O locutor é quem fala ou escreve o texto. É a voz responsável pela mensagem.
Ele faz escolhas linguísticas (palavras, tom, estilo) de acordo com o que deseja comunicar e com quem deseja se comunicar.
👉 Pode ser:
o autor de um texto,
um professor explicando o conteúdo,
um jornalista escrevendo uma notícia,
um aluno fazendo uma redação,
uma pessoa publicando um story no Instagram.
Em uma redação do ENEM, o aluno é o locutor.
Em uma reportagem do G1, o jornalista é o locutor.
Em uma conversa de WhatsApp, quem escreve a mensagem é o locutor.
O interlocutor é quem recebe a mensagem, ou seja, para quem o texto é dirigido.
👉 Pode ser:
um leitor,
um aluno,
um professor,
um grupo específico (jovens, consumidores, eleitores),
o público em geral.
Na redação do ENEM, o corretor é o interlocutor.
Em um anúncio publicitário de faculdade, os alunos do ensino médio são os interlocutores.
Em um post do Instagram sobre vestibular, os seguidores interessados no tema são os interlocutores.
A comunicação não acontece no vazio.
O locutor sempre pensa no interlocutor antes de falar ou escrever.
➡️ Isso influencia:
o nível de formalidade,
o tipo de vocabulário,
os exemplos usados,
a forma de argumentar.
Um professor explicando gramática para o 6º ano usará uma linguagem mais simples.
O mesmo professor, falando para universitários, usará termos mais técnicos.
A subjetividade é a presença das opiniões, sentimentos, valores e posicionamentos do locutor no texto.
📢 O locutor não costuma ser neutro — ele deixa pistas do que pensa.
São palavras ou expressões que mostram:
certeza,
dúvida,
opinião,
julgamento,
emoção.
📌 Exemplos comuns:
“certamente”
“provavelmente”
“infelizmente”
“é necessário”
“é fundamental”
“Infelizmente, muitos alunos ainda não valorizam a leitura.”
🔎 A palavra infelizmente mostra a opinião e o sentimento do locutor.
São verbos que introduzem falas, ideias ou opiniões, mostrando a atitude do locutor em relação ao que é dito.
📌 Exemplos:
afirmar
negar
criticar
sugerir
defender
questionar
“O especialista alerta para os riscos do uso excessivo do celular.”
🔎 O verbo alerta indica preocupação e reforça a gravidade do assunto.
O vocabulário revela muito sobre o locutor.
📌 Compare:
“A atitude do aluno foi irresponsável.”
“A atitude do aluno foi inadequada.”
🔎 Ambas falam do mesmo fato, mas “irresponsável” carrega julgamento mais forte, mostrando maior envolvimento do locutor.
Frases curtas → mais impacto, mais emoção.
Frases longas → mais explicação, mais reflexão.
Perguntas retóricas → envolvem o interlocutor.
“Até quando a educação será tratada com descaso?”
🔎 Não espera resposta; provoca reflexão e revela indignação.
Mesmo sem aparecer explicitamente, o interlocutor influencia todo o texto.
Servem para chamar diretamente o interlocutor.
📌 Exemplos:
“Caros alunos,”
“Prezados leitores,”
“Amigos,”
“Caros estudantes, este material foi preparado para auxiliá-los no ENEM.”
🔎 Aproxima o interlocutor e define o público-alvo.
O locutor adapta:
vocabulário,
exemplos,
grau de formalidade.
Para amigos: “Esse filme é top demais!”
Para um trabalho acadêmico: “O filme apresenta uma narrativa inovadora.”
Eu / nós → marcam o locutor
Você / vocês → marcam o interlocutor
📌 Exemplo:
“Nós precisamos refletir sobre nossas escolhas.”
🔎 O nós pode incluir o interlocutor, criando proximidade.
Mostram relação de pertencimento.
📌 Exemplos:
meu
nosso
seu
📌 Exemplo:
“Essa decisão afeta o nosso futuro.”
🔎 Envolve o interlocutor no problema.
Organizam o texto e situam ideias.
📌 Exemplos:
este / isso / aquilo
📌 Exemplo:
“Esse problema precisa ser enfrentado urgentemente.”
🔎 Retoma algo já mencionado no texto.
“Galera, vamos participar desse evento, vai ser muito massa!”
“Professor, considero fundamental a participação neste evento, pois contribui para a formação acadêmica.”
🔎 Mudam:
pronomes,
vocabulário,
estrutura,
marcas de subjetividade.
O locutor é quem produz o texto e deixa nele suas intenções.
O interlocutor orienta todas as escolhas linguísticas.
A subjetividade aparece por meio de:
modalizadores,
verbos dicendi,
vocabulário,
estrutura do texto.
Os pronomes ajudam a organizar o discurso e a relação entre quem fala e quem recebe a mensagem.
Comunicar bem exige adequar a linguagem ao contexto, ao leitor e ao objetivo.
A eficácia da mensagem depende de escolhas conscientes, não apenas de regras gramaticais.
É o grupo de pessoas para quem a mensagem é direcionada.
Influencia diretamente o que dizer e como dizer.
🧩 Perfil de leitor
Descrição detalhada do público, considerando:
Idade
Escolaridade
Interesses
Conhecimento prévio
Contexto social e cultural
Ajuda a definir:
Nível de complexidade do texto
Exemplos utilizados
Profundidade das explicações
✅ Importância
Ignorar o público-alvo torna a comunicação confusa e ineficaz.
Conhecer o leitor aumenta clareza, engajamento e compreensão.
É a variação da linguagem conforme a situação comunicativa.
Depende do ambiente, do grau de formalidade e da relação entre os interlocutores.
📘 Registro formal
Características:
Correção gramatical
Vocabulário preciso
Estrutura sintática elaborada
Ausência de gírias
Usado em:
Textos acadêmicos
Documentos oficiais
Provas e entrevistas
Transmite seriedade, respeito e credibilidade.
📗 Registro informal
Características:
Linguagem espontânea
Uso de gírias e abreviações
Frases mais simples
Usado em:
Conversas cotidianas
Redes sociais
Mensagens entre amigos
Promove proximidade e naturalidade.
🔄 Adaptação
Saber alternar entre registros demonstra domínio da língua e inteligência social.
Conjunto de palavras que o falante domina e utiliza.
A escolha lexical interfere diretamente no sentido, tom e clareza do texto.
🛠️ Palavras técnicas e jargões
Termos específicos de áreas do conhecimento.
Uso adequado:
Textos para especialistas
Uso inadequado:
Textos para público geral sem explicação
🗣️ Gírias
Linguagem informal e temporária.
Criam identidade de grupo.
Inadequadas em contextos formais.
💬 Expressões idiomáticas
Possuem sentido figurado.
Enriquecem a linguagem coloquial.
Devem ser usadas com cautela em textos formais.
🔁 Sinônimos e antônimos
Evitam repetições.
Ajudam a contrastar ideias.
Aumentam a riqueza e fluidez do texto.
A comunicação eficaz resulta da integração entre público-alvo, registro linguístico e vocabulário.
Cada escolha linguística molda como a mensagem será entendida e interpretada.
O público-alvo é o _______________________________ para quem a mensagem é dirigida, e conhecê-lo é essencial para tornar a comunicação eficaz.
grupo de pessoas
O perfil de leitor considera aspectos como idade, escolaridade, interesses, conhecimento prévio e _______________________________ do leitor.
contexto social e cultural
O registro linguístico refere-se à _______________________________ da linguagem à situação comunicativa, ao ambiente e à relação entre os interlocutores.
adequação
O registro formal é caracterizado pelo uso da norma padrão da língua, vocabulário _______________________________ e ausência de gírias.
preciso (também aceito: formal, adequado, técnico)
As expressões idiomáticas possuem sentido _______________________________ e dependem do contexto cultural para serem compreendidas corretamente.
figurado
São informações falsas ou enganosas divulgadas como se fossem verdadeiras. Geralmente circulam pela internet e redes sociais, com o objetivo de manipular opiniões, causar confusão ou obter vantagens.
É a origem da informação: pessoa, instituição, documento, site ou local de onde os dados foram retirados. Identificar a fonte é essencial para avaliar a credibilidade da notícia.
Refere-se à tendência ou inclinação do autor ou veículo de comunicação ao apresentar uma notícia, podendo favorecer um lado, opinião ou interesse específico.
É o relato de um fato novo, relevante e de interesse público, apresentado de forma clara e objetiva.
Processo de conferência e confirmação das informações, checando dados, fontes e evidências antes da divulgação.
Algo que realmente aconteceu e pode ser comprovado por meio de documentos, registros ou testemunhos confiáveis.
É o título principal da notícia. Serve para chamar a atenção do leitor e resumir o assunto tratado.
Texto jornalístico mais aprofundado, que investiga, contextualiza e apresenta detalhes sobre um acontecimento ou tema.
É a fala exata de alguém, colocada entre aspas, para registrar fielmente o que foi dito.
Expressa o ponto de vista pessoal sobre um assunto. Não precisa ser comprovada, pois reflete sentimentos ou julgamentos individuais.
✅ Gabarito comentado:
O aluno deve mencionar que são informações falsas divulgadas como verdadeiras, geralmente com a intenção de enganar.
✅ Comentário:
Porque a fonte ajuda a verificar a credibilidade e a confiabilidade da informação.
✅ Comentário:
Fato pode ser comprovado; opinião é um ponto de vista pessoal.
✅ Comentário:
Significa que ela apresenta uma inclinação ou favorece um lado do assunto.
✅ Comentário:
Ela chama a atenção do leitor e resume o tema principal da notícia.
Olá, pessoal! Lembram da nossa conversa em sala sobre como os textos são verdadeiros diálogos, mesmo quando o autor não está ali fisicamente? Chegou a hora de aprofundar esses conhecimentos e solidificar o que aprendemos sobre locutor, interlocutor e as marcas que eles deixam na escrita! Entender esses conceitos é fundamental para interpretar textos de forma crítica e também para produzir comunicações mais eficazes, seja para o ENEM, para a faculdade ou para a vida!
Em qualquer ato de comunicação, temos sempre dois papéis essenciais:
Locutor: É quem fala, quem escreve, quem emite a mensagem. É a voz que se manifesta no texto. No nosso dia a dia, somos locutores quando mandamos uma mensagem no WhatsApp, quando apresentamos um trabalho ou quando escrevemos um e-mail.
Interlocutor: É quem ouve, quem lê, quem recebe a mensagem. É para quem a mensagem é direcionada. Assim como o locutor, o interlocutor também pode ser uma pessoa específica, um grupo, ou até mesmo um público mais amplo.
Pense assim: O locutor lança a "bola" da mensagem, e o interlocutor a "recebe". E essa bola, acredite, vem cheia de pistas!
O locutor não é uma máquina de transmitir informações neutras; ele é um sujeito que tem opiniões, sentimentos e intenções. E ele deixa essas marcas no texto de diversas formas:
Opiniões Explícitas: Frases como "Na minha opinião...", "Eu acredito que...", "É inadmissível que..." revelam diretamente o posicionamento do locutor.
Modalizadores: São palavras ou expressões que modificam o sentido de uma frase, indicando a atitude do locutor em relação ao que está sendo dito. Exemplos: "Certamente", "Provavelmente", "Infelizmente", "Obviamente", "Talvez". Eles mostram o grau de certeza, a avaliação ou o sentimento do locutor.
Verbos Dicendi com Expressão de Juízo: Verbos como "acho", "creio", "parece-me que", "sinto que" são usados para introduzir uma declaração, mas já carregam a subjetividade do locutor. Ex: "Acho que a proposta é interessante."
Escolha Lexical (Vocabulário): As palavras que o locutor escolhe usar não são aleatórias. Elas podem ser carregadas de valor positivo ou negativo, revelando a emoção ou o julgamento do locutor. Comparar "um problema" com "um caos" ou "uma situação desafiadora" mostra diferentes perspectivas.
Exemplo: Se o locutor escreve "A decisão governamental foi totalmente equivocada e prejudicou imensamente a população", ele não está apenas informando, está avaliando e expressando uma forte opinião.
O locutor sempre pensa em quem vai receber a mensagem e, por isso, adapta seu texto para o interlocutor. Essas adaptações também deixam suas marcas:
Vocativos: São termos usados para chamar ou se dirigir diretamente ao interlocutor. Eles variam de acordo com o grau de formalidade e a relação entre os comunicadores. Exemplos:
◦ "Você, que está lendo este resumo..." (mais informal/direto)
◦ "E aí, galera!" (informal, para um grupo de amigos)
◦ "Prezados estudantes,..." (formal, para um público acadêmico)
◦ "Senhoras e Senhores,..." (formal, para um público amplo)
Perguntas Retóricas: São perguntas que não esperam uma resposta explícita, mas servem para provocar a reflexão do interlocutor, engajá-lo no assunto ou reforçar uma ideia. Ex: "Quem nunca se sentiu assim?", "Será que estamos fazendo o suficiente?".
Organização da Informação Conforme o Público: A forma como a informação é apresentada, a profundidade dos detalhes e a linguagem utilizada são ajustadas ao conhecimento prévio e aos interesses do interlocutor. Um artigo científico para especialistas será muito diferente de uma reportagem sobre o mesmo tema para o público geral.
Os pronomes são pequenas palavras com grande poder na organização textual e na relação entre locutor e interlocutor:
Pronomes Pessoais (Eu, Tu/Você, Ele/Ela, Nós, Vós/Vocês, Eles/Elas):
◦ Eu/Nós: Marcam a presença do locutor (ou do locutor e seu grupo). Ex: "Eu penso que...", "Nós defendemos a ideia de...".
◦ Tu/Você/Vocês: Apontam diretamente para o interlocutor. Ex: "Você compreendeu a matéria?", "Gostaria que vocês refletissem...".
Pronomes Possessivos (Meu, Teu, Seu, Nosso, Vosso, Deles):
◦ Indicam posse e, ao mesmo tempo, reforçam a relação entre locutor e interlocutor ou o pertencimento a um dos papéis. Ex: "Nossa turma aprendeu bastante", "Este é o seu material de estudo."
Pronomes Demonstrativos (Este, Esse, Aquele, etc.):
◦ Organizam a informação no espaço (físico ou textual) e no tempo.
◦ Este/Esta/Isto: Geralmente referem-se a algo próximo do locutor ou ao que está sendo introduzido no texto. Ex: "Este assunto que acabamos de discutir é importante."
◦ Esse/Essa/Isso: Referem-se a algo próximo do interlocutor ou ao que já foi mencionado. Ex: "Essa ideia que você apresentou é ótima."
◦ Aquele/Aquela/Aquilo: Referem-se a algo distante de ambos ou a algo já longamente tratado.
Retomando um ponto já mencionado, mas com um destaque especial: a escolha de cada palavra pode revelar a opinião, a emoção ou o posicionamento do locutor de maneira sutil ou explícita.
Termos Avaliativos: Palavras como "incrível", "péssimo", "genial", "desastroso" carregam juízos de valor que o locutor atribui ao que está sendo descrito.
Linguagem Conotativa (Figurada): O uso de metáforas, comparações e outras figuras de linguagem pode expressar sentimentos e pontos de vista que a linguagem denotativa (literal) não conseguiria.
Nível de Formalidade: A escolha entre "a gente vai" (informal) e "nós iremos" (formal) já diz muito sobre a relação que o locutor estabelece com seu interlocutor e o contexto da comunicação.
Lembre-se: Cada palavra é uma ferramenta. Um bom locutor sabe escolher as ferramentas certas para construir a mensagem que deseja, considerando sempre quem vai recebê-la.
Exercício – Leitura e Análise Textual
As questões a seguir foram elaboradas no modelo do ENEM, com textos-base, situações comunicativas e foco na interpretação, na identificação do locutor e do interlocutor e nas marcas linguísticas de subjetividade e direcionamento do discurso. Assinale a alternativa correta.
Parte I – Questões Objetivas Contextualizadas (25 questões)
Texto I – Editorial jornalístico
A crise no sistema de transportes urbanos já ultrapassou qualquer limite aceitável. É inadmissível que, em pleno século XXI, milhares de cidadãos sejam obrigados a enfrentar condições tão precárias diariamente.
No texto, a expressão destacada evidencia que o editorial:
A) Limita-se à narração de fatos observáveis
B) Mantém neutralidade em relação ao tema tratado
C) Apresenta posicionamento crítico do locutor
D) Dirige-se a um interlocutor específico e individual
E) Prioriza a função metalinguística da linguagem
Texto II – Campanha publicitária
Você merece viver melhor. Escolha produtos que respeitam o meio ambiente e transformam o seu dia a dia.
O uso do pronome “você” contribui para:
A) Tornar o texto impessoal
B) Indicar distanciamento entre emissor e receptor
C) Estabelecer interlocução direta com o leitor
D) Expressar dúvida do locutor
E) Marcar linguagem técnica especializada
Nesse contexto comunicativo, o principal objetivo do locutor é:
A) Informar dados científicos
B) Relatar experiências pessoais
C) Persuadir o interlocutor
D) Narrar um acontecimento histórico
E) Registrar linguagem neutra
Texto III – Artigo de opinião
Na minha opinião, a tecnologia trouxe avanços significativos, mas também impôs novos desafios à convivência humana.
A expressão inicial do texto funciona como:
A) Vocativo dirigido ao leitor
B) Marca explícita de subjetividade do locutor
C) Estratégia de apagamento do emissor
D) Recurso de ironia
E) Pronome demonstrativo
O emprego do verbo no passado reforça:
A) Neutralidade do discurso
B) Linguagem exclusivamente literária
C) Avaliação pessoal do locutor
D) Descrição técnica do tema
E) Ausência de interlocução
Texto IV – Texto instrucional
Prezados candidatos, leiam atentamente as orientações antes de iniciar a prova.
O termo inicial do enunciado caracteriza:
A) Linguagem informal
B) Uso de gírias regionais
C) Vocativo formal dirigido ao interlocutor
D) Modalizador de dúvida
E) Marca de ironia
Texto V – Crônica
Talvez este seja o maior problema da nossa geração: aprendemos a falar muito, mas a ouvir pouco.
O advérbio “talvez” indica:
A) Certeza absoluta do locutor
B) Hipótese ou dúvida argumentativa
C) Linguagem denotativa
D) Afastamento do leitor
E) Ordem indireta
O uso do pronome “nossa” contribui para:
A) Individualizar o discurso
B) Romper a interlocução
C) Criar senso de coletividade
D) Tornar o texto técnico
E) Impedir a interpretação do leitor
Texto VI – Reportagem
Segundo especialistas, a medida pode trazer benefícios a longo prazo.
A expressão “segundo especialistas” é usada para:
A) Expressar opinião pessoal do repórter
B) Assumir posicionamento emocional
C) Reduzir a presença explícita do locutor
D) Criar diálogo direto com o leitor
E) Aumentar a coloquialidade
Texto VII – Postagem em rede social
Quem nunca se sentiu perdido diante de tantas escolhas?
A pergunta apresentada tem a função de:
A) Buscar resposta objetiva
B) Criar efeito de humor
C) Provocar reflexão no interlocutor
D) Encerrar o tema
E) Apagar a presença do locutor
Texto VIII – Texto acadêmico
Observa-se um aumento significativo no uso de recursos digitais no ensino.
A construção impessoal utilizada tem como efeito:
A) Aproximação afetiva do leitor
B) Eliminação da objetividade
C) Redução da subjetividade do locutor
D) Uso de linguagem figurada
E) Marca explícita de opinião
Em textos argumentativos, a escolha entre palavras como “problema” e “caos” revela:
A) Alteração de tempo verbal
B) Diferença sintática irrelevante
C) Juízo de valor do locutor
D) Mudança do interlocutor
E) Desorganização textual
No ENEM, identificar o interlocutor de um texto é essencial para:
A) Reconhecer apenas a norma-padrão
B) Compreender a intenção comunicativa
C) Avaliar a ortografia
D) Memorizar conceitos gramaticais
E) Ignorar o contexto social
Um texto que utiliza verbos como “acredito” e “considero” apresenta:
A) Linguagem científica neutra
B) Forte presença do locutor
C) Estrutura narrativa
D) Apagamento do emissor
E) Função conativa exclusiva
A adaptação da linguagem ao leitor demonstra atenção ao:
A) Canal
B) Código
C) Interlocutor
D) Tema
E) Ruído
Em textos persuasivos, perguntas retóricas servem para:
A) Informar dados exatos
B) Reduzir argumentação
C) Engajar o leitor
D) Eliminar subjetividade
E) Introduzir conceitos técnicos
O emprego de linguagem formal indica, em geral:
A) Intimidade entre os interlocutores
B) Distanciamento e adequação ao contexto
C) Humor e ironia
D) Improviso discursivo
E) Oralidade excessiva
Pronomes demonstrativos organizam o texto ao:
A) Marcar concordância verbal
B) Indicar tempo histórico
C) Estabelecer relações de proximidade e referência
D) Criar ambiguidades propositalmente
E) Substituir vocativos
A subjetividade do locutor manifesta-se principalmente por meio de:
A) Dados estatísticos
B) Pronomes pessoais e modalizadores
C) Linguagem matemática
D) Citações técnicas
E) Regras normativas
O termo “senhoras e senhores” caracteriza:
A) Linguagem coloquial
B) Vocativo formal e coletivo
C) Pronome pessoal
D) Interjeição
E) Linguagem figurada
Um texto predominantemente informativo tende a:
A) Apagar o locutor
B) Intensificar emoções
C) Usar linguagem conotativa
D) Dirigir-se diretamente ao leitor
E) Valorizar julgamentos pessoais
O pronome “nós”, em textos institucionais, geralmente indica:
A) Opinião individual
B) Erro de concordância
C) Representação coletiva do locutor
D) Ironia
E) Linguagem literária
A linguagem conotativa é utilizada para:
A) Eliminar sentidos figurados
B) Tornar o texto técnico
C) Expressar emoções e posições
D) Garantir neutralidade
E) Reduzir polissemia
Ao analisar textos no ENEM, reconhecer marcas do locutor permite:
A) Ignorar o contexto social
B) Compreender o posicionamento discursivo
C) Evitar interpretação crítica
D) Priorizar a gramática normativa
E) Reduzir o papel do leitor
A relação entre locutor, interlocutor e escolha lexical evidencia que:
A) Todo texto é neutro
B) A linguagem é sempre objetiva
C) O discurso é socialmente situado
D) O leitor não interfere no sentido
E) A comunicação ocorre sem intenção
Parte II – Questões Objetivas Diretas
No processo comunicativo, o locutor é aquele que:
A) Recebe a mensagem
B) Produz o enunciado
C) Interpreta o texto
D) Apenas narra histórias
E) Não deixa marcas no texto
O interlocutor corresponde ao:
A) Tema abordado
B) Destinatário do discurso
C) Código linguístico
D) Canal da comunicação
E) Gênero textual
Modalizadores indicam:
A) Tempo verbal
B) Atitude do locutor diante do enunciado
C) Número de interlocutores
D) Função poética
E) Coesão referencial
Vocativos têm a função de:
A) Retomar ideias anteriores
B) Marcar tempo e espaço
C) Chamar o interlocutor
D) Expressar dúvida
E) Organizar parágrafos
Pronomes pessoais de primeira pessoa reforçam:
A) Neutralidade textual
B) Presença do locutor
C) Uso técnico da linguagem
D) Distanciamento discursivo
E) Impessoalidade científica
Textos argumentativos caracterizam-se por:
A) Ausência de opinião
B) Predomínio de instruções
C) Defesa de um ponto de vista
D) Linguagem exclusivamente literal
E) Função fática
A escolha lexical pode revelar:
A) Apenas correção gramatical
B) Posicionamento ideológico
C) Somente o tema tratado
D) Estrutura sintática
E) Forma fixa do texto
Perguntas retóricas são usadas para:
A) Obter respostas exatas
B) Bloquear a interpretação
C) Provocar reflexão no leitor
D) Criar incoerência textual
E) Encerrar o diálogo
Quanto mais formal o interlocutor, maior tende a ser:
A) Uso de gírias
B) Cuidado na seleção vocabular
C) Linguagem coloquial
D) Subjetividade emocional
E) Ironia explícita
No ENEM, compreender a interação entre locutor e interlocutor contribui para:
A) Decoração de regras
B) Leitura crítica e interpretação adequada
C) Redução do vocabulário
D) Análise estritamente gramatical
E) Eliminação do contexto
C – A expressão “é inadmissível” revela julgamento de valor, evidenciando o posicionamento crítico do locutor.
C – O pronome “você” estabelece interlocução direta, aproximando o leitor e tornando o discurso persuasivo.
C – A campanha publicitária tem como finalidade convencer o interlocutor a adotar determinado comportamento.
B – “Na minha opinião” marca explicitamente a subjetividade e a presença do locutor no texto.
C – O verbo indica avaliação pessoal, típica de textos opinativos, e não descrição neutra.
C – O termo “Prezados candidatos” é um vocativo formal, adequado ao contexto institucional.
B – O advérbio “talvez” expressa hipótese, reduzindo o grau de certeza do enunciado.
C – O pronome “nossa” cria identificação e senso de coletividade entre locutor e interlocutor.
C – A expressão atribui a informação a uma fonte externa, reduzindo a presença direta do locutor.
C – A pergunta retórica não busca resposta, mas envolve o leitor e provoca reflexão.
C – A construção impessoal é típica de textos acadêmicos e contribui para a objetividade.
C – A escolha lexical revela avaliação subjetiva do locutor sobre o fato descrito.
B – Reconhecer o interlocutor é essencial para compreender a intenção comunicativa do texto.
B – Verbos opinativos reforçam a presença explícita do locutor no discurso.
C – A adequação da linguagem demonstra atenção ao interlocutor.
C – Perguntas retóricas são estratégias argumentativas para engajar o leitor.
B – A linguagem formal indica distanciamento e adequação ao contexto comunicativo.
C – Pronomes demonstrativos organizam referências e relações de proximidade no texto.
B – Pronomes pessoais e modalizadores são marcas centrais de subjetividade.
B – “Senhoras e senhores” é um vocativo formal e coletivo.
A – Textos informativos tendem a minimizar marcas explícitas do locutor.
C – O pronome “nós” representa o locutor como parte de um coletivo institucional.
C – A linguagem conotativa expressa emoções, avaliações e posicionamentos.
B – Reconhecer marcas do locutor permite compreender o posicionamento discursivo.
C – A relação entre linguagem e contexto evidencia que todo discurso é socialmente situado.
B – Locutor é quem produz o enunciado.
B – Interlocutor é o destinatário da mensagem.
B – Modalizadores indicam a atitude do locutor em relação ao que é dito.
C – Vocativos servem para chamar ou designar o interlocutor.
B – Pronomes de 1ª pessoa reforçam a presença do locutor.
C – Textos argumentativos defendem um ponto de vista.
B – A escolha lexical pode revelar posicionamento ideológico.
C – Perguntas retóricas provocam reflexão no leitor.
B – Quanto mais formal o interlocutor, maior o cuidado vocabular.
B – A interação entre locutor e interlocutor favorece leitura crítica e interpretação adequada.
A leitura literária costuma ser associada à obrigação escolar, quando, na verdade, pode ser uma experiência de prazer e descoberta. Livros ampliam horizontes, provocam emoções e possibilitam o contato com realidades distintas. O desafio está em despertar o interesse do leitor, respeitando seus repertórios e vivências.
Ao afirmar que a leitura literária é associada à “obrigação escolar”, o texto sugere que essa visão:
A) valoriza a leitura como atividade prazerosa
B) reforça o aspecto lúdico da literatura
C) reduz a leitura a uma imposição institucional
D) amplia o acesso democrático aos livros
E) reconhece a leitura como escolha individual
A expressão “quando, na verdade” estabelece no texto um efeito de sentido de:
A) conclusão
B) oposição a uma ideia anterior
C) explicação técnica
D) exemplificação
E) consequência lógica
No trecho “pode ser uma experiência de prazer e descoberta”, o locutor busca:
A) negar a importância da escola
B) apresentar uma visão alternativa sobre a leitura
C) criticar o ensino tradicional exclusivamente
D) relatar uma experiência pessoal
E) restringir a leitura ao entretenimento
As ações atribuídas aos livros — “ampliam horizontes”, “provocam emoções” e “possibilitam o contato com realidades distintas” — têm a função de:
A) apresentar dados objetivos sobre leitura
B) reforçar um argumento favorável à literatura
C) narrar episódios vividos pelo autor
D) caracterizar tecnicamente o texto literário
E) neutralizar o posicionamento do locutor
O tom predominante do texto pode ser caracterizado como:
A) descritivo e técnico
B) narrativo e pessoal
C) reflexivo e valorativo
D) instrucional e normativo
E) humorístico e informal
Ao afirmar que “o desafio está em despertar o interesse do leitor”, o texto pressupõe que:
A) os leitores não gostam de livros
B) a leitura perdeu sua função social
C) o interesse pela leitura não é automático
D) os livros deixaram de ser relevantes
E) o leitor é totalmente passivo
A menção aos “repertórios e vivências” do leitor indica que o locutor considera a leitura como um processo:
A) padronizado e homogêneo
B) exclusivamente escolar
C) individual e contextual
D) restrito aos clássicos literários
E) dependente apenas do texto
O interlocutor presumido pelo texto é alguém que:
A) rejeita completamente a leitura literária
B) já possui amplo repertório literário
C) pode ter uma relação limitada ou negativa com a leitura
D) atua como especialista em letras
E) consome apenas textos acadêmicos
A tese central do texto consiste na defesa da ideia de que a leitura literária:
A) deve ser avaliada exclusivamente na escola
B) perdeu espaço na sociedade contemporânea
C) precisa ser imposta como obrigação
D) pode ser prazerosa quando respeita o leitor
E) é irrelevante fora do contexto escolar
C
B
B
B
C
C
C
C
D
Se quiser, posso: ✅ finalizar também as questões 28 a 45 mantendo o mesmo nível;
✅ criar o gabarito pedagógico comentado (habilidade por habilidade);
✅ ou organizar todo o simulado em um caderno pronto para aplicação ENEM.
Qual é o próximo passo?
You said:
Finalize as questões 28 a 36
Copilot said:
Copilot
Perfeito, Durval.
Segue a finalização das QUESTÕES 28 a 36, com Texto IV completo, mantendo rigorosamente o padrão ENEM: interpretação global, efeitos de sentido, intenção discursiva, tom, tese e leitura crítica.
As redes sociais transformaram profundamente a forma como as pessoas se informam e se posicionam diante dos acontecimentos. Nunca foi tão fácil publicar opiniões, compartilhar notícias ou reagir a fatos quase em tempo real. Esse cenário, embora amplie as possibilidades de participação, também exige responsabilidade, já que nem toda informação que circula nesses espaços é verificada ou contextualizada.
A lógica das curtidas, dos compartilhamentos e dos comentários rápidos incentiva mensagens breves e impactantes, muitas vezes mais preocupadas em gerar engajamento do que em promover reflexão. Assim, discursos simplificados e polarizados ganham visibilidade, influenciando a maneira como os usuários percebem a realidade e constroem suas opiniões.
Diante disso, torna-se cada vez mais necessário que o usuário desenvolva uma postura crítica, capaz de questionar fontes, intenções e efeitos de sentido presentes nas mensagens que consome diariamente.
O texto aponta que o uso das redes sociais:
A) eliminou a necessidade de reflexão individual
B) restringiu a participação dos usuários
C) ampliou as formas de acesso e circulação de informações
D) tornou obsoletos os meios tradicionais de comunicação
E) garantiu a qualidade das informações compartilhadas
No primeiro parágrafo, o trecho “embora amplie as possibilidades de participação” indica uma relação de sentido de:
A) adição
B) oposição
C) causa
D) consequência
E) explicação
Ao afirmar que “nem toda informação que circula nesses espaços é verificada ou contextualizada”, o locutor pretende:
A) negar o papel informativo das redes sociais
B) alertar para os riscos da desinformação
C) defender a censura digital
D) valorizar a rapidez das informações
E) eximir o leitor de responsabilidade
A referência à “lógica das curtidas” contribui para a compreensão de que:
A) o engajamento substitui o conteúdo informativo
B) todas as publicações são confiáveis
C) as redes sociais incentivam textos longos
D) o debate aprofundado é priorizado
E) a imparcialidade é predominante
A expressão “mensagens breves e impactantes” sugere que, nas redes sociais, há maior valorização de conteúdos:
A) complexos e analíticos
B) extensos e argumentativos
C) imediatos e emocionais
D) neutros e técnicos
E) científicos e especializados
O tom predominante do texto pode ser definido como:
A) narrativo e pessoal
B) crítico e reflexivo
C) humorístico e informal
D) instrucional e técnico
E) emotivo e confessional
No último parágrafo, a expressão “Diante disso” estabelece uma relação de sentido de:
A) explicação
B) conclusão
C) contraste
D) exemplificação
E) condição
Ao defender a necessidade de uma “postura crítica”, o texto atribui ao usuário das redes sociais o papel de alguém que:
A) aceita informações sem questionar
B) depende exclusivamente de especialistas
C) consome conteúdos de forma passiva
D) analisa e questiona os discursos recebidos
E) evita qualquer posicionamento
A tese central do texto sustenta que as redes sociais:
A) são prejudiciais à sociedade contemporânea
B) promovem apenas a desinformação
C) exigem do usuário responsabilidade e leitura crítica
D) neutralizam conflitos ideológicos
E) substituem completamente outras fontes de informação
C
B
B
A
C
B
B
D
C
Próximo passo possível: ✅ finalizar as questões 37 a 45 (Texto V);
✅ montar o gabarito geral comentado por habilidades ENEM;
✅ ou organizar tudo em um caderno final de simulado (pronto para imprimir ou aplicar).
Como você prefere seguir?
You said:
Finalize as questões 37 a 45
Copilot said:
Copilot
Perfeito, Durval.
Segue a finalização das QUESTÕES 37 a 45, com Texto V completo, mantendo coerência com todo o simulado, nível ENEM, foco em interpretação, tese, efeitos de sentido, posicionamento do locutor e papel do leitor/cidadão.
A participação cidadã não se limita ao ato de votar ou de acompanhar notícias esporadicamente. Ela se constrói, sobretudo, a partir da capacidade de compreender discursos, avaliar argumentos e posicionar-se de forma consciente diante dos problemas coletivos. Em uma sociedade marcada pela circulação intensa de informações, essa habilidade torna-se ainda mais necessária.
Quando o cidadão aceita passivamente mensagens prontas, sem questionar suas intenções ou contextos, abre espaço para a manipulação e a desinformação. Por outro lado, ao desenvolver uma postura crítica, ele fortalece não apenas sua autonomia individual, mas também o funcionamento democrático da sociedade.
Dessa forma, investir em educação linguística e em práticas de leitura reflexiva não é apenas uma questão escolar, mas uma condição fundamental para o exercício pleno da cidadania.
Logo no primeiro parágrafo, o texto amplia o conceito de participação cidadã ao afirmar que ela depende, principalmente, da:
A) presença em eventos políticos
B) frequência ao voto eleitoral
C) memorização de informações
D) capacidade de análise crítica
E) obediência às instituições
Ao afirmar que a participação cidadã “não se limita” a determinadas ações, o locutor utiliza um recurso argumentativo que:
A) restringe o conceito apresentado
B) relativiza a importância da cidadania
C) amplia o entendimento do tema
D) nega práticas políticas tradicionais
E) enfraquece o argumento inicial
No contexto do texto, a expressão “sociedade marcada pela circulação intensa de informações” remete à ideia de:
A) escassez informacional
B) neutralidade dos discursos
C) facilidade de acesso e excesso de conteúdos
D) privilégio das informações oficiais
E) redução do debate público
O segundo parágrafo estabelece uma relação de contraste ao apresentar:
A) duas definições equivalentes
B) consequências semelhantes
C) opiniões contraditórias do autor
D) comportamentos opostos do cidadão
E) momentos históricos distintos
A afirmação de que a aceitação passiva de mensagens “abre espaço para a manipulação” indica que o texto:
A) culpa o cidadão pelos problemas sociais
B) defende a censura dos meios de comunicação
C) alerta para os riscos da falta de criticidade
D) valoriza a rapidez da informação
E) minimiza o impacto da linguagem
O trecho “Por outro lado” contribui para a progressão textual ao introduzir:
A) uma explicação técnica
B) uma consequência inevitável
C) uma conclusão definitiva
D) uma visão oposta à anterior
E) uma exemplificação estatística
Ao afirmar que a postura crítica fortalece o funcionamento democrático, o locutor estabelece uma relação entre:
A) linguagem e entretenimento
B) educação e mercado de trabalho
C) leitura e prazer individual
D) criticidade e cidadania
E) escola e avaliação institucional
No último parágrafo, ao afirmar que a educação linguística vai além da escola, o texto defende que ela:
A) substitui completamente o ensino formal
B) deve ocorrer apenas em ambientes acadêmicos
C) é responsabilidade exclusiva dos professores
D) possui impacto social e cidadão
E) limita-se à aprendizagem gramatical
A tese central do texto está corretamente expressa em:
A) A cidadania depende apenas de participação política direta.
B) O excesso de informações prejudica a democracia.
C) A leitura crítica é essencial para o exercício pleno da cidadania.
D) A escola é o único espaço de formação cidadã.
E) A linguagem não interfere nas decisões coletivas.
D
C
C
D
C
D
D
D
C
O texto afirma que a velocidade da informação leva, muitas vezes, à repetição de discursos simplificados, construídos para provocar reações imediatas, o que caracteriza superficialidade.
“No entanto” é um conector adversativo, usado para quebrar a expectativa criada anteriormente e introduzir uma ideia oposta.
Ao dizer que toda mensagem parte de um ponto de vista, o texto destaca que o discurso não é neutro, mas carregado de escolhas subjetivas.
O influenciador digital é citado como exemplo concreto de como o discurso é direcionado a um público específico e constrói interpretações, não apenas relatos.
O leitor é apresentado como alguém que interpreta, concorda, discorda e ressignifica o discurso, o que caracteriza uma postura ativa.
O verbo “escolhe-se” reforça que a construção do discurso envolve intencionalidade e responsabilidade, não acaso.
O texto convida à reflexão crítica sobre a linguagem e a informação, sem narrar fatos pessoais ou humor, caracterizando tom reflexivo.
A tese central é a defesa da necessidade de leitura crítica para compreender os discursos que circulam na sociedade.
O texto avança por meio de explicações e exemplos reflexivos, especialmente ao mencionar o influenciador digital.
O texto relativiza a ideia tradicional de escola como único espaço de aprendizagem, ampliando o conceito.
“Contudo” introduz oposição à ideia anterior, funcionando como conectivo adversativo.
O texto não nega a importância da escola, mas defende que ela precisa se adaptar às transformações contemporâneas.
“Ressignificado” significa atribuir novo sentido, atualizar o papel da escola.
O texto se dirige a toda a sociedade, não apenas a alunos ou gestores, ao tratar da educação como questão coletiva.
O tom é reflexivo e crítico, problematizando a realidade educacional sem impor regras.
Ignorar transformações compromete o processo educacional, ou seja, gera consequências negativas.
A intenção é provocar reflexão sobre o papel da escola na atualidade.
A comparação entre passado (“durante muito tempo”) e presente estrutura a argumentação.
Associar leitura à obrigação escolar reduz seu significado ao campo institucional, retirando o aspecto prazeroso.
“Quando, na verdade” introduz uma oposição ao senso comum apresentado antes.
O locutor propõe uma nova visão da leitura: prazer e descoberta, não obrigação.
As ações atribuídas aos livros reforçam argumentos favoráveis à leitura literária.
O texto valoriza a leitura e reflete sobre seu papel, caracterizando tom reflexivo e valorativo.
O texto reconhece que o interesse pela leitura precisa ser despertado, não ocorre automaticamente.
Ao mencionar repertórios e vivências, o texto considera a leitura como experiência individual e contextual.
O interlocutor pode ter uma relação limitada ou negativa com a leitura, visão comum na sociedade.
A tese central defende que a leitura pode ser prazerosa quando respeita o leitor.
O texto reconhece que as redes sociais ampliaram o acesso e a circulação de informações.
“Embora” introduz uma concessão, indicando oposição entre ampliação da participação e riscos informacionais.
O locutor alerta para a desinformação causada pela ausência de verificação.
A lógica das curtidas prioriza engajamento, muitas vezes em detrimento da profundidade do conteúdo.
Mensagens breves e impactantes priorizam reações rápidas e emocionais.
O texto reflete criticamente sobre práticas sociais contemporâneas.
“Diante disso” introduz uma conclusão decorrente da argumentação anterior.
O usuário é visto como alguém que deve analisar, questionar e interpretar os discursos recebidos.
A tese central defende que o uso das redes sociais exige responsabilidade e leitura crítica.
A participação cidadã é associada à capacidade de análise crítica.
Ao dizer que não se limita, o locutor amplia o conceito de cidadania.
A expressão remete ao excesso informacional da sociedade contemporânea.
O parágrafo contrapõe comportamentos passivos e críticos do cidadão.
O texto alerta para os riscos da falta de criticidade diante da informação.
“Por outro lado” marca oposição à ideia apresentada anteriormente.
O texto relaciona leitura crítica ao fortalecimento da cidadania e da democracia.
A educação linguística é apresentada como fator de impacto social, não apenas escolar.
A tese central é que a leitura crítica é indispensável para o exercício pleno da cidadania.