Os minerais são os componentes básicos das rochas e são estudados pela mineralogia, um ramo da geologia dedicado a compreender sua composição, estrutura, aparência e estabilidade. Um mineral é um sólido homogêneo com composição química definida, constituído por átomos, que são pequenas unidades de matéria que se combinam por meio de reações químicas; são formado por processos naturais inorgânicos, cujos esses átomos estão organizados em um arranjo tridimensional específico.
O conceito mais adotado o é o de Klein & Hurlbut (1999): Um mineral é um sólido, homogêneo, natural, com uma composição química definida (mas geralmente não fixa) e um arranjo atômico altamente ordenado . É geralmente formado por processos inorgânicos.
Sólido: Apenas substâncias no estado sólido são consideradas minerais. Por exemplo, o gelo encontrado nas geleiras é um mineral, enquanto o gelo produzido em refrigeradores é um equivalente sintético do gelo natural; na fala cotidiana, os compostos sintéticos
recebem em geral os mesmos nomes de seus equivalentes naturais. Entretanto Quando um mineral é encontrado em uma forma que não corresponde ao conceito estrito, como o mercúrio líquido, ele é classificado como mineralóide.
Homogêneo: Um mineral deve ser quimicamente homogêneo, o que significa que não pode ser dividido fisicamente em componentes químicos mais simples. No entanto, a homogeneidade é relativa à escala de observação; algo que parece homogêneo a olho nu pode ser composto por várias substâncias quando visto sob um microscópio.
Natural: Os minerais devem ser formados naturalmente, sem intervenção humana direta. Quando substâncias sintéticas imitam as propriedades de um mineral conhecido, elas recebem o adjetivo "sintético" (por exemplo, esmeralda sintética).
Composição química definida: Minerais possuem uma composição química específica que pode ser representada por uma fórmula química. Por exemplo, o ouro nativo tem a fórmula (Au), o quartzo é (SiO₂) e a calcita é (CaCO₃). Alguns minerais permitem substituições de elementos em sua estrutura, como a dolomita (CaMg(CO₃)₂), que pode ter Mg substituído por Fe e Mn, ou a esfalerita (ZnS), onde o Zn pode ser substituído por Fe. A variação na composição pode ocorrer dentro de certos limites sem alterar a designação do mineral, mas grandes variações podem definir uma espécie mineral distinta.
Arranjo atômico ordenado: Minerais têm uma estrutura interna com átomos ou íons dispostos em um padrão geométrico regular, obedecendo a regras de simetria. Esses sólidos pertencem a um dos sistemas cristalinos: triclínico, monoclínico, ortorrômbico, tetragonal, hexagonal (ou trigonal) e isométrico. Minerais com essa organização interna são chamados de cristalinos, enquanto aqueles sem tal arranjo são classificados como amorfos e pertencem ao grupo dos mineralóides como o caso da Obsidiana.
Inorgânicos: O conceito de mineral exclui substâncias orgânicas e substâncias cristalinas biogênicas; como por exemplo as conchas carbonáticas que encontramos são quimicamente idênticos aos minerais formados por processos inorgânicos mas não são consideradas minerais; pois são formadas pelo metabolismo de organismos, assim como as pérolas, produzidas por processos biogênicos formados naturalmente por processos biológicos.