A formação dos solos está totalmente ligada as características das rochas, das formas de relevo, e das condições climáticas do local onde ele é formado.
Os solos são formados na superfície da litosfera, ou seja, sobre e a partir das rochas.
Assim como a água, o solo está na base da vida. Mas ainda ainda assim, pode passar despercebido a nossa atenção ao solo, possivelmente pelo fato de nem sempre observamos o solo diretamente, devido que ele esta sob nossos pés muita das vezes recoberto de concreto e asfalto.
Veremos a seguir o conceito de solo e as características dessa riqueza:
O solo é vivo e dinâmico, sendo formado por três fases: uma sólida (material mineral e material orgânico); uma fase líquida; e uma fase gasosa. Os minerais da fase sólida têm sua origem no material que originou o solo, e os componentes orgânicos são originados a partir da ação de restos vegetais, raízes, fezes e carcaças de animais mortos. A fase líquida é composta pela água proveniente da chuva e da irrigação em áreas agrícolas. Finalmente, a fase gasosa é composta pelos mesmos gases que compõem a atmosfera terrestre.
É consenso entre os pedólogos que o solo é função de alguns fatores, a saber:
Solo: material de origem + clima + organismos vivos + relevo + tempo.
Denominamos a rocha matriz como a origem dos solos, de certa forma, está correto, mas veremos que ela pode ser complementada, pois não existe um solo que se desenvolva direto da rocha de forma isolada. Para que o solo seja formado é necessário que a rocha passe por uma fase físico-química que chamamos de intemperismo.
Durante esse processo, a rocha vai se decompondo até formar um material que ainda lembra a estrutura original, mas é menos resistente. Esse material intermediário é chamado de saprólito. O saprólito faz parte do regolito, que inclui tanto o solo como esse material em decomposição.
No saprólito, alguns minerais menos resistentes já foram alterados, principalmente com a lixiviação, que é a “lavagem” dos elementos mais solúveis, como sódio (Na), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e potássio (K). Esse processo de transformação química, que chamamos de pedogênese, é o que transforma o saprólito em solo. Quando temos uma sequência de formação que vai de rocha para saprólito e depois para solo, chamamos esse solo de “solo residual” ou “solo eluvial”.