Os dragões aparecem em várias culturas do mundo: no Oriente são vistos como símbolos de sabedoria e força espiritual; no Ocidente, são vistos como forças destrutivas. (1)
Os dragões dividem-se em hierarquias e, no campo das religiões hierarquicamente organizadas temos ligeira visão destas organizações do Astral Inferior. Delas nos fala o Apocalipse 11:2, 12:6 e 13:2, revelando ainda o tempo de seu domínio na Terra ao falar dos 42 meses e dos 1260 dias (42 x 30 = 1260), que para muitos exegetas representam 3 anos e meio, mas, de acordo com as revelações mediúnicas ofertadas à Humanidade os 42 meses representam os 1260 anos em que os dragões reinaram na Terra através da besta — a Igreja Romana. (2)
São os que, deportados de seu planeta de origem, não aceitaram sua nova condição e seguiram com a revolta do orgulho realizando então uma falange da maldade organizada. (3)
O mesmo que o dos vossos políticos que desejam dominar: Poder. Os dragões atuam bem neste campo dos sentimentos humanos, egoísmo, orgulho e vaidade, são por eles trabalhados através de técnicas que não suspeitais e que, ao vos desvendarmos delas uma pequena fresta somos, de imediato, acusados de produzirmos ficção ao gosto das mentes voltadas ao fantástico (3)
No processo de evolução do espírito, o dragão interior — símbolo das forças instintivas — precisa ser compreendido, e não destruído. Matar o dragão seria negar a própria natureza; educá-lo é o verdadeiro caminho da luz. (1)
“... e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.” (Apocalipse, 13:2)
No Apocalipse, o “dragão” representa o poder terreno, o orgulho, o domínio da matéria sobre o espírito. É a força que se opõe à luz, tentando seduzir o homem com ilusões de grandeza, riqueza e domínio.
Na linguagem simbólica, o dragão não é uma criatura real, mas a expressão do egoísmo coletivo, do materialismo que governa o mundo quando o espírito adormece. Quando se diz que ele “dá o seu poder, e o seu trono, e grande poderio” à “besta”, significa que as forças inferiores — paixões, ambições e orgulho — passam a governar. (1)
O conceito de dragões varia conforme as culturas e tradições. No Oriente, eles são símbolos de sabedoria, força espiritual e equilíbrio cósmico, enquanto no Ocidente costumam representar forças destrutivas, ligadas ao caos e à ameaça. Assim, o dragão surge como uma figura simbólica poderosa, capaz de expressar tanto elevação espiritual quanto perigo moral.
No contexto religioso, especialmente na interpretação do Apocalipse, os dragões aparecem associados a hierarquias do chamado “Astral Inferior”. As passagens bíblicas que mencionam os 42 meses ou 1260 dias são interpretadas por alguns como um período simbólico de domínio dessas forças sobre a Terra. Em leituras espiritualistas, esse tempo é ampliado para 1260 anos, durante os quais o poder do dragão teria se manifestado por meio de instituições humanas, vistas como a “besta” do Apocalipse.
Segundo essa visão, os dragões seriam espíritos deportados de seu planeta de origem que não aceitaram sua nova condição evolutiva. Movidos pelo orgulho e pela rebeldia, teriam se organizado em uma falange do mal, atuando de forma coletiva e estruturada para influenciar negativamente a humanidade.
O motivo central dessa revolta seria o desejo de poder e dominação, semelhante às ambições que movem líderes políticos autoritários. Os dragões atuariam explorando sentimentos humanos como egoísmo, vaidade e orgulho, utilizando técnicas sutis de influência. Quando tais ideias são reveladas, frequentemente são desacreditadas como fantasia, por desafiarem a visão materialista predominante.
Já no Espiritismo, o dragão também é compreendido como um símbolo interior. Ele representa as forças instintivas e primitivas do ser humano, que não devem ser destruídas, mas educadas. “Matar o dragão” significaria negar a própria natureza; transformá-lo, ao contrário, é o caminho do verdadeiro progresso espiritual. Nesse sentido, o dragão do Apocalipse simboliza o orgulho, o materialismo e o ego coletivo que, quando dominam, entregam seu poder às paixões humanas e afastam o espírito da luz.
(1) ChatGPT
(2) XAVIER, F. C. A Caminho da Luz, pelo Espírito Emmanuel. Capítulo XIV — "A edificação cristã" (tópico Identificação da Besta Apocalíptica)
(3) PAIXÃO, Leonardo. Esboço Histórico do Desvirtuamento do Cristianismo (Uma perspectiva espírita — Dragões, uma pequena história), pelo Espírito Alberto. Rio de Janeiro: Campos dos Goytacazes, edição do Autor, 2016