I - O QUE É UMBANDA?
10 - ENTENDENDO EXU
10.1 - EXU ORIXA
Compartilho do entendimento de algumas Casas de Culto a Nação, de que Exu deva ser classificado como Orixá; embora grande parte dessas casas também tenham a presença do Exu (espírito) que é responsável pela intermediação entre o Orixá e as pessosas.
Exu Orixá é um dos Deuses africanos que representa a dinâmica e o inicio de tudo, este Orixá tem varios nomes ou qualidades, de acordo com a de região da África onde foi ou é cultuado; os mais comuns são: Eleguá, Elebara, Bara (aquele que habita o corpo), Akesan (exú de ifá), Iangi (exú do inicio da criação), Onan (Exú senhor dos caminhos), Exú Tiriri (aquele que encherga tudo) e outros.
Exu enquanto Orixá carrega a força da transmutação e tem características ambíguas, à medida em que seu observador pode interpretá-las.
É Exu quem traduz as linguagens humanas para as demais divindades; por isso, é imprescindível para realização de qualquer ritual; ele assegura que o acontecido em Ayé (nosso mundo material) esteja também acontecendo em Orum (mundo sobre humano), abrindo caminho para os demais Orixás se aproximarem dos locais onde estão sendo cultuados.
O poder de comunicar e ligar, confere a ele também o oposto; a possibilidade de desligar e comprometer qualquer comunicação; por isso, seus pontos de força são as encruzilhadas, passagens, os diferentes e vários cruzamentos, passagens e vários cruzamentos entre caminhos e rotas; ele também é o senhor das porteiras, portas, entradas e saídas.
10.2 - OS GUARDIÕES NA UMBANDA
Na Umbanda conhecemos Exus como espíritos guardiões, responsáveis pelas passagens e pelos caminhos (destinos); atuam nas questões relacionadas a abertura de caminhos, a demandas, ao desfazimento do mal e a segurança da Casa de Umbanda e dos filhos que os servem ou procuram.
Enquanto guardião, Exu preserva grande parte dos princípios emanados pelo Orixá; por isso, Dr. Veludo afirma que, a ambiguidade da personalidade de Exu nada mais é do que um espelho que reflete o que está no coração ou pensamento de cada um. Exu não evoluido é reflexo da ignorância do médium e/ou do assitido que o procura.
Regente de todas as passagens e caminhos, Exu é reverenciado e cultuado na Umbanda em todas as práticas rituais pois, antes de se chegar aos Orixás e entidades de Umbanda, pedimos sempre licença a ele; razão pela qual existe o velho ditado “SEM EXU NÃO SE FAZ NADA”.