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Inês de Castro
O episódio lírico de «Inês de Castro» pretende ilustrar o desfecho trágico dos amores proibidos entre o Infante D. Pedro (filho de D. Afonso IV) e D.Inês de Castro.
Há a realçar, no episódio, primeiro, a despreocupação feliz de Inês, depois, a presença do Rei
D. Afonso IV e dos seus conselheiros, em Coimbra, com a determinação de matar aquela mulher. A tensão dramática aumenta à medida que se vai desenrolando a acção: Inês, presa pelos carrascos e rodeada pelos filhos, diante do Rei; o discurso de defesa e de súplica de misericórdia proferido pela infeliz mãe; as hesitações do Rei; finalmente, o assassínio de Inês.
O narrador deste episódio é Vasco da Gama. O narratário é o Rei de Melinde.
Nota
O Infante D. Pedro (1320-1367) era casado com D. Constança, mantendo, no entanto, uma ilícita relação amorosa com D. Inês, de quem tinha três filhos. Dada a ascendência castelhana de D. Inês, o Rei D. Afonso IV e os seus conselheiros viam, nesta relação, um potencial perigo para a independência nacional. Em Coimbra, aproveitando a ausência de D. Pedro numa caçada, D.Inês foi morta pelos conselheiros, por ordem do Monarca. Mais tarde, quando D.Pedro I subiu ao trono, mandou matar aqueles conselheiros. Diz a lenda que retirou o coração, a um, pelas costas, a outro, pelo peito. O terceiro conseguiu refugiar-se em Castela. Reza, ainda, a lenda que D. Pedro coroou D. Inês rainha depois de morta.