Rio de Janeiro, 2018.
Como diria o Freud, toda criança necessita passar pela fase do narcisismo. Por quê? Porque em sua teoria psicanalítica toda criança precisa passar pela fase onde ela é naturalmente egocêntrica, ou seja, é uma etapa natural de narcisismo para a fundamentação da personalidade.
Nos primeiros anos de vida, os bebês não tem compreensão de que as outras pessoas não fazem parte dela e que não tem como função agradá-las. E assim é capaz que ela desenvolva seus próprios sentimentos.
Há o momento onde os pais já estão prontos para intervir com atividades interativas, para que o egocentrismo não seja algo que afetará sua vida social futuramente. Por volta dos 4 anos, por exemplo, ensinar a importância de dividir seus brinquedos com os amigos, ensinar que os amiguinhos têm gostos diferentes, e acima de tudo, o respeito. Contudo, a tecnologia hoje em dia anda tão presente em nossas vidas e nos babys que o uso de internet pelos pais como forma de mantê-los “quietos” acaba sendo corriqueira e por vezes não mediada o assunto para as crianças, que acabam recebendo influências externas de web influencer, youtubers.
E então o narcisismo faz bem ou mal? O narcisismo torna-se preocupante quando é perceptível (os adultos começam a notar):
Contudo é preciso um diagnóstico médico. A patologia (doença) é totalmente relacionada às redes sociais, como defendem especialistas, por expor a busca desenfreada por evidência e aplausos. Para o narcisista extremo, alcançar seguidores é muito bom, mas se houver alguma crítica, ele sofre muito mais do que quem não depende de aprovação externa.
Conforme a pessoa se afasta dos outros e coleciona fracassos, o problema pode evoluir para depressão e ansiedade. Mas o maior prejuízo é para as relações interpessoais, com amigos e familiares.
Muito mais do que simplesmente gostar de se mostrar, a reação do indivíduo quando ele não é o centro das atenções é o que diferencia o narcisismo saudável do patológico. Se o retorno não é o esperado, ela fica angustiada, estressada e agressiva.