Exercício de digressão histórica. Brincando de distopia.
*Texto de História da(s) Família(s) para crianças
*Texto de História da(s) Família(s) para crianças
A teoria do buraco de minhoca descreve uma passagem hipotética através do espaço-tempo que poderia conectar dois pontos distantes no universo, ou até mesmo universos diferentes, criando um atalho para viagens interestelares ou viagens no tempo. Esses "túneis" ou "pontes" são baseados na teoria da relatividade geral de Einstein e são teoricamente possíveis, mas sua existência ainda não foi comprovada. (1)
Alguns cientistas especulam que buracos de minhoca poderiam permitir viagens no tempo, pois atravessá-los poderia envolver deslocamentos temporais devido à diferença de tempo em diferentes pontos. (2)
Imaginemos por um instante que de fato seja possível flexionar espacialidades e temporalidades distintas, realocando seres humanos e que, num exercício de pesquisa de campo em História, pudéssemos realocar grupos familiares em seus contextos originais, para pesquisarmos seu modo de vida, cultura e costumes.
Família Cappellano - Tito, Potenza, Basilicata, Itália:
Vamos inicialmente casar duas imagens de tempos e lugares bem distintos: São Paulo-SP, Brasil, 11 de setembro de 1931 (esquerda) e Tito, Potenza, Basilicata, Itália, 13 de novembro de 2022 (direita).
Na imagem da esquerda está o velho Carmino Cappellano (esquerda), seu genro, Carlos Ratton, de braço dado com a noiva, Carmela Cappellano Ratton (mais conhecida por “Carmen”), filha de Carmino e, à esquerda, a velha Maria Spera Cappellano, mãe da noiva.
A imagem da direita está ambientada no interior da milenar igreja de São Lavério (ou Lavieri, ou ainda Laviero), padroeiro da cidade de Tito, de onde vieram tanto a família Cappellano quanto a família Spera, no final do século XIX.
Se recolocarmos o grupo da esquerda (o qual, na realidade, está bem em frente à escadaria da Igreja de Santa Cruz, na Vila Mariana) dentro do espaço à direita, podemos iniciar nosso exercício.
Acredito que uma das primeiras coisas que o observador notará é que a igreja sofreu um retrofit, ou seja, há arcos (nichos) e alguns espaços que conservam pinturas antigas mas o piso, as escadas e a maior parte do interior foi reconstruído contemporaneamente.
O segundo ponto que chama a atenção, especialmente dos ítalo-brasileiros (que construíram para si mesmos uma imagem em parte fantasiosa sobre a pátria de origem de suas famílias) é que há inúmeras pessoas negras (como as três freiras, por exemplo). É uma realidade que existem milhares de pessoas negras no sul da Itália, fruto tanto de recente imigração quanto de populações de vários grupos étnicos estabelecidos na região ao longo de séculos, desde antes da época do Império Romano.
Um dos filhos do casal Carmino e Maria se chamava Lavieri e uma de suas filhas Lívia (em homenagem ao patrono de Tito) e esta era a Igreja onde aconteciam os casamentos e batizados da família, logo, nada mais natural do que imaginarmos “Carmen” e Carlos se casando aqui.
Agora que a família Cappellano está de volta a Tito, e agora que sabemos que descendem em sua maior parte de “contadini” (plural de “contadino”), que quer dizer “agricultores”, vamos procurar entender como era a sua vida na cidade natal. Desta maneira, poderemos certamente entender porque vieram ao Brasil.
Pesquisando na internet, a i.a. (inteligência artificial) compilou vários sites e nos trouxe as seguintes informações:
No século XIX, os camponeses de Tito, Potenza, Basilicata, na Itália, viviam em condições de grande pobreza e miséria. Sua vida era caracterizada por uma economia predominantemente agrícola, com recursos escassos e uma dieta baseada principalmente em vegetais e ervas selvagens. A terra, muitas vezes pouco fértil, e as condições climáticas adversas dificultavam a sobrevivência, levando a períodos de fome e inanição.
Aqui estão alguns detalhes sobre a vida dos camponeses no século XIX em Tito:
Economia:
A agricultura era a principal atividade, mas a produção era limitada e frequentemente insuficiente para alimentar as famílias. A pecuária era marginal e a pesca, dada a distância do mar, inexistente.
Alimentação:
A dieta era pobre e baseada principalmente em cereais (especialmente trigo e milho), leguminosas, vegetais e frutas da estação. A carne era um luxo ao qual poucos podiam se dar ao luxo. A fome era uma realidade generalizada, e as famílias frequentemente se alimentavam de ervas selvagens para sobreviver.
Moradia:
As casas dos camponeses eram frequentemente pequenas, humildes e insalubres, construídas com materiais locais, como pedra e madeira. As condições de higiene eram precárias, favorecendo a disseminação de doenças.
Trabalho:
Os dias eram longos e cansativos, dedicados ao cultivo da terra e aos cuidados com os animais. Os camponeses trabalhavam arduamente para satisfazer as necessidades da família e, muitas vezes, também para pagar impostos e dívidas.
Sociedade:
A sociedade era rigidamente hierárquica, com os camponeses relegados aos níveis mais baixos da escala social. As relações sociais eram frequentemente caracterizadas pela submissão e dependência dos proprietários de terras.
Cultura:
A cultura popular era rica em tradições, festivais religiosos e crenças relacionadas à terra e à natureza. A religião católica desempenhava um papel central na vida das pessoas.
Em suma, a vida dos camponeses de Tito no século XIX era dura e precária, marcada pela pobreza, fome e trabalho árduo, mas também pela resiliência e riqueza da cultura popular.
Também podemos pesquisar imagens reais e atuais das cercanias de Tito para sabermos como são as habitações dos camponeses ainda hoje, em pleno século XXI, nos utilizando do Google Earth:
Levando em conta que o casal Cappellano deveria ser analfabeto (sem instrução formal) e, portanto, com poucas possibilidades de ascensão social em seu país de origem, fica fácil entendermos porque migraram para o Brasil, especificamente a cidade de São Paulo, no final do século XIX.
Família Picchi - Porcari, Capannori, Lucca, Toscana, Itália:
O exercício agora se sofistica e se torna mais interessante!
Ao contrário dos Cappellano, os Picchi são pequenos burgueses. Daniel Picchi é “macellaio”, ou seja, açougueiro, profissão bastante valorizada na época, e sua esposa Elisa é modista, ou seja, costura para a alta sociedade.
Eles são instruídos, frequentam teatro e possuem uma bela casa de três andares, sendo que no andar térreo ficam os respectivos negócios (açougue e atelier de costura) e no segundo e terceiro pavimentos a moradia.
Agora que o leitor já entendeu a técnica, vou apenas explicar que farei a sobreposição de uma fotografia da família Picchi, feita na Vila Arens, em Jundiaí-SP, cerca de 1915, com a imagem atual de sua residência na Via Del Centenário (Antiga Via Capannori) em Porcari, printada do Google Earth.
Eles parecem estar bastante bem integrados ao seu ambiente “original” e, uma vez que sabemos que fizeram inúmeras viagens entre a Itália e o Brasil, tendo filhos nascidos em ambos os países, talvez jamais saibamos a razão real que os fez permanecer definitivamente em nosso país.
O que sabemos é que mantiveram duas casas: a que aparece aqui, que se localiza em Porcari e a outra na Vila Arens, em Jundiaí-SP, até cerca de 1929.
Como podemos precisar a data? Simples: Daniel Picchi foi um dos patrocinadores da festa de Maria do Rosário, na Igreja de San Giusto, no ano de 1928, e inclusive compôs ele mesmo um Soneto, em homenagem à Virgem.
Recorremos mais uma vez à i.a. (inteligência artificial) que nos providenciou um compilado sobre como era a vida dos pequenos burgueses da Toscana no final do século XIX:
No final do século XIX, a burguesia urbana da Toscana, especialmente em Florença, caracterizava-se por um forte desejo de imitar a aristocracia, buscando afirmar seu status por meio da compra de propriedades, participação em salões e eventos sociais e investimentos em atividades comerciais e financeiras. Essa classe social, composta por profissionais liberais, empreendedores e comerciantes, distinguia-se por uma ética de trabalho e atenção à educação, mas também buscava integrar-se à antiga nobreza por meio do casamento e das relações sociais.
Elementos-chave da vida burguesa:
Residências:
A burguesia urbana aspirava a casas elegantes, frequentemente mobiliadas com móveis finos e obras de arte que refletissem seu status social.
Salões e vida social:
Os salões burgueses eram locais de encontro, discussão e socialização, onde relacionamentos pessoais e negócios se entrelaçavam.
Educação:
A educação era considerada fundamental, com atenção especial à educação dos filhos, frequentemente enviados para escolas ou universidades de prestígio.
Atividades econômicas:
A burguesia atuava no comércio, na indústria e nas profissões liberais, buscando acumular riqueza e prestígio.
Moda e trajes:
A burguesia urbana seguia a moda da época, com atenção especial às roupas e acessórios, frequentemente adquiridos em alfaiates e lojas de luxo.
Interesse pela cultura:
A burguesia demonstrava interesse pela cultura, frequentando teatros, concertos e exposições de arte, contribuindo para a vida cultural das cidades.
Política:
Apesar de sua atenção à economia e à sociedade, a burguesia também participava da vida política, apoiando as instituições e os partidos que melhor representavam seus interesses.
Em suma, a burguesia urbana toscana no final do século XIX procurou afirmar seu papel na sociedade por meio da aquisição de riqueza, participação na vida cultural e social e integração com a aristocracia, mantendo ao mesmo tempo sua própria identidade baseada na ética do trabalho e na educação.
Certamente a família Picchi não teria motivos tão fortes quanto os Cappellano para se estabelecerem no Brasil. No entanto, quem acompanhou a vida dos membros desta família durante todo o século XX pode, com certeza, afirmar que não viveram aqui (excetuando-se, evidentemente, o período da II Guerra Mundial e as exclusões às quais os italianos estiveram sujeitos) uma realidade muito diferente daquela que experimentaram em seu país natal, tendo vários deles se destacado profissionalmente e tendo chances de estudar e adquirir cultura.
Família Di Costanzo - Casamicciola Terme, Ilha de Íschia, Itália:
Quando um evento extremo e incontrolável modifica completamente o padrão de vida e a condição social de um grupo familiar, atingido pela catástrofe, fica muito fácil entendermos o motivo de terem procurado refazer o próprio destino do outro lado do oceano.
Miguel Di Costanzo com as filhas Angélica Margarida (esquerda), Natina (centro) e Gilda (direita).
Antes do grande terremoto de 28 de julho de 1883, e subsequente maremoto/tsunami, os gestores das termas de Casamicciola viviam principalmente do turismo ligado às águas termais, que representavam a principal fonte de renda da cidade, diferentemente do resto da ilha de Ísquia, onde prevaleciam a agricultura e o comércio de pequena escala.
Aqui estão alguns detalhes sobre como viviam:
Turismo termal:
O balneário de Casamicciola, e em particular a fonte de Gurgitello, eram famosos pela qualidade de suas águas e atraíam visitantes em busca de bem-estar.
Riqueza relativa:
O turismo termal tornou Casamicciola relativamente mais rica e próspera do que outras áreas da ilha, que dependiam mais da agricultura.
Atividades relacionadas:
A atividade termal proporcionava trabalho para muitas pessoas, incluindo gerentes de estabelecimentos termais, hoteleiros, donos de restaurantes e comerciantes ligados ao turismo.
Desenvolvimento urbano:
A crescente popularidade do balneário levou ao desenvolvimento urbano e à construção de acomodações para acomodar os turistas.
Em suma, os gestores do spa de Casamicciola viviam em um contexto de relativa prosperidade, impulsionados pelo turismo termal, que representava um importante recurso econômico para a comunidade local.
A wikipedia diz que “o Terremoto de Casamicciola em 1883, também conhecido como o Terremoto de Ischia ocorreu no dia 28 de julho às 20h25 hora local (Hora da Europa Central) na ilha de Ísquia no Golfo de Nápoles em Itália. (...) Entre 2.313 e 3.100 pessoas perderam a vida. A cidade também sofreu grandes perdas de propriedades, com 80% de todas as casas destruídas. Este terremoto foi excepcionalmente destrutivo por sua magnitude, principalmente devido à sua profundidade focal rasa.”
"Terremoto em Casamicciola", pintor Giovanni Battista, 1884-1885 (de memória)
"Na onda emocional despertada pelo desastroso terremoto que arrasou Casamicciola em 1883, Battista criou uma reflexão figurativa pessoal sobre o evento. Na tela, datada entre 1884 e 1885, o pintor fotografa uma aldeia destruída reduzida a um monte de ruínas, silenciosamente recortada contra as transparências do céu. Outrora o centro da vida associada, a aglomeração é agora um cemitério onde, imóveis e doloridos, os sobreviventes, manchas de cor escura, estão nos túmulos de seus entes queridos. À esquerda, em primeiro plano, os fragmentos da vida passada: pratos quebrados, o encosto de uma cadeira. No centro, a figura manzoniana(3) de um capuchinho abençoador que, para a dor muda e desesperada dos sobreviventes, para a sua sensação táctil de perda, contrasta a serenidade da sua fé na eternidade da vida. Tela de um certo compromisso composicional,terremoto em Casamicciola faz parte da tendência do generismo realista em que o pathos(4) dos eventos é filtrado nas malhas do descritivismo."
Carmine Tavarone, pintores do século XIX em Irpinia, no acervo da Administração Provincial, catálogo editado por G.Muollo (5)
Desnecessário tentar elaborar maiores explicações para o fato de inicialmente Miguel Di Costanzo e, num momento seguinte, Maria Monti e sua irmã Fortunata, terem procurado reconstruir suas vidas no Brasil.
Família Taddei - Mori, Tirol, Trentino, Alto Ádige:
Os Taddei certamente tiveram condições de vida muito melhores no Brasil do que possuíam originalmente na Itália. Aliás, devemos inclusive ponderar, não vieram propriamente da Itália (país ainda em constituição territorial na época), mas do Império Austro-Húngaro, ao qual pertencia a região quando eles a deixaram.
Invertendo a ordem, em relação aos grupos familiares anteriores, vamos inicialmente colocar o que a inteligência artificial compilou para nós, em termos de sua vida na região de origem:
No século XIX, a classe trabalhadora urbana do Tirol do Sul vivia em condições difíceis, caracterizadas por baixos salários, longas jornadas de trabalho e moradias precárias. A rápida industrialização levou ao crescimento das cidades, mas também a graves problemas sociais.
Aqui estão alguns detalhes:
Condições de trabalho:
Baixos salários:
Os trabalhadores ganhavam salários que mal davam para sobreviver, muitas vezes inferiores aos necessários para sustentar uma família.
Longas Jornadas:
Os dias de trabalho eram extenuantes, com turnos de 12 horas ou mais, todos os dias da semana.
Ambientes de Trabalho Perigosos:
As fábricas eram frequentemente inseguras, com máquinas obsoletas e falta de equipamentos de segurança, o que levava a acidentes e doenças ocupacionais.
Condições de Vida:
Moradia Superlotada:
O afluxo de trabalhadores para as cidades levou à construção de bairros operários com casas pequenas, insalubres e superlotadas.
Falta de Serviços:
As casas frequentemente careciam de saneamento básico e água encanada adequados, contribuindo para a disseminação de doenças.
Pobreza e desnutrição:
A combinação de baixos salários e altos preços de bens básicos levou à pobreza e à desnutrição generalizadas.
Enfatizando:
A industrialização levou ao aumento da produção e da riqueza, mas essa riqueza não foi distribuída de forma equitativa, criando uma clara separação entre a classe trabalhadora e os empresários.
A falta de proteção legislativa e sindical dificultou a defesa dos direitos e a melhoria das condições de vida dos trabalhadores.
A situação foi agravada pelo rápido crescimento das cidades, que não foi acompanhado por um planejamento adequado para atender às necessidades da população.
Em suma, a classe trabalhadora urbana do Tirol do Sul, no século XIX, vivia em condições de grande dificuldade, marcadas pela pobreza, exploração e falta de proteção. Esse contexto contribuiu para a formação de um movimento operário que buscava melhorar as condições de vida e de trabalho.
Os Taddei não passaram fome no Brasil. Pelo contrário, portadores de conhecimento e capacidade técnica, trabalharam na Oficina Arens, montando máquinas agrícolas, compraram terras, prosperaram e construíram um belo patrimônio, tanto material quanto social, político e cultural, tornando-se pessoas proeminentes e respeitáveis na sociedade jundiaiense.
Concluindo, agora que exploramos um pouco e aprendemos sobre como era a vida dos nossos antepassados em sua realidade de tempo/espaço original acredito que possamos valorizar ainda mais a experiência brasileira.
O Brasil é a terra de todas as gentes!
Notas:
(3) "Manzoniana" refere-se a algo relacionado a Alessandro Manzoni, um importante escritor italiano.
(4) qualidade no escrever, no falar, no musicar ou na representação artística que estimula o sentimento de piedade ou a tristeza; poder de tocar o sentimento da melancolia ou o da ternura; caráter ou influência tocante ou patética.
(5) Fonte: https://www.museoirpino.it/collezioni/terremoto-a-casamicciola/
Crédito das imagens:
Foto de Carmino Cappellano, Carlos Ratton, Carmela Cappellano Ratton e Maria Spera Cappellano - arquivo pessoal
Imagem do interior da Igreja de São Laviero em Tito - Facebook, perfil Parrocchia San Laviero Martire - Tito (link: https://www.facebook.com/parrocchia.san.laviero?__tn__=-UC*F) , postagem de 13 de novembro de 2022. Link: https://scontent.fcpq3-1.fna.fbcdn.net/v/t39.30808-6/475776394_950137960553980_7026583589392041439_n.jpg?_nc_cat=111&ccb=1-7&_nc_sid=127cfc&_nc_eui2=AeGR5tMNb27Mrg7dnK-vEZK-jo-S-ZB0pBmOj5L5kHSkGQmwNeASB0Laku_qoWIUiKg&_nc_ohc=hY7Eq5teX3EQ7kNvwHVvCo-&_nc_oc=AdkXFa9zGh145s9KMqshRTwBFkDSNMv_3VIv9RNd_P2yYtgRvhGosRoTbMk1c97DBEs&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent.fcpq3-1.fna&_nc_gid=pfIpAYR59E3nyipdq0qDdg&oh=00_AfT04TBNXVxnEFVA3OKSSupDTztjD-ZNPC93vqT1UQmixg&oe=68819C30
Imagem sobreposta da família Picchi: fotografia da família na Vila Arens, Jundiaí-SP, cerca de 1915, digitalmente colorizada - acervo pessoal; imagem da casa na Via del Centenário - Google Earth
Imagem sobreposta de Miguel Di Costanzo e suas filhas, em São Paulo-SP, cerca de 1916 - acervo pessoal, com o Palazzo Costanzo, em Mdina, Ilha de Malta, foto de João Wagner Daruich, junho de 2025.
Imagem sobreposta da família Taddei, em sua chácara na Rua XV de novembro em Jundiaí-SP, cerca de 1915 - acervo pessoal; imagem de Tierno Di Mori, Tirol, Trentino Alto Ádige - Google Earth