ISBN: 978-989-8459-11-4
Páginas: 144
Capa mole, cosido à linha.
Impresso em papel isento de cloro (TCF)
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“Como são ridículos os ministros das Finanças. (…) Tenho talvez algumas provas guardadas que verificam e comprovam tudo isto. De facto guardei algumas delas que seleccionei dos artigos de opinião de António Sousa Franco publicadas no Diário de Notícias de 31 de Dezembro de 1999 e 11 de Janeiro de 2000 e ainda a resposta de Eduardo Catroga em 7 de Janeiro de 2000.”
Aires Diniz percorreu Bibliotecas e adquiriu alfarrábios para conhecer o que estava disponível como Ciência Financeira na Europa e no Mundo, do século XIX e princípio do séc. XX, procurando determinar as razões da ausência entre nós dos teóricos e das ideias financeiras em voga na Europa entre 1860 e 1940 e tentando compreender porque esta não foi ensinada em Coimbra.
Apresenta-nos Anselmo Augusto Vieira e as propostas de Clémence Auguste Royer para a Reforma Financeira para o Cantão suiço de Vaud em 1860. Recorda-nos como Proudhon influenciou o ensino em Coimbra através de Joaquim José Maria d’Oliveira Valle. Mostra Rousseau que parte da ideia de um pacto ou contrato natural entre cidadãos para determinar o sistema fiscal, algo que a aristocracia portuguesa não aceita, sendo esta mais uma razão que explica a crise académica de 1907. Antes, em 1846, Joseph Garnier contou a luta de Richard Cobden para acabar com as leis proteccionistas, levando-o a teorizar sobre o papel do sistema fiscal no desenvolvimento da Economia.
Fala de Marnoco e Sousa, Assis Teixeira e de Salazar, herdeiro intelectual dos dois e do repudiado candidato a Doutor José Eugénio Dias Ferreira. E que o foi só por ter ousado falar de Nitti, o economista italiano então em voga, já que as suas ideias podiam ser a base da mudança de paradigma na Universidade em 1907.
No final, apresenta-nos as biografias os actores e autores nacionais e estrangeiros, cuja intervenção teórica e governativa permite rastrear a nossa indigência científica e, claro, a origem das falhas de governação que levaram à Ditadura Financeira de Salazar.