – Rege a superfície das águas salgadas, trabalha em harmonia com Iemanjá. Na sua compreensão de atuação junto a nós é quando após a revolução de sentimentos (Oxum Marê), nos acomodamos na placidez das águas superficiais, sem grande envolvimento de sentimentos profundos, entretanto mais voltados aos sentimentos e aspirações materiais.
Considerada popularmente como sendo somente a Orixá do amor, é na realidade a Orixá do misticismo, do sentimento, da concórdia e harmonia.
Características dos regidos por Oxum: geralmente são pessoas dóceis, sensíveis e místicas.
Costumam ser também muito emotivas, envolvendo-se e preocupando-se com os outros, ás vezes, esquecendo-se até de si mesmas.
9.7 - OXOSSI
Oxossi é representado pela energia que irradia das matas.
Oxossi é o Orixá da saúde, da cura através das ervas e da irradiação de sua força.
O seu elemento é terra. Por que é de onde brotam os vegetais de Oxossi.
É o Orixá da vitalidade, da energia vital (ligada à saúde), farmacopeia, nutrição. É o caçador do Axé (força); são representado na Umbanda pelos Caboclos e Caboclas.
Características básicas dos regidos por Oxossi: são pessoas meio fechadas, que gostam de viver no seu próprio meio ou grupo, pois é onde realmente se sentem à vontade. Gostam de contemplar a natureza. Geralmente são pessoas desconfiadas, mas que quando confiam são amigos fiéis.
9.8 - IEMANJÁ
Orixá dos mares e oceanos. Senhora das águas salgadas. Orixá dos bens materiais; grande provedora e mãe. Senhora da Calunga Maior (mar), portanto grande absorvedora de energias negativas.
Analisando a Orixá Iemanjá e nos reportando ao seu reino o mar, associamos sempre que quem mora perto do mar, nunca morre de fome, não é verdade? Por isso ela é a grande provedora dos bens materiais, a grande mãe, que nos dá o conforto, o alimento, além de ser representada pelo maior de todos os reinos, o mar. Soberania.
Traduz a sua vibração em paz e harmonia. Protetora da família e dos laços familiares (nosso maior bem material).
Características dos regidos por Iemanjá: envolvem-se com dinheiro facilmente (tanto para gastar como para ganhar, quando não têm nenhum, nem de onde tirar, aparece). Geralmente não aparentam a idade que têm (parecem mais novos), têm “espírito maternal” e gostam do poder (Ogum “manda” e Iemanjá “seduz”). Normalmente, são vaidosos com a aparência pessoal. Geralmente tem grande preocupação em manter a família unida.
9.9 – OMULÚ, OBALUAÊ e XAPANÃ
Na Umbanda, é muito comum se confundir esses três Orixás atribuindo os três nomes a um só; por isso, vou discorrer à seguir, de forma sucinta sobre as diferenças e sobre o entendimento que a Umbanda que eu pratico dá a essa poderosa e misteriosa força.
A maioria das casas de Umbanda referem-se a Obaluaê ou Omulú, sendo que Xapanã já é um pouco mais raro; a confusão se dá principalmente por terem todos o mesmo “ponto de força”; ou seja seu domínio está nas Pequenas Calungas (Cemitérios).
NO CULTO ÀS NAÇÕES (CANDOMBLÉ). TEMOS:
O Orixá Obaluaê que é o responsável pelas doenças e pela cura; trata-se da manifestação mais jovem do Orixá; é um guerreiro, caçador e lutador;
O Orixá Omulú é a manifestação mais velha do Orixá; trata-se de um sábio, feiticeiro e guardião de segredos; representa a intervenção de Olorum (Deus) entre o mundo terrestre e o mundo espiritual; é responsável pela transição da morte para o orúm (céu, espaço infinito); é o Orixá da terra e através dele a terra recebe os corpos dos mortos.
O Orixá Xapanã, cujo nome é menos utilizado na Umbanda, é, na verdade, uma qualidade de Abaluaê; nas casas de culto a nação (Candomblé) os Orixás são subdivididos em várias qualidades; para nós umbandistas é difícil entender que existam diferentes qualidades de Oxalá, ou Ogum, ou Xangô, Ou Oxossi, mas na sua origem eles são assim divididos.
NA UMBANDA QUE PRATICO:
A imagem desses três Orixás se confundem; assim sendo, para me sentir mais confortável, vou me referir a esse Orixá sempre como “OBALUAÊ ou OMULÚ”:
Obaluaê é o Orixá da transformação energética, ele transforma tudo e descarrega na terra; se Exu é o grande manipulador das forças da magia, Obaluaê é o mestre.
Obaluaê está ligado ao interior da terra que por sinal é extremamente quente; logo, o calor lhe confere características de transformador; que também pode ser devastador com as epidemias, as febres e as convulsões.
Com o seu sassará (cetro ritual de palha da costa) ele expulsa a peste e o mal.
Omulú é designado a buscar os espíritos desencarnados e mostrar-lhes o caminho, servindo de guia a essas almas; ele também é regente da feitiçaria, da magia e do processo de transformação das energias.
Obaluaê é responsável por castigar os malfeitores e descrentes com doenças e, em consequência, com a morte.
A imagem de Obaluaê está muito ligada a varíola, doença pela qual ele é mais conhecido.
Segundo a mitologia Afro, Obaluaê/Omulú é filho de Nanã; mas foi criado por Iemanjá que o acolheu quando sua mãe o rejeitou por ser manco, feio e coberto de feridas.
Ao sentir que o espírito já cumpriu sua missão como encarnado, Omulú devolve seu corpo a terra e entrega-o a orúm (céu, espaço infinito); o sassará de Omulú (instrumento carregado pelo Orixá) é como se fosse uma vassoura, varrendo a morte.
Em algumas casas Obaluaê é temido pela sua fama como senhor das pestes e das doenças contagiosas ou não; ao mesmo tempo, ele é classificado como o médico dos pobres por intervir na cura dessas doenças.
Obaluaê/Omulú não deve ser temido mas respeitado..........
Caractrísticas básicas dos regidos por Obaluaê/Omulu: são geralmente pessoas fechadas, que passam por grandes transformações na vida, normalmente ligadas a perdas. São protegidos contra qualquer tipo de magia, principalmente se executam um trabalho de caridade e se estão preocupadas com resgate cármico. A mediunidade é aguçada desde muito jovem. Geralmente possuem uma espécie de necessidade quase que visceral de praticar a caridade.
Oferendas: pipoca sem sal, feijão preto e aberém (bolinho feito de milho ou arroz).
Indumentária: Nos rituais de nação Obaluaê/Omulú é todo recoberto de palhas e carrega nas mãos seu sassará (cetro ritual de palha da costa) e no pescoço o bradga (colar grande de caurís).
9.10 - OSSAIM
Ossaim é o Orixá que sempre acompanha Oxossí em suas batalhas enquanto Oxossí é o caçador, Ossaim cultiva as plantas.
É orixá da cor verde, do contato mais íntimo com a natureza. As áreas consagradas a Ossaim não são os jardins cultuados de maneira tradicional, mas sim os recantos, onde só os sacerdotes podem entrar, nos quais as plantas crescem de maneira selvagem, quase sem controle.
O arquétipo de Ossaim é o das pessoas de caráter equilibrado, capazes de controlar seus sentimentos e emoções. Daqueles que não deixam suas simpatias e antipatias intervir nas suas decisões ou influenciar as suas opiniões sobre as pessoas e os acontecimentos.
É o arquétipo das pessoas cuja extraordinária reserva de energia criadora e resistência passiva, ajuda-as a atingir os objetivos que se fixaram. Das pessoas que não tem uma concepção estreita e um sentido convencional da moral e da justiça. Enfim, daquelas pessoas cujos julgamentos sobre os homens e as coisas são menos fundados sobre as noções do bem e do mal do que sobre a da eficiência.
9.11 – CORES DOS ORIXÁS
OXALÁ – Branco ou Cristalino
NANÃ BUROQUÊ – Violeta ou roxo
XANGÔ - Marrom
IANSÃ – Amarelo ou Coral
OGUM – Vermelho e Branco
OXUM - Dourado e Branco
OXOSSI – Verde (todos os tons)
IEMANJÁ – Azul claro
OMULU/OBALUAÊ – Vermelho, Branco e Preto
OSSAIM – Verde e Branco
9.12 – SINCRETISMO DOS ORIXÁS
OXALÁ – Jesus Cristo
NANÃ BUROQUÊ - Sant'Ana
XANGÔ – São Jerônimo (mas também pode ser: São Pedro, São João Batista, São José e Santo Antonio, conforme o desdobramento.)
IANSÃ – Santa Bárbara
OGUM – São Jorge
OXUM – Nossa Senhora Aparecida
OXOSSI – São Sebastião
IEMANJÁ – Nossa Senhora da Conceição
OMULU/OBALUAÊ – São Lázaro
OSSAIM – São Benedito
9.13 - DATAS COMEMORATIVAS DOS ORIXÁS
OXALÁ – 25 de Dezembro
NANÃ BUROQUÊ – 26 de Julho
XANGÔ – 30 de Setembro
IANSÃ – 4 de Dezembro
OGUM – 23 de Abril
OXUM – 12 de Outubro
OXOSSI – 20 de Janeiro
IEMANJÁ – 8 de dezembro
OMULU/OBALUAÊ – 02 de Novembro
OSSAIM – 05 de Outubro
9.14 – SAUDAÇÃO AOS ORIXÁS
OXALÁ – Epá Epá Babá! (Grande admiração pela honrosa presença do Pai)
NANÃ BUROQUÊ – Saluba Nanã! (Salve Senhora Mãe das Mães)
XANGÔ - Kaô Kabecile! (Venham ver e admirar o Rei.)
IANSÃ – Eparrei Oiá! - (Aquela que corta com o raio.)
OGUM - Ogum nhê! (Salve Ogum!)
OXUM - Ora iê iê ô! (Salve benevolente mãezinha!)
OXOSSI - Okê Arô! (Autoridade que fala mais alto.)
IEMANJÁ - Odoiá ou Odô iá! (Mãe do Rio; Lembrando que na África
Iemanjá era Orixá dos Rios.)
OMULU/OBALUAÊ - Atotô! (O senhor está na terra!)
OSSAIM - "Ewe Ó" (Salve as Folhas)