NOVAS TEORIAS
Acreditava-se que todas as espécies existentes no planeta Terra eram provenientes da criação divina e suas características físicas seriam imutáveis ao longo do tempo. De 1831 a 1836 em sua viagem ao redor do mundo, Darwin realizou expedições científicas, descobriu fósseis de animais como da preguiça, tatu e o guanaco na América do Sul, sendo estes fósseis muito maiores do que as espécies ainda vivas, mas obviamente similares. Tais descobertas evidenciaram a existência da evolução, que iria de total confronto ao paradigma vigente. A teoria da "Seleção Natural", ou comumente conhecida como "A Teoria da Evolução", foi formulada em 1858, sendo hoje em dia aceita como filosofia base para a ciência biológica. Em contexto geral, a teoria evolutiva explica a correlação das espécies hoje vivas com espécies outrora existentes, rompendo com o paradigma antes aceito das características fixas. As espécies devem competir uma com as outras para que possam sobreviver. Devem superar percalços como doenças, predadores, membros da própria família, falta de alimentos, inconstâncias climáticas, entre outros fatores até chegarem a fase de reprodução. Por conseguinte, caso sobrevivam, todas suas características positivas que foram herdadas de seus pais e desenvolvidas ao longo de sua vida, serão passados aos seus filhos. Porém, caso suas habilidades de sobrevivência não sejam mais suficientes para que possam suportar as dinâmicas ambientais, a seleção natural levara a extinção desta espécie. É a dinâmica de transmissão das características positivas de pai para filho, de geração em geração, que se faz possível a evolução das espécies. Com a dinâmica dos genes na formação das características de um indivíduo, é possível a existência de "erros" neste processo, devido a grande complexibilidade bioquímica dos genes. Caso um "erro" ocorra neste processo, uma nova característica poderá surgir na espécie, e caso esta característica for benéfica ao processo de adaptação as pressões ambientais, ela poderá ser passada de geração em geração. Chamamos este fenômeno de mutação. É comum vermos críticas as ideias de Darwin, muitas da vezes são caracterizadas como apenas "teoria", buscando uma desqualificação de sua contribuição científica. O termo "teoria" é utilizado pois, as hipóteses da evolução não podem ser totalmente provadas. Por mais que um experimento repetido diversas vezes possa nos mostrar o mesmo resultado, há uma possibilidade mesmo que rara, de um resultado diferente e inesperado. A mesma lógica se da para a Teoria da Gravidade, pois há uma possibilidade, mesmo que quase inexistente, de se jogar uma pedra em direção ao céu, e ao invés dela cair, ela voe para o alto. A importância da caracterização de uma ideia como "teoria", é o fato de podermos submete-la a testes, questiona-la, reformula-la e expor suas possíveis falhas. Por este fato, existem muitas divergências entre os cientistas referente a "Seleção Natural" de Darwin. Porém, tais divergências estão relacionados a velocidade que as espécies evoluem, ou em qual circunstâncias a evolução ocorre, mas não necessariamente a veracidade do processo evolutivo. Muitos grupos criacionistas da sociedade atual, usam essas divergências acadêmicas para desqualificar as pesquisas, porém é totalmente comum estas controvérsias científicas, a medida que novas evidências e observações vão surgindo.