I - O QUE É UMBANDA?
14 - INTOLERÂNCIA À DIVERSIDADE UMBANDISTA
O melhor conceito que li até hoje sobre como entender a Umbanda foi dado por Mãe Iassan Ayporé Pery, no livro “UMBANDA – MITOS E REALIDADE”, a saber:
“Por incrível que possa parecer, aos olhos dos não iniciados no culto da Umbanda, não existe um consenso de quais são os sete Orixás básicos ou as sete linhas, ou até mesmo sobre quais são os Orixás da Umbanda. Mas para aqueles que já estão na Umbanda há algum tempo fica fácil compreender que a Umbanda não tem um codificador, não tem uma Bíblia, não tem um “Diretor de Culto” Supremo.
A Umbanda sofreu e sofre incríveis influências regionais e até mesmo, numa mesma região, de terreiro para terreiro.
As diferenças de cultos, ritualística e de maneiras de compreender a Umbanda devem ser encaradas como riquezas da nossa religião e não como falta de organização. Portanto não há intenção de determinar ou de codificar a Umbanda.
Entretanto, existem algumas premissas que, de certa forma, são consenso dentro da Umbanda, havendo pequenas variações que devem ser respeitadas.”
A Umbanda, diferentemente das demais, é uma religião “viva”; sofre as influências regionais; sofre influência das diversas culturas que atuaram na sua formação, variando em maior ou menor grau; além disso a Umbanda abraça também conceitos de filosofias mais antigas como por exemplo o Xamanismo. Isso faz com que encontremos na Umbanda várias vertentes como por exemplo: a Umbanda Africana; a Espírita; a Esotérica; e outras variáveis.
Partindo dessa premissa de que a Umbanda é uma religião não codificada e que prima pela diversidade, é incabível ter entre nós umbandistas qualquer sentimento discriminatório em relação a prática de ritos de outras casas de Umbanda diferentes da nossa; cabe-nos sim procurar compreender essas diferenças para termos a exata dimensão do nosso propósito maior que é a caridade.