ISBN: 978-972-8257-22-4
Edição: 2000
Páginas: 208
Capa mole, cosido à linha.
Impresso em papel isento de cloro (TCF)
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O autor aborda neste estudo a poesia oral de Baião, centrando-se em domínios nucleares para o conhecimento de qualquer sector da literatura oral tradicional.
Na Introdução, Carlos Nogueira apresenta a configuração do espaço da recolha, assinalando as motivações que subjazem à prática da oralidade poética; no primeiro capítulo, opera a conceituação e caracterização de diversos aspectos imprescindíveis para a unidade orgânica do trabalho, designadamente a relação oral/escrito, as circunstâncias da transmissão e da recepção, as relações entre poesia oral, música e dança, a definição dos papéis de poeta e intérprete populares, os tipos de variantes (assim como a sua importância no processo de reprodução/sobrevivência do poema) e as funções desta literatura; no segundo, de entre as diversas manifestações poéticas populares registadas em Baião, reflecte sobre aquelas que se revestem de um estatuto de maior autonomia, alcance e notoriedade no grupo social, nomeadamente os poemas dos "Cortejos do Menino Jesus", as cantigas ao desafio, os pasquins, os testamentos, as pulhas e as dedicatórias, porque correlacionadas com tradições que as fundamentam; no terceiro, submete o "corpus" a uma análise das formas da expressão e de alguns conteúdos.
Neste trabalho, procura-se descortinar as articulações do objecto literário quer com os elementos supra-individuais que conformam a dinâmica da tradição e da inovação literárias quer com as forças da história e da sociedade, de que o poeta é mensageiro, participante e testemunha. Pretende-se, em última instância, caracterizar um tipo de literatura e um tipo de homem.