Enquanto cidadãos de um país que é multicultural e pluriétnico, observamos incontáveis descendentes de imigrantes italianos se orgulharem de sua suposta "origem aristocrática" e até ostentarem brasões de armas das respectivas famílias...
O que temos, enquanto indivíduo e enquanto profissional da História, a dizer sobre isso?
Muitas pessoas sabem que os ex-escravos, no Brasil, muitas vezes, adotavam os sobrenomes das famílias às quais serviam. Assim é que, além dos latifundiários Amarais, temos Amarais negros, bem como Rezendes, Dias, Silveiras, etc...
O que poucos sabem (ou preferem não comentar) é que na Itália, até bem recentemente (meados do século XIX, com a Unificação Italiana) os sobrenomes eram prerrogativa das nobres famílias (que eram muitas), sendo que as pessoas do povo eram "di" ou "de" Lucca (este "di" ou "de" indicando que eram da cidade de Lucca), "di" Padova, etc... Mais pungente, porém, eram os sobrenome como "dei" Cappuani ou "dei" Mantovani, pois indicavam que se tratavam de servos da família Cappuani ou Mantovani ("dei" = dos).
Não existia Registro Civil de nascimentos, casamentos e óbitos na maior parte dos Estados que vieram a formar a Itália moderna, sendo que os apontamentos estavam contidos nos livros das Igrejas.
O mais comum é que houvesse um registro de Batismo, como este:
No sul da península, na área do antigo Reino das Duas Sicílias (capital Nápoles), vivia-se em estrutura semi-feudal até 1860, quando, com a Unificação Italiana (1870) e a Instituição do Estado laico (a família real italiana foi excomungada pelo papa, sendo a situação resolvida apenas em 1929, com o Tratado de Latrão) os servos e pessoas de condição social inferior tiveram de adotar sobrenomes. Nada há de se estranhar que muitos tenham adotado os nomes das nobres famílias às quais serviam, por vezes há séculos.
Esta é a explicação do porque tantos imigrantes pobres traziam sobrenomes que nos remetem à mais antiga nobreza italiana, muitas vezes titulada e com brasão (stemma).
Hoje, passado mais de um século da grande imigração, não há como diferenciar os descendentes das nobres famílias italianas dos descendentes dos lacaios que os serviam, pois todos tem genericamente o mesmo sobrenome e, diferentemente do que ocorreu no Brasil, o mesmo tom de pele.
Esta lição da História nos dá também uma lição sobre Democracia e sobre Diversidade: o Brasil é o país de todas as gentes! Amarais brancos e negros, Di Costanzo nobres e lacaios... O tempo, por si só, equaliza algumas diferenças... Então: por que reforçá-las ou reproduzi-las? Pense com carinho nesta resposta!
Exemplos, em relação à minha própria família:
Existe um livro, em parte datilografado e em parte manuscrito, sobre a História da família. Sobre este livro escrevi:
"Este livro foi escrito em várias épocas diferentes e, por isso mesmo, é como se tivesse sido escrito por pessoas diferentes.
Começou a ser escrito por uma criança, de 6ª ou 7ª série, de escola pública, mediante proposta da professora de História, Maria Helena Degani Rocha.
A professora propôs o resgate da história das famílias dos alunos e, desta maneira, a atividade teve como subproduto o resgate dos vínculos Inter geracionais: filhos e pais, netos e avós, sobrinhos-netos e tios-avôs...
Encantado com as histórias que a avó contava, o menino as registrou, sem nenhum tipo de filtro e o resultado (o texto em verso) acaba misturando História e "estórias", já que a avó às vezes "enfeitava" os seus relatos, para torná-los mais interessantes.
Num segundo tempo, anos depois, um adolescente do ensino médio, começou a datilografar os seus manuscritos.
Num terceiro tempo, já em outra época um jovem adulto, cursando a faculdade de História, tentou dar um pouco mais de veracidade aos escritos e acrescentou a eles algumas novas observações, fruto ainda de suas primeiras leituras, no primeiro ano da faculdade.
Nos anos seguintes e por muitos outros, aproximadamente 3 décadas, o texto foi quase esquecido, sendo abandonado em caixas, guarda-roupas ou estantes.
Eis que, com a pandemia de COVID-19, um homem maduro de 55 anos, às vésperas da aposentadoria, decidiu "restaurar" um pouco o suporte físico destes textos e destas imagens/fotografias.
O texto foi enriquecido pela colagem de outros textos, igualmente seus, sobre o mesmo assunto, em prosa, já não mais em versos, e que trazem explícito o que é 100% real e o que é fantasioso."
Mas, afinal... Qual a relação que a MEMÓRIA, o relato oral, guarda para com a História?
Até que ponto podemos confiar na memória (relato oral) para a reconstituição histórica?
Buscaremos aqui dar uma breve demonstração.
Aqui está minha "árvore genealógica", ou seja, minha genealogia:
Família Taddei:
Aqui temos o brasão (stemma) de uma família aristocrática:
Brasão (stemma) da família Taddei
Se procurarmos na internet, iremos encontrar inúmeras alusões a esta família, como por exemplo o "Tondo Taddei", que ninguém menos que Michelangelo executou para eles.
Como vemos, a família Taddei "original" era uma das nobres famílias italianas, no entanto, meu bisavô, Pedro Taddei, nada tinha de aristocrata.
Verifiquemos a documentação existente sobre ele:
Segundo texto da Lei Municipal nº 737, de 18/09/1959 (vide: http://docs.google.com/viewer?url=http%3A%2F%2Fwww2.camarajundiai.sp.gov.br%3A81%2Fcamver%2FLEIMUN%2F1959%2F00737.tif&pli=1), a qual denominou "Rua Pedro Taddei" à travessa da Rua Paulista, em Jundiaí-SP, ele nasceu em Tierno di Mori em 10 de maio de 1868 e chegou ao Brasil no início de 1888, contratado pela "Oficina Arens", então instalada em Jundiaí, para trabalhar na montagem e instalação das primeiras máquinas de beneficiar café, produzidas por aquela indústria e instaladas no interior de todo o Estado de São Paulo. Em Jundiaí se casou e constituiu numerosa família, residindo na cidade por cerca de 58 anos. Foi o fundador da Sociedade de Auxílios Mútuos "Fratellanzza Italiana", a qual se tornou a "Casa de Saúde Dr. Domingos Anastácio" e outras instituições do mesmo caráter, do qual sempre foi sócio colaborador. Seu nome está ligado a um dos primeiros empreendimentos imobiliários de Jundiaí, que foi a "Vileta Taddei", pequena área, por ele loteada em 1919 no bairro da Barreira. Faleceu em 26 de março de 1946.
Pedro Taddei e sua família, por volta de 1915. Minha avó (nona) Ignez é a meninha pequena, com o vestido de babadinhos, à direita do pai.
Como sabemos, através dos relatos (oralidade), Pedro veio sozinho para o Brasil em 1888, deixando em Mori, no Trentino, o restante de seus familiares.
Pouco tempo depois, seu irmão mais velho, José Taddei, faleceu. Deixou viúva Clementina Regolini Taddei, que já tinha 3 filhos: Elisa (Elizabeth), Irma e Severino.
Pedro então faz uma viagem a Mori e se casa com a cunhada.
Logo em seguida, regressam todos para o Brasil: Pedro e Clementina com seus 3 filhos.
Aqui no Brasil, na linda chácara que possuíam, na Rua XV de novembro nº 74, Jundiaí-SP, tiveram mais 9 filhos.
Genealogia Taddei, partindo da nona Ignez Taddei Picchi, até o século XVIII. Fonte: https://www.geni.com/.../Ignez-Taddei.../6000000092582327854 - ao que tudo indica, foi pesquisa do primo Flávio Augusto Picchi, a quem dou os devidos créditos.
Família Picchi:
Brasão da família Picchi
Lucia e Roberto Picchi, pais de Daniel (Daniele) Picchi, ca. 1890
Este núcleo familiar era o de melhores condições aquisitivas, dentre todos os aqui elencados.
Não seriam certamente considerados aristocratas, mas sim burgueses.
Originários de Porcari, próximo a Lucca, na Toscana, possuíam açougues tanto na sua cidade de origem quanto em Jundiaí-SP.
Mantiveram, até aproximadamente a grande crise de 1929, seu casarão em Porcari (que ainda existe, à Via Capannori, 11), concomitantemente à casa na Vila Arens, em Jundiaí.
Conseguimos precisar mais ou menos a época da venda da casa na Itália pois em 1928 Daniel (Daniele) Picchi escreveu um poema à Virgem do Rosário, o qual foi divulgado na festa do Padroeiro da localidade, San Giusto. Ele foi um dos patrocinadores da festa naquele ano.
Daniel e Elisa realizaram inúmeras viagens ao exterior, indo e voltando da Itália, às suas próprias custas, sendo que dos dez filhos, alguns nasceram na Itália e outros no Brasil.
Família Monti:
Uma peculiaridade da aristocracia italiana, em relação ao restante da Europa, é a presença quantitativamente bem maior da nobreza Eclesiástica, especialmente ligada à instituição do papado. Exemplo clássico é o caso da família Bórgia, ou seja, os descendentes do Papa Alexandre VI.
De forma análoga, a família Monti "original" é aquela do papa Júlio III, cardeal João Maria Gioffi (ou Chioffi) del Monti.
Brasão (Stemma) coroado da família Monti
Os Monti são descendentes de seu "sobrinho" (filho?) Pedro Monti, que ele fez Grão Mestre da Ordem de São João de Jerusalém, a qual acabou se tornando a Ordem de Malta e tendo grande influência nos destinos políticos da Europa nos séculos seguintes.
Todas estas informações, que podem facilmente ser encontradas na internet, faziam parte dos relatos de minha avó, das histórias que ela contava.
O que temos, porém, de concreto?
Minha bisavó Maria Monti Di Costanzo era dona de casa, mãe de 5 filhos.
Uma peculiaridade, para a época, era o fato de ser bem mais velha que seu marido.
Ela chegou ao Brasil no final do século XIX (certamente após o grande terremoto que houve em Íschia em 1888, e que também fazia parte dos relatos da minha avó), sendo que já estaria casada por procuração (não temos mais como comprovar) com Miguel (Michele) Di Costanzo, que viera primeiro e, a esta altura, já havia montado sua serraria na Vila Arens, em Jundiaí-SP.
O casamento por procuração é hoje apenas um relato, parte de uma memória. Já o terremoto foi um fato e a serraria existiu concretamente, sendo que há inclusive fotografias da mesma.
A mãe de Maria, Thereza Angélica Gioffi Monti, conforme pode ser observado em foto do final do século XIX, era visivelmente uma mulher do povo.
Como colocamos no início deste artigo, já não há como saber hoje se temos real parentesco com a linhagem papal. A questão é meramente especulativa.
Teresa Angélica Gioffi Monti
Família Di Costanzo:
A família Di Costanzo "original" (em relação à qual, como já amplamente explicado, não temos absolutamente como comprovar parentesco) era uma "nobilíssima" e antiga família napolitana, que participou das Cruzadas e que possuía, dentre outras propriedades, o "Palazzo Costanzo", que ainda existe e está localizado na Rua Villegaignon, Medina (Mdna, cidade murada medieval), na Ilha de Malta.
Ao que consta, a tia Natina (Fortunata Restituta), irmã mais velha de minha avó Gilda, em viagem à Europa, com seu marido, que era advogado do Conde Matarazzo, esteve neste Palácio. Ele é hoje aberto ao público, pois foi transformado em restaurante. O casal fotografou o edifício, mostrando depois as fotos a Miguel Di Costanzo, que só faleceu em 1955.
Para saber mais sobre os Di Costanzo aristocratas clique em: http://www.nobili-napoletani.it/Costanzo.htm
Costanzo.
Il Galluppi la vuole originata dalla omonima famiglia napoletana, nobilissima. Vestì la toga senatoria in Messina e nella mastra nobile del Mollica vediamo annotato un Pietro. Un Giovanni fu giurato di Palermo negli anni 1478-79 e 1481-82; un Matteo fu commandatore nell'ordine di Malta 1482; un Francesco fu giurato di Caltagirone nel 1542-43; un Giuseppe proconservatore in Taormina a 20 settembre 1632; un altro Giuseppe, dottore in leggi, proconservatore in Tortorici 1683; un Francesco, con privilegio dato a 4 novembre 1700, ottenne il titolo di barone di S. Bartolomeo; un altro Francesco (qualificato barone) fu proconservatore in Mirto 1760, 1774, e tale carica tenne un Giuseppe-Gaetano 1774, 1786; un Vincenzo, infine, lo troviamo con la carica di acatapano nobile di Acireale nel 1756-57.
Arma: d'azzurro (alias di rosso) a sei costole umane d'argento poste in fascia ordinate 2, 2 e 2; al capo cucito d'azzurro, caricato da un leopardo d'oro.
fonte: http://www.regione.sicilia.it/beniculturali/bibliotecacentrale/mango/corvaia.htm
Eis aqui a foto do Palazzo Costanzo. Coloquei a foto de meu bisavô sobre ela, em alusão ao "achado" da tia Natina:
Meu bisavô, Miguel Di Costanzo, foi um imigrante pobre que fez fortuna no Brasil.
Chegou a ser um homem rico, sendo que era dono de uma serraria.
Ele está com as filhas na foto abaixo. Minha avó Hermenegilda di Costanzo (à direita, com o grande laço de fita nos cabelos) estava com 12 anos na ocasião (1916).
Eis a sua serraria (abaixo):
Família Cappellano:
Cappellani o Cappellano.
Il Galluppi la vuole originaria di Castroreale.
Nella Mastra Nobile del Mollica troviamo annotato un Tiberio Cappellano. Un Paolo-Salvatore Cappellano, dottore in leggi, acquistò la baronia di Formica da potere di Antonino Blanco e ne ottenne investitura a 1 marzo 1772. A lui succedette il figlio Giuseppe, che ne fu investito a 31 agosto 1790.
Arma: inquartato: al 1° e 4° di rosso, al leone coronato d'oro; al 2° e 3° d'argento, all'aquila coronata di nero.
Alias: d'azzurro, a tre crescenti montanti d'argento 2 e 1, caricati ciascuno da tre macchie di nero, accompagnati nel cuore dalla stella d'oro, e sormontati nel capo da un bisante dello stesso.
fonte: http://www.regione.sicilia.it/beniculturali/bibliotecacentrale/mango/barbar%C3%A0.htm
Igualmente ao demonstrado em relação aos demais grupos familiares, se existiram "Cappellano" que eram aristocratas, certamente não somos nós.
Meu bisavô, Carmino Cappellano, provavelmente foi sapateiro.
Digo "provavelmente" porque quando minha bisavó, Maria Spera Cappellano, faleceu e sua casa foi desmontada, meu pai, Walter Carmine Cappellano, encontrou um baú com os instrumentos característicos deste ofício.
Seu filho, meu avô, Salvador Graciano Cappellano, que nasceu e morreu em São Paulo, foi contador.
Embora tenha sempre trabalhado para o Conde Matarazzo, aferindo rendimentos elevados, era o que chamaríamos hoje de "emergente".
Como morreu muito jovem, aos 36 anos, não chegou a acumular grande fortuna.
Ao pesquisar nas hemerotecas digitais me deparo com vários episódios sobre os quais nossa avó nunca comentou, coisas que ela nunca nos contou...
Aqui está na edição de domingo do CORREIO PAULISTANO de 25 de novembro de 1917 a menção ao nosso avô Salvador Graciano Cappellano participando de uma importante comissão na famosa e renomada Escola de Comércio Álvares Penteado (http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=090972_06&pesq=%22salvador%20graciano%20cappellano%22&hf=memoria.bn.br&pagfis=44552), depois, no mesmo jornal, na edição de 31 de dezembro de 1918, a sua aprovação nas avaliações do 2º ano (http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=090972_06&pesq=%22salvador%20graciano%20cappellano%22&hf=memoria.bn.br&pagfis=48592).
A sua formatura como Contador está no Jornal CORREIO PAULISTANO, de 3 de fevereiro de 1920 (vide: http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=090972_07&pesq=%22salvador%20graciano%20cappellano%22&hf=memoria.bn.br&pagfis=346).
A "cereja do bolo", porém, é a história de sua primeira esposa. Eu sempre pensei que ela se chamava Lina Stamato, pela dedicatória em uma foto, mas, agora não apenas descubro seu nome completo, Miquelina, como acabo por saber que era de família destacada, filha de um industrial! Raphael Stamato é nome de ruas e praças...
Angelo Raphael Stamato o terceiro filho de Giovanni Antonio Stamato e Marianna Setaro, inventou o engenho de cana sem engrenagem, casou com Maria Venersanda Tardio Stamato (26/05/1866 - 08/02/1957) em 27 de Janeiro de 1877, ela era filha de Michele Giovanni Tardio e Maria Michele Stamato, filha de Domenico Stamato e Angela Maria di Gregorio, sendo então, sua prima, casaram-se em Santa’angelo a Fassanella, (about 12 kilometers from Corleto Monforte) na Itália e tiveram 12 filhos sendo 7 mulheres e 5 homens. Entre as mulheres tiveram Mariana e Miquelina Stamato que eram gêmeas.
(vide: https://m.facebook.com/media/set/?set=a.1426553914231700&type=3&comment_id=1907879999432420)
Dentre os colegas de meu avô havia um de sobrenome Stamato. Seria irmão da Miquelina?
Ao ler a imensa lista de condolências e lembranças no seu necrológio, acabo, sem querer, descobrindo porque meu pai se chamava Walter!
Se desejar, leia o necrológio completo de Lina Stamato em: http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=090972_07&pesq=%22salvador%20graciano%20cappellano%22&hf=memoria.bn.br&pagfis=7549
Em resumo, o Cappellano era um jovem que nasceu pobre, mas era extremamente estudioso e esforçado. Filho de um sapateiro e de uma empregada doméstica, com 15 irmãos, chegou a se tornar contador do Conde Matarazzo.
Muito bonito e carismático, soube usar o seu charme e se casou com duas mulheres que em comum só tinham mesmo os pais ricos e os nomes estranhos: a longilínea e elegante "Lina" (na verdade Miquelina) e a "robusta" Gilda (na verdade Hermenegilda).
Carmino Cappellano
Salvador Graciano Cappellano
Em relação a Maria Spera Cappellano, mãe de Salvador Graciano, que faleceu em época mais recente, sabemos com precisão até o nome de seus pais, graças à Certidão de Óbito:
Casal Cappellano, com a filha Carmen (Carmela), um dos 16 filhos que tiveram, no dia de seu casamento, em 1931.
Graças ao seu Registro de Estrangeiro, sabemos também onde ela residia:
Conclusão: para trabalharmos com a MEMÓRIA, sintonizando-a à HISTÓRIA, devemos, o mais possível, tentar corroborar os depoimentos (falas, oralidade) com alguma forma de documentação, quer sejam propriamente documentos escritos, imagens ou outras formas de registro. Da sintonia/sincronicidade entre as várias formas de registro documental e a memória (expressa através da fala, oralidade) emerge o tecido da História.
*Assista ao vídeo: