HOTSPOT GEOLÓGICO
A base estrutural do planeta Terra é dividida em 6 camadas, são elas: crosta continental, crosta oceânica, manto superior e inferior, núcleo externo e interno. O material pastoso localizado no interior da Terra, também conhecido como manto, produz o processo de convecção pela grande diferença de temperatura e pressão em seu interior, ocasionando a movimentação das placas tectônicas, gerando comumente em suas fronteiras abalos sísmicos e vulcanismos, através de movimentos convergentes, divergentes e transformantes das placas. Tais processos geológicos aqui citados, estão relacionados com a teoria dos pontos quentes (hotspots geológicos). Cujo foi divulgada em 1963 pelo geofísico J. Tuzo Wilson, sendo esta teoria, um dos pontos principais da Teoria da Tectônica de Placas. Dentre os processos de formações de ilhas, uma está relacionada com a atividade geológica dos pontos quentes. Tais pontos encontram-se com localização fixa, cerca de 700 km (435 milhas) de profundidade no planeta, pelos quais expelem material magmático (plumas), formando ilhas na superfície dos oceanos. Dado que, o assoalho oceânico encontra-se integrado a placa tectônica (que se move pelo processo de convecção do magma), a ilha é aos poucos transportada para fora do material quente. Com a ínsula fora do hotspot, seu material rochoso sofrerá intemperismo e erosão, até que desapareça no oceano. Ao mesmo tempo, é formado um novo vulcão no pavimento oceânico, que agora encontra-se acima do hotspot. Ao longo de milhões de anos, com a repetição deste processo, se originará uma cadeia de ilhas vulcânicas, cujo sequencia de desgaste das mesmas possibilitará uma leitura da ordem temporal deste fenômeno. Todos os vulcões se encontrarão extintos, exceto o mais novo na cadeia de formação.