Rio de Janeiro, 2018.
Não vou mentir para você. Tratar qualquer vício não é tarefa fácil para fazer com adultos, com criança então… Por isso estamos aqui para ajudar.
Primeiro e mais importante: Terapia!
Sim, psicólogo, terapeuta, analista… Qual especialidade preferir, mas o primeiro passo é fazer o reconhecimento do problema e levar a criança para que o terapeuta identifique e trabalhe as questões que desenvolveram o vício.
Segundo: Rotinas!
A falta de certas regras geram ansiedade, pois a criança não sabe o que vem a seguir. Algumas rotinas básicas a maioria (preferiria dizer todos, masss) dos responsáveis por crianças já faz.
Um exemplo é escovar os dentes após o almoço. Então a hora do almoço acaba se tornando mais tranquila(nem sempre…) pois a criança já sabe o que deve fazer. De modo normal, toda casa tem uma rotina. Mas a rotina deve ser modificada ou adaptada de forma a ocasionar menos ansiedade, isso você consegue trabalhar com ajuda do terapeuta. Um ponto importante a destacar é a necessidade da rotina de sono e os horários de dormir e acordar (isso vale para você também). O organismo precisa de um certo tempo de descanso e esse tempo deve ser respeitado.
Se não souber elaborar uma rotina de sono segue esse link.
Terceiro: Alimentação!
Corte frituras, processados, biscoitos, refrigerante… Claro que não dá pra fazer isso de uma vez. Se você costuma comprar para o mês ou por semana, Simplesmente não compre para a semana. Pode ter coisas assim no fim de semana, mas não em excesso.
Não adianta não deixar a criança comer durante a semana e no fim de semana entregar 4 pacotes de biscoito na mãozinha do anjo e deixar ele ser feliz e se esbaldar no youtube! Ajuste a lista de compras da casa para comportar as “besteiras” como “mimo”. Quem convive com crianças sabe bem desse tal de “mimo”.
É algo que você dá de vez em quando mas não torna rotina, senão a criança acaba insuportável (Assistiu “A Fantástica Fábrica de Chocolate”? Lembra da menina que queria o esquilo?).
Foque em uma alimentação saudável. Aproveite a oportunidade para modificar a alimentação da família toda (e, talvez, perder aquele quilinho que sempres está lá e agente nunca consegue se livrar… calorias malditas! rsrs)
Quarto: Exercícios!
Futebol, basquete, volei… Qualquer um serve desde que a criança goste (não vale virar campeão de videogame…). Aproveite para avaliar se meditação, yoga ou alguma luta marcial seriam interessantes ao seu estilo de vida e suas percepções de mundo, se forem de acordo, matricula a criança sem medo.
Quinto: Foco!
Você vai ficar tentado(a) a deixar a criança ficar mais 5 minutos com o equipamento, seja tablet, smatphone, tv… Não permita. Principalmente no começo do tratamento. Siga a liderança do terapeuta. Vai ser um caminho difícil, mas o resultado é compensador.
Terapias alternativas. Uma opção integrativa.
Medicina Tradicional Chinesa, Homeopatia, Fitoterapia, Acupuntura… Realmente são possibilidades válidas. Essas terapias são classificadas como integrativas e ajudam no processo. Converse com o terapeuta e procure um profissional na área que escolher para acompanhar o tratamento.
Agora eu realmente preciso falar isso. A terapia é extremamente útil. Talvez no começo você duvide, isso é normal, muita gente não acredita. Mas realmente funciona.
Um outro ponto importante que devo deixar claro. Às vezes as coisas não são bem o que parecem, então você pode acabar procurando um terapeuta por causa de um problema e acabar descobrindo outro. Se prepare para essa possibilidade. Não estou dizendo que vá acontecer, mas caso ocorra, ao menos você está minimamente preparado(a) para lidar com a situação e não vai precisar de terapia com urgência (não tô falando que você não vai precisar de terapia nunca mais, só disse que não vai precisar dela com urgência…).
Dependendo do grau do problema, é feita a solicitação de que leve a criança ao psiquiatra e às vezes pode se recorrer a medicamentos para ajudar com o controle básico da situação. Não tenha medo de perguntar ao médico como funciona e qual a ideia do tratamento que será oferecido. Se intere o máximo possível sobre a questão do medicamento, leia a bula, entenda pelo menos o básico daquela medicação. Também procure conhecer melhor sobre o transtorno (ou doença) que foi identificada. Isso tudo pode ser complicado no começo, porém pode acabar se mostrando bem útil no futuro.
Se for o caso, faça terapia em família. É bom ter alguém mediando os conflitos e nos auxiliando a pensar de vez em quando. A terapia em família ajuda a reforçar os laços da unidade familiar e vocês vão ficar mais unidos.
E lembre: o vício em tecnologia na infância não é algo para se ignorar. Não é uma fase e vai passar. Tem de ser avaliado e tratado. Se não for tratado, a criança pode (e na maioria dos casos, para não dizer em todos, vai) acabar gerando problemas de saúde ainda piores.
Estamos torcendo por vocês! Esperamos que as informações que passamos aqui sejam úteis para ajudá-los a entender como o Vício em Tecnologia na Infância funciona e te ajudar um pouco com o tratamento.
“O primeiro passo para saber como se cura uma mal é entendê-lo.” Jade Guerra